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Venezuelana na dispensa
O calor de Mato Grosso grudava na pele como uma segunda camada. Era fim de tarde, o sol já baixo, mas o ar dentro da Pastoral do Imigrante ainda estava pesado, cheirando a suor misturado com o pó das caixas de doação e o leve mofo das roupas velhas empilhadas nos cantos. Eu carregava os ultimos sacos de arroz, um dia longo de trabalho voluntário, mas gratificante…. quando ela apareceu na porta da cozinha.
Marisol, uma mulher venezuelana, na faixa dos 40 anos…mãe de 3 filhos, casada….Pele morena brilhando de suor na clavícula, gotinhas escorrendo devagar pelo vale entre os seios. O vestido florido de algodão barato colava no corpo dela em alguns pontos – na curva da cintura, na parte interna das coxas. O tecido estava úmido nas axilas e nas costas. O cabelo preto, preso num coque frouxo, soltava fios rebeldes que grudavam na nuca suada. Quando ela se aproximou, senti o cheiro dela antes mesmo de olhar direito: sabonete barato de coco misturado com o odor quente, de mulher que trabalhou o dia todo.
— Tá ocupado, viene aqui — murmurou, voz baixa, rouca de tanto falar com as outras mulheres o dia inteiro. — Na dispensa. Preciso te mostrar onde guardamos o óleo.
Achei esquisito, por que ela queria me mostrar aquilo, mas, só fui.
Entrei atrás. A porta rangeu ao fechar. O clique da tranca soou alto demais no silêncio. Dentro da dispensa era ainda mais quente, o ar parado, denso. O ambiente era meio escuro, apenas com a luz natural entrando por uma janela pequena…
Ela começou me encarando com um sorriso enigmático….se aproximou e me beijou….um beijo quente, molhado e excitante…a surpresa logo deu lugar ao tesão….correspondi e apertei meu corpo contra o dela…ela me afastou um pouco, sem falar nada…virou-se de costas, ergueu o vestido com as duas mãos até amontoar o tecido na cintura. Não tinha calcinha. A bunda redonda, firme, morena, apareceu sob a luz fraca, Entre as coxas, reparei na a buceta inchada, os lábios escuros abertos, brilhando de tesão…que escorria seu mel….devagar pela parte interna da perna esquerda. O cheiro subiu imediatamente: quente, salgado, almiscarado, com um toque ácido de desejo acumulado. meu pau pulsar dentro da calça só com aquilo.
Ela se inclinou, apoiou as palmas das mãos numa prateleira de metal cheia de latas de milho e sardinha. O metal rangeu de leve. Empinou mais a bunda, abriu as pernas e eu vi a sua buceta se abrindo como uma flor.
— Rápido — sussurrou, voz tremendo de urgência. — Vem aqui
Desabotoei a calça com dedos trêmulos. O zíper desceu com um som metálico seco. Tirei o pau pra fora – já latejando, a cabeça vermelha e brilhante de pré-gozo. Encostei na entrada dela. Estava ardente, escorregadia. A sensação foi imediata: quente como febre, apertada, pulsando sozinha. Empurrei devagar no começo, sentindo cada centímetro ser engolido. Ela soltou um gemido baixo, gutural, mordeu o próprio antebraço pra abafar.
Comecei a meter. Forte. Rápido. O som molhado ecoava no espaço apertado – ploc, ploc, ploc ritmado, misturado com o rangido da prateleira a cada estocada. A carne das nádegas dela tremia e ondulava contra minha virilha. Eu sentia o cheiro do meu próprio suor misturando com o dela, o odor forte de sexo cru preenchendo o ar confinado. Ela rebolava contra mim, empurrando pra trás, querendo mais. A buceta apertava em espasmos, como se quisesse me prender lá dentro.
— Ay que rico…ela repetia… — sussurrava entre dentes, voz entrecortada pelo impacto dos quadris.
Senti as coxas dela começarem a tremer. O interior dela contraiu forte, uma onda após a outra. Ela gozou em silêncio absoluto – corpo inteiro rígido, boca aberta num “O” mudo, unhas cravadas na lata de milho à frente. O aperto foi demais. Gozei quase no mesmo instante, jatos quentes pulsando dentro dela, enchendo tudo enquanto ela ainda tremia e apertava. Senti o sêmen escorrer pra fora junto com a umidade dela, pingando quente pelas coxas morenas.
Ficamos assim uns segundos, ofegantes. O coração batia tão forte que dava pra ouvir nos ouvidos. Ela respirava pela boca, ar quente saindo em baforadas curtas. Lentamente baixou o vestido. O tecido colou de novo na pele úmida, marcando a curva da bunda e a mancha escura entre as pernas. Virou pra mim. O rosto corado, lábios inchados de tanto morder, olhos brilhando de uma satisfação cansada.
Mais um beijo quente, molhado….eu queria mais, mas ela já foi saindo….
Abriu a porta. Uma lufada de ar um pouco mais fresco entrou, trazendo o cheiro distante de café coado na cozinha. Saiu tranquila, passos leves, como se nada tivesse acontecido.
Eu esperei mais um tempo, esperei a rola dura, ainda abaixar. Ajeitei a calça, sentindo o pau ainda sensível, úmido dela. Respirei fundo – farinha, óleo, detergente, sexo. Saí como se tivesse ido buscar mais caixas.
Na semana seguinte voltei a Pastoral, para mais um dia de trabalho voluntário, passei a semana lembrando da venezuelana, mas ela não estava mais lá, havia se mudado para outra cidade.
Até hoje, anos depois, basta eu passar perto de uma cozinha comunitária, sentir cheiro de farinha misturado com detergente de limão, ou ver um vestido florido colado na pele de alguma mulher, que tudo volta: o calor apertado, o gosto salgado do suor, o som molhado dos corpos batendo, o tremor das coxas morenas, o aperto final que me levou junto…


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