A rainha do destino (I) Publicado por maçãdadiscordia em 24/03/2017 em Controle da mente

"É possível que uma pessoa cética como eu possa acreditar na magia? "

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A rainha do destino (primeira parte)

Uma noite estava assistindo televisão e via um filme de terror, desses onde podes ver fantasmas e casas assombradas senti muita curiosidade por esse tipo de coisas e decidi em ligar meu computador e ver se podia encontrar um médium ou algo semelhante. Devo confessar que só uma pessoa muito cética, tanto assim que nem sequer acredito em deus, mas minha curiosidade por ver como alguém mediante truques podia enganar as pessoas me fazia querer ir e vê-lo com meus próprios olhos.

Uma das coisas no qual sou verdadeiramente ótimo é usando o computador, de fato sou programador, e gosto muito de todo o referente a Deep web, não é que seja um pedófilo o um terrorista, mas gosto de ver as coisas de forma cru, real. Eu tinha um computador especial para entrar na Deep web, o armei e programei eu mesmo, esse aparelho é indetectável e se verdadeiramente fosse terrorista o quisesse fazer coisas muito ruins as poderia fazer tranquilamente desde esse computador.

Acessei a web e comecei a pesquisar informação de médiuns ou pessoas que trabalhassem com fantasmas ou espíritos, de verdade queria saber si tudo isso poderia ser certo. Encontrei uma parte onde estavam o tipo de pessoas que estava pesquisando, então foi quando dei com a “Rainha Nzinga” uma especialista no âmbito dos espíritos, assisti uns vídeos “dela” fazendo o que ela mesma denomina como “Trabalhos” e de verdade como está de desenvolvida a tecnologia qualquer pessoa com um bom aparelho e astucia podia fazer esse tipo de vídeos, ainda assim sentia curiosidade e queria saber mais de seu trabalho.

Apanhei seu contato e a liguei, instantaneamente me respondeu uma voz algo estranha, não sabia dizer se era de homem ou de mulher, também pensei que isso se pode fazer com um aparelho, mas a voz me disse...

- Sei que não acreditas muito em mim, mas posso dizer que tudo o tocante as coisas que faço são reais e se você tem o valor, venha para a avenida das cruzes, casa #19 às dez da noite do dia 3 de abril. -

Disse-me isso a voz e cortou a chamada intempestivamente; de verdade fiquei muito surpreendido pelo que aconteceu, mas minha curiosidade aumentou consideravelmente. Faltava um dia para o 3 de abril, comecei a pensar se de verdade ia para esse lugar e ver si realmente essa “rainha” fazia coisas certas ou tudo eram truques para receber dinheiro de pessoas tolas e incautas.

Chegou o esperado dia, ainda estava um pouco indeciso se ia ou não, mas ao final decidi em ir para onde a famosa “Rainha” e comprovar se era verdade ou ficção o que ela fazia. Tinha muita ansiedade da situação e queria saber que ia acontecer se tudo era real o uma farsa estava na expectativa. Faltavam quatro horas para às dez, assim que ascendi meu computador pesquisei a direção que me tem dito a voz em google maps e sai de casa.

Dantes de ir à casa da “Rainha” passei por um restaurante chinês a jantar e dali fui a direção; enquanto me ia aproximando a casa me sentia mais nervoso, já estava muito perto até que finalmente cheguei a casa #19 e eram às nove da noite. Estacionei meu carro e dantes de sair dele senti um calafrio percorrer meu corpo tudo, o primeiro que pensei depois de que acontecesse isso foi que a mesma ansiedade me fazia sentir esse tipo de coisas e que me devia calmar.

A casa da “Rainha” era enorme, tinha três andares, grandes janelas, um jardim amplo e o que mais me impressionou foi a porta, já que era de madeira e tinha esculpido uns tipos de garatujas e símbolos na moldura da porta; ia a batê-la para que soubessem de minha presencia, mas a mesma se abriu e saltei para atrás, esse foi meu reflexo. Logo do breve susto fui recebido por um homem muito sombrio, era alto, careca e negro, se não fosse porque tinha uma camisa da cor clara não o teria visto ninguém.

O homem me fez um sinal para que eu entrasse, então foi quando ingressei a enorme casa e vi que o interior era menos lúgubre que a frente, mas sentia um tipo de tensão no meu corpo como se ele soubesse que ali não estava seguro; o homem se me aproximou e me disse...

- A Rainha disse que suba para o primeiro andar e na terceira porta a direita se aproxime e logo a bata cinco vezes e ali saberá se é bem-vindo ou não. –

Depois que me disse isso ouvi algo estranho e me virei para ver, como não havia nada, instantaneamente voltei para agradecer as indicações do homem e ele já não estava ali; fiquei um pouco estupefato, senti um pouco de medo, mas fiz o que me disse e fui até o primeiro andar, me dirigi a porta que me disse o homem e a bati cinco vezes espere uns minutos e quando pensei que não ia acontecer nada a mesma se abriu devagar. Senti-me como se estivesse em um filme de medo isso me deu ganhas de rir e fiquei mais tranquilo, me disse que tudo o que acontecia ali era uma farsa e não passaria nada mau, o que não sabia era que estava totalmente equivocado.

Entrei a habitação, a qual estava pouco iluminada era ampla, mas só tinha uma mesa e duas cadeiras, em uma delas estava sentada uma mulher a qual não via muito bem, me disse que entrasse e sentasse; ao instante de fazer o que me disse a porta se fechou, o tom de voz da mulher me fazia entender que era jovem, mas não a podia ver bem. Logo de estar ali sentado a “Rainha” me pediu que lhe desse minha mão, fiz e senti que era apanhado por uma mão jovem e forte.

Sucessivamente a mulher começou a dizer-me coisas que só eu sabia, como quando foi minha primeira experiência sexual, quais eram minhas aspirações, o nome de meu primeiro amor, porque tinha o número oito tatuado no meu pulso esquerdo, qual foi o nome de meu primeiro cão e coisas pelo estilo. Logo me disse que todo isso só foi para começar e chamar minha atenção já que estava ali por outro motivo.

A “Rainha” me disse que eu tinha um antepassado muito poderoso nas artes segredas e queria que as soubesse, minha primeira impressão foi rir como um tolo já que não acreditava nada disso. No entanto depois de minha explosão de gargalhada senti algo estranho em mim, senti que era verdade o que ela me dizia e então lhe perguntei como podia apreender isso. Ela respondeu que só meu antepassado sabia essa resposta, mas que ela seria a ponte para eu poder encontrá-lo.

Senti um pouco de medo e por primeira vez meu ceticismo não era tão forte como sempre; a “Rainha” me disse que para poder encontrar-me com meu antepassado devíamos fazer um ritual que misturava desejo, magia e sangue; que si estava seguro de fazê-lo tudo daria certo, mas não haveria volta atrás se começávamos com o feitiço. Apanhei coragem e lhe disse de sim, eu queria chegar até a última instância do assunto.

A mulher sacou uma faca e até agora não tenho a certeza de onde saiu, se cortou a palma da mão esquerda e com o sangue fez uns estranhos símbolos nos meus antebraços e frente, além de um mais na sua frente e foi até esse momento onde lhe vi o rosto por primeira vez; era de tez escura, mas seus olhos eram azuis e penetrantes e era muito atraente. Me disse que tinha de fechar os olhos e que aconteça o que acontecer não os abrisse até que ela me dissesse, assenti e fechei meus olhos.

Instantaneamente senti uns lábios carnosos nos meus, entreabri a boca pelo bom beijo e senti como introduzia sua língua e se entrelaçava com a minha; logo senti como a temperatura do quarto começou a baixar, mas eu estava quente pelo momento, depois senti como uma mão sacava meu pênis das minhas calças e começavam a masturbar-me com lentidão, meu corpo se tornava mais quente e a seguir senti uma úmida boca a qual comia tudo meu membro.

Estive tentado em abrir os olhos para ver como essa mulher me chupava o pênis, mas a ouvi dizer – Cumpre a regra! - Assim que mantive meus olhos fechados, logo senti como a “Rainha” se sentou em cima de mim e senti como penetrei uma molhada vagina, seus movimentos eram ainda demais deliciosos, e por primeira vez na minha vida senti que ia a gozar tão rápido e foi no momento antes de acabar que a mulher me disse que podia abrir os olhos.

Quando os abri vi muita luz no quarto e senti a presencia de muitas pessoas ali dentro, mas eu estava totalmente sozinho e foi quando o vi; um homem alto, branco, com o cabelo longo e liso e os olhos pretos como os meus. O senhor me disse que estava ali porque precisava de mostrar-me o caminho que desde agora devia percorrer porque esse era meu destino...

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