Por
A Primeira Refeição
Eu descobri da forma mais clichê possível. Mensagens no celular que ele esqueceu em casa. Fotos. “Minha deusa”, “Que saudade da sua boca”. Aquele papinho nojento. E a vagabunda? A secretária dele. Uma garota de 23 anos, sem sal, que eu mesma ajudei a contratar. Meu mundo não caiu. Ele explodiu.
Eu não chorei. Eu não gritei. Eu senti um ódio tão frio, tão visceral, que meu corpo começou a tremer. Senti um buraco se abrindo na minha barriga. Mas não era de tristeza. Era fome. Uma fome desesperada, doentia, por vingança. Eu não queria que ele sofresse. Eu queria que ele fosse aniquilado.
E só havia uma maneira de fazer isso. Uma pessoa que o destruiria por completo.
Lucas. O “irmão” dele. O padrinho do nosso casamento. O melhor amigo desde a faculdade.
Aquele desgraçado sempre me olhou diferente. Sempre com uma fome mal disfarçada, um respeito forçado. Ele amava o Bruno, mas me desejava. E eu sabia.
Saí de casa sem trocar de roupa. Dirigi até o apartamento dele. No caminho, a fome virou uma febre. Minha buceta estava encharcada, pulsando. Eu não estava excitada; eu estava armada. Meu corpo era a arma, e o Lucas era a munição que eu usaria para explodir a vida do meu marido. Eu estava esfomeada por uma piroca, qualquer piroca, mas tinha que ser aquela piroca. A piroca do melhor amigo dele.
Bati na porta. Ele atendeu de bermuda, sem camisa, surpreso. “Marina? O que foi? Aconteceu alguma coisa com o Bruno?”
Eu o empurrei para dentro e tranquei a porta. “Aconteceu,” eu disse, a voz rouca de ódio. “Ele me traiu.”
Ele tentou fazer o papel de bom amigo. “Marina, eu sinto muito…”
“Cala a boca,” eu o cortei. Tirei minha blusa. Eu estava sem sutiã. “Eu não vim aqui para conversar. Eu vim aqui para foder. Ou você me come agora, ou eu saio e digo ao Bruno que você tentou me agarrar.”
Ele congelou. Os olhos dele caíram para os meus seios, depois subiram para o meu rosto. Ele viu que eu não estava brincando. Ele viu a loucura nos meus olhos. E, o mais importante, ele viu a permissão.
“Marina, a gente não pode…”
Eu me ajoelhei na frente dele. Agarrei o pau dele por cima da bermuda. O volume já estava lá, duro como pedra. O desgraçado estava excitado com a minha dor. “Você vai,” eu rosnei. “Você vai me foder até eu não sentir mais nada. Você vai me arrombar. Você deve isso ao seu ‘irmão’.”
Puxei a bermuda dele para baixo. O pau saltou, grosso, bonito. Muito mais pau do que o Bruno jamais teve. O ódio me consumiu. Agarrei aquela piroca com as duas mãos e enfiei na minha boca. Eu não chupei. Eu ataquei. Enfiei até a garganta, mordendo levemente a base, sentindo o gosto da traição dele, da minha vingança. Eu engolia com ódio, meus olhos fixos nos dele, vendo o pânico se misturar com um prazer obsceno.
“Me fode, caralho!” eu gritei, tirando a boca. “Me fode como a puta que o seu melhor amigo me fez sentir!”
Ele não precisou de um segundo convite. Ele me jogou no sofá dele. Nem tirou minha calça jeans. Apenas abriu o zíper, rasgou minha calcinha para o lado e enfiou o pau dele na minha buceta encharcada. A porra foi tão forte, tão funda, que eu gritei. Não de prazer. De alívio.
Ele fodia com força, com a culpa e o desejo de anos acumulados. Cada estocada era um prego no caixão do meu casamento. “Isso, porra!” eu gemia na orelha dele. “Me come! Come a esposa do seu melhor amigo! Fala o nome dele! Fala, seu merda!”
“Bruno… porra… Marina…” ele gemia, o suor pingando em mim.
“Isso! Pensa nele! Pensa nele te vendo arrombar a esposa dele! Me chama de vadia! Me xinga!”
Ele me virou de quatro no tapete. Puxou meu cabelo com tanta força que meu pescoço estalou. E começou a me socar. Era brutal. Era sujo. Era exatamente o que eu precisava. Eu não era mais a Marina. Eu era um buraco, um receptáculo para todo o meu ódio e toda a sujeira dele. Eu queria ser degradada. Eu queria ser usada.
“Você gosta, sua puta? Gosta de levar pau do amigo do seu marido?”
“Eu amo! Me fode mais forte! Me arrebenta! Goza dentro! Goza nessa buceta que ele acha que é dele!”
Senti o pau dele inchar, pulsar. Ele deu a estocada final, tão funda que atingiu meu útero, e despejou o gozo quente dentro de mim. Um, dois, três jatos. Um rio de porra que não era do meu marido. Eu gozei junto, um orgasmo violento, trêmulo, que era 90% ódio e 10% prazer.
Caímos no chão, ofegantes. Mas a fome não tinha passado. Eu ainda estava faminta.
“De novo,” eu ofeguei.
“Marina, eu não…”
“De novo!” subi em cima dele, sentei naquela piroca já meio mole e comecei a cavalgar. Eu o usei até ele ficar seco. Eu o fiz gozar mais duas vezes. Eu o fiz me chupar, o fiz lamber o gozo dele que escorria das minhas pernas. Eu o degradei.
Quando terminei, levantei. Vesti minha roupa rasgada. Ele estava no chão, parecendo um animal atropelado. Patético.
“Se você contar para ele, eu te destruo,” eu disse, a voz fria como gelo.
Saí do apartamento dele e dirigi para casa. Meu corpo doía. Meu cu estava latejando de tesão (eu o faria comer meu cu da próxima vez). Minha buceta estava cheia do esperma do melhor amigo do meu marido. Cheguei em casa, tirei a calcinha suja de porra e joguei na pia do banheiro, bem onde o Bruno veria quando chegasse.
Eu não estava curada. Mas eu não estava mais com fome. Eu estava satisfeita. E essa foi só a primeira refeição.


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