Meu Corpo Me Descobriu
Oi, tudo bem? Meu nome é Ana, tenho 22 anos, moro em Vila Velha (ES) num apê alugado bem simples. Trabalho home office fazendo suporte técnico pra uma empresa de software, então passo o dia inteiro no computador, fone no ouvido, falando o mínimo possível. Não saio quase nunca. Meus amigos da faculdade sumiram depois da pandemia, e eu nem sinto falta. Namoro? Zero. Sexo? Tipo, quatro vezes na vida, todas ruins, com um cara que eu achava que gostava de mim mas só queria gozar rápido e ir embora.
Eu sempre me achava… sei lá, quebrada. Tipo, via as meninas no Instagram falando de tesão, de se tocar, de vibrador, e pensava: “deve ser legal pra elas, mas pra mim não rola”. Eu ficava molhada às vezes assistindo série ou lendo livro erótico, mas parava logo. Vergonha do cheiro, do barulho, de me achar ridícula gemendo sozinha.
Aí veio uma noite que eu tava mal pra caralho. Tinha brigado com minha mãe no telefone (ela cobrando neto, casamento, essas coisas), chorei um pouco, tomei banho quente e deitei pelada na cama. Sem celular, sem luz. Só o ventilador batendo. Comecei a passar a mão na barriga, nas coxas, sem intenção nenhuma. Foi tipo um carinho que eu nunca me dei.
Quando percebi, minha mão já tava entre as pernas. Só por cima da calcinha no começo. Senti o calor, a umidade. Tirei a calcinha devagar, como se alguém pudesse me ver (ridículo, né?). Abri as pernas um pouco, toquei os lábios com a ponta do dedo. Estava molhado, quente. Passei o dedo médio na entrada, devagar. Entrei só um pouquinho. Meu corpo deu um choque bom. Comecei a mexer em círculos no clitóris, que tava durinho. Gemi baixinho, sem querer. Parecia voz de outra pessoa.
Fiquei assim uns minutos, sentindo tudo subir. Gozei tremendo as pernas, coração na boca. Mas não parei. Queria saber até onde ia. Lembrei que tinha comprado um lubrificante faz tempo (comprei na farmácia com vergonha, paguei no autoatendimento). Peguei, pinguei no dedo. Deitei de bruços, levantei a bunda um pouco. Passei o dedo no cu, só na borda. Era apertado, estranho, mas quente. Respirei fundo e empurrei devagar. Entrou a pontinha. Doeu um tiquinho, mas continuei. Fiquei parada, sentindo o dedo ali. Ao mesmo tempo, voltei a tocar a buceta com a outra mão.
Foi… diferente. Tipo, os dois buracos ao mesmo tempo. O dedo no cu mexendo devagar, abrindo mais. Na buceta, dois dedos agora, socando um pouco mais forte. Meu corpo começou a reagir sozinho: quadril rebolando devagar, gemidos saindo sem eu controlar. “Porra… tá gostoso… por que eu nunca fiz isso antes?” — falei alto, sozinha no quarto escuro.
A pressão veio forte. Senti a barriga apertar, como se fosse explodir. Gozei de novo, mas dessa vez foi louco: o cu apertou o dedo forte, a buceta pulsou e saiu um jorro quente, molhou minha mão, a coxa, o lençol. Eu chorei um pouco de tão intenso. Não era tristeza, era alívio. Tipo: “caralho, meu corpo funciona, eu sinto isso tudo”.
Depois fiquei deitada uns 20 minutos, suada, ofegante, sorrindo sozinha. Tomei outro banho, troquei o lençol. Desde então, faço quase todo dia. Às vezes só buceta,às vezes só cu com dedo ou com o plug pequeno que comprei online (chegou numa embalagem discreta, graças a Deus). Ainda sou a mesma antissocial de sempre: evito gente, fico em casa, respondo mensagem com monossílabo. Mas agora eu me dou prazer sem culpa. É meu segredo. E é bom pra caralho.
Se alguém ler isso e se sentir parecida… saiba que não tem nada de errado. Começa devagar, sem pressão. O corpo sabe o que quer, é só deixar ele mostrar.
Beijo, Ana.


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