Maio 4, 2026

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A exposição acidental

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Meu nome é Milena, eu tinha 19 anos quando essa história aconteceu, era uma garota ruiva, de corpo esguio e feições delicadas. As pessoas costumavam me achar bonita, mas eu era muito tímida.

Eu e minha amiga Beatriz, que era o tipo de amiga meio questionável, visitamos uma convenção de tatuagens. Era um tipo de evento daqueles para agradar todos os públicos, tinha show de rock, concurso de cosplays, amostras de tatuagens e piercings, e a principal atração, que era um concurso de tatuagens, em que as modelos ganhavam uma tattoo, em troca de participar da exposição.

Os olhos meus e de Beatriz cresceram, ao olhar um cartaz que dizia:

“Inscrição para modelos masculinos e femininos, Vale cachê e tatuagem da sua preferência “.

Nós adoramos a proposta, eu era uma garota tímida, e minha família era conservadora. Mas tatuagens são legais, e talvez se eu tivesse uma, as pessoas me veriam como alguém legal.

Beatriz me convenceu a me inscrever, ela disse:

” Eu topo se você for comigo “.

Nós duas procuramos a curadoria, e fomos encaminhadas cada uma para um recrutador. Eu acabei assinando o contrato, sem ler os detalhes, porque estava sem óculos, e minha visão normalmente é muito ruim. Mas achei que nada de errado pudesse acontecer.

Em seguida fui encaminhada para a tatuadora, que era uma jovem simpática, de cabelo preto e cheia de piercings. Ela estava na categoria iniciante, por isso pedi uma tatuagem simples, uma lua crescente no meu braço. Na ocasião eu usava um vestido azul brilhante, e uma tatuagem no braço seria mais adequada, porque o vestido não tinha mangas.

Algum tempo depois, finalmente chegou a hora da exposição, encontrei Beatriz denovo, e perguntei onde ela fez a sua tatuagem, ela me respondeu que não assinou o contrato, pois achou muito injusto.

“Como assim injusto? ” perguntei.

“O contrato obriga a gente a tirar a roupa, antes de subir no palco! ” Ela respondeu, e meu coração gelou.

“Mas a minha tatuagem é no Braço, eu não vou precisar ” Respondi.

“Mas está escrito no contato, essa regra vale para todas as mulheres, mas não para os homens “. Ela disse.

“Não pode ser, isso é muito injusto! ” Indaguei.

Pensei em desistir, mas Beatriz me lembrou que o contrato tinha uma multa por não cumprimento, que era maior que o próprio cachê, e também que eu precisava do dinheiro, pois estava desempregada.

Eu não sabia o que fazer, e Beatriz se retirou brevemente. Após alguns instantes, ela voltou trazendo uma funcionária do evento, uma mulher de mais de quarenta anos, com cara de quem já viu de tudo.

“É verdade que eu vou ter que tirar a roupa? ” perguntei.

“Sim ” Ela disse em tom frio.

Então a funcionária me levou até um compartimento atrás do palco, lá estavam vários modelos homens, todos vestidos, e uma única modelo mulher, que usava uma camiseta preta, um par de tênis, e uma calcinha, para revelar a tatuagem nas suas coxas.

“Você fica aqui, e aguarda eles te chamarem ” Disse a funcionária.

“Mas porque eu tenho que tirar a roupa? ” Perguntei.

“Regras são regras, acontece que nós valorizamos o corpo durante a exposição ” Ela disse, com uma voz rouca e antipática, que parecia cansada só em ter que responder.

“Mas os homens não precisam tirar a roupa ” Argumentei.

“É uma tradição do festival, sempre foi assim, e ninguém nunca reclamou ” Disse a mulher, então ela me deixou lá.

Eu estava nervosa, era muito tímida, não gostava nem de usar biquíni na praia, não podia nem imaginar ficar sem roupa, encima de um palco, num evento lotado de pessoas.

Os nomes estavam sendo chamados, e logo chegaria a minha vez, eu não tinha escolha, pois não poderia pagar a multa por quebra de contrato.

Então eu retirei o vestido. Os modelos homens no canarim ficaram me encarando sem entender, quando meu vestido azul caiu no chão. Continuei usando os tênis porque não queria ficar descalça, era um par de tênis amarelos, mas meu corpo estava quase totalmente exposto, apenas uma calcinha branca minúscula, e um sutiã azul claro.

E quando meu nome foi chamado, eu entrei no palco.

As pessoas me aplaudiram, mas ficaram me analisando da cabeça aos pés, até notarem que era apenas uma lua pequena no braço.

“ELA TÁ DE CALCINHA POR UMA TATTOO NO BRAÇO! ”

Alguém gritou.

E então vieram risos, não dá minha aparência, mas dá situação, mas doeu do mesmo jeito.

Eu estava séria, de expressão neutra, e parada feito um manequim. Os fotógrafos bateram muitas fotos, e havia até um canal de televisão transmitindo tudo ao vivo.

Notei que na plateia estava Beatriz me fotografando, e com um sorriso maldoso.

Eu mantive a postura, mas a vergonha era intensa, não apenas vergonha, era humilhação. E os juízes me analisaram, centímetro por centímetro, quando me permitiram ir, a plateia aplaudiu denovo, recebi elogios e assovios, e o mais estranho de tudo, foi que uma parte de mim, gostou daquela atenção. Voltei ao camarim ainda processando o que aconteceu, e estava quase chorando. A minha tatuadora estava lá e ela disse:

“Garota, porque você estava daquele jeito? ”

“Eu fui obrigada, está no contrato ” Respondi.

“Você entendeu errado, isso só é obrigatório para tatuagens na barriga e nas pernas, a sua foi no braço “.

Ela disse meio nervosa, mas deixando escapar um sorriso.

Só nesse momento eu me dei conta de que Beatriz me enganou.

Senti raiva, vergonha, e várias outras coisas, mas eu não estava totalmente nervosa. Também sentia algum conforto e até uma sensação de conquista. Lembrei daquelas pessoas olhando pra mim com desejo, e estranhamente eu queria mais. Olhei para a porta do camarim, que levava até o público, e olhei para meu vestido pendurado. Deixei o vestido lá, e saí pela porta.

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