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O Biquíni Minúsculo na Festa
Ai, meu Deus, onde é que eu começo? A minha cabeça ainda está a mil, uma confusão deliciosa de memórias, álcool e tesão. A verdade é que eu, Maria, aos 37 anos, devia saber melhor do que me meter numa festa de faculdade cheia de miúdos a transbordar juventude. Mas o meu Miguel, o meu namorado que é onze anos mais novo, convenceu-me. “Vais ver que te vais divertir, Maria. É só descontrair”, ele disse. E eu, que adoro uma aventura e uma dose saudável de caos, deixei-me levar. E que viagem que foi, minha Nossa Senhora.
A festa era na casa de um amigo de um amigo do Miguel, uma moradia com um jardim enorme e uma piscina que era o ponto central da folia. A música estava alta, aquele funk que faz o corpo mexer quase sem a gente dar por isso, e o ar cheirava a cerveja barata, protetor solar e juventude. Eu estava num biquíni de duas peças, um preto básico mas que sabe sempre bem no meu corpo, que ainda aguenta bem o tranco, graças a Deus. O Miguel andava por ali, a socializar com os seus amigos, e eu, por uns momentos, sentei-me num espreguiçadeiro a observar, a sentir-me um pouco fora do lugar, mas também excitada por aquela energia toda.
Foi então que a Luana apareceu. Uma miúda loira, não devia ter mais de vinte e dois anos, com uns olhos claros e um sorriso fácil que me conquistou na hora. “Nossa, adorei o teu biquíni! Fica-te tão bem”, ela disse, sentando-se ao meu lado sem cerimónias. E depois, “O teu corpo é incrível, és tão… mulher!” Ela não parava de me elogiar, e eu, que adoro um bom elogio, senti o ego a inflar como um balão. É bom ser vista, sabem? Aos 37, uma mulher gosta de se sentir desejada, de saber que ainda tem esse poder.
Pouco tempo depois, chegaram os amigos dela, um grupo de rapazes e raparigas com aquele ar despreocupado de quem tem a vida toda pela frente. Sentaram-se à nossa volta na relva, e a conversa fluiu. Rimos, bebemos, e a Luana continuava com os seus elogios, agora para o grupo todo. “Acham que o biquíni da Maria não é o mais lindo de sempre?”, ela perguntou, e todos concordaram. E então, um dos rapazes, o Diego, um gato moreno com uns olhos que pareciam ver tudo, deu a ideia. “E se vocês trocassem? A Luana põe o da Maria, e a Maria põe o da Luana. Só para ver como fica.”
A Luana olhou para mim com uns olhos brilhantes, cheios de diversão maliciosa. “Vamos, Maria! Vai ser divertido!”
Eu ri-me, um pouco hesitante. “Ai, não sei, minha filha… o meu é muito maior que o teu, duvido que te sirva.”
“E o meu é pequenino, talvez fique minúsculo em ti! Vai ser hilariante!”, insistiu ela, já a puxar pelas alças do meu biquíni.
A adrenalina, a loucura do momento, o álcool a correr nas minhas veias… tudo se juntou. “Está bem, está bem! Mas é rápido!”, disse, a rir, enquanto me levantava e nos dirigíamos a uma zona mais escondida, atrás de uns arbustos perto da piscina.
A troca foi rápida. Eu tirei o meu biquíni, sentindo o ar da noite na minha pele, e entreguei-o à Luana. Ela deu-me o dela, um negócio minúsculo, cor-de-rosa, que mal dava para a mão. Quando tentei vesti-lo, o meu coração quase parou. A merda estava feita, e que merda gloriosa. A parte de baixo era um triângulo de tecido que se perdeu completamente entre as minhas nádegas. A minha racha ficou completamente à vista, as beiradas dos meus lábios carnudos e mais escuros espreitavam por todos os lados. A parte de cima era uma piada, os meus seios, cheios e pesados, quase a saltar para fora, o tecido a esticar de uma forma que eu pensei que ia rasgar a qualquer segundo. Eu congelei. Isto não era um biquíni, era um fio dental com aspirações.
“Ai, meu Deus, Luana… Isto não vai dar”, sussurrei, aterrorizada e, para minha surpresa, incrivelmente excitada.
“Estás perfeita! És a mulher mais sexy desta festa, juro! Ninguém vai tirar os olhos de ti!”, ela disse, e antes que eu pudesse protestar, ela puxou-me de volta para o grupo.
Ao voltar, senti todas as atenções viradas para mim. Os olhares não eram de julgamento, eram de puro desejo, de admiração chocada. O Diego fitou-me como se eu fosse um banquete, os seus olhos a percorrerem cada centímetro do meu corpo exposto. Até o Miguel, que se tinha juntado ao grupo, ficou com a boca aberta, mas um sorriso lento e possessivo cruzou os seus lábios. Ele gostou. Saber que ele gostou fez com que qualquer vergonha residual se transformasse em pura exibição.
Sentei-me, ou melhor, tentei sentar-me. A sensação do tecido minúsculo a enterrar-se no meu rabo, a deixar tudo à mostra, era proibitiva. Cada movimento era um lembrete da minha nudez, da minha ousadia. A conversa retomou, mas eu sentia o calor dos olhares a queimarem a minha pele. O Diego não disfarçava, os seus olhos paravam nos meus seios, na junção das minhas pernas, onde ele conseguia ver tudo. E eu, em vez de me encolher, estufeio o peito e cruzei as pernas, só para depois as abrir ligeiramente, um convite silencioso, um jogo perigoso.
A noite progrediu, a música ficou mais alta, a bebida mais forte. As pessoas começaram a dançar, e eu, levada pela corrente, deixei-me ir. Dancei no meio do grupo, o meu corpo a mover-se com uma liberdade que não sentia há anos. O biquíni minúsculo era uma segunda pele, uma constante provocação. A cada movimento, sentia o ar a passar por onde não devia, via os olhos dos homens a fixarem-se no meu corpo, e o meu próprio tesão a crescer, a tornar-se uma coisa húmida e quente entre as minhas pernas.
O Diego aproximou-se para dançar comigo. O seu corpo estava perto, mas sem me tocar, os seus olhos presos aos meus. “Tu és a coisa mais doente que eu já vi na minha vida”, sussurrou ele, o seu hálito quente no meu ouvido.
Eu não respondi. Só sorri, uma coisa lenta e carregada de intenção, e dancei para ele, as minhas ancas a moverem-se num ritmo que era uma promessa. Ele olhou para baixo, para onde o tecido rosa se enterrava na minha carne, e eu vi o volume a crescer nos seus calções de banho. A minha boca ficou seca. Isto estava a ir longe demais, e eu não queria que parasse.
De repente, senti uma mão na minha cintura. Era o Miguel. Ele puxou-me para ele, o seu corpo firme contra as minhas costas, a sua boca no meu pescoço. “Estás a divertir-te, minha putinha exibicionista?”, rosnou ele, baixinho, para só eu ouvir. A sua mão desceu da minha cintura e apertou-me a nádega, o seu dedo a escavar o tecido do biquíni, a tocar directamente na minha pele, no sulco do meu rabo.
“Miguel…”, gemí, a minha cabeça a rodar de desejo e embriaguez.
“Eles todos querem-te, Maria. Todos. E tu adoras, não adoras?”, ele disse, enquanto a sua mão se movia, massajando a minha nádega com força, fazendo-me arquear contra ele.
Eu só consegui anuir, sem palavras. A Luana e os seus amigos estavam a olhar, com sorrisos cúmplices e olhares de inveja. O Diego observava, com os punhos cerrados, completamente dominado pelo que estava a ver. E eu, no meio daquela multidão, com o biquíni minúsculo a exibir o meu corpo a todos, com o meu namorado mais novo a marcar o seu território de uma forma tão pública e primitiva, senti-me a mulher mais poderosa e desejada do planeta.
A noite terminou num turbilhão. Não contei tudo, alguns segredos ficam mais saborosos quando são guardados a sete chaves. Mas posso dizer que, quando finalmente chegámos a casa, o Miguel não perdeu tempo. Arrancou-me aquele pedaço de tecido rosa, que estava encharcado do meu desejo, e reclamou o que era dele com uma fome que me fez gritar até ficar rouca. E eu, de pernas abertas, o corpo ainda a arder com os olhares de dezenas de estranhos, soube que aquela tinha sido uma das melhores noites da minha vida. Aos 37 anos, uma mulher ainda pode causar um caos maravilhoso. E eu, Maria Cuchani, adoro um bom caos.


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