Passei meu chá de casamento encharcada pensando no pau do irmão do melhor amigo do meu noivo
Eu tava sentada na cadeira decorada com fitas brancas e douradas que minha sogra escolheu, sorrindo pra tia dele enquanto ela me entregava mais um jogo de toalhas bordadas, e a única coisa que eu conseguia pensar era em como o pau do irmãozinho do melhor amigo do meu noivo tinha ficado duro quando roçou na minha bunda na festa da semana passada.
A calcinha tava grudada em mim. Tipo, literalmente encharcada. Eu cruzava as pernas a cada cinco minutos tentando criar algum tipo de fricção e ficava ali fingindo que tava emocionada com porta-retrato de prata e fronhas de linho importado enquanto minha boceta pulsava pensando naquele moleque de 19 anos que nem trabalho tinha.
Meu noivo tava do lado, a mão dele pesada no meu ombro, todo orgulhoso apresentando “minha futura esposa” pra cada parente que chegava. Seis anos juntos. Primeiro beijo, primeira transa, primeira tudo. E eu ali, sorrindo, acenando, dizendo “muito obrigada, que lindo” enquanto checava o celular debaixo da mesa a cada notificação.
Era ele.
“vc tá linda hj”
Olhei pro lado. O moleque tava sentado lá no fundo do salão com a mãe dele, aquela postura meio curvada de quem não sabe onde enfiar as mãos, cabelo caindo na testa. Quando nossos olhos se encontraram ele desviou rápido, aquele jeito tímido, mas eu vi. Vi a forma como ele ajustou a calça.
Merda.
Travei a tela e apertei as coxas, sentindo a umidade quente se espalhando. Meu noivo se abaixou pra me dar um beijo na bochecha e eu tive que morder o lábio pra não gemer só de imaginar que era a boca do outro ali, aquela boca que eu ainda não tinha provado mas que eu sabia, eu sabia que ia me comer de um jeito que meu noivo nunca conseguiu.
Vocês precisam entender uma coisa: eu amo meu noivo. Amava? Amo. Sei lá. Ele me conhece melhor que ninguém, me viu em todas as minhas crises, me segurou quando o bipolar me deixava no fundo do poço, pagou minhas contas quando eu não conseguia sair da cama. Ele é bom. É estável. É tudo que eu deveria querer.
Mas caralho, eu não aguentava mais ser a namoradinha certinha dele.
O chá durou umas três horas. Três horas de eu apertando as pernas, mandando mensagens por debaixo da mesa, combinando com aquele moleque que a gente ia “sair como amigos” depois. Meu noivo nem desconfiou. Claro que não. Ele confiava em mim. Confiava nele. O irmãozinho tímido do melhor amigo dele, o que eu tinha “ajudado a socializar”, tipo uma caridade.
Se ele soubesse que eu já tinha gozado três vezes na semana passada só me tocando e pensando no corpo magro daquele moleque em cima do meu, talvez não tivesse ficado tão tranquilo quando eu disse que ia dar uma volta pra “relaxar do estresse do casamento”.
Tipo, tecnicamente não era mentira.
A gente se encontrou no estacionamento vazio de um mercado fechado às 23h. Ele chegou dirigindo aquele Gol velho da mãe dele, farol queimado de um lado, e quando eu entrei no carro o cheiro era uma mistura de desodorante barato e nervosismo puro.
– Oi – ele disse, e a voz saiu meio rouca.
Eu nem respondi. Só olhei pra ele, pro jeito que ele tava segurando o volante com as duas mãos tipo se segurasse mais frouxo o carro ia sair voando, e alguma coisa dentro de mim se rompeu.
Me joguei em cima dele.
A boca dele tinha gosto de menta, daquelas balas que você chupa pra disfarçar o nervoso, e ele ficou paralisado por uns três segundos antes de reagir. Quando reagiu foi tipo uma represa se rompendo. As mãos dele foram direto pro meu cabelo, puxando, e eu gemi dentro da boca dele de um jeito que nunca, nunca tinha gemido pro meu noivo.
Ele puxou minha cabeça pra trás expondo meu pescoço e eu senti a respiração quente dele ali, os dentes raspando.
– Porra… – ele sussurrou, e aquele palavrão na boca daquele moleque tímido fez minha boceta apertar no vazio.
Eu empurrei o quadril contra ele, sentindo o pau dele duro pressionando através da calça jeans, e foi tipo uma onda de calor subindo do meu baixo ventre até a nuca.
– Tira – eu pedi, as mãos já descendo pro cinto dele. – Tira logo essa porra.
Ele obedeceu trêmulo, desabotoando a calça enquanto eu subia a minha saia. A calcinha tava tão molhada que quando eu puxei pro lado eu ouvi o som pegajoso de tecido grudado em pele encharcada.
O banco do carona era pequeno, apertado, o câmbio enfiando na minha coxa, mas eu não tava nem aí. Eu só queria sentir ele dentro de mim. Queria aquilo que eu não devia ter. Queria ser a puta que traía o noivo perfeito com um moleque desempregado no carro da mãe dele.
Quando eu desci em cima do pau dele a gente gemeu junto.
Ele era… porra, ele preenchia diferente. Não era maior nem nada assim, mas o ângulo, a forma como ele arqueou as costas e enfiou mais fundo fazendo eu sentir cada centímetro, me fez ver estrelas.
– Caralho você é tão apertada – ele gemeu no meu ouvido, as mãos agarrando minha bunda por baixo da saia.
Eu comecei a rebolar, devagar no começo, sentindo ele pulsar dentro de mim. O carro balançava. Alguém podia passar. Alguém podia ver. E essa merda só me deixava mais molhada.
Pensei no meu noivo em casa, provavelmente já dormindo depois do dia exaustivo do chá, confiando que eu tava “dando uma volta pra clarear a cabeça”. Pensei nas alianças que a gente tinha escolhido juntos na semana passada. Pensei no vestido de noiva pendurado no closet.
E gozei.
Gozei forte, as unhas cravando nos ombros dele, a boca aberta num gemido silencioso porque se eu deixasse sair ia ser um grito. A boceta apertou o pau dele em ondas e ondas e ondas e eu senti ele pulsar, quase gozando também mas segurando.
– Ainda não – eu pedi, ofegante. – Ainda não para.
Ele me virou, me colocou de quatro no banco apertado, a cara pressionada contra o vidro embaçado da janela. E começou a meter.
Não era a transa cuidadosa e gentil que eu tinha com meu noivo. Era desesperada. Ele segurava minha cintura com força, os dedos cravando, e cada estocada empurrava meu corpo pra frente fazendo meus peitos esmagarem contra o banco.
O som era obsceno. Aquele slap slap slap de pele molhada contra pele, os gemidos abafados dele, minha respiração embaçando o vidro.
– Você é tão gostosa porra… – ele falou, e de novo aquele contraste do moleque tímido falando putaria me fez derreter.
– Me fode – eu implorei. – Me fode me fode me fode…
E ele obedeceu.
Quando ele gozou dentro de mim eu senti o calor se espalhando, e teve um segundo de lucidez onde eu pensei merda, eu não tomei a pílula hoje mas aí ele gemeu meu nome daquele jeito quebrado e desesperado e eu não me importei.
A gente ficou ali, colados, suados, o carro todo embaçado cheirando a sexo.
Ele saiu de dentro de mim devagar e eu senti a porra escorrendo na minha coxa.
Não limpei.
Ajeitei a calcinha molhada de volta no lugar, puxei a saia pra baixo, e senti aquela umidade quente grudada em mim enquanto ele me levava de volta pro meu carro.
– A gente… a gente vai se ver de novo? – ele perguntou, e tinha uma vulnerabilidade na voz dele que me fez sentir poderosa.
– Sim – eu disse, e dei um beijo demorado nele, provando a gente na boca um do outro.
Dirigi de volta pra casa com a porra dele escorrendo de mim, estacionei, entrei em silêncio. Meu noivo tava roncando leve no quarto. Fui pro banheiro, olhei no espelho.
Cabelo bagunçado. Batom borrado. Pescoço com marquinha de chupão que eu ia ter que esconder.
E eu sorri.
Sorri porque pela primeira vez em anos eu me senti viva. Pela primeira vez eu não era a namorada certinha com bipolar que precisava de cuidados. Eu era só uma puta excitada que tinha acabado de trair o noivo.
E porra… eu queria mais.
Isso foi há três semanas. Desde então eu vi ele todo dia. Todo. Dia. As vezes a gente só transa. As vezes a gente fica conversando horas no carro dele. Ele me olha de um jeito que meu noivo parou de olhar faz tempo — tipo se eu fosse a coisa mais interessante do mundo.
Meu noivo descobriu semana passada. Me flagrou. Eu devia sentir culpa, devia estar destruída.
Mas eu não tô.
Eu só tô… livre.


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