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Desabafo de um Desejo Silencioso
Desabafo de um Desejo Silencioso
Olá.
Se você chegar até o fim, talvez se reconheça em cada palavra. Ou talvez não se veja em nada. E tudo bem.
Isso aqui não é um manifesto, nem um pedido de socorro. É só um relato. Um mergulho real em águas turvas — fetiches, desejos, desconexões e a busca, sempre solitária, por pertencer a algum lugar. Escrevo em primeira pessoa, mas falo por muitos.
Sou homem. 46 anos. Empresário. Casado. Pai de duas filhas maravilhosas. Uma vida estável emocionalmente.
Tenho 1,70 e olhos Hazel.
O que poucos imaginam: essa mesma vida é vivida, há décadas, nas sombras do que não se pode dizer.
Desde garoto, fui considerado “demais”. Curioso demais, ousado demais, intenso demais. Tema recorrente em rodas familiares. Boas notas, pouca presença. Sempre me doei para ser visto como interessante, descolado. Um personagem em construção. A vida me foi dura até os 12 anos. Depois, tudo mudou. Vieram os excessos. Dinheiro. Noitadas. Corpos. Limites empurrados até sumirem do retrovisor.
Minha jornada no sexo foi ampla, mas dentro do universo hétero. Até que, aos 22, numa viagem a São Paulo, conheci Tatiana, 35 anos, olhar firme, voz baixa. Ela me apresentou ao BDSM. Não como prática, mas como linguagem. Como identidade. Entendi ali que desejo tem profundidade. E que nem todo prazer é gritante, alguns se impõem no silêncio.
Tatiana foi meu portal.
Aos 29, me casei. Curiosamente, com uma das minhas submissas. Mas o casamento é curioso: ele protege… e apaga. O que era fogo virou baunilha. Depois, nem isso. Hoje, confesso, nem sei dar nome.
E sigo assim. Focado. Produtivo. Ético. Sóbrio. E profundamente incompleto.
Há doze anos busco algo que me resgate do raso. Já estive no Tinder, SXLog, D4Swing… Mas o que pulsa de verdade quase nunca está nessas vitrines apressadas. Está no cotidiano. Em olhares que se demoram, em conversas que atravessam a pele.
Houve histórias, claro. Mara, esposa discreta de um executivo em Curitiba. Heloísa, frentista de sorriso raro. Mundos distintos. Intensidade semelhante. Mas ainda assim… incompletas. Porque nunca foi só sobre sexo. Não mesmo.
É sobre presença. Sobre alguém, ou um casal que entenda o valor de uma boa alma. Gente leve. Sensual sem ser caricata. Que deseje sem implorar. Que provoque sem precisar tirar a roupa.
Tenho fantasias, sim. Mas elas não se realizam com pressa. Elas florescem devagar, num churrasco entre amigos, entre risadas e silêncios cheios de tensão. Elas nascem em jantares que começam despretensiosos e seguem com joelhos encostados de propósito. Com olhares que perguntam antes de tocar.
Gosto de imaginar essa cena. O convite informal:
“Vamos fazer algo simples aqui em casa. Chega junto.”
Sem promessas. Sem obrigações.
Chego com uma garrafa e um sorriso tranquilo. O casal me recebe como sempre: ele leve, espirituoso; ela observadora, intensa, quase contida. Mas há algo nos gestos dela, no jeito como os olhos se demoram, como o corpo se acomoda, que me diz mais que palavras. As vezes ela não gosta do tom da piada, mas não julga, o casal entende as peculiaridades e individualidades, no decorrer do tempo, tudo vai se moldando.
A carne assa. A cerveja gira. As piadas ganham camadas.
E então vem aquele momento em que tudo muda… sem que nada precise ser dito.
O desejo ali não precisa de pressa. Ele respira entre as frases. Ele dança entre os olhares cúmplices. E quando, ou se, algo acontecer, será natural. Porque o respeito e a química já estiveram na mesa antes de qualquer beijo. Entre um rodada de cerveja ou vinho, um selinho escorrega em mim, ela diz que errou de boca, o casal ri junto, eu também.
Também gosto de imaginar a mulher forte. Aquela executiva que carrega o mundo nos ombros e a alma nos olhos. Que me escreve no meio da tarde dizendo:
“Hoje vou ao flat. Se quiser passar pra um café….”
Chego sem alarde. Ela abre a porta usando roupas simples demais para impressionar. Mas é aí que tudo nela me atrai, porque ela está nua de defesas. E ali, naquela pausa do mundo, ela não precisa performar. Só respirar.
— Quem é você quando ninguém precisa de você? Pergunto.
— Ainda estou lembrando. Ela responde.
E então o toque vem. Devagar. Quase tímido. Um na bochecha encostando no canto da boca. Uma mão nos cabelos. E, finalmente, aquele momento de intimidade que não pede performance, só verdade.
Outro cenário que me habita é o da amiga. Aquela que liga, não manda mensagem.
— Almoça comigo hoje? Só nós dois. Preciso conversar.
Ela está bagunçada. Mas linda. Cozinha, desabafa, ri. Reclama do mundo e da dificuldade de ser quem é. Livre demais para os padrões. Sensível demais para se encaixar nas gavetas que criaram pra ela.
— Por isso chamei você. Você não tenta me consertar.
O vinho vem cedo. O toque, mais tarde. Primeiro os joelhos. Depois as mãos. Depois a confissão:
— Eu estava pensando em te apresentar a alguém. Uma amiga. Mas pensei… talvez fosse mais interessante se nós três nos conhecêssemos.
Nada explícito. Nada forçado. Apenas possibilidades. E eu gosto disso. De pontes honestas. De encontros onde o desejo não precisa ser gritado, ele apenas acontece.
Sou homem. Mas antes disso, sou presença. E só me conecto com quem valoriza o silêncio entre as palavras. O gesto sutil. O Bom humor. A risada que vem antes do beijo.
Nunca pagaria por sexo, e não se trata de dinheiro. Trata-se de se sentir desejado, trata-se de sentir que a pessoa ou as pessoas estão onde e porque querem e desejam estar. O que me move é o desejo legítimo. A entrega mútua. O encantamento genuíno.
Talvez isso também seja fetiche.
Ou talvez seja só humanidade. E eu, como tantos, sigo desejando encontrar quem me veja, não com os olhos. Mas com a pele, com intelecto, com bom gosto.
Estes são exemplos das idealizações que tenho de amizade sem julgamentos, carregadas de cumplicidade, bom humor, sarcasmos, ironias..
Ambientes muito cheios sempre me deixaram como se tivessem sugado toda minha energia.
Morando em Curitiba neste 2025
Caso alguem com similaridades em suas buscas queira. abaixo meu email do gmail
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