Abril 23, 2026

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O jogo da garrafa

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Do ensino médio eu acho que guardo poucas ou nenhuma amizade… Apesar de ter tido muitos colegas, nenhuma amizade se manteve ao longo dos anos, da faculdade ou da própria pandemia. Basicamente nenhuma amizade a não ser a com a Caroline. Ela era uma das minhas colegas mais distantes do ensino médio e a que eu menos botava fé que ia ter algum relacionamento duradouro após a formatura. Tinha a plena convicção que ela seria uma das que primeiro ia perder contato, mas, para minha surpresa, meio que foi o contrário.

Após o final do E.M. nós começamos a ficar mais próximos. Não sei dizer exatamente o motivo, mas ela era uma pessoa que o santo batia demais e a ficha disso só foi cair meses depois da formatura. Nós começamos a conversar quase que diariamente pelo Whatsapp. Aquela ansiedade pós Enem e pré Sisu. A incerteza do que faríamos na faculdade… Tudo meio que corroborou para que tivéssemos assunto todos os dias. Após o ingresso na universidade, aquele mundo novo foi motivo para longas conversas no whats e uma proximidade foi surgindo a partir disso.

Carol nunca foi o meu tipo. Ela era muito, mas muito magra… Não a achava particularmente bonita e estava longe de ser padrão. Tinha cabelos enrolados quase crespos; sempre usava uma calça jeans que evidenciava o quão finas eram suas coxas e um casaco rosa que não valorizava em nada seu corpo. Honestamente, do primeiro ao terceiro ano nunca tive sequer um pensamento sexual com ela. Nosso relacionamento era estritamente um coleguismo que após o final do médio se tornou uma amizade bem sólida.

Foi isso durante dois anos, mais ou menos. Como era de praxe durante a faculdade, todas as férias os estudantes voltavam para suas casas. Como ambos fomos fazer federal em outro estado, a gente só mantinha contato por mensagem e se via durante as férias vez ou outra quando algum colega em comum dava um rolê em casa ou chamava pra beber.

Até que… Bom. Início de 2020 antes da pandemia estourar. Tinha voltado para casa do meu pai para passar as férias e comemorar meu aniversário com alguns amigos do ensino fundamental que mantenho contato até hoje. Posto uma foto nos status do Wpp arrumado falando que ia sair para tomar umas antes do meu aniversário (que seria no dia seguinte)

Estranhamente ela responde falando que eu estava todo bonitão. Achei curioso esse tipo de comentário porque ela nunca foi disso… sempre foi bem certinha e tímida quando o assunto era flertar ou coisas que pendessem para esse lado. Tanto é que ela foi perder o BV na faculdade apenas. Eu apenas agradeço ao elogio e digo que estava de saída. Ela me responde mas acabo nem dando muita atenção.

Saí pra casa de um amigo, tomamos várias e voltei tarde da noite pra casa. Era por volta de umas 3 da manhã quando chego meio alterado em casa e pego meu celular para finalmente responder sua mensagem.

Assim que a respondo, não demora muito e ela, surpreendentemente acordada ainda, visualiza a mensagem. Nisso começamos a conversar… Estava meio alterado então os assuntos foram meio que para todos os lados. Nada sexual ou “flertativo” porque, como disse, ela nunca foi meu tipo, nem havia dado indício de querer algo. Como estava ainda um tanto bêbado, no impulso disse que deveríamos sair para comemorar o meu aniversário que seria no próprio dia. Ela diz que adoraria, mas que tinha convidado um casal de amigos para a casa dela no dia e que seria paia desmarcar assim, mas que eu poderia ir lá se quisesse, já que seriam só eles, pois seus pais estavam viajando. No impulso, novamente, aceitei, mesmo ela morando do outro lado da cidade.

Fui pegar no sono umas 5:30 da manhã. Quando acordo vejo meu celular e já tem uma mensagem dela falando que comprou uns drinks prontos e que ia fazer um bolo simplesinho para nós.

Achei muito fofo da parte dela e acabei por engolir a ressaca em seco e decidi ir lá de uma vez por todas, mesmo que o uber desse mais de R$50,00.

Esperei dar 18:30 e comecei a me aprontar. Foram quase 40 minutos de viagem até finalmente chegar onde ela morava. Fiquei esperando na portaria enquanto mandava mensagem avisando que havia chegado. Era um daqueles condomínios populares, sabe? Não aqueles condomínios de rico! Foi até uma certa surpresa porque como estudávamos em uma escola particular até que bem cara, imaginei que todo mundo que estava lá dentro tinha um baita poder aquisitivo (não é o meu caso, porque tinha bolsa e logo descobri que ela também).

Enquanto esperava, estava suando. Aquele calor bem típico de início de janeiro. Logo me arrependi de ter trazido um casaco para tentar parecer “estiloso”. O amarro na cintura enquanto espero Carol chegar. Fico olhando pra cima, vendo aquele céu limpo que tinha cara de que amanhã ia ser muito pior, enquanto respirava fundo para controlar aquele leve enjoo do porre de ontem…

Logo o estalar do portão me puxa de volta para a realidade. Então escuto: “Gu! Quanto tempo! Que saudade, pode entrar!” Quando olho pra frente quase que não consigo esconder minha cara de surpresa. Parecia outra pessoa! Ela devia ter ganhado uns 8kg e todos os quilos foram para as coxas e bunda. Eu juro que nunca, nos meus melhores sonhos sequer, era possível alguém mudar tanto em tão pouco tempo.

Carol estava com um shortinho bem a vontade. Claramente meio apertado, pois devia ser o número de peça que usava antes de ganhar tanto corpo. Estava descalça e com uma regatinha preta e, como descobri mais tarde, sem sutiã. Eu entro então no condomínio, dou um abraço nela e logo ela dispara andando na frente, já que estava terminando de arrumar a casa enquanto esperava eu e os amigos dela chegarem. Acabou que eu cheguei antes de todo mundo.

Conforme ela foi andando, eu não conseguia tirar meus olhos dela. Dava pra ver as marcas da calcinha por debaixo do tecido e o desenho exato da sua bunda vazando pela coxa.

Finalmente chegando lá, estava uma bagunça. Era uma casa bem pequenininha com só dois quartos, um banheiro, uma sala e cozinha. O cheiro do bolo no forno dava pra sentir do quintal. Chego lá e logo me ofereço para ajudá-la a arrumar as coisas antes dos outros convidados chegarem.

Enquanto ia lavando a louça, ela cuidava de varrer a casa e fomos pondo o papo em dia. Não demora muito e ela dá a ideia de começarmos a beber… Ela tira uma baita duma garrafa da geladeira com um sorriso de orelha a orelha e me pede dois copos. E ali foi quando as coisas começaram a andar…

Não sei quanto tempo passou nem quantos copos foram até que eu acabo sendo meio indiscreto: “Ca… posso te falar um negócio? Mas não leva a mal não, ok?” Ela me olha meio séria e perde o sorriso na hora. “Ai Meu Deus… Que que foi? Pode falar!” Faço uma pausa para deixar o suspense no ar e digo: “Mulher do céu! Você mudou muito nesse um ano que a gente não se viu. Pelo amor em!”

Vejo o olhar de alívio no seu rosto e um sorrisão abrindo novamente: “Nossa, meu! Que susto! Achei que você ia falar alguma coisa séria aqui de casa, não sei!” Dou uma risada em resposta e digo que não, que só quis fazer uma graça, mas que ela tinha mudado bastante mesmo. Ela me pergunta como assim “mudado”. E eu tento responder que ela estava bem diferente. Lembro de ter usado o termo “confiante”.

Ela ri e me diz: “Estou gostosa, né?” e dá uma risada antes de dizer “brincadeira!” Eu, sem muita reação e, agora, sem vergonha na cara confirmo dizendo que sim. Que estava com um corpão e eu quase cai duro pra trás quando a vi na portaria. Ela tenta disfarçar o sorriso e, em vão, começa a desconversar dizendo que estava exagerando…

Eu continuo dizendo que não era exagero e que ela estava ótima. Até a peço para dar uma voltinha. Com a risada estampada no rosto se aproxima, pega na minha mão e dá aquela famosa rodadinha. Enquanto gira eu acabo focando demais na sua bunda enquanto está de costas pra mim e, ela, percebendo, dá uma gargalhada meio exagerada, diz que eu era um tarado e que não imaginava que eu fosse assim.

Peço desculpas e digo que iria tentar não mais olhar, mas que seria meio difícil porque ela estava com um shortinho que valorizava demais. Ainda rindo ela me pergunta se gostei da roupinha dela. Fico sem reação e falo: “Olha, você para em!” E dou uma risada meio constrangido. Carol então faz o impensável… De onde estava mesmo ela diz: “Se não gostou eu tiro pra você!” e começa a descer o short, mostrando primeiro a alça da calcinha e então os detalhes azuis da renda. Eu fico meio hipnotizado sem conseguir falar nada, apenas vou acompanhando com o olhar conforme o tecido vai descendo deixando as curvas da sua coxa e virilha expostas.

Nisso ela para abruptamente e dá um riso. Meio constrangida veste o short rapidamente: “Você ia deixar mesmo eu tirar a roupa! Seu safado! Canalha!” e chega ainda mais perto me dando um tapa no ombro. Em resposta digo tentando segurar a gargalhada “Nossa, mas você queria que eu fizesse o quê?! Fiquei travado também” Em contrapartida diz: “Esse negócio que a gente tá tomando é muito perigoso! Quase que fico pelada aqui na sua frente! Melhor parar, né?”

Ignoro essa última parte sobre parar e tento instigá-la ainda mais: “Pelada? Você ia tirar a calcinha também? Porque pelo que eu vi era só o short que você estava abaixando.” Percebo ela mordendo o lábio e logo meu coração acelera. Um momento de silêncio se instaura no ar. Era quase possível ouvir nossa respiração pesada.

Começo a notar detalhes em seu rosto que nunca havia percebido… seus lábios carnudos e como sempre desviava o olhar quando sorria. Senti pela primeira vez vontade de beijá-la, mas me segurei. Imaginei como deveria ser sentir seus lábios em volta do meu pau e logo percebo um pulsar dentro da minha calça.

Dei um gole na bebida. Ela continuava estática, com um sorriso meio tímido e sem saber o que falar. Enquanto pensava no que dizer para quebrar aquela tensão, ou até mesmo aumentá-la, fomos interrompidos: o celular tocou. Tomamos um susto e logo ela lembra: “Meu Deus! Eles devem ter chegado!”

Dito e feito. Era sua amiga com o rapaz no portão. Ela me diz para ir terminando de guardar a louça que estava indo já buscá-los. Por um momento quase esqueço o que estava fazendo antes daquela nossa interação inusitada. Apenas concordo com a cabeça enquanto ouvia a porta batendo com ela saindo. Comecei a guardar os pratos que estavam no escorredor e ao mesmo tempo tentava tirar toda aquela cena da cabeça para que meu pau abaixasse, visto que não seria fácil cumprimentar alguns desconhecidos com uma ereção no meio das pernas.

Vou fazendo todos os afazeres bem rapidamente enquanto sinto meu membro amolecendo. Não demora mais do que 3 minutos e eles chegam. Primeiro entra Carol e logo depois os dois. O cara parecia um típico e-boy usuário de discord. Cabelo meio longo, liso que quase cobria os olhos. Estava com uma blusa branca por debaixo de uma corta-vento. Tinha um colar que logo reconheci ser de um anime e pensei “Bom, pelo menos já sei por onde começar a conversar com ele se ficar algum clima estranho.”

Logo depois veio a moça. Bom… ela era linda. Cabelos bem longos, na altura da cintura, uma roupa a vontade mas nada revelador. Ela veio com uma sacola e trazia dentro dois refrigerantes. Eles logo passaram por mim, me cumprimentaram e foram até a sala. Os dois convidados sentaram no sofá e começaram a conversar. Nisso, a anfitriã veio até mim e falou baixinho: “Nosso objetivo hoje é fazer esses dois ficarem, entendeu?”

Fiquei com uma puta cara de ponto de interrogação. Ela percebendo minha confusão explicou: “Na verdade eles não são bem um casal. Ela gosta dele, mas ele é muito lerdo. Terminaram o ensino médio agora e é a primeira vez que saem juntos fora da escola.” Me senti numa missão cupido da vida. De pronto aceitei, porque sabia exatamente como era a sensação.

Fui então tentar fazer amizade com ambos. Primeiro me apresento e logo o assunto flui, principalmente com Bruna. O Diego aparentava ser um cara mais reservado, tímido. Não dava muita abertura para assunto e era meio monossilábico. Isso somado ao fato de eu ter uma facilidade maior em fazer amizade com mulher do que com homem, acabou deixando uma situação meio chata pro menino.

Como não sou nenhum arrombado e sei bem como é ser o introspectivo do rolê, fui tentando deixar o cara mais a vontade: falei de anime com ele, puxei papo do que ia fazer agora que terminaram o ensino médio e aos pouquinhos percebi que ele ia se soltando, mas estava difícil. Ele claramente estava meio irritado pela facilidade com que eu conseguia interagir com Bruna e senti uma pontinha de ciúme.

Bom, logo Carol se juntou com nós e trouxe consigo dois copos cheio de bebida. Aceito o meu e ela entrega o outro para os dois. Assim que eles pegam ela se senta ao meu lado meio ofegante. Como disse estava um calor da peste aquele dia e ela estava zanzando de cima pra baixo terminando de ajeitar as coisas no quarto (me ofereci para ajudar a arrumar o quarto anteriormente, mas ela falou que estava muita bagunça e não ia me deixar entrar lá dentro nem morto enquanto não estivesse tudo ajeitado)

Como sua casa não era muito grande, a sala era bem pequeninha e o sofá também. Eram dois sofás de dois lugares um em cada parede, formando um “L” no cômodo. Ao sentar do meu lado, nossas pernas ficaram meio que se encostando. Nossos joelhos ficaram se roçando por uns bons minutos enquanto eu sentia sua pele meio fria por conta do suor. Aquilo estava começando a me dar um tesão lascado, mas mesmo assim eu estava tentando de todas as formas não ter uma ereção.

O tempo foi passando e nada dos dois terem um momento mais íntimo. O cara parecia um pão. Já Bruna… ela começou a beber e beber. Pedia mais copo e cada vez ficava mais e mais “alegrinha” e o cara mais e mais retraído. Nisso eu percebi que ela começou a se engraçar pro meu lado. Se inclinava pra cima de mim quando puxava papo comigo, ria de tudo que eu falava… Sabia onde isso ia dar.

E como falei, ela era muito bonita. Apesar de estar já um tanto alterado, não queria estragar o rolê de ninguém. Nisso acabamos a primeira garrafa. E me ofereci para pegar outra. Enquanto estava abrindo a segunda garrafa, me deu a ideia: vou chamar o Diego pra dar um toque nele.

“Irmão, cê me ajuda aqui a cortar o bolo pra levar pra elas?” Ele veio meio de cara fechada, tirei o bolo que estava terminando de esfriar no forno e fui desenformar. Nisso falo pra ele meio discretamente para que ninguém mais ouvisse: “Cara, você tá a fim da Bruna?”

Nisso ele me olha com os olhos arregalados como se tivesse acabado de tomar um baita susto e me responde quase que gaguejando: “Eu? Por que? Não sei.” Já logo emendo no assunto, chegando mais perto quase falando no ouvido dele: “Cara, ela parece que está muito a fim de você. Você não tá percebendo?”

Mais assustado ainda, quase hiperventilando de nervoso me questiona: “Ela tá? Por que você acha isso?” Na realidade ela não parecia querer mais muito ficar com ele não, mas senti que o menino precisava de injeção de confiança: “Bicho, ela tá te dando todos os sinais! Lerdão tu, em?” Ele me dá uma risada, a primeira da noite e já complemento: “Pode deixar que eu vou te ajudar. Vou terminar de cortar o bolo e tu já leva pra ela com um copo do refrigerante, porque se ela continuar bebendo assim vai queimar largada.” Ele concorda e leva então o bolo pra Bruna.

Logo em seguida eu levo um pedaço de bolo pra Carol também, mas com o casco apenas da primeira garrafa vazia. Assim que sento ao seu lado, me pergunta: “Que que cê vai fazer com essa garrafa?” Apenas respondo com um sorrisinho de canto de boca e posiciono-a deitada no chão. Pergunto: Quem vai girar?

Esse foi apenas o começo da noite…

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