Fevereiro 17, 2026

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Descoberta no Messenger

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Eu ficava em casa, a menos de 400 metros da base do SAMU — uma casa simples adaptada para servir de ponto de apoio. Ela saía cedo todo dia, às 6h, para limpar tudo: arrumar a casa que virava base, preparar o café para o plantonista que entrava às 7h, passar desinfetante nos equipamentos, deixar a ambulância e o quartinho prontos para os rapazes do plantão. Eu achava simples, honesto. Um trabalho que ajudava indiretamente quem precisava.

Naquela segunda-feira, peguei o notebook. Ela tinha acessado o Facebook no final de semana, e a sessão ainda estava aberta no navegador. Fui ver com quem ela andava conversando — nada de mais, só curiosidade boba. Mas lá estavam as mensagens no Messenger, de um dos socorristas que entrava às 7h, em escala 12×36. Da noite anterior: ‘Amanhã eu entro cedo. Quando o João dormir, a gente continua o que começamos na quinta?’. Antes disso, conversas antigas: risadas, corações, ‘saudade do teu cheiro depois da faxina’. Fotos que eu nunca vi.

Meu peito apertou devagar, como se o ar tivesse ficado mais pesado. Enquanto ela ainda limpava a base, preparava o café e arrumava as coisas, eu lia tudo ali, no silêncio da nossa sala. O lugar que ela dizia ser só trabalho era onde acontecia isso.

Quando ela chegar às 14h, como vou olhar para ela? Como vamos almoçar juntos, perguntar do dia, fingir que tá tudo normal? Não sei. Só sinto essa frustração pesada, um vazio que não explica o que fazer em seguida. Fiquei ali, olhando a tela, sem força para fechar a aba, esperando o tempo passar até o barulho da chave na porta…

Na sexta, o silêncio entre nós já era pesado, quase sólido. Eu evitava olhares longos, respondia curto, fingia estar ocupado com qualquer coisa.
Naquela tarde, ela chegou um pouco antes das 14h, sorrindo como se nada tivesse mudado. Jogou a bolsa na cozinha, veio até mim no sofá, me beijou no pescoço e sussurrou:
— Vem cá… Tô com saudade. Me chupa um pouquinho, vai?
Puxou minha mão para a cintura dela, me levou para o quarto, tirou a calça devagar e deitou na cama, abrindo as pernas, esperando.
Eu parei na porta, olhando para ela. Não consegui fingir mais.
— Não dá… — falei, voz baixa.
Ela sentou na cama, franzindo a testa.
— O que foi?
Respirei fundo, sentei na beirada da cama e olhei para o chão.
— Eu vi as mensagens no Facebook. Você deixou logado no notebook. Vi o que o cara mandou na noite anterior: “Amanhã eu entro cedo. Quando o João dormir, a gente continua o que começou na quinta”. Vi as fotos, os corações, tudo.
Ela ficou branca, baixou a cabeça e puxou o lençol para se cobrir. Não negou de imediato.
— Foi só uma vez… — murmurou, voz tremendo. — Erro meu.

Ficamos em silêncio por uns segundos, ainda coberta pelo lençol, os olhos fixos no chão. Depois respirou fundo, como se decidisse que esconder não adiantava mais.

— Tá bom… vou contar tudo. Você merece saber.

Ela respirou fundo e começou a contar tudo, voz baixa e tremendo um pouco.

Eu ouvi em silêncio, sentado na beirada da cama. Enquanto ela falava, algo dentro de mim se mexeu — não sei explicar. Me aproximei devagar, abri as pernas dela de novo e comecei a chupá-la, devagar, quase automático. Ao mesmo tempo que ouvia.

Ela continuou: começou devagar, brincadeiras na cozinha, abraços por trás, beijos no quartinho quando o outro saía. Na quinta ela decidiu fazer oral nele. Depois virou rotina: toques, oral dos dois lados, sexo rápido no quartinho ou no banheiro. Na segunda de manhã, antes de vir pra casa, eles transaram — ele gozou dentro dela, se despediram com beijo e ela voltou como se fosse normal. Na quarta ele insistiu mais, meio que forçou. E hoje, na sexta, ela tava com saudade de mim, porque faz dias que a gente não se toca.

Ela gemeu baixo enquanto eu continuava, mas as palavras saíam entrecortadas. Eu não parei. Não sei se era raiva, desejo ou só confusão. Quando ela terminou de falar, o quarto ficou quieto de novo, só o som da respiração dela, eu pedi ela para continuar só ser discreta.

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