Janeiro 3, 2026

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A Descontada do Mês de Aluguel

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Porra, a casa dos meus pais é um casarão velho. Aquela coisa de tijolinho à vista, jardim enorme que só dá trabalho. Tá sempre meio vazio desde que eles se mudaram pra praia. E a minha grana, né? Não tá fácil pra ninguém. Tive a ideia de alugar os quartos extras.

Aí apareceu o Miguel.

Venezuelano. Uns trinta e poucos, cabelo preto cacheado, uns olhos castanhos que parecem que tão sempre pensando longe. Chegou com uma mochila e uma mala surrada. Disse que trabalhava num restaurante no centro, fazia uns bicos como pedreiro. Pagou adiantado, direitinho. Quieto. Chegava tarde, quase não fazia barulho.

Eu, a solteirona de 35. Andrea, pra servir. A que cuida da casa dos pais, trabalha de contadora em home office e cuja vida amorosa é um deserto. Tinder é uma porcaria. Os caras ou querem só putaria em duas mensagens, ou são uns moleques. Já desisti.

O Miguel morava aqui há três meses. A gente se via na cozinha, às vezes. Um “bom dia” seco, um “tá calor” qualquer. Ele era educado, mas distante. Eu até reparava nele. Aquele corpo magro, mas forte, de quem carrega peso. Os braços definidos. Mas nem pensava muito. Inquilino é inquilino, né? E ele nem dava moral.

Aí foi hoje.

Eu tava na sala, vendo o noticiário no celular. A porra da TV tava quebrada. De repente, a casa inteira parece que tremeu. Foi um grito vindo do quarto dele.

“¡Carajo! ¡Lo lograron! ¡Se lo llevaron preso!”

A porta do quarto abriu de golpe. Ele veio pra sala como um furacão. Os olhos dele brilhavam de um jeito que eu nunca tinha visto. Parecia outra pessoa.

“¡Andrea! ¡Lo agarraron! ¡A Maduro! ¡Lo vi en vivo!”

Ele falava um português meio arrastado, misturando espanhol na empolgação. A voz dele tava grossa, cheia de um negócio. Parecia que ia chorar, mas de alegria.

Eu fiquei boiando. Sabia das coisas de lá, claro. Mas ver ele assim… foi diferente.

“Que bom, Miguel. Sério. Que bom pra sua gente”, eu falei, meio sem saber o que dizer.

E então ele fez o negócio.

Num impulso só, ele veio, abraçou forte e me beijou. Na boca.

Foi rápido. Um selinho de comemoração, mas não foi. Foi quente. Apertado. Senti o gosto do café dele, o cheiro do suor misturado com um sabonete simples.

A gente se soltou na hora. Dois segundos depois.

Ele ficou branco. Os olhos arregalados, cheios de pânico.

“Yo… lo siento. Perdón. Fue la emoción, yo…”

Eu também congelei. A mão foi pra minha boca. Meu coração batia louco. Mas não era nojo. Era outra coisa. Um calor começou no estômago e subiu. Aquele beijo tinha durado nada, mas tinha me ligado numa tomada.

A gente ficou se olhando. Aquele silêncio pesado. A vergonha dele estava escorrendo pelo rosto. A minha confusão também.

E aí eu não pensei.

Pensar é o caralho.

Eu só agi.

Fechei a distância entre a gente em dois passos, coloquei a mão na nuca dele, puxei o rosto dele pro meu e voltei a beijá-lo.

Dessa vez foi devagar.

Minha boca se abriu contra a dele. Foi um convite, uma pergunta. Ele ficou parado um instante, em choque. Daí senti ele responder. O corpo dele, que estava duro de susto, afundou. Os lábios dele se moveram contra os meus, mais devagar, mas com mais fome.

A língua dele encontrou a minha. Era uma dança lenta, exploradora. Diferente. Muito diferente dos beijos molengas que eu estava acostumada. Tinha um sabor de alívio, de desespero, de uma coisa guardada há muito tempo.

A mão dele, que tinha ficado caída ao lado do corpo, subiu. Apertou minha cintura. A palma quente atravessou o tecido do meu vestido velho. Eu gemí baixo na boca dele.

A gente se separou de novo, ofegante.

Os olhos dele agora eram escuridão pura. Olhou pra mim, pra minha boca inchada, pro meu peito subindo e descendo rápido.

“Andrea…”, ele falou, a voz um rosnado.

“Não fala”, eu cortei. Peguei a mão dele e puxei.

Não pro quarto dele. Pro meu.

Entrei, puxando ele pra dentro, e fechei a porta com o pé. O quarto tava uma bagunça, a cama sem fazer. Tanto faz.

A gente se esbarrou contra a porta. Os corpos colados. Dava pra sentir cada músculo dele contra mim. E pra sentir o volume duro na calça dele espremido na minha coxa.

Eu comecei a puxar a camisa dele pra cima. Ele ajudou, tirou tudo num movimento. A pele dele era morena, lisa, com uma cicatriz perto da costela. Uns pelos finos no peito.

Desci as mãos pro cinto dele. Os dedos tremiam. Eu não conseguia desabotoar.

“Deixa”, ele disse.

Ele mesmo fez, rápido, a calça caiu no chão. A cueca boxer cinza. E ele estava enorme. Duro, pulsando contra o pano. Eu engoli seco.

Ele me virou, de costas pra ele, contra a porta. As mãos dele subiram meu vestido. Encontraram a calcinha, simples, de algodão. Puxou pra baixo, até meus joelhos. A mão dele deslizou por entre as minhas pernas, por trás.

“Você tá tão molhada”, ele falou no meu ouvido. O bafo quente me fez tremer toda.

É que eu tava mesmo. Um melado quente que já tinha encharcado tudo. Vergonha? Nem passou pela cabeça.

“Por favor”, foi tudo que eu consegui falar.

Ele colocou dois dedos dentro de mim, de uma vez. Eu gemei alto, meu corpo arqueou pra trás, contra ele. Ele mexeu os dedos, entrando e saindo, devagar. A outra mão apertava meu seio por cima do vestido, beliscava o mamilo duro.

“Assim?”, ele perguntou, enquanto os dedos afundavam.

“Mais. Mais rápido.”

Ele obedeceu. O som dos dedos entrando e saindo, molhado, enchia o quarto. Eu apoiei as mãos na porta, meu rosto contra a madeira. Fechava os olhos e só sentia. O prazer subindo, subindo. A sensação de estar cheia.

Tirei a mão de trás, agarrei o pau dele por cima da cueca. Quente, duro como pedra. Ele suspirou forte, enterrou o rosto no meu pescoço.

“Quero esse pau. Agora”, eu falei, minha voz rouca, estranha.

Ele puxou a cueca pra baixo, livrou-se. Virou meu corpo de frente pra ele, me levantou. Encaixei as pernas na cintura dele. Ele me apoiou contra a porta.

A mão dele guiou a cabeça do pau até a minha entrada. Ele olhou nos meus olhos. A pergunta estava ali. Se eu tinha certeza.

Eu respondi afundando os quadris.

Ele entrou. De uma vez.

Um gemido saiu da garganta da gente ao mesmo tempo. Era muito. Muito grande, muito fundo. Uma dor gostosa de se sentir preenchida, aberta, arrombada. Paramos um segundo, os dois ofegantes, fundidos.

“Move, Miguel. Por favor, move.”

Ele começou a se mexer. Era uma cadência pesada, profunda. A porta batia de leve na parede com o embalo. Cada investida dele me levantava, me esmagava contra a madeira. Eu segurava nos ombros dele, as unhas cavando.

“Tá gostoso?”, ele grunhiu no meu pescoço.

“Caralho, muito. Não para.”

Ele mudou o ângulo. De repente, acertou um ponto lá dentro que fez tudo ficar branco. Um choque de puro fogo.

“Ali! Ai, caralho, ali de novo!”

Ele concentrou os movimentos ali. Rápido e profundo. A porta rangia. Eu soltava uns gritos abafados, mordia o ombro dele pra não fazer mais barulho. O suor escorria da testa dele e caía no meu colo.

Eu senti o orgasmo chegando. Uma pressão enorme, um calor se espalhando da barriga pra tudo.

“Vou gozar, Miguel. Vou gozar agora!”

“Isso, gosta. Goza nesse pau”, ele falou, a voz toda rouca, as palavras saindo tortas. “Eu te encho, pode ser? Te encho todinha?”

“Enche. Me enche, porra!”

Foi o que bastou. Uma onda explodiu dentro de mim. Meu corpo travou, todo músculo ficou duro, e depois veio uma tremedeira sem fim. Gemí, gritei baixo, enterrei o rosto no peito dele. A boceta pulsava, apertando ele loucamente.

Sentindo eu gozar, ele perdeu o controle. Enterrou fundo, até o talo, e gemeu um som gutural, animal. Senti o jorro quente dele lá dentro, enchendo, escorrendo. Foram várias bombadas, ele tremendo, esvaziando tudo.

A gente ficou parado assim. Colado na porta, ofegante, suado, ainda ligado. A respiração aos poucos foi acalmando. O peso das pernas dele começou a ceder, e ele me baixou devagar, até meus pés tocarem o chão. Mas não se soltou. A gente ainda estava grudado, ele dentro de mim, o calor dos dois se misturando.

Ele encostou a testa na minha. Os olhos fechados.

“Caralho”, ele disse, baixinho.

“É”, eu respondi.

Ele saiu de mim devagar, e um fio quente escorreu pela minha coxa. A gente se olhou. A roupa amassada, o suor, o cheiro forte de sexo no ar. A vergonha começou a voltar nos olhos dele.

“Eu… Desculpa. Isso não devia…”

Eu coloquei um dedo nos lábios dele.

“Cala a boca.”

Fui até a cama, desmoronei nela. O corpo todo mole, feliz, pesado. Ele ficou parado, perto da porta, sem saber o que fazer.

“Vem cá”, eu falei, batendo no colchão do meu lado.

Ele hesitou. Daí veio. Sentou na beirada.

“Não foi só a emoção, né?”, eu perguntei, olhando pro teto.

Ele demorou a responder.

“Não. Eu… te olho na cozinha. Todo dia. Mas você é a dona da casa. Eu não podia.”

Eu virei a cabeça pra olhar pra ele. Um sorriso besta tava no meu rosto.

“Pois pode agora.”

Ele deitou do meu lado, de costas também. Os braços da gente se tocaram. Ficamos em silêncio, ouvindo a respiração um do outro.

Passado um tempo, eu falei, pensando alto.

“Esquece o aluguel desse mês.”

Ele virou de lado, apoiou a cabeça na mão.

“O quê? Não. Eu pago.”

“Tá brincando? Pelo serviço prestado? Foi a melhor foda da minha vida, Miguel. De longe. O aluguel tá mais que pago.”

Ele riu. Uma risada baixa, gostosa de ouvir.

“Então o serviço vai ter que ser recorrente. Pra valer a pena o desconto.”

Eu virei, encarei ele. Passei a mão no rosto, na barba por fazer.

“Combina comigo.”

E puxei ele pra outro beijo. Mais lento dessa vez. Sem pressa.

A casa dos meus pais nunca pareceu tão viva.

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