Onde minha Dominação começou
A nossa busca começou como uma brincadeira sutil, um comentário maldoso dele no meu ouvido enquanto eu lavava a louça, uma pergunta que já veio carregada de intenção:
“E se a gente encontrasse alguém pra você comandar?”
Aquilo acendeu algo em mim. Não era só tesão — era poder, era fantasia, era a chance de canalizar tudo que sempre existiu entre nós, mas que até então ficava só na superfície do nosso jogo íntimo.
Passamos semanas observando pessoas com outros olhos. Aplicativos, encontros escondidos, olhares em bares alternativos… nada era suficiente. Ou eram inseguras demais, ou não sabiam ler meu jeito, ou não suportavam o peso da minha presença quando eu deixava transparecer quem eu realmente era quando ele me autorizava.
E então, num dia absolutamente comum, tudo mudou.
Fomos jantar. Ele já entrou no restaurante com aquela postura que só eu conheço — aquela que avisa que a noite não vai ser leve.
Eu sentei primeiro. Ele aproximou a cadeira como quem ajeita a princesa… mas quem conhece sabe: aquilo era posicionamento.
O olhar dele para mim dizia “se prepara”.
A mão dele desceu pela minha coxa por baixo da mesa com a segurança de quem é dono do caminho. E quando senti o que ele prendeu discretamente entre minhas pernas, não foi surpresa… mas foi cruel na medida exata.
Não era sobre o brinquedo. Era sobre o controle dele. Sobre o que ele exige de mim quando estamos em público: compostura. Obediência. E, acima de tudo… silêncio.
O restaurante estava cheio. Gente rindo, taças tintilando, talheres batendo. E, no meio disso tudo, eu tentando manter a respiração estável enquanto ele fazia o que só ele sabe fazer: testar meus limites sem romper nenhum.
E então… ela apareceu.
A garçonete. Loira, atenta, com aquele jeito de quem observa mais do que deveria. Ela chegou à mesa exatamente quando ele aumentou a intensidade do poder que tinha sobre mim.
Meu corpo reagiu antes da minha mente. Por um segundo, meus olhos fecharam — rápido, quase imperceptível. Mas ela viu. Ela percebeu algo. Não o que realmente estava acontecendo, mas o suficiente pra acender nela a mesma chama que acendeu em mim.
Quando voltei a olhar, os olhos dela estavam nos meus… e havia curiosidade, receio e um tipo de fascinação quase inocente, mas não totalmente.
Ele percebeu na hora. E aí começou o espetáculo silencioso.
A garçonete ficou ali por alguns segundos a mais do que o necessário. Talvez para confirmar o que achou que viu. Talvez porque sentiu — instintivamente — que naquela mesa acontecia algo que fugia da normalidade do restaurante.
E foi justamente nesse instante que ele deslizou a ponta dos dedos sobre minha perna, como quem não quer nada. Minúsculo, sutil… mas suficiente para me obrigar a manter a postura enquanto meu corpo implorava para reagir.
Ele falava comigo sobre assuntos banais, mas a mão dele dizia tudo. E eu obedecia. Por fora, eu era a esposa elegante, calma, imóvel. Por dentro… meu corpo era território dele, sendo mapeado centímetro por centímetro.
A garçonete voltou algumas vezes, e todas as vezes… os olhos dela vinham direto para mim. Não era mais curiosidade. Era atenção. Era interesse. Era como se ela estivesse tentando decifrar o que acontecia por debaixo daquela mesa, mas, ao mesmo tempo, com receio de entender demais.
Ele percebeu. Claro que percebeu.
E quando percebe… ele brinca.
A cada vez que ela se aproximava, ele mudava alguma coisa: um toque a mais, um comando silencioso, um estímulo calculado para me fazer travar o maxilar, segurar a respiração, estremecer só o suficiente para me trair — mas não o suficiente para entregar o segredo.
E ela… ficava cada vez mais hipnotizada.
Havia algo no jeito como ela observava nossos movimentos. Não era julgamento. Era reconhecimento. Um tipo de desejo que tenta fingir que não existe, mas arde mesmo assim.
Ele então se inclinou para mim, como quem ia me dar um beijo na têmpora, e sussurrou:
— Ela está te devorando com os olhos. Não faz nada. Só deixa.
A frase entrou em mim mais fundo do que qualquer comando físico.
Era um convite. Era um teste. Era uma provocação cruel e deliciosa: deixar meu corpo reagir a ele enquanto a atenção dela crescia, sem que ninguém no restaurante soubesse… além dos três.
A partir dali, cada vez que ela vinha à mesa, eu já sabia: alguma coisa dentro de mim ia fraquejar.
E ele ia assistir. Ela ia perceber. E eu… eu ia obedecer.
A próxima vez que ela se aproximou foi decisiva.
Eu já estava entregue ao jogo silencioso dele. Cada toque escondido moldava meu corpo para responder exatamente do jeito que ele queria: — sutil, — contido, — quase invisível… mas não invisível o bastante para ela.
Ela veio com as bebidas, o bloco de notas na mão, tentando parecer concentrada no trabalho. Mas os olhos… os olhos dela não obedeciam. Eles vinham direto para mim antes de qualquer palavra.
E foi exatamente nesse milésimo de segundo que ele decidiu aprofundar o jogo.
Ele deixou a mão firme na minha perna, como se estivesse apenas pousada ali. Por baixo da mesa, porém, seu gesto ativou algo que me pegou desprevenida — de propósito. Meu corpo reagiu tão rápido que eu nem tive tempo de controlar.
O ar escapou da minha garganta num som mínimo. Quase nada. Mas para quem está atenta… era tudo.
E ela estava MUITO atenta.
O olhar dela subiu devagar, dos meus lábios para meus olhos, como quem confirma um segredo. Não um segredo qualquer — mas daqueles que queimam.
Ela percebeu. Não exatamente o quê, mas o suficiente.
O silêncio entre nós três ficou tão denso que parecia palpável.
Ela colocou as bebidas na mesa com a mão levemente trêmula — não de medo, mas de adrenalina. E antes de virar as costas, soltou um olhar que não era mais o olhar profissional de uma garçonete.
Era um olhar cheio de curiosidade proibida.
Um olhar que dizia: Eu vi alguma coisa… e gostei.
Ele sorriu. Um sorriso discreto, contido, mas cruel para mim — porque eu sabia o que aquilo significava.
O jogo tinha deixado de ser só nosso.
Quando ela se afastou, ele se recostou na cadeira, tranquilo, dono da situação, e disse com a voz mais baixa e afiada que ele usa quando quer me desmontar:
— Ela percebeu. Agora… quero ver até onde você aguenta.
Meu coração bateu tão forte que eu pensei que a mesa inteira fosse escutar.
A partir dali, a noite mudou. Não era mais só sobre obedecer. Era sobre ser observada. Ser percebida. Ser descoberta aos poucos, pela pessoa mais improvável.
E ele… estava conduzindo tudo como se tivesse planejado desde o início.
Depois daquele olhar dela, o restaurante inteiro pareceu desaparecer. A música ambiente virou pano de fundo. As conversas nos arredores viraram ruído distante.
Só existiam três pessoas ali: eu, ele, e ela.
E cada uma sabia um pedaço diferente do segredo.
Ela continuava vindo à nossa mesa com intervalos menores, como se tivesse inventado desculpas para voltar. Trazia guardanapos que não pedimos, perguntas que não faziam sentido, confirmações desnecessárias. Mas o motivo real… estava nos olhos.
Ela queria ver mais.
E ele… queria que ela visse.
A cada nova aproximação dela, ele deslizava seus comandos em mim com mais precisão, como um maestro que rege um concerto que só nós dois ouvimos. E eu, totalmente entregue, tentava manter a compostura — até onde era possível.
Havia algo profundamente intoxicante em ser observada daquele jeito. Ela não entendia tudo, mas entendia o suficiente para desejar participar daquele mistério.
E isso… deixava ele ainda mais satisfeito.
Em um dos retornos, ela trouxe a máquina do cartão, mesmo sem eu ou ele terem pedido a conta ainda. Chegou meio sem jeito, mas não conseguiu esconder um sorriso nervoso.
— Ah… desculpa, achei que já estavam finalizando — ela disse, mas o tom traiu a intenção.
Quando colocou a maquininha na mesa, ele fez seu movimento mais ousado da noite. Sutil, discreto, mas devastador para mim.
Meu corpo reagiu antes da minha mente. De novo.
Eu inspirei forte e mordi o lábio — não por charme, mas por sobrevivência.
O olhar dela foi direto para minha boca. Depois para meus olhos. Depois para minha mão segurando o guardanapo como se fosse âncora.
E ali… finalmente… o entendimento se formou.
Não completo, mas o bastante para ela perceber que havia uma dinâmica de poder entre nós, algo que ultrapassava o comum, algo que deixava o ar mais quente ao redor da mesa.
Ela arregalou os olhos, mas não se afastou.
Se aproximou um milímetro a mais.
E foi aí que, pela primeira vez na noite, eu falei.
Meu marido se recostou, dando espaço para eu tomar a dianteira — não porque eu estava no controle… mas porque ele queria assistir.
Eu levantei o olhar para ela, calma, firme, e perguntei:
— Você está entendendo o que está acontecendo?
Ela engoliu seco. O rosto ficou levemente corado. Os dedos dela apertaram a máquina com força.
— Um pouco… — ela respondeu, a voz baixa, quase um sussurro.
Eu inclinei a cabeça, estudando a reação dela, saboreando aquele misto de inocência e desejo. E perguntei com uma suavidade que escondia toda a tensão:
— E… de zero a cem… quanto você gostou do que entendeu?
Ela não piscou. Não desviou o olhar.
E respondeu com uma honestidade que atravessou minha coluna como choque:
— Cem.
O sorriso que meu marido deu ao ouvir aquilo… foi o tipo de sorriso que anuncia problemas deliciosos.
E quando ela se afastou, tremendo, sem saber se devia voltar ou fugir…
Nós sabíamos: a noite só estava começando.
Depois da resposta dela — aquele “cem” que saiu sem hesitação — algo mudou completamente no ar.
Não era mais apenas um jogo silencioso. Não era mais apenas provocação.
Agora havia possibilidade.
Ela continuava olhando para trás enquanto atendia outras mesas, como se estivesse dividida entre o dever e o desejo de voltar para a nossa. O corpo dela denunciava tudo: o jeito que respirava mais rápido, o rubor na pele, a maneira indecisa como segurava as bandejas.
E eu senti o olhar dele sobre mim, observando cada detalhe da minha reação a ela. Meu marido sempre reconhece quando meu lado mais dominante desperta. E ali… ele viu isso florescer.
— Ela está entregue — ele disse baixinho, sem sequer mover os lábios. — Só não sabe ainda para quem.
A frase entrou em mim como um sinal. O tipo de frase que me dá permissão para ocupar espaço, para assumir o papel que ele queria que eu assumisse: o de quem conduz, quando ele decide me soltar da coleira.
A garçonete voltou para a mesa no fim do turno com o avental na mão, já sem a postura rígida do início da noite. Ela veio falar conosco não como funcionária… mas como alguém que precisava saber mais.
— Já vão indo? — perguntou, mas havia um pedido escondido ali.
Eu respondi com calma, com uma voz que sabia exatamente o efeito que causa:
— Só quando você terminar.
Ela piscou, surpresa. E depois… sorriu. Um sorriso pequeno, nervoso, mas cheio de intenção.
Quando ela finalmente saiu do salão, indo para os fundos para pegar a bolsa, eu e ele permanecemos sentados, como se estivéssemos marcando território.
Ele se inclinou para perto do meu ouvido e disse:
— Quero ver o que você faz com ela quando ela não tiver mais desculpa pra fugir.
Meu corpo se acendeu inteiro.
Minutos depois, ela apareceu na porta, já fora do expediente, segurando as chaves e olhando diretamente para mim. Não para ele. Para mim.
Um convite silencioso, uma entrega cuidadosa, como se ela estivesse dizendo:
Se vocês quiserem… eu quero ver até onde isso vai.
Nós nos levantamos devagar, sem pressa. Ele colocou a mão nas minhas costas — gesto simples, mas cheio de propriedade — e caminhamos até a saída sem olhar para trás.
Ela foi na frente, mas devagar o suficiente para que ficássemos a poucos passos. E, quando finalmente cruzou a porta do restaurante e se afastou na calçada…
Ele se virou para mim, com aquela calma calculada:
— Vamos?
Eu já sabia o destino. Porque quando ele quer transformar uma noite em história…
Ele sempre escolhe o melhor motel da cidade.
E naquela hora, com a mente quente, com o corpo pulsando, com a lembrança dela ainda presa nos meus olhos…
Eu sabia que a próxima parte da noite não seria só nossa.
Seria o início de algo que mudaria tudo.
A rua estava silenciosa quando entramos no carro. Ele dirigia com aquela tranquilidade perigosa, a que só aparece quando ele tem tudo absolutamente calculado.
Eu observava a cidade passando pela janela, mas minha mente estava presa em dois lugares:
no olhar da garçonete e na promessa silenciosa que ele tinha feito de me soltar… até onde eu quisesse ir.
Quando paramos no estacionamento do motel, senti aquele arrepio familiar. Aquela mistura de respeito, entrega e antecipação que só acontece quando ele está prestes a me dar liberdade dentro do limite que ele estabelece.
Ele saiu do carro primeiro. Veio até mim, abriu a porta e me estendeu a mão — não como um gesto romântico. Era um gesto de autoridade. De propriedade. Da dinâmica que só nós dois entendemos.
— Hoje — ele disse baixo, bem perto da minha boca — você vai mostrar quem é.
A frase me cortou as pernas sem tocar em mim.
O corredor do motel era iluminado por luzes baixas, e cada passo que eu dava parecia ecoar dentro do meu próprio corpo. Ele caminhava atrás de mim, de propósito. Era sempre assim quando ele queria que eu sentisse o peso do olhar dele percorrendo minhas costas.
Quando a porta do quarto se fechou atrás de nós, o silêncio mudou. Ficou mais espesso, mais quente, mais vivo. Um tipo de silêncio que prepara o corpo antes da mente.
Ele se aproximou devagar, sem pressa nenhuma. Colocou uma mão na minha cintura e, com a outra, levantou meu queixo para que eu o olhasse.
— Você sabe o que fez hoje — ele disse. — E sabe o quanto ela reagiu a você.
Eu sabia. Mas ouvir dele… fez meu corpo reagir mais rápido do que meu pensamento.
Ele continuou:
— Agora, eu quero ver até onde você vai com isso. Hoje, você domina. Eu observo.
Aquilo me atravessou.
Eu não estava sendo apenas solta. Eu estava sendo colocada no centro, como foco, como força, como alguém que teria poder amplificado pelo desejo dele.
E isso sempre me transformou.
Ele deu um passo para trás, me estudando com os olhos, medindo cada gesto meu. Eu sentia meu próprio lado dominante subindo como uma onda — não agressiva, mas firme, controlada, segura.
Um lado que só aparece quando ele me permite… e só floresce porque ele me assiste.
O quarto tinha cheiro de luz baixa e promessa contida. Havia um espelho enorme na parede — e ele sempre escolhe lugares com espelho quando quer que eu me veja como ele me enxerga.
Ele apontou para o reflexo.
— Vê isso? — disse, a voz baixa, rouca de intenção. — É aqui que você vai começar.
Eu me aproximei do espelho, sentindo o olhar dele queimando minhas costas. Não havia toque. Não havia pressa. Não havia explícito.
Havia apenas a tensão que deixa a pele mais quente que o ar.
E, naquele instante, eu percebi:
Se ela estivesse ali… eu não teria dúvida do que fazer.
Ele também percebeu o que passou pela minha cabeça.
— Quando ela vier… — ele disse — quero que ela veja exatamente isso.
E meu corpo respondeu antes da minha boca:
Eu estava pronta.
Ela entrou no quarto do motel claramente nervosa, mas excitada. O tipo de tremor que eu reconheço fácil: não é medo… é entrega pedindo pra acontecer.
Eu a puxei pelo queixo, obrigando-a a olhar diretamente pra mim.
— Você disse que quer entender… então vai aprender na prática. — minha voz saiu baixa, porém afiada.
Ela respirou fundo, quase um soluço contido. Eu sorri. Já estava entregue.
Dei um passo pra trás e ordenei:
— Tira minha roupa. Devagar. Mostra o quanto você quer isso.
As mãos dela tremiam enquanto subiam pela barra da minha blusa. Eu fiz questão de não ajudar. Queria ver o esforço dela. Queria ver ela se perdendo em mim.
Ela tirou minha blusa, depois minha saia, e quando chegou na minha calcinha… eu segurei o pulso dela.
— Não ainda.
Passei a mão pelo rosto dela, firme.
— Antes… massageia meu corpo. Cada parte que você quer servir.
Ela obedeceu. A palma quente, cuidadosa… mas tímida demais. Eu segurei sua mão e a pressionei mais forte contra minha pele.
— Quero intensidade. Você está sendo minha, não minha esteticista.
Ela engoliu seco… e então mudou. A massagem virou toque, e o toque virou devoção. Me apertava, deslizava as mãos pela minha cintura, coxas, quadris, como se estivesse descobrindo um altar.
Meu marido assistia tudo, encostado no canto, com aquele sorriso de dono de mim — e agora testemunha da minha primeira conquista.
Eu a virei de frente pra ele.
— Agora, tira a roupa dele. — T-tu… toda? — ela perguntou. — Sim. Menos a cueca. Essa parte é minha.
Ela se aproximou dele com cuidado, tirando a camisa devagar, depois a calça. Ele não moveu um músculo, apenas observou a cena como se estivesse avaliando o desempenho dela para mim. Quando ela terminou, ficou de joelhos sem que eu sequer mandasse. Pavlov puro.
Voltei até ela, segurei seu queixo e falei:
— Agora, minha calcinha. Tira. Devagar. Com a boca.
Ela obedeceu, e quando terminou, eu peguei a peça da mão dela.
— Isso aqui agora é meu. — abri a bolsa e joguei lá dentro. — Você não usa mais essa. Vai lembrar quem manda em você quando chegar em casa.
Ela suspirou tão fundo que quase desmoronou no chão.
— Levanta — eu ordenei. — Ainda nem começou.
Ela continuava ajoelhada, respirando rápido, como se cada ordem minha tivesse redesenhado o ar ao redor. A energia no quarto era espessa, quase palpável — como se tudo estivesse prestes a incendiar.
Me aproximei por trás dela e passei os dedos devagar pela nuca, descendo pela coluna, só o suficiente para despertar aquele arrepio inevitável.
— Você sente isso? — perguntei, minha voz baixa, dominando o silêncio. — Sinto… — ela respondeu, a voz falhando em submissão. — Ótimo. Quero que sinta cada gesto meu como se fosse uma ordem. Até o ar que você respira, eu deixo.
Me virei para meu marido. Ele estava observando, firme, com aquela expressão de confiança silenciosa. Não precisava falar — ele sabia que, ali, eu era o centro do ritual. E eu adorava isso.
Toquei levemente o queixo dela e a fiz olhar para ele.
— Vê a forma como ele te olha? — falei, minha boca quase encostando na orelha dela. — Isso é porque você está sob meu controle agora. E quando eu comando, até o olhar dele muda.
Ela engoliu em seco, encantada e completamente entregue à dinâmica.
A puxei pela cintura para mais perto de mim, deixando que ela sentisse minha presença dominando o espaço ao redor dela.
— Fique ereta. — Ordenei.
Ela obedeceu na hora, ajeitando a postura, tentando parecer forte… mas a tensão revelava que ela estava à beira de perder o próprio ar.
— Isso. Assim que eu gosto. Força… com obediência. Passei meu dedo pelo lábio inferior dela, bem de leve. — Mas ainda tem muito a aprender comigo.
Ela respirou fundo, quase um arrependimento do corpo por não poder me tocar sem permissão. Eu sorri.
— Olha pra mim. — Ela levantou o rosto na hora. — Tudo aqui — toquei o peito dela com a ponta dos dedos — pertence às minhas regras agora. — Sim… — ela murmurou, quase hipnotizada. — Quero ouvir claramente. — Sim, senhora.
O quarto pareceu encolher ao redor disso. Meu marido soltou um suspiro satisfeito. Eu senti a vibração de poder percorrer meu corpo inteiro.
A segurei pelos ombros, aproximando nossos rostos.
— Ainda não decidi se você merece ser tocada por ele hoje… ou se vai passar a noite inteira só aprendendo a me obedecer.
O corpo dela estremeceu — não de medo, mas de antecipação pura.
— Mas vou decidir isso quando você me provar… exatamente até onde está disposta a ir.
Dei um passo para trás, deixando-a ali, exposta, vulnerável, e completamente focada em mim.
— Levanta devagar. Quero ver você se mover só com a energia que eu deixo você ter.
Ela se levantou aos poucos, sentindo cada centímetro como um comando.
E eu? Observei como uma dona avalia aquilo que está se tornando seu.
Ela ficou de pé na minha frente, respirando como se estivesse tentando recuperar coragem. Mas não… não era coragem. Era disciplina. Era desejo em forma de obediência.
Eu dei uma volta lenta ao redor dela, como predadora estudando a nova presa que escolheu. Meu marido observava tudo, imóvel, respeitando meu comando de não interferir. A energia dele alimentava a minha.
Parei atrás dela e soprei levemente em seu pescoço. O corpo dela se curvou para trás, involuntariamente, buscando mais — e eu segurei sua cintura com firmeza, controlando.
— Controle-se. — murmurei. — Você não recebe nada sem a minha permissão.
Ela arregalou os olhos, lutando contra o próprio impulso. Foi lindo.
Coloquei minha mão em seu peito, não para estimular… mas para lembrar a quem pertence o ritmo daquele corpo.
— Agora vire para ele. — ela virou. — Mantenha as mãos atrás do corpo. Ela obedeceu.
Me aproximei do lado dela e falei com uma calma cruel:
— Nós dois estamos te observando. Cada gesto seu, cada tremor, cada respiração… tudo vai dizer pra mim até onde você aguenta a minha ordem.
Ela mordeu o lábio, tentando conter a ansiedade que a consumia.
— Não se esconde, querida. — aproximei o rosto do dela. — Submissão bonita é aquela que não tenta parecer forte… mas sim disponível.
Meu marido respirou fundo. Eu ouvi. Ele sabia o que aquilo significava: eu estava indo mais fundo na mente dela do que qualquer toque poderia fazer.
Segurei o queixo dela e a obriguei a olhar para mim.
— Você está servindo a quem agora? — perguntei. — A… a você… — Não gostei. — a interrompi na hora. — Eu quero clareza. Ela engoliu seco. — Estou servindo à senhora.
A resposta saiu firme o suficiente para me satisfazer.
Aproveitei e aproximei meu marido, empurrando ele com a ponta dos dedos pelo peito até colocá-lo na frente dela. Ele ainda obedecia ao meu comando de não tocar, mas a postura dele mostrava que estava à beira de explodir de vontade.
— Olha pra ele — ordenei. Ela olhou. — Agora olha pra mim. Ela virou imediatamente.
Cheguei tão perto que nossas bocas quase se tocaram, mas não encostei. Fiz questão de segurar o momento pelo fio.
— Você está no meio de algo que não é comum, não é simples, e não é casual. Passei o dedo pelo maxilar dela, lentamente. — Aqui… você entra no nosso mundo. E nele… cada regra é minha.
Os olhos dela brilharam como se eu tivesse acabado de abrir uma porta proibida.
— Então mostre pra mim, agora… — minha voz desceu uma oitava. — O quanto você está disposta a seguir cada uma dessas regras.
Me afastei apenas um passo.
— Venha até mim. Devagar. Como se o chão obedecesse à minha vontade, não à sua.
Ela avançou um passo… dois… cada movimento carregado da tensão de quem quer muito mais do que recebe.
Eu sorri.
— Isso… exatamente assim. Quando ela parou diante de mim, murmurou: — O que quer de mim agora, senhora?
Eu toquei o lábio dela com meu dedo, impondo silêncio.
— Quero… que você mereça o que vem depois.
Ela estava diante de mim, completamente entregue, respirando como se cada segundo dependesse da minha próxima ordem. Meu marido, ainda esperando meu sinal, parecia prender o mundo inteiro dentro do próprio peito.
Eu me aproximei dos dois, colocando uma mão no peito dela e a outra no peito dele, unindo os corpos pela minha própria presença.
— Agora vocês dois vão me escutar — declarei, com a voz firme, baixa e carregada de autoridade. — Aqui, quem decide o que acontece… sou eu.
Eles assentiram ao mesmo tempo, quase como se tivessem ensaiado. Isso me acendeu por dentro.
Fiz ela se virar para ele.
— Olhe para ele. Veja o desejo dele… mas entenda que só acontece quando eu permito.
Ela obedeceu, o corpo tenso, pulsando energia. Meu marido sustentou o olhar dela com uma mistura de respeito e provocação, consciente de que estava sob meu comando também.
Aproximei-me deles e deslizei minha mão pela nuca dela, guiando-a até mim novamente.
— Agora olha pra mim. Ela virou — rápido, obediente, faminta por instrução.
Eu segurei seu rosto entre minhas mãos, estudando cada centímetro dela, impondo presença e controle.
— Agora vocês dois vão me seguir juntos. Sem pressa. Sem tentar adivinhar. Só me acompanhem.
Levei a mão até meu marido e puxei-o para mais perto, deixando que a respiração dos três se misturasse no mesmo espaço apertado entre nossos corpos.
O clima ali dentro ficou tão carregado que parecia que o ar esquentava.
Eu coloquei uma das mãos na base das costas dela e a outra no peito dele, direcionando, alinhando, conectando.
— Agora… me toquem. Os dois hesitaram um instante — e eu adorei isso — até que obedeceram, cada um colocando as mãos onde eu guiei.
A sensação dos dois me tocando ao mesmo tempo, esperando minhas próximas palavras, foi como dominar a tempestade.
— Isso. Assim. Minha voz saiu mais baixa, controlada, quase um sussurro de poder.
Eles me seguiam sem desviar o olhar, completamente entregues à dinâmica que eu comandava.
Eu aproximei o rosto dela do rosto dele — a poucos centímetros — sem deixá-los encostar.
— Vocês só se tocam quando eu quiser. Segurei suas mandíbulas com as pontas dos dedos. — E quando eu quiser… vocês se tocam por mim.
A tensão entre eles virou uma corrente elétrica.
Aproximei-me por trás deles, envolvendo os dois com meus braços, guiando seus corpos como uma coreografia que só eu conhecia.
— Agora… juntos… respiram comigo.
Eles obedeceram, sincronizando o ar, o ritmo, o corpo. E ali, naquela única respiração compartilhada, eu senti:
a entrega dela… o controle dele… e a minha dominação unindo tudo.
Eu sorri, satisfeita, dominando os dois completamente.
— Agora sim — murmurei, apertando seus corpos entre minhas mãos — vocês estão no meu mundo.
E os dois, ao mesmo tempo, responderam baixinho:
— Sim, senhora.
A noite continuou a partir dali — não em detalhes, mas em intensidade, em cumplicidade, em cada gesto que os três dividiram sob minhas regras.


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