Fevereiro 8, 2026

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Lendo um conto erótico

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Já havia anoitecido quando Yasmin chegou em casa, exausta após o dia de trabalho. Largou a bolsa em um canto da sala e removeu os sapatos com celeridade, deixando-os dispersos no chão. Encaminhou-se ao banheiro para um banho revigorante. A água quente envolveu sua pele morena, dissipando a tensão nos ombros e nas costas, enquanto o vapor preenchia o ambiente com uma fragrância sutil de sabonete. Gotas deslizavam pelo seu corpo, levando embora o cansaço acumulado e permitindo que os músculos se relaxassem progressivamente.

Após desligar o chuveiro, enxugou-se com gestos ágeis e enrolou-se na toalha. Caminhou até o quarto, despiu-se e se deitou na cama. A pele ainda úmida se acomodou nos lençóis refrescantes, oferecendo um alívio imediato, embora uma cefaleia tenaz latejasse nas têmporas. Para distrair-se, pegou o celular e acessou as redes sociais, deslizando pelo feed sem entusiasmo. As postagens passavam velozes, um hábito vicioso que preenchia o silêncio da noite. Até que uma notificação piscou na tela:

“J. R. King publicou um novo conto.”

Aquilo suscitou seu interesse de imediato. Abriu o texto, planejava apenas uma leitura superficial para avaliar o enredo, dado que os olhos ardiam de fadiga. Todavia, bastou ler o primeiro parágrafo para cativá-la. Inadvertidamente, imergiu na narrativa, que não somente retinha sua atenção, mas também evocava reações: um arrepio sutil corria pela tez, despertando sua excitação.

Pouco importava o tema ou a sexualidade dos personagens — tudo a instigava. Embora se identificasse como heterossexual, sucumbia ao deleite de histórias sobre dois jovens rapazes em um encontro delicioso no vestiário; ou a história sobre as três garotas em brincadeiras ousadas no mar — seu conto predileto; ou ainda a de uma casada que, para escapar da monotonia conjugal, tornava-se uma garota de programa às tarde.

Conforme avançava no texto, o corpo respondia com um anelo involuntário. Em pouco tempo, as mãos iniciaram uma exploração pela própria forma: primeiro os seios volumosos e suaves, contornando os bicos enegrecidos com toques leves até se intumescerem. O formigamento se agravava, concentrando-se entre as pernas. Deslizou a mão pelo ventre até a pubes, sentindo os pelos ralos antes de alcançar os contornos íntimos. Iniciou as carícias com gestos lentos e investigativos, reclinando-se mais nos travesseiros enquanto avançava para o trecho seguinte.

Abriu as coxas um pouco mais e tocou-se com maior profundidade. Os lábios umidificavam-se, e ao inserir o dedo médio, cerrou os olhos por um breve instante enquanto puxava o ar. A história progredia, tórrida, carregada de suspense e luxúria. As palavras evocavam imagens nítidas na mente. Desde a adolescência, descobrira que uma boa ficção erótica podia inflamar mais que qualquer pornografia explícita. Havia uma camada de complexidade nos livros e narrativas que tornava tudo mais estimulante. Mais do que assistir ou ler os atos sexuais, descobrir as motivações que levavam as pessoas para a cama era o que atiçava sua libido.

Ouviu a porta da frente se abrir — imaginou ser Paulo, seu marido, retornando do serviço. Logo ele surgiu no quarto e a flagrou com o celular em uma mão e a boceta na outra.

— De novo lendo essas sacanagens? — indagou ele, com um tom de desdém, mas que não a deteve a continuar.

— Como foi o dia?

— A mesma chatice de sempre.

Ele se sentou na borda da cama e tirou as meias. Depois, desatou a gravata com um gesto brusco, jogando-a de lado, e desabotoou a camisa botão por botão, expondo o tórax amplo e a tez clara, marcada pelo suor do expediente e do trajeto apertado. Yasmin seguia absorta no enredo, que se aproximava do clímax. A trama tecia uma tensão sexual prestes a irromper em um momento de paixão fervorosa. Introduziu outro dedo, o anelar, ao lado do primeiro, e intensificou os movimentos, afundando mais. Um suspiro escapou de seus lábios, reverberando no ambiente.

Paulo parou para contemplá-la: a esposa de cabelos negros divididos ao centro, caindo até os ombros e ainda molhados do banho, aderindo à linha delicada do colo; e a silhueta nua, com o sexo à mostra, reluzindo de anseio. Colocou-se de joelhos diante dela e firmou os quadris com as palmas calejadas, puxando-a para perto, o que fez a cabeça dela recuar até repousar inteiramente no travesseiro.

— O que está fazendo?

— Provando que você não precisa desses contos — retrucou ele, com voz grave e segura, aproximando-se mais.

Paulo roçou os lábios nos seios, imprimindo beijos na pele aquecida e delineando um trajeto de afagos pela barriga até a virilha. Ali, afastou as pernas com cuidado. Desceu a boca até os lábios e abocanhou o clitóris com os dentes, sugando com avidez. Circundou a língua em arcos largos e velozes, intercalando com sucções intensas que a fizeram arquejar, com o peito elevando-se e abaixando em cadência acelerada. Sua língua sondava os limites, abrindo os lábios escuros e revelando a carne rosada no interior, penetrando a entrada com vagar para saborear o néctar adocicado. Ela tentou retomar a leitura, mas as letras embaçavam na periferia do olhar. O corpo a traía, respondia aos estímulos do companheiro com contrações involuntárias.

Ele enfiou dois dedos, sincronizando-os com as lambidas, dobrando-os para estimular o ponto sensível interno. Yasmin jogou o celular para o lado, liberando as mãos para cerrar o tecido da cama, enquanto surtos de prazer irradiavam pelo abdômen. Paulo agilizou a ação, variando entre sucções profundas e contatos delicados com a ponta da língua, percebendo as contrações ao seu redor. Ela resmungou algo incoerente, elevando as ancas para buscar mais proximidade, e ele retribuiu com beijos na face interna das coxas antes de retornar ao foco, estendendo o instante com interrupções calculadas que a mantinham no limiar.

— Ah… Isso é bem melhor mesmo — disse ela, entre ofegos.

Paulo soltou o cinto e abaixou as calças, deixando-as cair aos pés antes de afastá-las com um chute. Revelou sua ereção plena, notável não pelo comprimento, mas pela grossura vigorosa, com a glande rosada ainda semioculta pela fina membrana do prepúcio. Ajustou-se entre as pernas dela e roçou o membro nos lábios túmidos, deslizando de alto a baixo. O fluido dela se espalhava pelo falo, facilitando cada fricção e amplificando o atrito que a fazia retorcer os quadris sem controle.

Somente ao perceber os lamentos ansiosos, ele a penetrou devagar. O rosto de Yasmin se contorceu em uma fusão de deleite e espanto: a testa se franziu, os olhos se reviraram por um segundo, e a boca se abriu para uma inspiração profunda, recobrando o ar ao sentir a boceta se dilatar com resistência para abrigar a grossura.

Começou com impulsos moderados e ritmados, bastantes para arrancar dela sons guturais que ressoavam pelo cômodo. Os choques corporais produziam um ruído molhado. Paulo curvou o tronco adiante, tomando os lábios dela em um beijo intenso. Nesse momento, elevou a velocidade das investidas, afundando mais a cada vez. As mãos dele migraram para os peitos, apertando-os com vigor enquanto sustentava o beijo, alongando a união até que ambos arfassem, com o suor se misturando ao sabor dos lábios.

Yasmin rolou pelo colchão, invertendo a posição até ficar de bruços. Elevou os quadris com calma, curvando as costas para projetar as nádegas o máximo possível, tensionando os músculos das pernas no processo. Afundou o rosto no travesseiro, amortecendo os gemidos que viraram sussurros abafados. Contudo, o estalo cadenciado de pele contra pele ganhou volume, preenchendo o espaço com um eco úmido e persistente.

Foi aí que virou o rosto para o lado e avistou o reflexo no espelho do armário na parede em frente. A visão a surpreendeu: ali estava ela, com os dedos imersos em seu sexo, que pingava sobre os lençóis. A bunda elevada acentua os glúteos arredondados, e toda a silhueta vibrava com a veemência das carícias, a sós em seu quarto banhado pela iluminação tênue do abajur.

Incomodada com aquela imagem solitária de si própria, fechou os olhos com veemência. Afundou-se novamente na imaginação. Seus dedos se transformavam na firmeza latejante do membro do esposo, que a invadia com ímpeto. Apertou o próprio peito, como se fosse o toque áspero dele. Podia escutar sua entonação rouca suspirando perto do ouvido, alinhada aos suspiros dela. Yasmin apressou as penetrações com os dedos, arqueando-os para atingir seu ponto de prazer, ao passo que a outra mão baixava para roçar o clitóris em movimentos circulares, estendendo o prazer que se propagava pela barriga e faziam as pernas estremecerem.

Sentiu o corpo se apertando ao redor dos próprios dedos, indício de que o ápice se aproximava, o que apenas a impulsionou a redobrar a intensidade. As estocadas ganharam rapidez e profundidade, entremeado aos gemidos irregulares que saíam de sua boca. Levou a mão ao pescoço, imaginando-o sufocando-a, com seus dedos robustos e a pressão firme, cravando as unhas na pele. O suor escorria pela testa, enquanto as coxas tremiam. Arqueou as costas, com uma torrente de calor ascendendo pelo ventre. Mordeu os lábios, os olhos entreabertos cravados na visão do rosto dele.

— Mais forte — sussurrou para si.

Com um rosnado profundo, o compasso se acelerou, fazendo o membro latejar dentro dela. O êxtase dele surgiu em um surto abrupto, com o corpo todo se retesando, e inundando o interior com esguichos quentes, enchendo-a com uma textura morna e viscosa que ela reproduzia entre os dedos. Yasmin pausou por um segundo, sem ar, sentindo as próprias contrações o envolverem como se o atraíssem para o fundo.

Ao mesmo tempo, o orgasmo a assolou como um choque elétrico: originou-se no âmago do seu sexo, irradiando-se para as pernas e o tórax, curvando os dedos dos pés e fazendo o corpo todo convulsionar. Um gemido estridente irrompeu de sua garganta, arrepiando a pele e sensibilizando os nervos. A boceta pulsou em ritmo ao redor dos dedos, alongando o deleite até que, esgotada, ela se deixou cair de volta no colchão. Ficou ali, arfando, com um sorriso de contentamento no rosto. Sozinha de volta à realidade.

Quando o pulso se acalmou, limpou-se com a toalha e notou o celular ao lado, ainda exibindo o conto. Decidiu, então, terminar de ler a história.

Esse conto é dedicado a todos os meus queridos leitores.

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