Por
Correntes (III)
Os dias se passaram tranquilos. Como fazíamos faculdade, estágio e outras ocupações, nos víamos apenas de noite. E ela sempre de poucas roupas, é difĩcil desviar o olhar dela. Tento ao menos. Enfim, nos fins de semana ela geralmente fazia o almoço. É uma ótima cozinheira, ela queria me ensinar. Sempre fui péssima na cozinha. Enfim, ela tinha um namorado, sempre achei que era solteira. Era um cara alto, musculoso no ponto certo. Era bonito, tatuagens a mostra. Meu pai odiaria um homem desses. Ele aparecia algumas vezes por semana, primariamente para sexo com Maria A. Ela gemia ALTO. Sem vergonha alguma. Atrapalhava meu sono, mal conseguia dormir.
Uma noite dessas ela estava gemendo muito mais alto do que de costume. Era impossível dormir. Resolvi beber um pouco de água e ir ao banheiro. Ao abrir a porta, o namorado dela também abriu, meio que ao mesmo tempo. De forma instintiva meus olhos desceram pelo peito definido por quilos e horas de academia até seu penis. Era enorme, estava semi-ereto, tocando até o meio de suas coxas. Primeira vez que um homem nu estava tão próximo de mim, eu não consegueia parar de olhar, os testículos enormes pareciam úmidos. “Meus olhos estão aqui em cima”, escutei. Ele sorria. Não restribuí, dei um passo pra trás e fechei a porta. Eu queria me enfiar num buraco e nunca mais ver ele e muito menos Maria A. O que ela ia achar de mim olhando assim pro namorado dela? Resolvi ficar no quarto, a vergonha fez sumir a vontade de ir ao banheiro. Precisei trocar de calcinha, fiquei muito molhada.
Eles ficaram mais silenciosos, conversavam e riam. Talvez de mim. Caí finalmente no sono e como era sábado poderia dormir até tarde. Geralmente ele ia embora cedo, raramente ficava para o almoço. Esperava que dessa vez ele não ficasse. Pensei até em inventar algo pra fazer e só voltar de noite. Escutei a porta abrir, ele falar algo e sair. Um alívio total, precisava mesmo ir ao banheiro e falar com Maria A, para me desculpar. Em seguida comecei a fazer um café.
Em poucos minutos ela abriu a porta. Parecia de ótimo humor.
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Bom dia!
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Bom dia! Quer café?
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Claro, preciso comer algo.
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Sente-se, hoje eu que faço o pão com manteiga. Viu, tô tentando!
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Hmmm querendo aprender a cozinhar! Ainda Vou te ensinar muito outras coisas. Só vou ficar de pé, não consigo sentar. Carlos A me enrabou a noite toda. Minha bunda tá muito dolorida! Você viu como o pau dele é enorme, eu aguento, mesmo assim dói depois. Ele me coloca de quatro, sabe e enfia os dedos pra abrir meu cuzinho. Só assim praquela cabeça enorme entrar, ainda sou bem apertadinha. Você viu ontem como é o pau dele. Ele disse que você gostou!
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E-e-então, quero falar com você sobre isso. Me desculpa, não sabia que ele ia sair do quarto. Foi automático sabe, quando percebi tava olhando fixamente pro pênis dele. Desculpa, desculpa, desculpa! Não vai se repetir! Eu estou morrendo de vergonha de você e dele!
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Ah amor, não precisa agir assim. Eu sei que foi um acidente. E eu também sei que ele é muito gostoso, por quê acha que tô com ele? Adoro sentar naquele pauzão grosso. E assim, a gente tem um relacionamento aberto. A menos que você queira roubar ele de mim, tá tudo bem.
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Aberto, você quer dizer que ele sai com outras pessoas?
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Amor, também saio com outros, saio com outras. Prefiro outras, pra ser sincera. Dou pouco pra outros caras, prefiro o pau do Carlos. E assim, com mulheres é diferente. Aliás, se você gostou mesmo dele, posso te ceder por uma noite.
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N-n-não, obrigada. Tô bem assim.
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Por quê? Você namora alguém?
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Não.
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Tem muito tempo?
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Uns 6 meses atrás saí com um menino.
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Tudo isso? Não consigo ficar tanto tempo sem dar! Você deve estar subindo pelas paredes. Por isso ficou hipnotizada pelas bolas dele.
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Não tô não. Tô tranquila.
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Aham, sei que tá tranquila! Ou acha que não percebo como olha para minha bunda e meus peitos?
Fiquei muda olhei para baixo. Senti o rosto quente e a vergonha tomou conta dos meus pensamentos. Não conseguia responder, a mente estava em branco.
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Não precisa ficar assim. Eu adoro que você me olhe assim. Eu acho que você tá reprimindo demais seus desejos. Você é virgem e ontem foi a primeira vez que viu um pau bem de pertinho né?
Acenei com a cabeça. Olhei pra baixo novamente. Ela pegou nas minhas mãos
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Não precisa ficar assim! Você tem que viver isso, é normal, amor. Olha pra mim.
Levantei a cabeça e aqueles olhos verdes pareciam muito próximos de mim. Ela mexeu no meu cabelo, o soltou.
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Você é muito bonita, se esconde nessas roupas. Te acho muito gostosinha, amor. Chega mais perto de mim. Não abaixa essa cabeça. Não pensa. Faz o que o teu corpo quer.
Me levantei, chegando mais perto dela. Sabia o que ia acontecer. Eu estava louca por aquilo. Eu senti suas mãos em meu corpo me envolvendo, a respiração cada vez mais próxima, os seios grandes pressionando meus seios pequenos. E por fim os lábios carnudos tocando nos meus lábios finos. Em seguida a língua me invadindo a boca, procurando pela minha. Meu corpo estava em extâse. Eu QUERIA isso desde aquela festa. Eu QUERIA as mãos me acariciando as penas, procurando pelo meu bumbum. Por um momento o tempo parou. Mas em um segundo, um maldito segundo percebi o que estava fazendo. Beijava uma mulher. Eu me afastei rapidamente.
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O que foi? Você beija tão bem!
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Eu não posso, me perdoa não posso. Preciso fazer umas coisas senão vou me atrasar.
Me levantei e fui pro quarto. Outra calcinha molhada. Me troquei e saí sem olhar pra ela.
(Continua)


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