As calcinhas da Tia Josi
Era o final de agosto de 2025 quando minha mãe ligou pra tia Josi. Eu ouvia tudo pela porta entreaberta do quarto da minha avó em São Paulo, morrendo de vergonha. Josi, minha filha, pelo amor de Deus, me ajuda. O Lohan terminou a faculdade, não arruma emprego que preste, tá dormindo no sofá da amiga da irmã… Tô desesperada. Deixa ele ficar aí uns três meses? Só até ele se ajeitar, arrumar um trampo e alugar uma quitinete. Ele é quietinho, não dá trabalho.A risada grossa dela veio alta do outro lado:
“Claro, mana! Manda o magrelo pra cá. Casa é grande, quarto sobrando. Aqui em Caraguatatuba o ar é melhor, quem sabe ele acorda pra vida.”
Primeira semana de setembro eu cheguei com mala velha e notebook caindo aos pedaços.Tia Josi abriu a porta de short jeans curto e regata larga e com sutiã, peitos balançando no abraço forte. Cheiro de perfume floral pesado misturado com suor leve me olhou e disse :
“Entra logo, seu magrelo, antes que derreta.”
Corpo de academia pesada: ombros largos, cintura marcada, quadril largo, coxas grossas que esticavam qualquer roupa. Parecia mulher de PM, daquelas que ninguém mexe na praia. O ex, meu tio Paulo Sérgio, dono de borracharias pelo litoral norte, tinha dinheiro e ego, mas nunca deu conta dela. Divórcio limpo, casa no Indaiá ficou com ela.
Nos primeiros meses tudo parecia normal. Café forte de manhã, pergunta sobre currículo, reclamação do calor. Mas os descuidos começaram devagar e viraram rotina.
Ela adora usar saia. Sempre. Limpeza de casa: agachava na minha frente pra pegar pano ou vassoura, saia subia, calcinha aparecia (fio-dental ou algodão simples). MAS ela não parece fazer por querer.
Ela levantava natural, sem pressa, sem olhar pra mim, como se eu nem estivesse ali. No sofá: jogava de lado pra ver TV ou celular, saia subia devagar, coxas se abrindo um pouco, calcinha visível. Quando percebia meu olhar, dava um pequeno pulo de susto, ajeitava rápido com a mão e ria: Putz, esqueci que você tava aí, moleque.
Mas nunca comentava nada além disso. Parecia genuinamente surpresa toda vez, como se realmente esquecesse da minha presença na casa.
E todo dia, depois do banho ou academia, uma calcinha aparecia no ganchinho do banheiro principal. Gancho cromado na altura dos olhos. Úmida, quente, cheirando a suor do dia, buceta quente, perfume doce na virilha.Eu esperava o chuveiro ligar, contava dois minutos, entrava, trancava, pegava, cheirava fundo, enrolava no pau, gozava na virilha, espalhava um pouco pra disfarçar, pendurava de volta.
Ela nunca dava sinal de perceber. Nunca.
Até o churrasco de 10 de janeiro de 2026
Sábado à tarde, calor infernal. Tia Josi chamou uns vizinhos, mas no fim só sobraram eu e ela na varanda. Carne na chapa, cerveja gelada, som baixo tocando sertanejo.
Ela estava de saia curta rodada, branca, leve, top cropped preto. Sentada na cadeira de frente pra mim, cruzou as pernas devagar. A saia abriu um pouco. Calcinha preta de renda fina apareceu inteira por um segundo: fio-dental, transparência alta na frente, conjunto bonito.
Ela nem notou. Continuou conversando sobre o preço da carne, rindo alto, tomando cerveja.Uns minutos depois ela falou:
“Vou fazer uma tábua de frios lá dentro, já volto.”
Entrou na casa e foi demorando mais que o normal. Eu esperei um pouco, depois levantei pra ir no banheiro. Passei pelo corredor. Porta do quarto dela entreaberta. Olhei de relance: ela sentada na beirada da cama, saia levantada até a cintura, tirando a calcinha preta devagar. Desceu pelas coxas grossas, jogou no chão. Ficou ali um segundo, pernas abertas, sem nada por baixo.
Eu congelei.
Ela não virou. Continuou natural, como se estivesse sozinha na casa. Voltei pro banheiro e tranquei a porta. E lá estava: a calcinha preta de renda recém-tirada, pendurada no ganchinho. Ainda quente e úmida. Cheirando forte a ela. Peguei tremendo, levei pro rosto e inspirei fundo várias vezes. Desci a bermuda. Sentei na tampa. Enrolei na mão, parte da frente na glande.
Comecei devagar, depois forte. Imaginei ela ali no quarto, sem calcinha, esperando, sabendo que eu tinha visto
Gozei horrores e muito mais que das outras vezes com jatos grossos, quentes, encharcando a renda toda. Deixei tudo concentrado na virilha, pingando pelas laterais, tecido brilhando, pesado, melecado. Não espalhei. Não disfarcei. Pendurei de volta no gancho exatamente como estava, mas agora escancaradamente bagunçada.
Saí do banheiro com as pernas moles, coração na boca.
Voltei pra varanda. Ela demorou mais uns minutos ouço. Saiu com a tábua de frios na mão, sorrindo normal e disse
“Demorei porque tava procurando o queijo bom”
Passou por mim, sentou de novo, cruzou as pernas de novo. Agora sem calcinha por baixo da saia. A saia cobria, mas eu sabia.
Ela continuou conversando como se nada tivesse acontecido. Riu alto de uma piada idiota minha. Serviu queijo. Tomou cerveja.
Eu não sabia se ela tinha ido mijar e visto a calcinha no gancho. Não sabia se ela tinha percebido o tecido pesado, o cheiro diferente, a porra grudada na renda. Não sabia se ela tinha percebido que eu vi ela tirando a calcinha no quarto.
Ela continuou natural.
Continuou rindo.
Continuou cruzando as pernas na minha frente. E eu fiquei ali, consumido por medo, adrenalina e tesão, sem saber se ela tinha percebido tudo… ou se simplesmente fingia melhor que eu.


Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.