Junho 5, 2025

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O Limite Que Ele Não Suportou Cruzar [Ela 23 Ele 33 ]

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Mike não se moveu quando ela entrou no quarto. Estava de pé perto da janela, com os punhos fechados, a mandíbula rígida, o olhar perdido em algum ponto que não era a vista — era ela. Era o que ela causava. Era o ciúme que ele não queria sentir.

Emilly se encostou à parede, os cabelos ainda úmidos da piscina, usando aquele biquíni ínfimo que deixava pouco à imaginação. E ela sabia disso. Sabia o que estava fazendo. Ela sempre sabia.

— Mike? — provocou. — Vai ficar aí fingindo que não tá me vendo?

Ele não respondeu. O silêncio era a única coisa que o mantinha no controle.

Ela riu. Um som baixo, atrevido. — Ah, entendi… é aquele silêncio de macho alfa ferido. O que é, hein? Vai me dizer que tá com ciúmes?

Ele se virou. Devagar. O olhar que ele lançou nela era uma mistura de fogo contido e ameaça doce.

— Você tá testando meus limites, Emilly. — A voz dele saiu baixa, densa. — E não é um bom momento pra isso.

Ela deu dois passos, se aproximando com a leveza de uma caçadora. — Você quer controle… mas não consegue nem controlar o próprio sangue quando me olha.

— Não brinca com isso. — Mike deu mais um passo, agora perto demais. — Você não sabe o que tá provocando.

— Sei sim. — sussurrou. — Eu quero ver você perder o controle. Quero ver até onde você vai por mim.

Ela levou a mão às costas, puxou lentamente o laço do biquíni. A parte de cima caiu no chão. Depois os dedos escorregaram pela cintura, empurrando o restante da peça até os tornozelos.

— Olha pra mim, Mike. — Emilly…

— Vai embora então. — desafiou, com os braços soltos, nua diante dele. — Mas vai sabendo que eu estou aqui. Pronta. Molhada. Tua.

Mike avançou. Rápido. Quente. Incontrolável. Segurou a cintura dela com força, ergueu-a no colo, colando os corpos sem pedir permissão.

— Você quer ver até onde eu vou? — Quero. — ela sussurrou no pescoço dele, mordendo levemente. — Me mostra.

Ele a jogou na cama, os olhos faiscando. Subiu sobre ela com o peso do próprio desejo. As mãos dele passaram pelas coxas, abriram espaço. A boca encontrou os seios com uma fome que era mais raiva que prazer.

— Você brinca com fogo, Emilly. — Então me queima — ela gemeu, puxando os cabelos dele.

Mike prendeu os pulsos dela acima da cabeça com uma mão. A outra desceu entre as pernas, sem pressa, apenas pra senti-la pronta.

— Você gosta de me provocar? — Gosto de ver você assim. Fora de si. Meu. Só meu.

Ele a invadiu de uma vez, profundo, firme, fazendo o corpo dela se arquear. Ela gritou — não de dor, mas de posse.

— Diz que é minha. — Ele falou entre os dentes, o movimento ritmado, a respiração pesada. — Eu sou tua… tua… toda tua… — ela choramingou, se desfazendo sob o corpo dele.

Ele a penetrou com mais força, o som dos corpos preenchendo o quarto, os olhos cravados nela.

— Só minha. — Só tua.

Quando ela gemeu mais alto, as pernas tremendo, o corpo inteiro se contorcendo sob ele, foi ele quem teve que segurar a própria explosão.

Mas não conteve. Mike não se conteve. Ele despejou tudo dentro dela com um gemido abafado no pescoço de Emilly, os dentes quase marcando a pele.

E foi quando os corpos ainda estavam colados, o suor na pele, o peito arfando, que Emilly sussurrou, sem pensar:

— Eu te amo.

Silêncio.

Mike parou. Olhou pra ela como se tivesse levado um soco no meio do peito.

Ela repetiu, mais baixo: — Eu te amo, Mike.

Mas ele… ficou em silêncio. O homem que sabia tudo, que controlava tudo, que dominava o mundo inteiro com uma ordem… ficou mudo. Porque aquela frase o desmontava. Porque aquilo… era real. Continua …

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