Novembro 18, 2025

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A Noite em que o Meu Melhor Amigo Me Conheceu

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A vida tem destas coisas lindas e imprevistas. O Rafael e eu somos amigos há mais de dez anos. Conhecemo-nos na faculdade de Belas-Artes, ele a cursar Design Gráfico, eu já perdida nos meus mundos de ilustração. Ele é aquele tipo de pessoa que parece feita de luz solar – sempre com um sorriso fácil, um abraço que aquece a alma, e um respeito pelas minhas loucuras criativas que sempre me fez sentir segura. Partilhámos tardes infinitas a discutir arte, noites a beber vinho barato no meu apartamento, lágrimas de desgosto e gargalhadas que doíam na barriga. Ele conhece cada sombra do meu passado, cada medo, cada sonho. E eu conheço os dele. Mas o nosso corpo… esse era um território que, por uma espécie de pacto não verbal, nunca tínhamos explorado. Até essa noite.

A nova temporada de Stranger Things estava para sair, e combinámos um maratona no meu apartamento. A tradição era sagrada: pizza, mantas, e o sofá velho que só nós sabíamos o ponto exato para não nos trespassarmos com as molas. Eu vesti umas leggings confortáveis e uma camisola larga dele que tinha “ficado” comigo há anos e que cheirava suavemente ao seu perfume. Ele chegou com a pizza e uma garrafa de vinho tinto, o seu cabelo castanho desarrumado como sempre, os seus olhos verdes a brilhar com a antecipação.

“Pronta para o mundo invertido, Mari?”, disse ele, entrando e deixando cair as coisas no chão para me abraçar.

Sempre nos abraçámos. Mas naquele dia, algo foi diferente. O abraço durou um segundo a mais, a sua mão na minha costas pressionou-me ligeiramente mais contra o seu peito, e eu senti o bater do seu coração, ou talvez fosse o meu, a acelerar subitamente. Afastei-me, corada, a atribuir a coisa ao entusiasmo pelo programa.

Sentámo-nos no sofá, as pernas entrelaçadas debaixo das mantas como sempre. O episódio começou, mas a minha atenção não estava em Eleven ou em Hawkins. Estava na forma como o seu braço, pousado no encosto do sofá, quase me tocava os ombros. Estava no calor que irradiava do seu corpo, tão familiar e, de repente, tão estranhamente novo. A cada cena de tensão, os nossos olhos encontravam-se e desviavam-se rapidamente, um jogo de esconde-esconde carregado de uma pergunta que nunca tínhamos ousado formular.

Foi durante uma cena mais calma, quando os personagens estavam simplesmente a conversar, que a sua mão, aparentemente por acaso, pousou sobre a minha, que estava pousada na minha perna. Ficou ali, imóvel. O ar pareceu sair da sala. Eu olhei para o nossoas mãos, a minha pequena e cheia de manchas de tinta sob a dele, mais larga e forte. E então, lentamente, os seus dedos entrelaçaram-se nos meus.

O meu coração parou. Olhei para ele, e ele já me olhava, o ecrã da televisão a reflectir-se nos seus olhos, que já não viam a série. Viram-me a mim. Havia uma intensidade ali, uma vulnerabilidade crua que nunca lhe tinha visto.

“Rafa…”, sussurrei, o meu nome sainco da sua boca como uma prece, um pedido de autorização.

Não pensei. Fechei os olhos e inclinei-me para a frente. E então, os nossos lábios encontraram-se.

Não foi um beijo de paixão desenfreada. Foi lento, terno, uma exploração cautelosa de um território proibido. Sabia a vinho tinto e a anos de amizade, a confiança e a descoberta. A sua mão soltou a minha e subiu para o meu rosto, a acariciar a minha face com uma reverência que me fez tremer. Quando nos separámos, estávamos ambos ofegantes.

“Acho que… acho que já não estamos a ver a série”, disse ele, a voz rouca.

Abanei a cabeça, sem palavras. Ele levantou-se, puxou-me pela mão e levou-me para o meu quarto, o nosso santuário de tantos segredos partilhados, agora prestes a ser testemunha do maior de todos.

A luz suave do candeeiro de cabeceira iluminava os meus desenhos nas paredes. Ele parou à frente de mim, as suas mãos a agarrarem a barra da minha camisola.

“Posso?”, perguntou, e anuí, o coração a martelar-me o peito.

Ele puxou a camisola pela cabeça, devagar, e deixou-a cair no chão. Os seus olhos percorreram o meu corpo, apenas de sutiã e leggings, com uma admiração que me fez sentir a mulher mais linda do mundo.

“És tão perfeita, Mari”, sussurrou, e a sua boca encontrou a minha novamente, mas desta vez com mais fome.

As suas mãos desceram pelas minhas costas, puxando-me contra ele, e eu senti a sua ereção dura a pressionar-me a barriga. Um gemido escapou-se-me. As minhas mãos abriram a sua camisa, ansiosas por sentir a pele quente do seu peito, os músculos que eu conhecia de o ver em t-shirts de verão, mas nunca tinha tocado assim. Era tudo tão intensamente familiar e, ao mesmo tempo, radicalmente novo.

Deitou-me na cama e despiu as minhas leggings e a minha cueca com uma paciência que era uma tortura deliciosa. Quando fiquei completamente nua à sua frente, sob a luz suave, senti-me exposta, mas não envergonhada. Era o Rafael. O meu melhor amigo.

Ele beijou-me o pescoço, os meus seios, a minha barriga, numa peregrinação lenta e adoradora. E então, abriu-me as pernas. A sua cabeça desceu e, sem hesitação, a sua boca encontrou o meu centro. Um choque de prazer percorreu-me todo o corpo. Era diferente de tudo o que já tinha sentido. Não era só a habilidade, era a intimidade. Era o meu melhor amigo a conhecer-me da forma mais profunda possível, a ler os meus gemidos como se lesse os meus pensamentos.

A sensação era tão avassaladora que, num acto de puro instinto, envolvi as minhas pernas à volta da sua cabeça, prendendo-o lá. Ele tentou afastar-se, surpreendido, mas eu não o deixei. Precisava daquilo, daquela conexão total. Ele entendeu. Um som baixo saiu da sua garganta, e ele mergulhou de volta, com mais fervor, a sua língua a traçar padrões loucos no meu clitóris, a beber de mim como se eu fosse a sua única fonte de vida. Foi uma entrega completa. Já estava perdida, a tremer, à beira do abismo quando ele finalmente parou.

Deitei-me de costas, ofegante, o corpo a latejar, os olhos fechados, a tentar assimilar a tempestade de sensações. A amizade, o desejo, o amor – tudo se misturava numa confusão maravilhosa. E então, senti as suas mãos a levantar as minhas pernas. Antes que pudesse perceber o que estava a acontecer, ele posicionou-se e, com um movimento suave mas decisivo, entrou em mim.

Era uma sensação de preenchimento absoluto, não apenas física, mas emocional. Era o Rafael. Dentro de mim. O meu melhor amigo. Um grito abafou-se na minha garganta, e então não aguentei mais. Um orgasmo violento, cataclísmico, explodiu dentro de mim, fazendo-me gritar contra a almohada que agarrei e pressionei contra o rosto. O meu corpo arqueou-se, convulsionou, e eu perdi-me completamente naquele êxtase, o tempo a esticar-se numa eternidade de puro prazer.

Ele não parou. Mesmo no meio das minhas convulsões, ele continuou, os seus movimentos profundos e constantes, alimentando as ondas do meu prazer. Eu gritava, gemida abafada pela almohada, completamente extasiada, as minhas unidas a cravar-se nas suas costas. Ele fodeu-me sem piedade, sem pressa, até que o seu próprio ritmo se quebrou e ele gemeu, um som longo e profundo, enquanto eu sentia o pulso quente do seu orgasmo dentro de mim, mesmo através do preservativo. Era quente, era vida, era ele.

Ele desabou ao meu lado, e ficámos ali, entrelaçados, ofegantes, os nossos corpos cobertos de um suor doce e pegajoso. O silêncio no quarto era pesado, mas não era incómodo. Era o silêncio de um segredo partilhado, de uma fronteira ultrapassada.

Depois de um tempo, brincámos, rimos baixinho, e eu fiz-lhe um oral, explorando o seu corpo com uma nova liberdade. Fodemos outra vez, mais devagar, mais ternamente, e passámos a noite inteira entrelaçados, descobrindo-nos um ao outro de novas formas.

De manhã, quando ele saiu, as minhas pernas tremiam, não apenas de prazer físico, mas da revolução emocional. O mundo não estava invertido como em Stranger Things. Estava, simplesmente, mais completo. E eu, Mariana, a ilustradora de almas, tinha finalmente desenhado a linha mais ousada e bela da minha vida: a que une a amizade ao desejo mais puro. E no ecrã, a série ainda estava pausada, mesmo antes de raptarem o Will. A nossa noite tinha sido infinitamente mais interessante.

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