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Dei pro meu Pai
O ar no meu estúdio estava pesado com o cheiro de tinta a óleo e café turco, um aroma que sempre me acalma. As paredes estão forradas com esboços meus, figuras fluidas e sonhadoras que contam histórias de um mundo mais suave. Mas a história que estava prestes a se desenrolar naquela tarde de terça-feira comum não seria suave. Seria áspera, proibida, e mudaria tudo para sempre. Era uma tarde como qualquer outra. Meu pai tinha vindo trazer algumas caixas velhas do sótão que eu queria usar para um projeto de colagem. Ele, um homem prático de 65 anos, de mãos calejadas de uma vida de trabalho, e eu, sua filha de 41, ainda a sonhadora que ele sempre tentou proteger.
Ele entrou, suando levemente, e colocou as caixas no chão com um baque. “Aqui está, Mari. Seu tesouro.” Seu sorriso era caloroso, familiar, o mesmo que me acalmou em tantas noites de infância. Eu me aproximei para ajudá-lo a endireitar as costas, e foi então que o notei. Não como meu pai, mas como um homem. O suor no pescoço, a maneira como a camisa aderia ao seu peito largo, a força contida nos seus braços. Um pensamento absurdo, doentio, cruzou minha mente e eu o afastei imediatamente, sentindo uma onda de vergonha. “Obrigada, pai. Quer um café?” Minha voz soou estranha, mais alta do que o normal.
Ele aceitou e ficou parado, observando um esboço novo na minha prancheta – uma série de corpos entrelaçados, uma exploração de formas femininas. “Sempre foi tão talentosa, Mari. Sempre viu o mundo de uma maneira diferente.” Havia um orgulho na sua voz, mas também algo mais… uma curiosidade? Ele se virou e seus olhos, da mesma cor de avelã que os meus, encontraram os meus. E naquele olhar, algo se quebrou. O ar já não estava pesado apenas com cheiro de tinta. Estava carregado de uma tensão elétrica, silenciosa e avassaladora. O mundo comum do meu estúdio pareceu recuar, deixando apenas os dois num espaço pequeno e cada vez mais quente. Ele não desviava o olhar. Eu também não. O rosto dele era um conflito de emoções – confusão, negação, e um desejo horrível e irresistível que ecoava o meu próprio.
Sem uma palavra, ele deu um passo à frente. Depois outro. O espaço entre nós evaporou. Eu conseguia sentir o calor do seu corpo, cheirar o seu suor misturado com o aroma terroso do café. O meu coração batia tão forte que eu temia que ele ouvisse. Ele levantou uma mão, lentamente, como se se movesse através de um sonho, ou de um pesadelo. Seus dedos, ásperos de trabalho, tocaram a minha face com uma suavidade que me fez tremer. Era o toque de um homem, não de um pai. E eu, uma mulher de 41 anos, afundei nele.
O beijo não foi gentil. Foi um desabamento. Foi a quebra de um dique que mantinha um oceano de desejos proibidos contidos por uma vida inteira. Os seus lábios eram urgentes, famintos, e os meus responderam com a mesma fúria. As suas mãos agarram o meu rosto, depois desceram para os meus ombros, as minhas costas, puxando-me contra ele com uma força que me tirou o ar. Eu agarrava a sua camisa, puxando o tecido, temendo que se o soltasse, ele desaparecesse e eu acordasse sozinha e envergonhada. A minha mente gritava, um som distante e ignorado, enquanto o meu corpo tomava conta. Isto era errado. Era doentio. Era a coisa mais excitante que eu já tinha experimentado.
Ele quebrou o beijo, ofegante, a sua testa encostada na minha. Os seus olhos estavam escuros, quase negros, com um desejo que me assustou e excitou ao mesmo tempo. “Mariana…” O meu nome sussurrado na sua boca já não soava paternal. Soava a posse. Soava a pecado. Ele não perguntou. Eu não protestei. As suas mãos agarram a barra do meu vestido leve de verão e puxaram-no para cima, sobre a minha cabeça, deixando-me apenas de calcinha. O ar frio do estúdio arrepiei a minha pele, mas eu estava a arder por dentro. Ele olhou para o meu corpo, os seios contidos num sutiã simples, a curva do meu quadril, e a expressão no seu rosto era de pura adoração devastadora. “Deus me perdoe”, ele murmurou, antes de baixar a cabeça e prender um dos meus mamilos através do tecido do sutiã na sua boca.
Um gemio escapou dos meus lábios, um som que eu não reconheci. Ele levou-me para o chão, para a carpete felpuda do meu estúdio, cobrindo o meu corpo com o dele. As suas mãos estavam por todo o lado, na minha cintura, nas minhas coxas, a puxar a minha calcinha para o lado. A realidade era agora tátil: o peso dele, a textura da carpeta nas minhas costas, o cheiro da sua pele. Ele parou por um momento, apoiado nos cotovelos acima de mim, e olhou-me nos olhos. Era a última barreira. Um último fio de sanidade. Eu poderia tê-lo empurrado. Devia tê-lo empurrado. Em vez disso, eu abri as pernas.
Foi o convite que ele esperava. Com um gesto rápido, ele puxou o elástico da minha calcinha para o lado, expondo-me completamente. A vergonha queimou-me o rosto, mas foi rapidamente substituída por uma onda avassaladora de prazer quando ele baixou a cabeça. E então, ele fez. Deu 1 minuto e meu pai já tinha aceitado que tava me fazendo um oral, então ele fez com vontade, eu me deitei melhor na cama e deixei minhas pernas bem abertas, fiquei segurando o bikini do ladinho com uma mão e com a outra fiquei apertando meu peito. Eu estava sendo devorada, ele chupou meu grelo, meus lábios, passava a língua em tudo com força e muita vontade. De vez em quando eu soltava um gemido e ele chupava ainda mais forte. A sua língua era uma coisa viva, expert, explorando cada dobra, cada centímetro sensível de mim, como se me estivesse a ler em braille. A sua barba por fazer arranhava a pele sensível das minhas coxas, adicionando uma dor deliciosa ao prazer intenso. Eu arquava as costas, enterrando os dedos no seu cabelo grisalho, não para o guiar, mas para o manter lá, com medo de que parasse. O mundo reduziu-se àquela sensação, à língua dele no meu clitóris, à pressão dos seus dedos a apertarem as minhas coxas. Era um oral intenso, feroz, nada como eu alguma vez tinha experienciado. Era como se ele estivesse a tentar beber a minha própria essência, a devorar-me por completo, a apagar qualquer memória de qualquer outro homem que me tivesse tocado.
Depois de uns minutinhos recebendo um oral intenso eu não aguentava mais, a pressão no meu ventre era insustentável, uma corda prestes a partir. Então eu empurrei a cabeça dele de leve pra afastar da minha buceta e disse “vem cá… ” baixinho pq eu já tava sem fôlego, a voz um fio rouco de puro êxtase. Ele veio pra perto, meio que por cima de mim, a sua face estava encharcada com os meus fluidos, os seus olhos vidrados de desejo. Então puxei o rosto dele e dei um beijo na boca dele que tava melada com meus líquidos. O sabor era salgado, doce, proibido. Era o meu próprio sabor na boca do meu pai. A loucura daquilo deveria ter-me feito parar. Em vez disso, excitou-me ainda mais. Enquanto eu beijava ele, passei a mão por cima do short que ele usava e senti o pau dele bem duro, um volume quente e impressionante contra a minha palma. Então parei de beijar, ofegante, e disse que queria ver o pau dele. A minha voz soou como um comando, uma coisa que eu nunca faria com ele.
Ele concordou com um grunhido, a sua própria respiração era irregular. “Tá, vê rapidinho.” Ele levantou-se enough para puxar o short e as cuecas para baixo, libertando o seu pau. Era… dele. Grande, erecto, com veias salientes, a cabeca inchada e vermelha. Era a incarnação física de todo aquele desejo proibido. Eu olhei, hipnotizada, sentindo a minha boca encher-se de água. Sem pensar, estiquei a mão e envolvi os meus dedos à volta dele. Era quente, como veludo sobre aço. Ele gemeu, um som profundo e gutural, quando os meus dedos se fecharam à sua volta. Eu puxei uma vez, devagar, e uma gota de precum apareceu na ponta. Eu esfreguei-a com o meu polegar, olhando para o seu rosto contorcido de prazer. Aquele era o meu pai. E eu estava a masturbá-lo no chão do meu estúdio. A dissonância era tão intensa que quase doía.
Ele não aguentou por muito tempo. Ele baixou-se, puxou a minha mão para longe dele e posicionou-se entre as minhas pernas. Ele não disse nada. Os seus olhos disseram tudo. Havia um pedido de desculpas, uma promessa de condenação, e um desejo tão cru que não havia voltar atrás. Ele guiou-se para dentro de mim. E entrou. Eu gritei. Não foi de dor – eu estava molhada demais para isso – mas do impacto brutal da realidade. Era ele. O meu pai. Dentro de mim. Preenchendo-me de uma maneira que era ao mesmo tempo horrivelmente errada e perfeitamente certa. Ele ficou imóvel por um segundo, como se também estivesse a processar a magnitude do que estávamos a fazer. Então, o instinto assumiu o controlo.
Ele começou a mover-se, e foi como ser atingida por uma força da natureza. Não havia delicadeza, não havia hesitação. Era pura, crua, feroz necessidade. As suas ancas batiam contra as minhas coxas com um som húmido e obsceno. As suas mãos agarravam os meus quadris, puxando-me contra cada embate com uma força que me deixaria com nódoas negras. Eu envolvi as pernas à volta das suas costas, prendendo-o, querendo-o mais fundo, querendo que ele me preenchesse até não haver mais nada de mim excepto esta sensação. Os meus gemidos já não eram contidos. Eram gritos abafados contra o seu ombro, enquanto eu enterrava os meus dedos nas suas costas, marcando-o como ele me estava a marcar a mim.
O ritmo era implacável. Cada bombada era uma confirmação, uma acusação, uma benção. Eu olhava para o seu rosto acima de mim, um rosto que eu conhecia desde que abri os olhos pela primeira vez, agora transformado por uma expressão de um prazer animalístico e agonizante. Ele estava a perder-se em mim, tal como eu estava a perder-me nele. Era assustador. Era eletrizante. Eu sentia o orgasmo a aproximar-se, não como uma onda, mas como um precipício. “Pai…”, eu gemi, não sei se a suplicar que parasse ou que continuasse.
Ouvi-lo gemer o meu nome em resposta – “Mariana!” – foi o que me fez cair. O meu corpo estilhaçou-se. Convulsionei à volta dele, um silêncio gritante a sair da minha boca enquanto ondas de um prazer quase insuportável me lavavam, uma após a outra. Ele não parou. Ele continuou a foder-me através do meu orgasmo, os seus próprios movimentos a tornarem-se mais erráticos, mais desesperados. Poucos segundos depois, com um rugo abafado no meu pescoço, ele enterrou-se o mais fundo possível e veio. Eu senti as contracções do seu pau dentro de mim, o calor da sua libertação. Ele desabou sobre mim, o seu peso esmagador, a sua respiração ofegante no meu ouvido.
Ficámos assim por um tempo que não consegui medir. O mundo lentamente voltou a infiltrar-se: o cheiro do suor e do sexo, a textura áspera da carpeta nas minhas costas nuas, o peso silencioso do que tínhamos feito. Ele finalmente levantou-se, afastando-se de mim sem me olhar nos olhos. Ele vestiu-se em silêncio. Eu fiquei deitada na carpeta, nua, a sentir os seus fluidos a escorrerem de dentro de mim, a olhar para os meus esboços inocentes nas paredes. Ele saiu do estúdio sem dizer uma palavra. A porta fechou-se com um clique suave. A única prova de que não tinha sido um sonho doentio era a dor entre as minhas pernas e o cheiro dele na minha pele. E a esmagadora, avassaladora certeza de que nada voltaria a ser o mesmo. E, Deus me perdoe, uma parte de mim, a artista, a sonhadora, a mulher, não queria que fosse.


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