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A legging marcada
Aquele dia acordei com aquela energia que só uma mulher de 37 anos que sabe o que quer pode ter. O Diego, meu marido que é onze anos mais novo, ainda estava dormindo, todo desengonçado na cama, e eu já estava com a mente a mil. Hoje seria o dia de provocá-lo até ele não aguentar mais. É a nossa dinâmica, o nosso jogo. Ele, com seus 26 anos cheios de vigor, e eu, com a experiência de quem já viveu o suficiente para saber que a vida é muito curta para não ser vivida com intensidade.
Deslizei da cama e fui direto para o guarda-roupa. Nada de calcinha, claro. Como sempre. É uma regra não escrita entre a gente. Escolhi um shortinho jeans curtíssimo, daqueles que mal cobrem o necessário, e uma blusinha solta de algodão que, com o movimento certo, deixava qualquer coisa à vista. Quando ele acordou, eu já estava pronta, passando um café na cozinha, me esticando toda de propósito para pegar um copo no armário mais alto, sabendo que o short subiria ainda mais. Vi o olhar dele, ainda pesado de sono, se fixar nas minhas coxas e no meu bumbum. Um sorriso surgiu nos meus lábios. A isca estava lançada.
O dia foi uma tortura deliciosa para ele. Cada vez que me abaixava para pegar algo no chão da loja, eu sentia o seu olhar queimando as minhas costas. Nas conversas com as clientes, eu dava risadas exageradas, fazendo a blusa balançar, sugerindo tudo sem mostrar nada. Nos momentos em que estávamos sozinhos no caixa, os meus dedos brincavam com as pontas do cabelo, e os meus olhos encontravam os dele com uma promessa pesada. “Hoje você não escapa, amor”, eu sussurrei uma vez, passando por ele e roçando o meu quadril no seu volume já evidente. Ele gemeu baixo e me puxou para um beijo rápido e roubado, cheio daquele desejo acumulado que eu tanto adoro.
A tensão foi crescendo ao longo do dia, uma eletricidade que deixava o ar pesado. À noite, antes de irmos para a academia do prédio – um ritual nosso para manter a forma e, secretamente, para nos provocarmos ainda mais –, a coisa atingiu o ponto de ebulição. Estávamos no quarto, arrumando as nossas coisas de treino, quando ele não aguentou mais. Empurrou-me contra a parede, as suas mãos agarrando o meu rosto, e beijou-me com uma fúria que me tirou o ar. As suas mãos desceram, puxando o shortinho para baixo com urgência, enquanto os meus dedos abriam o seu zíper.
“Quero você agora, Maria. Já esperei demais”, ele rosnou no meu ouvido, a voz grossa de tesão.
Não houve preliminares longas. Era pura necessidade. Ele levantou-me, eu enlacei as pernas à sua cintura, e ele entrou em mim de uma só vez, contra a parede do corredor. Era brutal, rápido, animal. Os seus quadris batiam contra os meus com uma força que fazia a parede tremer, e os meus gemidos ecoavam pela casa. Eu estava tão excitada, tão preparada para aquilo o dia todo, que em poucos minutos senti o meu orgasmo aproximar-se, um calor a espalhar-se desde o meu ventre.
“Vou gozar, Diego! Goza comigo!”, gritei, enterrando os dedos nas suas costas.
Ele soltou um gemido gutural, profundo, e senti o seu corpo enrijecer. “Dentro, Maria. Toma a minha porra, toda sua!”, e ele explodiu, jorros quentes a inundarem-me, a preencherem-me, enquanto as minhas próprias contrações de prazer se misturavam com a sua descarga. Ele continuou a mover-se, mais devagar agora, prolongando a sensação para os dois, até ficarmos ofegantes, colados um ao outro, suados e completamente satisfeitos.
Ele baixou-me lentamente, e eu fiquei encostada na parede, sentindo o seu esperma quente a começar a escorrer pelas minhas pernas. Foi quando me virei para ir ao banheiro me limpar que ele me segurou pelo braço. Os seus olhos tinham uma luz malandra, daquelas que eu conheço bem.
“Onde é que você pensa que vai?”, ele perguntou, com um sorriso de canto.
“Vou me limpar, amor. Estou toda melada de você”, respondi, rindo.
“Esquece. Veste a legging. Agora.”
Eu olhei para ele, incrédula. “O quê? Diego, você tá maluco? Vai escorrer tudo!”
“É isso mesmo que eu quero”, ele disse, a voz firme. “Quero que você vá para a academia assim. Com a minha porra dentro de você. Sem calcinha. Quero que sinta cada passo, cada movimento, e lembre-se de quem é sua.”
Meu coração acelerou. A ideia era nojenta, era proibida, e era incrivelmente excitante. Aquele toque de exibicionismo, de posse, de marcação de território que tanto nos excita. “Tem certeza? É contigo mesmo se alguém perceber”, disse eu, já sentindo um novo calor a percorrer o meu corpo.
“Tenho mais do que certeza. Veste.”
Sorri, uma aceitação silenciosa do seu jogo. Caminhei até a cama, onde a legging de treino preta estava dobrada. Sentei na beirada e, lentamente, vesti-a. A sensação foi imediata e intensa. O tecido elástico pressionou contra a minha pele, e eu senti distintamente o seu esperma, ainda quente, a ser pressionado contra a minha entrada, a espalhar-se, a vazar para o tecido. Estava melada, suja, e incrivelmente excitada. Cada centímetro do tecido a roçar na minha pele sensível era um lembrete do que tínhamos acabado de fazer.
Quando nos encontrámos na sala, ele olhou para mim, os seus olhos percorreram o meu corpo todo, e um sorriso de pura satisfação surgiu no seu rosto. “Pronta?”
“Mais do que nunca”, respondi, e a minha voz saiu um pouco trémula.
A caminhada até a academia do prédio, no andar térreo, foi uma das coisas mais eróticas que já vivi. Cada passo era amplificado. Eu sentia a textura úmida e quente contra a minha pele, o leve escorrer a cada movimento. O atrito do tecido contra o meu clitóris, já sensível do orgasmo, era uma provocação constante. Ele caminhava ao meu lado, a sua mão na minha cintura, possessivo, e eu via o orgulho no seu olhar. Ele estava a exibir a sua conquista, e eu era essa conquista.
A academia estava praticamente vazia, para o nosso alívio e, confesso, uma pequena deceção. Havia um rapaz na esteira, com fones de ouvido, alheio ao mundo, e um casal a fazer exercícios de perna do outro lado. O Diego escolheu um espaço mais reservado, perto dos espelhos. Cada alongamento, cada movimento que eu fazia, era carregado de uma dupla intenção. Ao fazer um agachamento, senti um fio de esperma escorrer pela minha coxa interna. Ao levantar os braços para alongar, a minha blusa subia, e eu via no espelho o seu olhar fixo no meu corpo, na legging preta que escondia o seu segredo sujo.
Adaptei o meu treino. Nada de exercícios onde tivesse que me sentar diretamente nos aparelhos. Fiz agachamentos livres, flexões, abdominais no tapete. Em cada movimento, a sensação de estar cheia dele, de ter a sua marca em mim, era um afrodisíaco poderoso. O Diego treinava ao meu lado, e de vez em quando os nossos olhos se encontravam no espelho, e um sorriso cúmplice era trocado. Ele se aproximou uma vez, como se fosse me ajustar a postura, e sussurrou no meu ouvido: “Consegue sentir-me aí dentro ainda?”
“Consigo sentir cada gota”, respondi, ofegante, não só do exercício.
Foi uma sensação de posse, de ser desejada de uma forma tão primária, tão crua. Era como se ele tivesse me marcado, e eu estava a exibir essa marca com orgulho, mesmo que ninguém soubesse. A liberdade de estar ali, sem calcinha, com a minha ppk super melada dele, o meu corpo ainda a latejar do nosso sexo, era empoderador. Eu não era apenas Maria, a comerciante de 37 anos. Era a mulher dele, a mulher que ele tinha possuído tão completamente que a sua essência ainda estava dentro de mim, a aquecer-me, a lembrar-me do meu poder sobre ele e do poder que ele tinha sobre mim.
Quando terminámos o treino e voltámos para o apartamento, a legging estava húmida em certos pontos, e eu estava numa tensão sexual que beirava o insuportável. Mal a porta do apartamento se fechou, ele não me deixou nem chegar ao banheiro. Empurrou-me contra a porta e ajoelhou-se, puxando a legging para baixo apenas o suficiente para enterrar o rosto entre as minhas pernas, lambendo a sua própria porra misturada com os meus fluidos, num ato de pura adoração e posse. E eu, de pernas a tremer, gozei novamente, gritando o seu nome, sabendo que esta memória, esta noite de exibicionismo proibido, seria mais uma das histórias intensas que alimentam a nossa paixão. É isso que somos. Fogo puro.


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