Janeiro 10, 2026

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O Meu Beijo de Mulher

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Tá bem, então vamos lá. Depois daquela noite que a gente dormiu pelada, o clima na república mudou. Não mudou de um jeito ruim, não. Mudou de um jeito que dava um frio na barriga e um calor em outros lugares toda vez que eu via a Flávia. A gente acordou no dia seguinte e eu fiquei com vergonha de encarar ela, mas ao mesmo tempo, meu corpo todo parecia estar vibrando, lembrando da visão que eu tive quando abri os olhos.

Ela tava de bruços, como eu disse. Mas os detalhes… a luz da manhã entrando pela janela iluminava a pele dela, que era morena, lisa, com um brilho suave. A coluna dela fazia um caminho perfeito até a cintura, que afunilava, e dava lugar àquela bunda. Nossa, aquela bunda. Redonda, firme, as nádegas bem separadas. Ela dormia com as pernas meio abertas, então dava pra ver um pedacinho… bem, um pedacinho da sombra entre as pernas dela. Eu fiquei paralisada. A respiração dela era calma, profunda. Eu devo ter ficado uns cinco minutos só olhando, sentindo meu coração batendo na garganta. Aí ela se mexeu, um gemido baixo de quem tá acordando, e se virou de lado. Os olhos dela abriram devagar, meio turvos de sono. Ela me viu. Me viu olhando. E em vez de se cobrir, ou fazer uma cara de espanto, ela só soltou aquele sorriso. Um sorriso sonolento, de canto de boca, cheio de uma intimidade que a gente nem tinha conquistado ainda.

“Bom dia, gata”, ela falou, a voz rouca de quem acabou de acordar.

“Bom dia”, eu respondi, e minha voz saiu um pouco estrangulada.

Ela esticou os braços, se espreguiçou toda. Os seios dela, que eram naturais e lindos, balançaram com o movimento. Eu forcei meu olhar pra ir pro rosto dela, mas foi difícil. Aí ela simplesmente se aproximou. Veio pra cama dela, que era do lado da minha, e me abraçou. Foi um abraço quente, forte, que pegou meu corpo todo desprevenido. Senti os seios dela, macios e pesados, se comprimindo contra os meus, que são mais firmes por causa do silicone. Senti a barriga dela contra a minha. A pele quente, suave. Ela cheirava a sono e a um perfume doce que ela usava. Meu deus. Eu acho que eu parei de respirar. O mundo realmente parou. A única coisa que existia era aquele contato, aquele calor, e a pressão dos mamilos dela contra os meus através do tecido fino da minha camisola. Foi só um instante, mas pareceu uma eternidade.

“Vou tomar um banho, acordar esse corpo”, ela disse, soltando o abraço.

E se levantou. De frente pra mim, totalmente nua, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Caminhou até o armário, pegou uma toalha, e saiu do quarto balançando os quadris de um jeito que parecia natural, mas que na minha cabeça de tarada parecia proposital. Eu fiquei sentada na cama, olhando a porta fechada, com o corpo todo formigando.

Tive que me recompor. Respirei fundo algumas vezes. Coloquei um shortinho jeans curto e uma camisola de alcinha, sem sutiã mesmo. Uma das vantagens do silicone é essa, você pode sair por aí sem sutiã que fica tudo no lugar, lindo. Fui pra cozinha, tentando parecer a mais normal possível.

A Clara e a Babi já tavam lá. A Clara fritando ovo, a Babi cortando pão. O cheiro de café era bom.

“E aí, dormiram bem?”, a Babi perguntou, com um sorrisinho maroto.

“Dormi, e muito”, eu respondi, tentando não corar.

“A Flávia já acordou?”, a Clara quis saber.

“Acordou. Tá no banho.”

A gente começou a conversar sobre a faculdade, sobre uns professores chatos, o clima normal de manhã. Até que a porta do corredor abriu e a Flávia apareceu. E apareceu só de calcinha. Uma calcinha fio dental preta, simples. O corpo todo molhado ainda, as gotas de água escorrendo pelos seios, pela barriga lisa, pelas coxas. Ela passou a toalha nos cabelos, relaxada.

“Já percebeu que a Flávia tem alergia a roupa, né Isa?”, a Clara brincou, virando o ovo na frigideira.

Eu engoli seco. “Pois é, ela dorme pelada, acredita?”, falei, tentando fazer a desentendida, jogar a bomba pra outra pessoa.

Flávia parou de secar o cabelo e me olhou. Os olhos dela brilharam de diversão. “Deixa de graça que você também dormiu do jeitinho que veio ao mundo, sua danada!”

A Clara e a Babi deram risada. Eu senti o rosto queimar. Ela tava me provocando, e eu não sabia como reagir.

“Eu tava com calor!”, eu protestei, fracamente.

“Tá, tá, conta outra”, a Flávia riu, e foi pegar uma xícara de café. Ela ficou ali, encostada no balcão, tomando café, quase nua, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E pra ela parecia ser. Eu não conseguia parar de olhar. A curva da cintura dela, a marca do elástico da calcinha na pele, o jeito que os seios dela descansavam… Era hipnótico.

Foi quando a Babi soltou a bomba. “Pessoal, arrumei uns ingressos. É a festa de início de ano da faculdade de medicina. Vai ser lá no estacionamento do bloco B, sexta-feira. Topam?”

A Clara topou na hora. A Flávia também. Eu hesitei. “Ah, sei não… Eu não conheço ninguém.”

“É pra conhecer, pô!”, a Babi insistiu. “E network, minha filha. Seu pai não falou que é importante?”

Foi verdade. Meu pai sempre falando em fazer contatos. Achei que seria uma boa, além de tudo, tentar me distrair da… situação com a Flávia. “Tá bom. Vou.”

A sexta chegou. Eu me preparei com um cuidado que não tinha em muito tempo. Passei a skin care toda, caprichei na maquiagem, no cabelo. O vestido era a peça principal. Preto, curtíssimo, de um tecido com um caimento que parecia líquido. As costas eram todas abertas, até o começo do bumbum. E o decote… o decote era um vale profundo que deixava os meus 280ml em destaque absoluto. Coloquei um salto alto fino, uns brincos grandes. Me olhei no espelho e sorri. Tava me sentindo poderosa. Uma gostosa.

Quando entrei na sala, o efeito foi imediato. A Clara deu um apito. A Babi soltou um “caralho, Isa!”. E a Flávia… a Flávia ficou quieta. Só olhou. O olhar dela percorreu meu corpo inteiro, devagar, da ponta dos pés até o rosto. Não era um olhar de amiga. Era um olhar de fome. Eu senti um calafrio percorrer a espinha. Ela não disse nada, só sorriu, um sorriso fechado, cheio de promessas.

A festa foi uma loucura. A música alta, as luzes piscando, todo mundo dançando, bebendo. A gente bebeu caipirinha, cerveja, uma mistureba perigosa. Eu dancei muito, me soltei. Beijei dois caras, um moreno bonitinho e um loiro mais tímido. Foi legal, foi gostoso, mas… era só beijo. Meu cérebro tava em outro lugar. Tava procurando a Flávia no meio da multidão o tempo todo.

Eu via ela dançando, se mexendo com uma graça natural que deixava todo mundo babando. Ela beijou um cara alto, depois outro mais baixo. Eu sentia um aperto no peito vendo aquilo, um negócio esquisito. Ciúmes? Não podia ser.

Lá pelas três da manhã, a gente tava exausta. A Babi sumiu com o namorado, provavelmente pro motel. Sobrou eu, a Flávia e a Clara pra voltar. A gente saiu da festa, os ouvidos zonzos com o som, as pernas bambas da dança e da bebida. O ar da noite em Salvador é quente, mesmo de madrugada, mas tinha uma brisa gostosa.

A gente foi andando devagar, rindo de nada, contando os casos da festa. A Clara falou do cara que ela ficou, a Flávia comentou dos dois que beijou. Aí, do nada, a Flávia parou de andar. A gente parou junto.

“Beijei dois caras”, ela repetiu, olhando pra mim. A voz dela tava um pouco arrastada pelo álcool, mas os olhos estavam firmes. “Mas queria ter beijado mesmo era a Isinha.”

Eu fiquei parada. Acho que meu coração pulou do peito e caiu no meio fio. A Clara ficou com os olhos arregalados.

“EEEEEITA! Ao vivo!”, a Clara gritou, dando um pulo. “Eu tô presenciando!”

Eu senti o rosto pegar fogo. “Cala a boca, doida, tu tá muito bêbada”, eu disse pra Flávia, mas minha voz saiu fraca, sem convicção.

Flávia deu um passo na minha direção. O sorriso dela era de provocação pura. “Tu também quer, galega. Eu sei! Se você ficar parada aí, eu vou te dar um beijão.”

Ela tava me encarando. A rua tava mal iluminada, mas eu via os olhos dela brilhando. A Clara ficou quieta agora, só observando, com um sorriso de orelha a orelha. Eu olhei pra um lado, pro outro. Não tinha quase ninguém. Só o som de um carro passando longe. O álcool tava fazendo minha cabeça girar, baixando todas as minhas defesas. Eu queria. Deus, como eu queria.

Eu não fiz nada. Não me mexi. Fiquei parada, como um patinho. Era o sinal verde.

Flávia não perdeu tempo. Ela fechou a distância entre a gente em dois passos. Uma mão dela foi pra minha cintura, puxando meu corpo contra o dela. A outra mão foi pro meu rosto. Ela não foi devagar. Veio com tudo. Os lábios dela encontraram os meus, e foi… meu deus. Foi um choque. Um choque gostoso. Os lábios dela eram carnudos, macios, mas o beijo não era mole. Era firme, insistente. Ela abriu a boca e a língua dela encontrou a minha. Um gosto de caipirinha, de cigarro, dela. Era quente, molhado, desesperado. Eu me entreguei. Fechei os olhos e me deixei levar. Minhas mãos, que estavam caídas ao lado do corpo, subiram e se prenderam nos ombros dela. A gente se beijava ali, no meio da calçada, como se não houvesse amanhã. Era o meu primeiro beijo de mulher. E era mil vezes melhor, mais intenso, do que qualquer beijo de homem que eu já tinha dado. A gente só parava pra respirar, ofegante, e voltava com mais força. Eu sentia o corpo dela contra o meu, os seios dela apertados contra os meus pelo vestido. Eu tava completamente molhada. Dava pra sentir a calcinha encharcada.

“Meus amores”, a voz da Clara cortou o transe. “Podem terminar no apartamento, mas vamos sair da rua que tá perigoso!”

A gente se separou, ofegante. A Flávia olhou pra mim, os lábios inchados, os olhos meio vidrados. Ela riu, uma risada baixa, vitoriosa. Pegou na minha mão. A Clara pegou na outra. E a gente foi andando as três, de mãos dadas, até em casa. Eu não conseguia pensar em nada. Só sentia o gosto dela na minha boca e o fogo entre as pernas.

Dentro do apartamento, a Clara soltou nossa mão e deu uma leve empurrada na gente na direção do nosso quarto. “Boa noite, crianças. Não façam muito barulho.” Ela entrou no quarto dela e fechou a porta.

Flávia me puxou pro nosso quarto e fechou a porta também. A luz do abajur fraco. A gente ficou se olhando por um segundo. Aí, sem falar nada, ela veio. Me beijou de novo, mas agora era diferente. Era mais lento, mais profundo. As mãos dela desceram pelas minhas costas, encontraram o zíper do vestido. Ela puxou. O vestido caiu no chão, um pano preto aos meus pés. Eu fiquei só de calcinha e salto alto. As mãos dela subiram, tiraram as alças do sutiã, e ele caiu também. Meus peitos ficaram livres, os mamilos já duros, sensíveis ao toque do ar.

Ela me empurrou devagar até a cama. Eu caí de costas, e ela veio por cima de mim, se encaixando entre minhas pernas. A gente se beijava, se mordia, as mãos dela apertavam meus seios, beliscavam meus mamilos. Eu gemei. Era um gemido alto, sincero. Minhas mãos exploravam as costas dela, desciam até a bunda, que era firme e redonda na minha palma. Eu apertava, puxava ela mais perto de mim.

Aí ela parou o beijo. O rosto dela ficou a centímetros do meu. A respiração dela era quente no meu rosto. “Bora tomar banho comigo?”

Eu só consegui balançar a cabeça, dizendo que sim. Ela se levantou, me puxou pela mão. A gente saiu do quarto, atravessou o corredor escuro até o banheiro. Ela ligou o chuveiro, ajustou a temperatura. O vapor começou a encher o ambiente.

Ela ficou na minha frente, me olhando, enquanto a água esquentava. Aí ela começou a tirar o que eu ainda tinha de roupa. A calcinha foi puxada pra baixo, devagar. Os saltos, tirados. Eu fiquei totalmente nua diante dela. Ela tirou a própria calcinha. E a gente ficou assim, se olhando, completamente nuas, com a cortina do box aberta e o vapor nos envolvendo.

Ela me puxou pra debaixo da água. Foi quente, perfeito. A água caía nos nossos corpos, escorria. Ela me beijou de novo, com a água entrando nas nossas bocas, escorrendo pelos nossos rostos. As mãos dela começaram a me explorar de novo. Desceram pelas minhas costas, apertaram minha bunda, puxaram meu corpo contra o dela. Eu sentia todo o comprimento do corpo dela contra o meu. Era suave, molhado, quente.

Ela desceu com os beijos. Beijou meu pescoço, meus ombros. A língua dela traçou um caminho até meu seio. Ela levou o mamilo inteiro na boca. Sugou. Eu gritei, meu corpo arqueou. O silicone não tirou a sensibilidade, graças a deus. Pelo contrário, às vezes parece que fica mais sensível. Ela alternou entre os dois seios, mordendo, lambendo, chupando. Eu tava me apoiando na parede fria do box, com as pernas fracas.

Aí ela se ajoelhou. A água batia nas costas dela, escorria pelo cabelo cacheado. Ela ficou ali, na minha frente, olhando pra mim. Olhando pra minha buceta, que eu mantenho sempre depiladinha, lisinha. Eu tava com vergonha, mas ao mesmo tempo, excitada demais pra me importar.

“Tá linda”, ela falou, e a voz dela ecoou no box.

E então ela foi. Não foi devagar, não foi com hesitação. Foi direto ao ponto. A boca dela cobriu meu grelo inteiro. A língua dela, quente e ágil, achou o ponto exato e começou a fazer círculos rápidos, firmes. Eu soltei um grito. Meus joelhos quase cederam. Eu agarrei o cabelo dela, não pra puxar, só pra me segurar. Ela não parou. Uma das mãos dela subiu e encontrou meu peito, apertou, beliscou o mamilo enquanto a boca e a língua trabalhavam incansáveis lá embaixo. A outra mão dela deslizou por entre minhas pernas, dois dedos encontraram minha entrada e entraram, fundo.

A combinação foi fatal. A boca no grelo, os dedos dentro de mim, a água quente caindo. Eu comecei a gemer sem parar, palavras sem sentido saindo da minha boca. “Ai, porra… assim… não para, não para…”

Eu senti o orgasmo subindo, uma pressão gigante na barriga. “Flávia, eu vou… vou gozar…”

Ela não parou. Acelerou. Os dedos curvados lá dentro encontraram aquele lugar que faz vê estrelas. A língua no grelo ficou ainda mais rápida.

Eu gozei. Foi um negócio violento. Meu corpo todo travou, depois tremeu descontroladamente. Eu gritei. Acho que gritei o nome dela. Me agarrei no cabelo dela com força, meus quadris se empurraram contra o rosto dela sem eu ter controle. Ondas e ondas de prazer me atravessaram, me deixaram fraca, mole. Eu escorregaria naquele box se não estivesse me segurando nela e na parede.

Ela parou devagar, gentil. Deu uns beijos suaves lá embaixo, como se estivesse acalmando. Depois se levantou. A água escorria do rosto dela, dos lábios dela, que estavam brilhantes. Ela tinha um olhar de pura satisfação, de quem fez um trabalho bem feito.

“Sabia que você ia gostar do dendê da baiana!”, ela disse, com um sorriso maroto.

Eu, totalmente sem ar, roxa de vergonha e de prazer, soltei um riso fraco. “Vai se foder, sua besta.”

Ela riu, me puxou pra debaixo da água de novo e me abraçou. Foi um abraço diferente do da manhã. Era um abraço de cumplicidade, de intimidade conquistada. A gente ficou assim por um tempo, se abraçando debaixo da água quente, as respirações aos poucos se acalmando.

Depois, a gente se ensaboou. Lavou o cabelo uma da outra, numa gentileza que me deixou emocionada. Enxaguamos, saímos do banho, nos secamos. Fomos pro quarto, nuas de novo, mas dessa vez sem tensão, só com um cansaço gostoso. A gente se deitou na mesma cama, de conchinha. Ela por trás, os braços em volta de mim. A pele dela quente contra as minhas costas.

“Boa noite, Isa”, ela sussurrou no meu ouvido.

“Boa noite, Flávia.”

E a gente dormiu. Dessa vez, eu não tinha dúvidas do que tinha acontecido. E já não conseguia esperar pelo que ia acontecer depois.

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