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Comi o marido da minha tia
A verdade é que esse vício eu trago desde menina. Devia ter uns quinze anos quando descobri que na casa da minha avó na praia, a fechadura do banheiro principal estava quebrada. Não trancava direito, e se você ficasse na ponta dos pés e se encostasse na madeira, dava pra ver um pedacinho lá dentro. Não era muito, mas era o suficiente.
Foi ali que o vi pela primeira vez. Ele. O marido da minha tia, Marcos. Depois de um dia inteiro sob o sol, todos nós estávamos suados e salgados. Ele era sempre o primeiro a ir tomar banho. Eu, a observadora, esperava o momento. Ouvia o barulho da água, e quando começava a correr, me deslizava pelo corredor como uma sombra.
Através daquela fresta, meu coração parava. Eu o via de costas, com aquele corpo que não parecia de um cara de quase quarenta. Costas largas, cintura estreita, e aquelas nádegas duras e redondas que se tensionavam quando ele se inclinava para ensaboar as pernas. Mas o melhor era quando ele virava. Lá estava. Pendurado entre as pernas dele, um pau que para os meus quinze anos me pareceu um monstro. Grosso, moreno, com uma cabeça bem rosada que parecia enorme mesmo à distância. Não estava duro, mas o tamanho em repouso já era impressionante. Ele o ensaboava com uma mão, sem pressa, e a minha boca enchia de água. Ficava ali, colada na porta, até que o som da água mudava e eu sabia que ele ia terminar. Aí saía de fininho, com o rosto em chamas e a entreperna quente e úmida.
Essa imagem me perseguiu por anos. Em toda reunião de família, em todo Natal, minha mente voltava para aquele banheiro, para aquele pau. Marcos era sempre o mesmo: gentil, bonzinho, o marido perfeito para a minha tia. E eu, crescendo, virando mulher, mas com aquele segredo sujo guardado debaixo da língua.
A oportunidade veio no verão passado. Festa na casa da vovó de novo, agora eu com vinte e poucos. Tinha álcool de sobra, e o Marcos, que normalmente se controla, naquela noite exagerou. Vi ele cambaleando um pouco, com a camisa desabotoada, rindo mais alto que o normal. Minha tia tinha ido embora cedo com uma enxaqueca. Ele ficou, dizendo que ajudaria a limpar.
Quando todo mundo começou a ir embora, me ofereci para ficar com ele. Minha avó, já cansada, aceitou agradecida e foi para o quarto. Ficamos sozinhos na sala, com a bagunça da festa ao redor. Ele estava largado no sofá, com os olhos fechados, respirando pesado.
“Precisa de ajuda para chegar no quarto de hóspedes, tio?” eu disse, me aproximando. Minha voz saiu mais rouca do que eu esperava.
Ele abriu um olho e me sorriu, um sorriso desengonçado e bêbado. “Você seria um anjo, sobrinha.”
Levantei ele, pondo o braço dele sobre meus ombros. Ele cheirava a rum e a suor, um cheiro masculino que me deixou tonta de tesão. Enquanto andávamos pelo corredor, a mão dele caiu sem força na minha cintura, depois um pouco mais baixo, roçando o meu quadril. Eu não a tirei.
No quarto, o deixei cair suavemente na cama. Ele se deitou de costas, com um suspiro. A luz do abajur iluminava o rosto dele e, mais importante, marcava o volume na calça. Lá estava. Mesmo relaxado, dava para ver o volume. Minha boca secou.
“Marcos,” sussurrei, largando o “tio”. Sentei na beirada da cama. Ele murmurou algo incompreensível. Com uma mão que não tremia tanto quanto eu esperava, levei minha mão até a virilha dele. Apoiei sobre o volume, sentindo o calor e a forma através do tecido. Estava macio, mas denso. Apertei de leve.
Ele gemeu, um som baixinho, e o corpo dele arqueou um pouco, empurrando o pau contra minha mão. Isso foi toda a permissão que eu precisava. Com dedos ágeis, desabotoei o cinto, o botão da calça, e desci o zíper. Puxei a calça e a cueca para baixo, pelos quadris.
E lá estava. Finalmente, depois de tantos anos espiando, fantasiando, eu o tinha na minha frente, ao alcance da minha mão. Era tão impressionante quanto nas minhas lembranças, mas melhor. Moreno, grosso, com as veias marcadas e a cabeça grande e úmida. Já não estava mole. Ao contato com o ar, e com o meu olhar fixo nele, ele começou a crescer, a ficar duro, latejando com uma vida própria. Levantou-se até apontar para o estômago dele, uma fera morena e perfeita.
Lambi os lábios. “Isso é o que você tanto escondia, hein, tio?” falei, mais para mim do que para ele.
Antes que pudesse pensar no que estava fazendo, me inclinei e o envolvi com meus lábios. A sensação foi elétrica. Era macio e duro ao mesmo tempo, e tinha gosto de limpo, de sal, de homem. Ele soltou um grunhido gutural e as mãos dele se enterraram no meu cabelo, não para me guiar, mas para se segurar, como se estivesse caindo.
Comecei a chupá-lo com fome, com anos de desejo acumulado. Enfiava até a garganta, me engasgando, sentindo a cabeça roçar no fundo. Brincava com a língua naquele sulco debaixo da cabeça, que o fazia se contorcer. Com as minhas mãos acariciava os ovos dele, que estavam apertados e pesados. Ele arfava, praguejando baixo. “Porra… que boca… que boca você tem, guria.”
Isso me deixou com mais tesão ainda. Queria ouvir. “Gosta, tio? Gosta que sua sobrinha chupe o seu pau?” perguntei, sabendo o quão perverso soava.
“Gosto, caralho… não para…”
Chupei e lambei até sentir os músculos dele tensionarem, a respiração dele ficar cortada. “Eu vou… vou gozar…” ele avisou, tentando tirar minha cabeça.
Mas eu agarrei com mais força. “Dentro,” ordenei, olhando nos olhos dele. “Quero seu leite.”
Os olhos dele se arregalaram por um segundo, e então, com um gemido longo e profundo, ele explodiu na minha boca. Foi uma porrada quente, salgada, grossa. Engoli tudo, sem parar de olhar para ele, sentindo o corpo dele sacudir com os últimos espasmos. Quando acabou, me afastei, limpando uma gota do lábio com o dedo.
Ele ficou ofegante, me olhando como se não pudesse acreditar. Mas eu não tinha terminado. Tirei minha roupa rapidamente, me expondo para ele. Os olhos escuros dele, ainda vidrados pelo álcool e pelo orgasmo, me percorreram de cima a baixo. “Sua vez,” eu disse, e virei de costas.
Fiquei de quatro sobre a cama, oferecendo minhas costas, minhas nádegas. “Quero sentir isso dentro,” eu disse, olhando por cima do ombro. “Pelo cu.”
Ele hesitou só um instante. Talvez o álcool, talvez a luxúria, talvez o choque da situação o tenha vencido. Cuspiu na própria mão e esfregou o que restava da ereção dele, que milagrosamente ainda estava dura. Depois, com a mesma mão, me lubrificou o buraco. Os dedos dele foram rudes, sem delicadeza, e a dor inicial me fez prender a respiração. Mas então, quando ele pressionou a cabeça do pau contra mim, soube que era o que eu sempre tinha querido.
“Relaxa, puta,” ele rosnou, e aquela palavra, saindo da boca do marido respeitável da minha tia, me derreteu por dentro. Ele empurrou.
A dor foi brutal, um rasgo íntimo. Gritei, enterrando o rosto no travesseiro. Ele não parou. Continuou enfiando, centímetro a centímetro, até estar completamente enterrado dentro de mim. Me senti cheia de um jeito inimaginável, partida ao meio. “Assim… assim que uma vadia como você gosta, não é?” ele arfou no meu ouvido.
Quando ele começou a se mexer, a dor se misturou com uma pontada de prazer tão intensa que me fez ver estrelas. Ele me agarrou pelos quadris com força, cravando os dedos na minha carne, e me fodeu com uma fúria selvagem, cada embestida um golpe seco que fazia a cama ranger. O som da pele dele batendo na minha, nossos arfados, os gemidos que eu já não conseguia conter… tudo era uma sinfonia obscena.
“Gosta que eu te foda o cu, sobrinha?” ele perguntou, metendo mais forte.
“Gosto, tio! Mais forte!” eu supliquei, e ele obedeceu. Mudou o ângulo, e de repente, achou aquele ponto que me fez gritar. Minhas pernas tremiam. Eu era só um corpo usado, um brinquedo para o pau dele, e eu adorava.
Não durou muito. Com outro grunhido, mais bestial que o primeiro, ele gozou dentro de mim, enchendo meu cu com uma segunda carga do leite dele, quente e abundante. Eu gozei ao mesmo tempo, um orgasmo violento que me sacudiu da cabeça aos pés, me deixando trêmula e incapaz de me mover.
Quando ele se separou, desabei na cama, sentindo o sêmen dele escorrer entre as minhas nádegas. Ele se jogou ao meu lado, ofegante. O silêncio ficou pesado, carregado com o que tínhamos feito.
Depois de um tempo, sem me olhar, ele se levantou e começou a se vestir. “Isso não pode acontecer nunca mais,” disse, com a voz agora fria e sóbria.
Balancei a cabeça, sem forças para falar. Ele saiu do quarto, fechando a porta suavemente.
Mas eu fiquei ali, com o cheiro dele na minha pele, com o gosto dele na minha boca, e com a dor deliciosa no meu cu. E soube, com uma certeza absoluta, que ele estava mentindo. Porque agora que ele tinha me provado, agora que sabia como era foder a sobrinha pervertida que o espiava, ele voltaria. Homens como ele sempre voltam…


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