Ajudando Meu Melhor Amigo
Estava dando tudo errado. Primeiro, nosso voo quase foi cancelado e decolamos com horas e horas de atraso. Depois, quando por fim chegamos ao hotel, descobrimos que eles haviam trocado nossa reserva e, de dois quartos, agora teríamos apenas um, com camas lado a lado. Aquilo não era exatamente um problema, pois eu e Rafael, meu melhor amigo desde a infância, já tínhamos passado uma ou outra noite de modo parecido. Porém, não deixava de ser desconfortável. Aquela era para ser nossa viagem de descanso após tanto eu como ele termos tido um ano horrível. Fizemos um planejamento tão bom, pegamos nossas férias no mesmo período, escolhemos aquela praia com tanto cuidado, mas parecia que algo se colocava contra o nosso relaxamento.
De tão cansada que estava, sequer lembro de adormecer. Acordei já na manhã seguinte. Rafael ainda estava apagado. Para não o incomodar, evitei levantar e fiquei deitada, respondendo mensagens no celular. Ele fazia alguns barulhos em seu sono e imaginei que estivesse sonhando. Com os minutos, os sons começaram a ficar mais claros e percebi que ele estava gemendo. Desviei o olhar do celular e corri os olhos pela cama ao lado. Durante a noite, meu amigo jogara o cobertor no chão. Ele vestia uma camiseta e uma bermuda, na qual uma inegável e imponente ereção se destacava, tão firme a ponto de a cabeça do pau escapar pelo elástico frouxo da roupa. Congelei. Eu o conhecia há mais de 20 anos e nunca, por nenhum segundo, havia pensado nele sexualmente. E agora estávamos ali. Pensei em tentar acordá-lo com sutileza, sem deixar claro o que estava ocorrendo, mas, ao mesmo tempo, senti que ele precisava daquilo. Rafael, é claro, não estava fazendo de propósito, não tinha controle. Com a correria que passamos nos últimos meses, provavelmente fazia bastante tempo que não se aliviava e agora, por alguma razão, estava se sentindo seguro para dar vazão aos seus desejos, mesmo sem estar desperto.
Após essa reflexão, juro que tentei ignorar, esperando que ele soltasse tudo que estava guardado. Meu amigo, porém, gemia cada vez mais forte e seu pau latejava sob a bermuda, soltando pré-gozo em sua barriga. Eu também não sou de ferro. Comecei a ficar excitada. “Só desta vez”, falei para mim mesma. “Ele nunca vai saber o que aconteceu. Só desta vez“, repeti para me autoconvencer. Apressada, com medo de ser pega no flagra, coloquei minha mão dentro da calcinha. Para minha surpresa, já estava molhada. Com os olhos fixos naquele caralho que pulsava e babava, gozei rápido e em silêncio, sem nenhum esforço. Rafael continuava sonhando. Comecei a imaginar como seria se eu o fizesse esvaziar tudo na minha boca, cada gotinha. Gozei de novo, mais forte. Com o coração explodindo, virei-me para o lado oposto, derrubando, sem querer, meu celular no chão. Minhas bochechas que já estavam vermelhas agora ardiam. Permaneci imóvel, virada, como se estivesse dormindo. “Será que ele viu alguma coisa?” era a pergunta que gritava dentro da minha cabeça. Ouvi-o pegar o cobertor e se cobrir. — “Luana?”, ele chamou. Fingi que estava acordando e, com a minha melhor imitação de voz sonolenta, pedi desculpas, justificando-me que esqueci o aparelho sobre a cama na noite anterior e que ele caíra por acidente quando me mexi. Eu estava morta de vergonha.
Rafael esperou um pouco, talvez para a ereção passar, e seguiu para o banheiro. Eu sabia que ele, respeitoso do jeito que era, não iria se masturbar comigo do outro lado da porta. Escutei-o escovar os dentes e lavar o rosto. Quando ele saiu, falei que precisava tomar um banho e que era para ele ir descer e tomar café antes que encerrassem. Quando senti a água morna bater no meu corpo, não me aguentei e, em pé no box, peguei o chuveirinho e toquei minha terceira e última siririca da manhã, ainda pensando na situação de mais cedo. Como seria o gosto, a textura daquele pau na minha boca? Quantos jatos de porra ele teria soltado em mim? Gozei gemendo, lambendo e chupando meus próprios dedos. Eu me sentia um pouco culpada, como se tivesse invadido a privacidade do meu amigo. Entretanto, aquilo não era culpa de nenhum de nós. Havia apenas acontecido. Acabei de me limpar e, enrolada na toalha, fui me vestir. Iríamos à praia. Sem pensar muito, peguei um biquíni pequeno, preto. Nem sabia o porquê de tê-lo trazido, pois minha bunda ficava toda de fora. Coloquei-o e me olhei no espelho. “Será que o Rafa vai me achar gostosa?”, ponderei, ao mesmo tempo em que me assustei com aquele pensamento invasivo. Nervosa, peguei um shortinho jeans para ficar por cima do biquíni e vesti uma camiseta qualquer.
A praia não estava muito cheia. Pegamos duas cadeiras, um guarda-sol e escolhemos um canto mais afastado, para evitar qualquer tipo de barulho. Na minha cabeça, uma série de imagens passava, incontrolável. Rafael perguntou o motivo de eu estar tão quieta. Respondi que não era nada, estava apenas ainda processando o estresse da noite passada. Não queria contar a verdade. Não podia contar a verdade. Levantei-me e fiquei na frente dele, de costas, olhando para o mar. Meus dedos, feito se tivessem vida própria, foram direto no botão do meu shorts. Tirei-o devagar. De imediato, voltei a me sentir excitada. Será que ele estava olhando para a minha bunda? Mais do que isso, será que ele estava gostando? Estendi minha canga no mesmo local, na frente do meu amigo, me deitei de costas para ele e desamarrei a parte de cima. — “Rafa, passa protetor em mim, por favor?”, pedi. Ele já havia feito aquilo várias vezes. Senti o creme ser espalhado nos meus ombros, nas minhas costas. O contato das suas mãos na minha pele me fez soltar um gemido baixinho que não consegui segurar. — ”Lu, você tá tão estranha hoje”. Continuei negando e buscando justificativas. Eu queria que ele visse o biquíni todo enfiado no meu rabo e me desejasse. Eu queria sentir ele soltar tudo que estava armazenado há sei lá quanto tempo.
Ele acabou de aplicar o filtro solar, deixou a embalagem ao meu lado e voltou a se sentar. — “Você acha essa parte de baixo do meu biquíni muito pequena?”, ouvi-me falar, como se fosse outra pessoa. — “Ah, Lu, acho que é um pouquinho pequeno, sim”, ele respondeu, achando a pergunta engraçada. — “Minha bunda aparece muito assim, né… Mas talvez eu goste”, comentei. — “Você notou que tenho malhado mais glúteo?”. — “Não, Lu, eu… Não olho muito para a sua bunda”, ele disse, ainda tentando manter o tom de brincadeira, mas começando a se sentir desconfortável. — “Ai, amigo, pode olhar. Não é proibido”, provoquei, enquanto esfregava o protetor na minha raba. Ao mesmo tempo, sentia minha buceta quente, úmida. Três gozadas não foram o bastante, eu queria mais. Depois de uns quarenta minutos me bronzeando, com a bunda toda exibida para ele, senti vontade de entrar na água. Sem pressa, amarrei a parte de cima novamente e fiquei de quatro enquanto fingia arrumar a canga e pegar minhas coisas da areia. Ele não disse nada, mas a minha xota piscou só de imaginar o seu caralho endurecendo. Algo dentro de mim definitivamente havia mudado.
O resto do dia, porém, foi menos agitado do que a manhã. Voltamos para o hotel, almoçamos, visitamos alguns pontos turísticos. Apesar de ainda estar com tesão, consegui não pensar nisso por algumas horas. Depois da janta, Rafael me convidou para irmos a um barzinho na beira da praia. Coloquei um vestidinho bem leve, curto, sem sutiã. No caminho, senti o olhar dos mais variados homens, sobretudo após os bicos dos meus peitos começaram a marcar o tecido com o gelado da brisa noturna. Meu amigo, contudo, não esboçava reação. Eu sabia que a situação era incômoda. Não vou cair no clichê de dizer que éramos quase irmãos, mas de fato havíamos crescido juntos e, de certa forma, uma barreira fora levantada entre nós para questões sexuais. Nas poucas vezes que falamos sobre isso, a abordagem foi vaga, sem detalhes. Entretanto, eu não conseguia deixar de sentir um calor entre as pernas toda vez que lembrava daquele pau estourando de duro, babando. Desejo e frustração se misturavam. Quando chegamos, o lugar estava cheio, com música tocando alto. Pegamos uma mesa em um canto e começamos a beber. Rafael foi se soltando. Bêbado, ele era mais aberto e falante. As horas passaram rápido. Tomamos uma saideira e seguimos, tropicando e rindo, de volta ao nosso quarto.
Fui ao banheiro me preparar para dormir. Meu amigo já estava adormecido. Lavei o rosto, escovei os dentes, tirei o vestido e fiquei só de calcinha. Talvez tivesse algo de errado comigo. Algo que não o agradasse. Olhei-me no espelho, procurando por defeitos. Era estranho, mas pensar que eu não era boa o bastante também me dava tesão. Comecei a siriricar ali, em pé, embaixo da luz branca, mas também não consegui segurar as lágrimas. Eu estava quase gozando quando ouvi uma batida na porta. — “Lu, você está bem?”. Minha voz desapareceu e eu só consegui responder um “sim” com um tom fraco. — “Tem certeza? Você está chorando?”. — “Tenho, Rafa, tenho certeza”, eu disse. — “Já vou sair”, complementei. Vesti-me e esperei um pouco. Meu amigo estava esperando-me do lado de fora. — “Aconteceu alguma coisa?”, ele quis saber, enquanto eu, envergonhada, fui me deitar, como ele em pé ao lado da cama. De súbito, entendi que não havia saída daquela situação. Se eu não expusesse o que estava ocorrendo, nossa amizade seria arruinada. Contar também trazia essa possibilidade, mas tinha ainda alguma esperança. — “Aconteceu… Hoje pela manhã…”. Rafael agora parecia com mais vergonha do que eu. — “Achei… Achei que você não tinha visto”, ela gaguejou. — “Desculpa, Lu. Não foi minha intenção, eu nunca faria nada assim de propósito”. — “Eu sei disso, Rafa”, respondi. — “Não foi sua culpa. Acontece. Você estava tão estressado nos últimos meses, garanto que nem teve tempo para… Enfim”.
Um silêncio terrível caiu sobre o quarto. Fiquei arrumando e desarrumando a ponta do lençol, nervosa. — “Sabe, se você estiver precisando, eu posso, hm, ajudar. Não como uma namorada ou algo do tipo, mas só como sua amiga. Não sei por qual motivo criamos este muro desde sempre, mas nós somos adultos e… Isso é natural, entende? Não precisa significar nada”, eu disse rápido, embolando as palavras, com o coração pulando na boca. — “Ajudar?…”. — “Rafa, pelo amor de Deus, para de ser tonto. Me deixa te fazer gozar. Só isso. Por favor”. Eu nunca o vi tão confuso. Ele parecia estar ponderando cada cenário, cada palavra, cada ação. Senti que precisava tomar o controle. Ajoelhei-me na sua frente e desci a bermuda. O pau, mesmo mole, era ainda melhor, lindo, com as veias destacadas. Cuspi nele e comecei a masturbar. Rafael não me interrompeu, apenas fechou os olhos. Endureceu rápido na minha mão. Lambi as bolas. Cheias, pesadas. — “Lu…”, ele tentou dizer. — “Hoje… hoje na praia”, continuou, arfando, “você fez por querer?”. Eu ri. — “O que você acha, bobo? Tá pensando nisso, é?”. — “Sim”, ele replicou, tímido.
Levantei-me e peguei-o pela mão, levando-o até o espaço entre as camas. Tirei meu short do pijama e me ajoelhei novamente. Agora minha bunda estava visível no espelho de corpo inteiro que ocupava parte da parede. — “Pronto, assim você pode ver enquanto eu trabalho. Gostou?”. Ele mal conseguiu responder. Comecei a passar minha língua pelo pau, da base à cabeça. Eu limpava o pré-gozo que logo retornava, com um gosto forte, delicioso. Minha mão livre correu para a minha buceta, dedilhando o grelo. Gozei pela quarta vez na dia quando coloquei meus lábios envolta da cabeça, sentindo-a latejar. Olhei para cima e questionei: — “Quer foder minha boca até você soltar? Não precisa avisar nem nada, só fode e se alivia”. Sem nenhuma palavra, ele segurou minha cabeça e começou a meter. Aquela era a melhor sensação que eu já havia sentido. Eu não sabia mais o que era tesão, orgasmo, as coisas se mesclavam, se perdiam, eu só continuava siriricando enquanto ele socava em mim, livre de pudor ou de vergonha. Ele esporrou forte, tanto que não coube. Senti o leite escorrer pelo meu queixo, pelos meus peitos, cair nas minhas coxas. — “Você pode pedir sempre que precisar, tá?”, eu falei ao passo que ele foi no banheiro pegar uma toalha para eu me limpar.
Na manhã seguinte, quando acordei e olhei para a cama ao lado, Rafael ainda dormia. Porém, desta vez, seu pau, agora esvaziado, também descansava.


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