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Outubro 15, 2026

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Outubro 15, 2026

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Consulta sem calcinha

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Eu tinha consulta marcada no dentista e estava no começo do namoro com meu atual marido.
Naquele dia quando fui me arrumar para ir ao dentista, decidi usar um short branco, tipo jeans, mas com o tecido um pouco transparente, e uma blusa amarela, larguinha. Depois da consulta, encontraria meu namorado para passarmos a tarde juntos, era uma sexta, lembro como se fosse hoje.
Lembro que, enquanto me arrumava, já estava pensando no que tinha escolhido vestir.
Não era uma roupa que chamasse necessariamente a atenção de alguém, mas eu sabia que estava sem calcinha e que o tecido do short não era totalmente opaco. E isso mudava a maneira como eu me sentia dentro daquela roupa.
Na rua, eu tentava agir normalmente, mesmo com o tecido encostando super na ppk e isso me estimulava mais ainda. Andava, resolvia minhas coisas e seguia para a consulta, mas ficava consciente da roupa o tempo todo. Era uma mistura de nervosismo com uma satisfação difícil de explicar. Eu me sentia ousada, atrevida, como se estivesse fazendo alguma coisa errada, embora soubesse que não estava prejudicando ninguém.
O que mais me mexia era a possibilidade de alguém perceber. Não que alguém tivesse feito algum comentário ou que eu soubesse que alguém tinha notado. Era justamente a dúvida. Eu não tinha como saber o que as pessoas estavam vendo ou pensando, e isso fazia com que eu ficasse mais consciente da situação.
Na consulta, tentei me concentrar no que estava acontecendo, mas a lembrança de como tinha saído de casa continuava ali. Eu me sentia exposta de um jeito muito particular, mesmo estando vestida. Era uma sensação mais psicológica do que qualquer outra coisa: eu sabia de um detalhe que ninguém ao meu redor conhecia.

Quando terminei, fui encontrar meu namorado. Eu estava com vontade de contar tudo, porque aquela experiência tinha mexido comigo e eu queria dividir isso com ele. Não queria transformar a história em algo maior do que tinha sido. Queria contar exatamente o que fiz e como me senti.

Contei que tinha ido ao dentista sem calcinha, usando aquele short branco, e falei do nervosismo que senti durante a manhã. Expliquei que, para mim, havia sido excitante justamente por causa daquela sensação de estar fazendo algo ousado em uma situação completamente comum.

Ele soube de tudo, e a conversa acabou aproximando ainda mais nós dois. Passamos a tarde juntos, transando bastante, conversando e retomando o assunto entre um momento e outro. Eu gostava de contar o que tinha acontecido e de perceber que podia falar abertamente com ele sobre algo tão íntimo.

O que me marcou foi isso: a roupa simples, a consulta comum, o segredo que só eu conhecia e a expectativa de encontrar meu namorado depois. Não aconteceu nenhuma grande aventura. Foi um dia normal por fora, mas que, para mim, teve uma intensidade diferente porque eu sabia exatamente o que estava fazendo e como aquilo me afetava.

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