O Leite do Meu Cunhado
A história que vou contar aconteceu faz pouco mais de uma semana e eu não consigo superar de jeito nenhum. Precisava escrever sobre e resolvi compartilhar aqui, um lugar sem muito julgamento.
Em resumo eu desenvolvi uma paixão platônica pelo meu cunhado.
Quando eu me casei, três anos atrás, meu cunhado estava morando em outro país há mais de uma década e demorou para conhecê-lo pessoalmente. Eu já o tinha visto por fotos e achava muito bonito, era uma versão mais velha do meu marido e mais nova do meu sogro, mas não sei, tinha algo a mais que só percebi pessoalmente.
Tinha algo nele que chamava muita atenção, ele já tinha quase cinquenta anos, mas era conservado, apesar do cabelo e o bigode praticamente branco, tinha algo juvenil, talvez seu olhar másculo e ao mesmo tempo ingênuo ou sua pele com poucas rugas.
Ele ficou morando um tempo na casa dos meus sogros quando voltou para o Brasil e minha vida começou a girar em torno dos fins de semanas que eu ia com meu marido para lá.
No início eu apenas sentia uma inveja da esposa dele. Imaginava como era ter um homem tão legal assim para chamar de seu, como a vida dela devia ser divertida. Ele era tão afetuoso, escrevia poemas e tinha um monte de hobbies, sabia falar várias línguas e a comida dele era a mais gostosa que eu havia comido.
A admiração foi apenas crescendo e inevitavelmente comecei a pensar como seria ter aquele homem na cama.
Me tornei mais amiga da minha cunhada, mas ela era muito reservada com essas coisas, mas um dia meio frustrada e cansada ela acabou soltando no meio de risadas ingênuas: “Seu marido também te procura todo dia? Eu não aguento mais. A gente sempre briga por conta disso. Queria saber se é algo de família.”
Não era, meu marido por mais legal que fosse na cama, era um homem que me procurava duas vezes no máximo na semana. Eu achei tão injusto, eu sempre sonhei com um homem viril e nunca reclamaria de ter um marido assim. Além disso, eu era mais bonita que ela. Por que eu fiquei com o irmão ruim? Era um pensamento horrível, eu sei.
Era muito difícil disfarçar o que eu sentia, quando eu estava perto dele, eu sentia tonta, boba, não sabia falar nada direito. Ele parecia desconcertado, mas não de um jeito bom.
Comecei a vestir meu marido com o mesmo estilo do meu cunhado, pedia para ele deixar o bigode, mas ele isso ele não aceitava. E dei alguns perfumes parecidos com o do irmão.
Quando meu marido me procurava a noite, eu fechava os olhos e imaginava meu cunhado me comendo. Ele provavelmente duraria mais que meu marido, gozaria mais, me apertaria mais, me beijaria mais, mas eu trabalhava com o que tinha.
Quando meu marido terminava de gozar, eu ia para sala e me tocava ainda esfregando o leite dele na minha buceta, mas olhando as fotos do meu cunhado no celular.
Eu só queria uma vez. Se eu pudesse ficar com aquele homem pelo uma vez, talvez ele nem fosse tudo aquilo que eu imaginava e poderia finalmente superá-lo.
Quando o aniversário do meu cunhado chegou, fiz questão de comprar um presente eu tinha certeza de que ele gostaria, foi mais caro do que qualquer coisa que eu comprei para meu marido e eu sentia culpa por isso, mas é difícil explicar um cérebro apaixonado. Sinto que todo mundo ficou meio sem graça com o presente, afinal não éramos ricos e a noite meu marido brigou bastante.
Ao mesmo tempo era lindo pensar no sorriso do meu cunhado, na surpresa que ele teve. No abraço que ele deu. Eu pude sentir o bigode dele na minha pele e isso valia mais do que qualquer outra coisa.
Tudo que meu cunhado falava eu achava engraçado, para mim ele era o homem mais inteligente do mundo. Eu só queria uma vez, era o que eu sempre repetia para mim. Então comecei a me arrumar mais do que nunca, eu precisava conquista-lo.
Quando ele se mudou da casa do sogro com a esposa e o filho, ficou mais difícil de encontrá-lo e a vida se tornou uma angústia, mas quando eu sempre aproveitava toda oportunidade. Sempre convidava minha cunhada para ir em casa e quase chorava de frustração quando ela aparecia sozinha ou com a criança.
Lembro da ousadia de certa vez entrar no banheiro do quarto deles e procurar pelas roupas usadas. A camiseta com cheiro dele, eu me esfreguei tanto naquilo e teria levado para casa se tivesse onde esconder.
Depois de um tempo assim, acho que em algum momento ele percebeu como eu não conseguia parar de olhá-lo, ele parecia sem graça, muitas vezes mudava de lugar, ia sentar do lado da esposa, mas eu continuava olhando de longe, não entendi por que ele não era como os outros homens, eu era tão mais bonita e só queria uma única vez.
Foram meses sofrendo assim… até que finalmente algo aconteceu. Minha cunhada me chamou para conversar. Eu comecei a chorar quando ela me perguntou diretamente se eu gostava do marido dela, mas ela foi compreensiva e disse que já havia passado por isso antes com amigas dela.
No final ela apenas disse que tanto ela quanto o marido achavam melhor eu me afastar. E que o que eu sentia iria passar, que era para o bem de todo mundo. E eu, claro, sem alternativa, consenti.
Quando cheguei em casa, fui tomada por uma vergonha sem fim. Ele sabia e provavelmente ele sendo o homem que eu imaginava que era, ele que havia falado para ela sobre isso.
Na minha cabeça eu havia me iludido que os sinais que eu dava o fariam um dia me procurar, mas ele não era assim, ele era um homem fiel. Eu nunca teria acesso àquela boca, àquele pau, àquele leite.. e era hora de aceitar.
Eu finalmente resolvi me distanciar, passei a deixar meu marido ir sozinho visitar a família, sempre inventava uma desculpa para ficar em casa. Entretanto ficava ansiosa esperando notícias quando meu marido voltasse, qualquer informação que fosse sobre o irmão.
Sempre pedia para ele tirar fotos, mas quase nunca ele tirava ou falava que estava no celular de outra pessoa.
Meses de sofrimento se passaram e nesse tempo apenas vi meu cunhado umas duas vezes e eu não me permitia ficar no mesmo ambiente. Meu útero coçava e meus seios doíam apenas de escutar a voz dele, mas sabia que era melhor superar isso de vez.
Até que um dia, finalmente aconteceu…
Eu estava no mercado grande da nossa cidade, estava fazendo as compras do mês quando sinto um toque no meu ombro. Não sei como, mas antes mesmo de virar, eu já sabia quem era.
Olhei nos olhos dele, o rubor subindo pelo meu rosto, e logo olhei em volta, procurando pela esposa dele e o filho, mas ele parecia estar sozinho. Não consegui falar nada, estava paralisada.
E se eu roubasse um beijo ali? Era o que passava na minha cabeça. Não, seria absurdo demais. Mas um abraço? Eu era cunhada, uma parente, não teria direito a um abraço? Não pensei muito e comecei a abraçá-lo, com força, eu queria que ele seu corpo se fundisse com o meu, que preenchesse o vazio que eu sentia.
Ele pareceu um pouco assustado, não retribuía, mas deixou por educação que eu o apertasse ali na frente de outras pessoas. Seu rosto estava vermelho de vergonha. Ele se despediu educadamente e começou a andar com seu carrinho.
Então era isso? Quando eu teria outra oportunidade assim? Chamei o nome dele e ele parou. Era educado demais para me ignorar.
Me aproximei com os pensamentos a mil, minha voz tremia, mas de algum jeito eu consegui explicar o quanto eu o amava, que entendia que erra algo impossível, que não tinha nada o que pudesse ser feito, mas que eu estava sofrendo muito.
Ele sem jeito, apenas falava que iria passar e pedia desculpa por qualquer abertura que tivesse me dado. Ele nunca havia dado abertura nenhuma, era apenas honrado o suficiente para dividir uma culpa que era só minha.
Finalmente, já no fundo do poço e sem mais nada a perder. Com lagrimas escorrendo no rosto eu pedi “Eu queria te provar apenas uma vez e depois disso eu seguiria em frente.”
Ele parecia assustado, mas quando se recuperou me disse que era impossível, que não trairia a esposa e nem faria algo assim com o irmão. Eu expliquei “Por favor, apenas o seu leite, só me deixe beber seu leite uma vez, você pode tirar em outro lugar, mas por favor, é tudo que eu quero na vida.”
Para minha felicidade, ele pareceu ponderar e antes de que ele desistisse da ideia, eu peguei um vidro de iogurte no meu carrinho, carrinho e mostrei para ele falando “Você pode colocar o seu leite aqui dentro.”
Ele não falou nada por um tempo, apenas olhava o iogurte que eu tinha na mão. No final ele apenas fez um gesto que sim com a cabeça e pegou a embalagem da minha mão.
“Eu te espero lá fora” falei apreensiva, meu maior medo era ele desistir. Então sai com o carrinho e fui em direção ao caixa. Meu coração estava batendo a mil, eu poderia morrer depois daquilo, estaria realizada.
Ele demorou a passar por mim, eu pensava que ele estaria no banheiro do mercado cumprindo meu pedido, mas provavelmente estava apenas terminando as compras, pois quando ele passou finalmente com um carrinho cheio de coisas do meu lado, ele apenas disse “Eu já volto” e foi para o carro.
Eu esperei, muitos minutos se passaram. Eu conseguia ver o carro dele de longe estacionado. Eu imaginava o que estava acontecendo ali dentro. Ele estaria pensando em mim? Ou estaria pensando na esposa? Estaria assistindo um vídeo? Eu daria todo o dinheiro que eu tinha juntado na vida só para ver aquela cena.
Meu maior medo era que depois que ele tirasse seu leite, ele se arrependesse e fosse embora, mas muitos minutos depois finalmente a porta se abriu e ele veio em minha direção, sem jeito e na mão o iogurte.
Ele não falou nada no início, apenas me entregou. E eu peguei como se fosse a coisa mais sagrada do mundo. Estava um pouco melado.
“Eu… hum… terminei duas vezes…. para ter mais” Ele se explicou sem olhar no meu rosto.
Abri a tampinha já descolada e podia ver o leite dele ali misturado, mas um pouco na borda ainda. Passei o dedo e levei na boca, queria sentir seu sabor puro. Era forte, como eu sempre imaginava. Gosto de homem. Olhei para ele mais uma vez e comecei a beber o iogurte de uma vez.
Meu sonho havia se realizado e eu naquele momento era a mulher mais feliz do mundo, ansiosa para entrar no meu carro e ter o melhor orgasmo da minha vida, enquanto ainda sentia o gosto do leite dele grudado na minha boca. Tudo que eu falei foi “Obrigada.”
Ele assentiu com a cabeça e foi embora.
Desde esse dia não nos vimos mais. Eu me convenci que não chegou a ser traição, era apenas um alimento, uma proteína, não tivemos contato algum sexual e que tudo bem se repetisse. Fui duas vezes no mercado no mesmo horário, cheia de vergonha, mas não o vi lá. Não sei como será, mas sei que não tenho direito de cobrar mais nada.


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