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5 km intensos
Há cerca de três meses, meu grupo de amigos se reuniram em um bar. Éramos uma dúzia de pessoas de meia-idade, e a conversa acabou desviando para esportes. Alguns combinaram participar de uma corrida famosa na categoria inicial de 5 km. Cerca de meia dúzia se inscreveu. Eu disse que iria no dia, mas não correria. Praticava natação, tênis e musculação, mas a corrida já me lesionara antes. Nunca sequer participei a uma prova. Minha intenção era observar e, se desse vontade, correr como “pipoca” – sem inscrição.
No domingo da corrida, o evento ocorreu cedo ao redor de um shopping, antes da abertura. Nas últimas semanas, vários inscritos desistiram ou se machucaram, e acabei herdando uma inscrição. Meu objetivo era trotar e completar os 5 km sem parar. Sabia que conseguiria pela minha condição atlética, mas temia lesões. Queria curtir o ambiente alegre e observar os corpos atléticos sob o sol matinal. Um treinador no palco conduzia alongamentos ao som de música animada. Minha atenção se fixava nas roupas de lycra que revelavam cada curva, nas marcas de calcinhas e nos bicos salientes sob os tops. Na largada, deixei quase todos à frente, planejando correr devagar.
Comecei troteando constantemente. Como não aquecera, sentia meu corpo frio. Muitos participantes partiram rápido e logo cansaram, permitindo que eu os ultrapassasse vagarosamente. Aproveitava para admirar os bumbuns das corredoras, tentando discernir as marcas das roupas íntimas. Assim, o esforço passou despercebido.
Por volta do km 1,5, duas mulheres passaram a me acompanhar – uma na casa dos vinte e outra na minha faixa etária, quarenta e poucos anos. Vestiam conjuntos semelhantes: tops e leggings azuis. A mais velha usava uma calcinha tipo tanga visível, enquanto a mais nova tinha leggings que franziam no bumbum, criando um efeito empinado irresistível. Com óculos espelhados e fones de ouvido, ela parecia alheia ao mundo.
A loira mais velha logo cansou, mas a morena jovem alternava entre me passar e deixar que a ultrapassasse. Meus olhos devoravam seu corpo – o top justo destacando os seios firmes, a legging moldando coxas tonificadas e um bumbum perfeitamente arredondado. Seus cabelos castanhos em rabo de cavalo balançavam convidativamente, enquanto sua respiração acelerada fazia o peito subir e descer. Ela sabia que a observava, e claramente gostava.
No km 3, segurei seu braço quando ela quase tropeçou. Sua pele estava quente e úmida de suor, os músculos tensos sob meus dedos. Ela virou o rosto, ofegante, lábios entreabertos em um sorriso cansado. “Quase me derrubou… ou foi de propósito?” Apertei levemente sua cintura, sentindo sua respiração acelerada contra meu corpo. “Se fosse, você já estaria no chão.” Ela riu, molhou os lábios e acelerou, lançando um olhar por cima do ombro: “Talvez eu quisesse estar no chão.” Continuei correndo, mantendo uma conversa superficial carregada de duplos sentidos.
No ponto de hidratação, nossas mãos se tocaram ao pegar copos d’água. “Esquentou, né?”, provocou ela, derramando água no colo do top. As gotas escorreram pela pele, delineando seus contornos. Não disfarcei meu olhar quando seus mamilos endureceram sob o tecido molhado. Em resposta, ao passar por trás dela, deixei meu dedo mindinho deslizar “acidentalmente” pela curva de seu bumbum. Ela prendeu a respiração, mas não se afastou, virando-se lentamente com olhos escuros fixos nos meus.
“Você tá jogando sujo…”
“Só acompanhando seu ritmo”, retruquei.
Ao cruzar a linha de chegada no estacionamento do shopping, ela ficou um passo à frente – por minha escolha. Seu corpo inclinou-se para trás, quase contra meu peito, e minhas mãos seguraram seus quadris, fingindo evitar uma colisão inexistente.
“Parece que você quase me derrubou de novo”, disse ela, virando-se. Os fios castanhos grudavam em seu pescoço suado, e o top esportivo úmido revelava mais do que escondia.
“Só garantindo sua segurança”, respondi, traçando círculos disfarçados em sua cintura sob o pretexto de ajustar seu shorts.
“Minha segurança… ou seus interesses particulares?” Provocou, mordendo o lábio inferior enquanto me olhava de baixo para cima. Sua mão desceu até meu pulso, prendendo meus dedos contra aquela faixa de pele quente entre o top e o shorts.
Quando nossos lábios se encontraram, foi como voltar à corrida – acelerado, intenso. Seus dentes arranharam meu lábio inferior, nossas línguas se encontrando no mesmo ritmo. O sabor dela – salgado, doce, vivo – me fez esquecer onde estávamos. Ao puxar seus quadris contra os meus, ela soltou um gemido abafado.
“Shopping tem câmeras”, murmurei, mas já era tarde: seus dedos já exploravam sob minha camisa suada.
“Tem banheiros no piso superior… Mais reservados”, sussurrou contra meus lábios. Não precisei responder – apenas a guiei na direção das portas de vidro.
O banheiro estava vazio quando entramos, o som da porta ecoando atrás de nós. Sem cerimônia, ela me empurrou contra a bancada de mármore frio, mãos deslizando sob minha camisa enquanto nossos lábios se encontravam novamente.
“Achou que ia escapar só com um beijo?” Seus dedos brincaram com minha cintura antes de descerem com determinação. Arquei-me involuntariamente contra ela, meu corpo respondendo antes que minha mente processasse.
A bancada dura contra minhas coxas passou despercebida – minha atenção estava toda nela, na forma como seus seios pressionavam meu peito, como seus quadris se moviam contra os meus. “Quieto”, ordenou, prendendo meus pulsos contra o mármore. Obedeci, fingi obediência à autoridade em sua voz enquanto seus lábios desciam por meu pescoço.
De um movimento, ajoelhou-se no piso frio. “Todo suado… todo meu.” Não houve cerimônia quando me levou à boca, curvada como rezando. Meus dedos enterraram-se em seus cabelos castanhos, puxando suavemente quando o ritmo acelerou.
Puxei-a de volta para cima, girando-a contra a bancada. Seu top já estava no chão, seios livres contra o mármore enquanto meus lábios seguiam suas costas. O legging cedeu facilmente, e o som que ela emitiu quando minhas mãos ocuparam o lugar da roupa foi abafado por passos distantes no corredor.
“Tem gente-“, gemeu, mas cobri sua boca com minha mão, sentindo seus dentes cerrarem contra minha pele quando a penetrei por trás.
“Quietinha”, sussurrei em seu pescoço, com voz de comando. “Você quis o banheiro. Agora aguenta.”
E ela aguentou – com unhas cravadas no mármore, com o eco abafado de nossos corpos se encontrando, com o momento em que seus músculos se apertaram ao meu redor. Puxei-a pelos cabelos, forçando seu arco ainda mais profundo contra a bancada. Ela gaguejou entre gemidos, tentando formar palavras enquanto eu aumentava o ritmo: “Safado, sou sua”.
“Pede.” Ordenei.
“Por favor, o quê?”
“Para te usar, te dominar, você gozar!.” Ela derreteu na última palavra, e eu a segurei pelo quadril, marcando cada centímetro com meus dedos enquanto a obrigava a levar cada centímetro, cada espasmo, cada onda de prazer que eu decidia dar.
Quando finalmente a deixei cair—tremendo, suada, com as pernas tão fracas que mal sustentavam seu corpo—, ela deslizou ao chão como um trapo, olhando para cima com pupilas dilatadas e lábios inchados.
“Adorei você.” Ajustei meu shorts e estendi a mão para ajudá-la a levantar. Ela riu, ainda ofegante, mas com um brilho novo no olhar— o prazer de ser quebrada.
Nos recompusemos em silêncio, o ar ainda pesado. Ela ajustou o top com dedos que tremiam levemente — de cansaço ou resquício de prazer, eu não perguntei — enquanto eu recolhia minha camisa do chão.
“Meu namorado deve estar me esperando,” disse ela, mordendo o lábio. “Mas talvez eu possa inventar um compromisso e almoçar com você. Se você estiver livre…”
Seu olhar era um convite explícito. Puxei o celular do bolso e deslizei a tela para o contato novo. “Se acerte com seu namorado. Manda mensagem quando decidir.” Deixei um tom de desafio na voz: “Mas não demora. Tô com fome.” Ela riu, arrumando os cabelos desfeitos antes de se virar para sair. Na porta, lançou um último olhar por cima do ombro.


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