Quero ser a putinha da família do meu namorado (Parte 14)
Eu me sentia um escombro. Jogada sobre a mesa de jantar, nua, coberta com o suor frio do Jorge, o gozo do Sr. Carlos e os restos da minha própria dignidade, eu mal conseguia respirar. O ar na sala era pesado, tóxico. Ao meu redor, o cenário era de devastação: porcelana quebrada, café derramado misturado com fluidos corporais, e o silêncio ofegante de uma família que tinha acabado de cruzar a última fronteira da moralidade.
Sr. Carlos, sentado na cabeceira como um rei louco em seu trono, acendeu um charuto. Ele sorria, triunfante, achando que tinha finalmente domado todos nós. Arthur estava encolhido no chão, chorando baixinho, um som patético que me dava náuseas e pena ao mesmo tempo. Jorge e Camila se vestiam em silêncio, a adrenalina baixando, dando lugar à vergonha e ao medo do que viria a seguir.
Mas o que veio a seguir não foi o que nenhum de nós esperava.
O som da tranca da porta principal girando ecoou pela casa silenciosa como um tiro.
Não houve campainha. Não houve batidas. Apenas o *clique* seco de uma chave que pertencia a alguém que não pedia permissão para entrar.
Passos firmes ressoaram no mármore do hall. Passos pesados, autoritários, ritmados.
Sr. Carlos franziu a testa, o charuto parando no ar. Jorge abotoou a calça rapidamente, os olhos arregalados.
A porta dupla da sala de jantar se abriu. E o tempo parou.
Lucas.
O irmão mais velho. O filho pródigo que vivia na Europa cuidando dos “negócios lícitos”. Ele estava lá, parado no batente. Impecável. Terno azul-marinho de corte italiano, sapatos brilhando, o rosto barbeado com uma precisão cirúrgica. Ele parecia um anjo vingador, limpo e intocável, contrastando violentamente com a nossa sujeira.
Mas ele não estava sozinho. Atrás dele, como duas sombras gigantescas, estavam dois homens negros, altos e fortes como torres. Eu os reconheci imediatamente. O ar faltou nos meus pulmões. Eram os mesmos “empresários” que estiveram aqui meses atrás. Os senegaleses. Os homens que me usaram na sala de estar.
— Lucas? — Sr. Carlos gaguejou, a voz falhando. — Filho… você voltou mais cedo.
Lucas não respondeu. Ele entrou na sala, caminhando devagar, seus olhos frios varrendo a cena. Ele olhou para Camila, com os seios de fora. Olhou para Jorge, suado e trêmulo. Olhou para mim, destruída na mesa. E finalmente, olhou para o pai.
Um sorriso fino, cruel, curvou os lábios dele.
— Cheguei na hora certa, pai — a voz dele era suave, aveludada, mas cortante como vidro. — O circo acabou? Ou vocês ainda têm algum número patético para apresentar?
— Patético? — Jorge tentou rosnar, mas a voz saiu fraca. — A gente acabou de colocar ordem na casa, Lucas.
Lucas riu. Foi um som seco.
— Vocês colocaram ordem? — Ele balançou a cabeça com desprezo. — Jorge, você sempre foi um animal útil, mas burro. Você acha mesmo que alguma coisa acontece nesta casa sem a minha permissão?
Lucas estalou os dedos.
E então, o mundo virou de cabeça para baixo.
Dona Rosa. A senhora que passou o café da manhã comendo torradas, alheia à orgia, a mulher que eu achava que estava dopada ou senil… ela parou. Ela empurrou o prato delicadamente. Pegou o guardanapo de linho, limpou os cantos da boca com uma elegância assustadora e se levantou.
A tremedeira nas mãos? Sumiu. O olhar vago? Desapareceu, substituído por uma inteligência fria e afiada.
Ela caminhou até Lucas. E, na frente de todos nós, beijou o rosto dele com devoção.
— Eles se comportaram, meu filho? — ela perguntou, a voz firme e clara.
— Perfeitamente, mamãe — Lucas respondeu, beijando a mão dela.
Senti um calafrio percorrer minha espinha. O charuto do Sr. Carlos caiu da mão dele.
— Rosa? — ele sussurrou, pálido. — O que… o que é isso?
Lucas virou-se para o pai, e o olhar dele era de pura condescendência.
— O que é isso, “Papai”? É o fim do seu mandato de gerente. — Lucas apoiou as mãos na mesa, inclinando-se sobre o pai. — Você achou que era o dono do bordel, Carlos? O grande macho alfa? Você nunca passou de um funcionário. Um treinador que eu mantive ocupado com brinquedos sexuais enquanto eu construía o verdadeiro império.
Lucas fez um sinal para os senegaleses. Eles entraram na sala, a presença deles enchendo o espaço de ameaça.
— Vamos recapitular, para que até o Arthur entenda — Lucas começou a discursar, andando ao redor da mesa, parando atrás de mim.
Senti a mão dele no meu cabelo sujo. Eu tremi, mas não consegui me mover.
— Jogada número um: Você, Eduarda. — Ele acariciou meu rosto com um dedo frio. — Quem você acha que insistiu para o Arthur te trazer aqui? Fui eu. Eu vi o potencial em você. A vadia latente. Eu sabia que o Arthur nunca daria conta. Você era a matéria-prima que eu precisava.
Engoli em seco, sentindo o gosto amargo da traição.
— Jogada número dois: Jorge. — Ele apontou para o cunhado. — Você achou que traía a Camila escondido? Eu tenho vídeos seus fodendo em motéis baratos há anos. Eu deixei você entrar na família porque precisava de um brutamontes. Alguém burro e forte para fazer o serviço sujo.
Jorge tentou levantar, mas um dos senegaleses colocou a mão no ombro dele e o forçou a sentar com uma facilidade humilhante.
— Jogada número três: Os “empresários”. — Lucas apontou para os gigantes atrás dele. — Eles não vieram fechar negócio com a empresa de logística, pai. Eles vieram fazer o controle de qualidade. Eles são meus sócios na operação da Europa. E a Eduarda… — ele apertou meu ombro com força — ela passou no teste com louvor. O relatório foi excelente.
Sr. Carlos estava tremendo.
— Você… você está vendendo a família?
— Eu estou gerindo ativos — Lucas corrigiu. — E quem você acha que mantinha tudo funcionando debaixo do seu nariz?
Todos olhamos para Dona Rosa. Ela sorriu, maternal e terrível.
— Seu pai estava ficando desleixado, Lucas — ela disse, calma. — Ele começou a misturar prazer com negócios. Precisava ser aposentado. Eu cuidei da medicação dele, mantive ele dócil, mas deixei a libido solta para que ele treinasse as meninas para você.
Meu Deus. Minha sogra. A vovozinha. Ela era a carcereira. Ela drogava o marido não para acalmá-lo, mas para manipulá-lo.
— E a Camila? — Jorge perguntou.
— Minha obra favorita — Lucas olhou para a irmã de criação com um desejo possessivo. — O pai fez o trabalho grosso. Ensinou ela a ser puta. Agora, eu vou ensiná-la a ser gerente.
Camila, que estava desafiadora minutos atrás, agora olhava para Lucas com uma adoração cega. Ela sabia reconhecer o poder real quando o via.
Lucas foi até a cabeceira.
— Levante-se, Carlos.
— Essa casa é minha! — Sr. Carlos tentou gritar.
— Não. Está no nome da mamãe. E ela acabou de passar tudo para mim. Fora da minha cadeira.
Um dos senegaleses puxou Sr. Carlos pela gola e o jogou no chão. Lucas sentou-se. O Rei assumiu o trono.
— As regras mudaram — ele anunciou. — Jorge, eu comprei suas dívidas de jogo. Você é meu agora. Vai ser o motorista e segurança das garotas. Tente tocar nelas sem ordem e você morre.
Jorge baixou a cabeça, derrotado.
— Camila, você assume a gestão da casa. Vai preparar as novas meninas.
— E… e eu? — minha voz saiu num fio.
Lucas olhou para mim.
— Você, Eduarda? Você vai para Paris semana que vem. Meus sócios estão loucos para conhecer a “noiva do ano”. Você não é mais da família. Você é do mundo. Um ativo internacional de alto luxo.
Ele então olhou para Arthur, ainda no chão.
— E você, maninho… — Lucas sorriu. — Você tem o papel mais importante. Você vai ser o marido. A fachada. Vai viajar com ela, carregar as malas, segurar a bolsa enquanto ela atende os clientes e limpar a maquiagem borrada dela depois. Você queria ser corno? Eu te dei o maior palco do mundo. Você será o corno mais famoso da Europa.
Lucas ergueu a xícara de café num brinde final.
— Ao novo negócio da família.
Olhei para Arthur. Nossos olhares se cruzaram. Não havia mais esperança. Não havia saída. O pesadelo não tinha acabado com a orgia. Ele estava apenas começando, e agora tinha um dono que não brincava em serviço. Eu não era mais apenas uma puta. Eu era uma mercadoria. E meu dono tinha acabado de chegar para cobrar o investimento.
***
Lucas pousou a xícara na mesa com delicadeza, mas seus olhos queimavam com um fogo frio e azul.
— Mas palavras são baratas, não é, família? — Ele se levantou, desabotoando o paletó. — Contratos de verdade são assinados com sangue… ou com porra. E eu preciso ter certeza de que a mercadoria ainda está quente para a viagem.
Ele fez um sinal seco com a cabeça. Os dois senegaleses agiram imediatamente. Um deles agarrou Jorge pelo pescoço, forçando-o a ficar de joelhos no canto da sala, com o rosto pressionado contra a parede. O outro levantou Sr. Carlos do chão e torceu os braços dele para trás, obrigando-o a assistir de pé, impotente.
— Assista, velho — Lucas rosnou para o pai. — Aprenda como um profissional fode a mente e o corpo de uma mulher.
Lucas abriu a braguilha. Ele não usava cueca. O pau dele saltou para fora, semi-mole, grosso, pesado, com veias que pareciam cordas de aço sob a pele clara. Ele olhou para mim e para Camila.
— Venham. As duas. Agora.
Não houve hesitação. O medo e o magnetismo do poder dele nos puxaram como ímãs. Camila e eu, nuas e sujas, rastejamos até ele.
— Limpem — ele ordenou. — Quero ele brilhando.
Ajoelhamo-nos aos pés dele. Camila, com a experiência de quem já conhecia aquele pau, agarrou a base. Eu fui para a cabeça. Começamos a lamber, a chupar, a devorar. O gosto dele era diferente. Não tinha o cheiro de suor e desespero do Jorge ou do Carlos. Tinha gosto de sabonete caro e controle absoluto. Ele ficou duro na minha boca em segundos, uma barra de ferro latejante que ameaçava furar minha garganta.
Lucas agarrou meu cabelo com uma mão e o da Camila com a outra.
— Chega de carinho.
Ele me puxou para cima e me jogou de bruços na mesa, em cima dos restos do café da manhã. Cacos de vidro arranharam minha barriga, geleia fria grudou nos meus seios, mas eu não senti dor. Senti apenas a expectativa aterrorizante.
— Camila, boca — ele ordenou.
Camila subiu na mesa e se posicionou de frente para mim, ajoelhada, a boca aberta esperando.
Lucas subiu atrás de mim. Ele cuspiu nas costas da Camila e depois no meu cu.
— Arthur! — ele gritou, sem olhar para o irmão. — Rasteje até aqui. Quero você na primeira fila.
Ouvi o som de Arthur se arrastando pelo chão, chorando.
— Olha bem, maninho. Olha o que vai acontecer com a sua esposa em Paris.
Lucas empurrou. Não houve aviso, não houve preparação. Ele enterrou a rola grossa no meu cu com uma estocada seca e brutal que me fez gritar, um som que foi abafado imediatamente pela boca da Camila, que me beijou, enfiando a língua na minha garganta para calar meus gritos.
Ele começou a foder. Era mecânico. Era violento. Não havia paixão, havia posse. Ele me usava como uma ferramenta.
*Plaft. Plaft. Plaft.*
O som da virilha dele batendo na minha bunda ecoava na sala.
— Isso é um cu de exportação! — Lucas gritava, batendo na minha bunda com a mão aberta, deixando marcas vermelhas instantâneas. — Apertado! Quente! Vai fazer fortuna, Eduarda!
— Mghhhh! — eu gemia contra a boca da Camila, enquanto ela passava a mão nos meus seios, apertando meus mamilos com força, suas unhas cravando na minha pele.
Sr. Carlos assistia, os olhos arregalados, vendo o filho possuir as duas mulheres que ele achava que eram dele.
— E você, Camila? — Lucas rosnou, puxando o cabelo da irmã para trás, forçando-a a separar a boca da minha. — Quer leite? Quer o leite do seu dono?
— Quero! — Camila gritou, os olhos revirados de prazer. — Enche a cara da sua putinha, Lucas!
Lucas acelerou. Ele socava meu cu sem piedade, estocadas fundas que pareciam reorganizar meus órgãos internos. Eu era apenas carne. Carne macia sendo martelada.
— Vou gozar! — Lucas avisou, a voz ficando rouca. — Arthur, abre a boca!
— O quê? — Arthur sussurrou, aterrorizado, olhando para cima, para a bunda da esposa sendo sodomizada.
— ABRE A BOCA, SEU MERDA! VOCÊ É A PRIVADA!
Lucas tirou o pau do meu cu num puxão violento. O anel do meu ânus ficou aberto, pulsando, vermelho e destruído.
Ele segurou a cabeça do Arthur e mirou.
Jatos grossos e brancos de porra voaram. Não na boca do Arthur, mas no rosto dele. Nos olhos. No nariz. Lucas pintou o irmão com seu desprezo.
— Limpa — Lucas ordenou para a Camila, apontando para o rosto do Arthur.
Camila, como uma cadela obediente, desceu da mesa e começou a lamber o esperma do irmão do rosto do outro irmão. Arthur chorava e tremia enquanto a irmã limpava a humilhação dele com a língua.
Lucas desceu da mesa, fechando a calça com calma, nem um pouco ofegante.
Ele olhou para a cena: Eu destruída entre os pratos quebrados, meu cu vazando; Camila lambendo o rosto do Arthur; Jorge e Carlos subjugados pelos gigantes negros. Dona Rosa sorrindo, servindo mais uma xícara de café.
— O treino acabou — Lucas disse, ajeitando o nó da gravata. — Façam as malas. O voo sai amanhã.
Ele se virou e saiu da sala, seguido pelos seus cães de guarda, deixando para trás os destroços de uma família que agora pertencia, de corpo e alma, ao Diabo.


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