Minha primeira vez por trás
O ar dentro do quarto do hotel estava pesado, saturado pelo zumbido constante do ar-condicionado e aquele cheiro inconfundível de sabonete de cortesia e desinfetante de hospital.
Eu já conhecia o ritual; com o Fede não tinha segredo. A gente já tinha transado na casa dele, na minha, no banco de trás do carro na sombra das árvores, em cada canto onde o desejo ganhava da gente. Eu conhecia o corpo comum dele, a barriguinha quente roçando minha pele branca, e ele conhecia cada sinal e aquela timidez que sumia quando as mãos grandes dele apertavam meus peitos.
Mas naquela noite a tensão era diferente, mais elétrica, com um peso biológico que fazia minha buceta pulsar antes mesmo da gente tirar a roupa.
Ele sabia o que eu carregava. Eu tinha contado, entre sussurros e confissões pós-sexo, como o Gabriel me usava como território de conquista, com aquela brusquidade que às vezes eu até gostava mas que sempre me deixava querendo algo mais humano. Contei das tentativas frustradas de anal, da dor seca e da frustração de me sentir invadida sem técnica.
O Fede, com aquela paciência de fotógrafo que estuda a luz antes de fotografar, tinha me prometido que com ele seria diferente. E eu acreditava. Tinha tanto tesão que minha calcinha já tava encharcada enquanto eu via ele tirar a camiseta, mostrando o peito magro e real, tão longe daqueles gostosões de manual.
A gente se despiu com uma lentidão coreografada pela intimidade. Quando fiquei nua sob a luz fria do hotel, minha pele transparente ficou cor-de-rosa, daquele jeito que sempre me entrega. Meus peitos, pesados e durinhos, procuravam contato com a pele dele.
O Fede sentou na beirada da cama e me fez ficar de costas pra ele, de joelhos. Senti as mãos dele percorrendo minha bunda, separando com uma delicadeza que fez escapar o primeiro gemido.
Começou o trabalho preliminar, aquele que ele curte tanto quanto eu. Ele baixou a cabeça e senti a língua quente e experiente explorando minha xota por trás, lambendo meus lábios com movimentos longos que faziam eu arquear as costas.
Quando a boca dele desviou pro meu cu, eu parei de respirar. Ele usou muita saliva, uma enxurrada de cuspe morno preparando o terreno. O barulho dos beijos ali embaixo, aquele chapinhar ritmado e molhado, enchia o silêncio do quarto.
Ele lambeu a borda do meu cu com uma insistência cirúrgica, enfiando a ponta da língua, tirando, molhando de novo cada dobrinha. Senti como o músculo, que sempre foi fronteira de dor, começava a relaxar de puro prazer.
Enfiou um dedo babado, bem devagar, só a ponta. A ardência inicial foi uma faísca que apagou rápido com a massagem constante dos dedos dele. “Relaxa, gostosa, se entrega”, ele falava com aquele jeito de conquistador que me arrepiava toda.
Ele me colocou de quatro, com a cara enfiada no travesseiro e a bunda bem empinada, oferecida. As mãos dele apertaram minha cintura, cravando os dedos na carne firme do meu quadril.
Senti o pau dele encostado na entrada, vibrante, escorrendo porra. Era uns 16 centímetros de carne decidida. Ele cuspiu na mão, lambuzou a rola com vontade e encostou a cabeça bem no centro da minha vontade. Pressionou.
Senti um alongamento extremo, uma invasão que fez eu fechar os olhos com força e cravar as unhas no lençol. Não era a violência do Gabriel; era uma pressão lógica, física, uma fricção que me abria passo a passo. O Fede ficou parado um momento, deixando meu corpo assimilar o volume, me dando beijos molhados nas costas enquanto eu arfava.
Quando ele começou a se mexer, o mundo se resumiu àquele ponto de contato. Ele entrava e saía com um ritmo perfeito, ganhando profundidade a cada estocada. O barulho da barriga dele batendo na minha bunda e o som da saliva lubrificando o atrito criavam uma atmosfera de putaria realista que me deixava doida.
Sentia o pau dele raspando minhas paredes internas, uma massagem bruta que me revirava as entranhas e fazia eu ver estrelas. Não tinha mais medo; só restava uma necessidade animal de ser preenchida cada vez mais. Eu me sentia aberta, exposta, entregue ao ritmo daquele homem que conhecia meus gostos e minhas loucuras.
A intensidade aumentou. O Fede já não era o amigo doce; era um cara alucinado, suando em cima de mim, dando estocadas curtas e rápidas que faziam meus peitos vibrar contra a cama. Eu pedia mais entre os dentes, xingando ele baixinho, pedindo pra ele me arrombar de vez.
Sentia o calor do corpo dele me envolvendo, o cheiro de sexo e esforço tomando o ar. A pressão no cu tinha virado um prazer pesado, uma plenitude que subia pela espinha e fazia eu soltar gemidos roucos, nada a ver com minha timidez de sempre.
Ele chegou no limite. Senti pelo jeito que as mãos dele agarraram minhas coxas, me abrindo ainda mais. Os movimentos ficaram sem controle, potentes, buscando o fundo do meu cu com uma urgência que me fez desabar.
Ele enfiou até o talo, colando o peito nas minhas costas, e soltou um gemido abafado. Senti a primeira descarga de porra, um jato fervendo que acertou meu fundo, seguido de outros que encheram meu cu completamente.
Foi uma sensação massiva de preenchimento, um calor grosso que me deixou tremendo, sem ar mas cheia dele. A gente ficou assim, grudado, enquanto o suor secava na pele e a respiração voltava ao normal, sabendo que aquele pedaço meu nunca mais seria o mesmo.


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