Janeiro 1, 2026

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Quero ser a putinha da família do meu namorado (Parte 11)

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A viagem de volta do spa foi feita sob uma redoma de silêncio espesso, quase tátil. O ar condicionado do carro zumbia baixo, mas não conseguia dissipar o calor que emanava dos nossos corpos — um calor sujo, residual, feito de suor seco, memórias de penetrações brutais e uma tensão sexual que beirava a insanidade. Arthur dirigia com as mãos cravadas no volante, os nós dos dedos brancos, o olhar fixo na estrada escura que a serpenteava serra abaixo. Ele não dizia uma palavra, mas eu sabia que ele não estava vendo o asfalto.

Ele estava vendo o bangalô.

Ele estava vendo Ricardo e Breno. Estava vendo minha bunda aberta, vermelha de tapas, engolindo rolas que não eram a dele. Estava ouvindo meus gritos, aqueles que eu nunca dei para ele.

Eu estava no banco do carona, ainda vestindo apenas o roupão de cetim do hotel que eu “esqueci” de devolver. Propositalmente, deixei o cinto de segurança passar por entre a abertura do roupão, fazendo o tecido repuxar e abrir uma fenda generosa. A cada curva da estrada, a luz amarela dos postes invadia o carro e iluminava minhas pernas nuas, subindo pela parte interna das coxas, roçando a virilha onde os pelos loiros ainda guardavam o cheiro de outros homens.

Eu via, pelo canto do olho, como o olhar de Arthur desviava. Era um tique nervoso. Ele olhava para a estrada, olhava para a minha coxa exposta, engolia em seco e apertava o volante. Ele estava lutando contra a própria dignidade e perdendo feio. O volume na calça dele era visível, uma tenda rígida que não baixava desde que saímos daquela jacuzzi. Ele era um homem torturado pelo próprio desejo de ser corno.

Chegamos à mansão de madrugada. A casa estava imersa em silêncio e escuridão. Sr. Carlos e Dona Rosa dormiam, completamente alheios ao fato de que, sob o teto deles, o filho caçula trazia para casa uma puta treinada e viciada em degradação.

Subimos as escadas sem fazer ruído. Normalmente, Arthur me daria um beijo na testa e iria para o quarto dele. Mas a normalidade tinha morrido naquela tarde. Ele me seguiu para dentro do meu quarto e trancou a porta. O clique da chave soou como um tiro.

Sem dizer nada, ele veio até mim. Suas mãos tremiam quando ele desfez o nó do meu roupão. O tecido deslizou pelos meus ombros e caiu no chão, me deixando nua no meio do quarto. Arthur não me tocou. Ele apenas olhou. Seus olhos varreram meu corpo como se procurassem marcas, vestígios, provas do crime que ele assistiu. Ele olhou para os meus peitos, imaginando as mãos do Ricardo apertando. Olhou para a minha boca, lembrando da rola do Breno entrando. E olhou para o meu sexo, que ainda parecia pulsar.

— Ajoelha — ele sussurrou. A voz estava rouca, quebrada.

Obedeci. Caí de joelhos no tapete felpudo. Ele ficou de pé na minha frente e tirou o pau para fora. Estava duro, latejando, chorando uma gota de pré-gozo.

— Limpa — ele ordenou. — Tira o gosto deles da sua boca e põe o meu.

Chupei. Chupei com a técnica de quem tinha passado o dia agradando machos alfa, mas Arthur não queria prazer. Ele queria posse. Ele segurava minha cabeça com força, fodendo minha boca num ritmo desesperado, tentando reivindicar um buraco que já tinha sido profanado. Ele não durou dois minutos. Gozou na minha garganta com um gemido triste, um som de derrota.

Depois disso, a dinâmica da casa mudou. Nos dias seguintes, Arthur vivia em um estado de sonambulismo erótico. Durante o dia, ele era o noivo carinhoso. Mas à noite… Ah, à noite ele vinha ao meu quarto. Não para transar. Ele deitava ao meu lado no escuro e pedia as histórias.

— Conta de novo — ele sussurrava, a mão dentro da cueca. — Conta como o Ricardo te segurou. O que ele falou no seu ouvido?

E eu contava. Eu virava a Sherazade da depravação. Eu descrevia o peso, o cheiro, a grossura. Inventava detalhes que faziam Arthur arfar no escuro. Dizia que eles riam dele enquanto me comiam. Dizia que eu olhava para ele e sentia pena enquanto gozava na pica de outro. Cada palavra era uma facada que ele recebia com gratidão.

Até que a fantasia colidiu com a realidade de uma forma que nenhum de nós previu.

Era uma terça-feira, de madrugada. O quarto estava silencioso, Arthur já tinha ido para o quarto dele. O sono pesado me envolvia.

Foi quando o celular na mesinha de cabeceira começou a vibrar.

Não era uma vibração comum. Parecia violenta, insistente, como um alarme de incêndio. Tateei no escuro, os olhos ardendo, e atendi sem ver o nome.

— Alô?

— Puta.

A palavra não foi dita. Foi cuspida. Um jato de ácido auditivo que me fez sentar na cama num pulo, o coração disparando a mil por hora. O sono evaporou instantaneamente, substituído por um terror gelado.

— Quem…

— Não se faça de sonsa, sua vagabunda desgraçada! — A voz do outro lado era estridente, trêmula de ódio e choro. — Cadela sarnenta! Destruidora de lares! Você achou mesmo que ia abrir as pernas pro meu marido e eu não ia descobrir?

O sangue drenou do meu rosto. Minha mão começou a tremer tanto que quase derrubei o aparelho.

— Camila? — sussurrei, a garganta fechada.

— É, a Camila! A irmã do seu namorado! A mulher do homem que você andou trepando, sua vadia! — ela gritava, histérica. — Você achou que eu era idiota? Achou que podia se esfregar nele debaixo do meu nariz?

— Camila, calma… Por favor, eu posso explicar… — tentei, mas minha voz não passava de um fio.

— EXPLICAR O QUÊ? — o grito dela me fez afastar o celular do ouvido. — Que você estava com o cu coçando e precisava da rola do meu marido pra coçar? Abre seu WhatsApp agora, Eduarda. Abre e vê se você tem explicação pra isso!

Nesse momento, meu celular começou a ter convulsões. Uma rajada de notificações. *Bzzzt. Bzzzt. Bzzzt.*

Com dedos dormentes, coloquei a chamada no viva-voz e abri o aplicativo. O chat com a Camila estava no topo. E o que eu vi me fez querer morrer.

Eram prints. Dezenas deles.

A minha conversa secreta com o Jorge. Toda ela. Sem cortes.

Lá estava. A prova do meu crime. A prova da minha natureza.

*”E: Eu também adorei sua pica em mim.”*

*”J: Quero ver seu rostinho de tesão enquanto afundo meu cacete grosso até o talo em você.”*

*”E: Vai colocar na minha bucetinha ou no meu cuzinho, Jorge?”*

E então, o golpe de misericórdia. A foto. O nude que eu enviei no banheiro da mansão. Minha bunda aberta com as duas mãos, o fio dental preto esticado ao limite, expondo a prega rosada do meu ânus, convidativa, suja. E a legenda que eu tinha escrito: *”Vem colocar a rola preta de novo na sua branquinha rabuda.”*

O mundo girou. Eu estava nua, exposta, destruída.

— Eu peguei o celular dele enquanto ele dormia, sua puta — a voz da Camila voltou, agora baixa, um sibilo de pura maldade. — Eu li cada linha. Eu vi cada detalhe nojento. Eu vi você se oferecendo como uma cadela de rua.

— Camila, pelo amor de Deus… — comecei a chorar, o pânico me sufocando. — Não conta pra ninguém… Eu sumo… Eu vou embora hoje mesmo…

Ela soltou uma risada curta e cruel.

— Tarde demais, querida. Você acha que eu vou sofrer sozinha? O Arthur precisa saber a cobra que ele tem na cama. Já estou encaminhando tudo. Agora. Foto por foto. Áudio por áudio. Vamos ver se o “amorzinho” dele resiste a ver a namorada implorando pra levar no cu do cunhado.

— NÃO! — gritei, desesperada. — CAMILA, NÃO FAZ ISSO!

*Click.*

A linha ficou muda. Tentei retornar. Caixa postal. Tentei mandar mensagem. Um tique apenas. Bloqueada.

O silêncio voltou ao quarto, mas agora ele era pesado, sufocante. Eu sabia o que estava acontecendo. As ondas de rádio estavam carregando minha destruição através das paredes, atravessando o corredor, entrando no quarto onde Arthur dormia.

Fiquei paralisada na cama, encolhida em posição fetal, abraçando os joelhos. Cada segundo era uma tortura. Eu esperava ouvir o som de notificação no quarto dele. Esperava ouvir o grito de raiva. O som de coisas quebrando.

O tempo se arrastou. Dez minutos. Vinte. Uma hora.

A tortura da espera era pior que a execução. Eu imaginava ele acordando, pegando o celular, vendo as mensagens da irmã. A confusão inicial. O clique para abrir a imagem. O choque. O nojo.

Quando o sol começou a pintar o céu de cinza lá fora, a maçaneta do meu quarto girou.

O som foi suave, quase imperceptível, mas para mim soou como um trovão.

A porta se abriu.

Arthur estava lá.

Ele parecia um fantasma. Vestia apenas a calça de pijama. O rosto estava pálido como cera, os cabelos desgrenhados. Mas eram os olhos que me assustavam. Estavam fundos, vermelhos, cercados por olheiras escuras, como se ele tivesse envelhecido dez anos naquela madrugada.

Ele entrou e fechou a porta atrás de si com um clique suave. Na mão direita, ele segurava o celular como se fosse uma granada sem pino.

Ele não gritou. Ele não correu na minha direção. Ele apenas parou no meio do quarto e ficou me olhando. O olhar dele varria meu corpo encolhido na cama, nu sob o lençol, como se estivesse vendo uma estranha. Uma criatura que ele não conhecia.

— É verdade? — a voz dele saiu num fiapo, rouca, quebrada.

Eu solucei, as lágrimas escorrendo quentes pelo rosto.

— Arthur… — tentei falar, mas a voz falhou.

— É verdade, Eduarda? — ele repetiu, um pouco mais firme, mas com a voz trêmula de dor. — Você me traiu? Com… o Jorge? — ele teve dificuldade em pronunciar o nome. — O marido da minha irmã?

Não havia saída. A verdade estava impressa na tela luminosa na mão dele.

— Sim… — sussurrei, baixando a cabeça, derrotada. — Sim.

Ele fechou os olhos por um momento e respirou fundo, um som trêmulo que parecia vir do fundo da alma.

— Então… — ele abriu os olhos novamente, e vi uma mudança neles. A dor ainda estava lá, mas havia algo mais. Uma faísca. Uma curiosidade mórbida. — Aquele cara… O da rola grossa que você me contou… O que… o que te arrombou… É ele?

A pergunta pairou no ar, obscena. Ele estava conectando os pontos. As fantasias que eu contei para ele, as histórias que o fizeram gozar, não eram invenções. Eram memórias. Eram o Jorge.

Eu assenti devagar.

Arthur deu um passo à frente. O corpo dele estava tenso, cada músculo retesado. Ele levantou o celular, a tela brilhando no quarto mal iluminado.

— Eu li — ele disse, a voz vacilante. — Eu li tudo. A Camila me mandou tudo.

Ele olhou para a tela e começou a ler. Não para mim, mas para si mesmo, como se precisasse ouvir as palavras em voz alta para acreditar que eram reais.

— *”Quero ver seu rostinho de tesão enquanto afundo meu cacete grosso até o talo em você.”*

Arthur engoliu em seco. A respiração dele acelerou.

— *”Vai colocar na minha bucetinha ou no meu cuzinho, Jorge?”* — ele leu a minha frase, a minha voz digital pedindo para ser sodomizada.

Ele ergueu os olhos para mim.

— Você fala assim? — ele perguntou, chocado. — Comigo você nunca falou assim. “Cuzinho”. “Rola preta”. Você… Você vira essa cadela pra ele?

Eu não respondi, apenas chorei. Mas então, ele continuou lendo, descendo para o abismo.

— *”Vem colocar a rola preta de novo na sua branquinha rabuda.”*

Um tremor percorreu o corpo do Arthur. Ele olhou para a foto no celular. A foto do meu cu aberto. E depois olhou para mim, para o lençol que cobria meus quadris.

Foi então que eu vi.

O tecido fino do pijama dele se moveu. Uma tenda começou a se formar. Rápida. Involuntária. Violenta.

O Arthur estava ficando de pau duro.

Ele estava lendo a prova de que a namorada era uma puta que dava o cu pro cunhado, e o corpo dele estava reagindo com uma excitação incontrolável. A humilhação era o combustível.

— Caralho… — ele sussurrou, passando a mão no rosto, confuso, excitado, destruído. — O Jorge… Ele te comeu assim? Ele te fez falar essas sujeiras?

Ele largou o celular na poltrona e veio até a cama. Eu me encolhi, esperando um tapa, mas ele subiu no colchão e me prendeu com o corpo. As mãos dele agarraram meus braços com força, deixando marcas.

— Olha pra mim! — ele exigiu.

Eu olhei. As pupilas dele estavam dilatadas, negras de desejo.

— Você gosta disso, Eduarda? Gosta de ser tratada assim? Como um pedaço de carne? Como uma vagabunda que serve pra aliviar o tesão do marido dos outros?

— Gosto… — confessei num sussurro, a verdade saindo junto com o choro. — Eu sou assim, Arthur… Eu não presto…

A confissão foi o gatilho. Ele atacou minha boca. Não foi um beijo de amor. Foi um beijo de ódio, de posse, de desespero. Ele mordeu meu lábio, enfiou a língua na minha boca como se quisesse me sufocar. Ele estava beijando a boca que tinha chupado o Jorge. A boca que tinha dito aquelas barbaridades.

Ele se afastou, ofegante, o pau duro pressionando minha coxa através do pijama.

— Eu não consigo parar de pensar — ele disse, a voz rouca, maníaca. — Desde a sauna… desde as histórias… e agora isso. Saber que é o Jorge. Saber que ele te arromba enquanto eu sou o namoradinho idiota que te dá flores.

Ele saiu de cima de mim e começou a andar pelo quarto, as mãos na cabeça, lutando contra a própria sanidade.

— Isso deveria me dar nojo — ele falou. — Deveria me fazer te expulsar daqui a pontapés. Mas… Porra, Eduarda! Eu tô duro! Eu tô de pau duro imaginando ele te fodendo! Imaginando você abrindo essa bunda branca pra ele!

Ele parou e me encarou. Havia uma decisão nos olhos dele. Uma decisão terrível e sem volta.

— Eu quero saber — ele disse.

— Saber o quê? — perguntei, trêmula.

— Eu quero saber se é verdade. Se você geme igual nos textos. Se você pede rola desse jeito. Eu quero saber se a “Dudinha” das mensagens existe de verdade.

— O que você quer que eu faça?

Ele respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido.

— Eu quero que você transe com alguém. Com outro homem. — A frase caiu no quarto como uma sentença.

Meu coração parou.

— Arthur…

— Não! Me escuta! — ele me cortou, imperativo. — Eu não quero ver. Eu não aguento ver. Se eu ver o Jorge ou qualquer outro em cima de você, eu mato alguém. Mas… — a voz dele baixou, trêmula de luxúria. — Eu quero ouvir.

Ele se aproximou da cama novamente, os olhos brilhando com a febre do cuckold.

— Eu quero estar no quarto. Escondido. Ou vendado. Não importa. Mas eu quero estar lá. Eu quero ouvir o som da pele batendo na pele. Quero ouvir você gemendo o nome de outro. Quero ouvir ele te xingando de puta. Quero ouvir o som da rola dele entrando na sua buceta e no seu cu.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos, implorando.

— Eu preciso ouvir a verdade, Eduarda. Eu preciso saber o quão puta você é. Só assim… Só assim eu vou conseguir tirar essa imagem da minha cabeça. Substituindo a imaginação pela realidade.

A proposta era insana. Doentia. Perfeita.

Ele estava me dando um cheque em branco para a minha depravação. Ele estava pedindo para ser corno. Ele estava transformando a minha traição no fetiche dele.

Eu olhei nos olhos dele. Vi o medo, a dor, mas acima de tudo, vi a submissão. Ele já tinha aceitado o papel dele. Ele era o espectador. Eu era a estrela pornô.

Enxuguei as lágrimas. O medo de ser expulsa sumiu, substituído por um calor que começou a irradiar da minha buceta. Eu tinha vencido. Eu tinha transformado o bom moço em um pervertido.

— Você quer ouvir, amor? — perguntei, minha voz mudando, perdendo o tom de choro e ganhando aquele veludo rouco que eu usava com o Jorge. — Quer ouvir sua namorada sendo arrombada?

Ele estremeceu ao ouvir a mudança no meu tom. Assentiu freneticamente.

— Quero. Eu preciso.

— E você promete… — passei a mão no peito dele, descendo até o elástico da calça de pijama, roçando o pau duro. — Promete que vai ficar quietinho? Que vai ouvir tudo e aguentar?

— Prometo — ele gemeu.

Sorri. Um sorriso de puta.

— Então tá bom, Arthur. Se é isso que vai salvar nosso namoro… Eu vou fazer. Eu vou dar para outro homem. E você vai ouvir cada gota de leite que ele derramar dentro de mim.

Ele fechou os olhos e soltou o ar, aliviado e aterrorizado. O pacto estava selado. O inferno tinha acabado de abrir as portas, e nós dois estávamos pulando lá dentro de mãos dadas.

PARTE 11
A viagem de volta do spa foi feita sob uma redoma de silêncio espesso, quase tátil. O ar condicionado do carro zumbia baixo, mas não conseguia dissipar o calor que emanava dos nossos corpos — um calor sujo, residual, feito de suor seco, memórias de penetrações brutais e uma tensão sexual que beirava a insanidade. Arthur dirigia com as mãos cravadas no volante, os nós dos dedos brancos, o olhar fixo na estrada escura que a serpenteava serra abaixo. Ele não dizia uma palavra, mas eu sabia que ele não estava vendo o asfalto.

Ele estava vendo o bangalô.

Ele estava vendo Ricardo e Breno. Estava vendo minha bunda aberta, vermelha de tapas, engolindo rolas que não eram a dele. Estava ouvindo meus gritos, aqueles que eu nunca dei para ele.

Eu estava no banco do carona, ainda vestindo apenas o roupão de cetim do hotel que eu “esqueci” de devolver. Propositalmente, deixei o cinto de segurança passar por entre a abertura do roupão, fazendo o tecido repuxar e abrir uma fenda generosa. A cada curva da estrada, a luz amarela dos postes invadia o carro e iluminava minhas pernas nuas, subindo pela parte interna das coxas, roçando a virilha onde os pelos loiros ainda guardavam o cheiro de outros homens.

Eu via, pelo canto do olho, como o olhar de Arthur desviava. Era um tique nervoso. Ele olhava para a estrada, olhava para a minha coxa exposta, engolia em seco e apertava o volante. Ele estava lutando contra a própria dignidade e perdendo feio. O volume na calça dele era visível, uma tenda rígida que não baixava desde que saímos daquela jacuzzi. Ele era um homem torturado pelo próprio desejo de ser corno.

Chegamos à mansão de madrugada. A casa estava imersa em silêncio e escuridão. Sr. Carlos e Dona Rosa dormiam, completamente alheios ao fato de que, sob o teto deles, o filho caçula trazia para casa uma puta treinada e viciada em degradação.

Subimos as escadas sem fazer ruído. Normalmente, Arthur me daria um beijo na testa e iria para o quarto dele. Mas a normalidade tinha morrido naquela tarde. Ele me seguiu para dentro do meu quarto e trancou a porta. O clique da chave soou como um tiro.

Sem dizer nada, ele veio até mim. Suas mãos tremiam quando ele desfez o nó do meu roupão. O tecido deslizou pelos meus ombros e caiu no chão, me deixando nua no meio do quarto. Arthur não me tocou. Ele apenas olhou. Seus olhos varreram meu corpo como se procurassem marcas, vestígios, provas do crime que ele assistiu. Ele olhou para os meus peitos, imaginando as mãos do Ricardo apertando. Olhou para a minha boca, lembrando da rola do Breno entrando. E olhou para o meu sexo, que ainda parecia pulsar.

— Ajoelha — ele sussurrou. A voz estava rouca, quebrada.

Obedeci. Caí de joelhos no tapete felpudo. Ele ficou de pé na minha frente e tirou o pau para fora. Estava duro, latejando, chorando uma gota de pré-gozo.

— Limpa — ele ordenou. — Tira o gosto deles da sua boca e põe o meu.

Chupei. Chupei com a técnica de quem tinha passado o dia agradando machos alfa, mas Arthur não queria prazer. Ele queria posse. Ele segurava minha cabeça com força, fodendo minha boca num ritmo desesperado, tentando reivindicar um buraco que já tinha sido profanado. Ele não durou dois minutos. Gozou na minha garganta com um gemido triste, um som de derrota.

Depois disso, a dinâmica da casa mudou. Nos dias seguintes, Arthur vivia em um estado de sonambulismo erótico. Durante o dia, ele era o noivo carinhoso. Mas à noite… Ah, à noite ele vinha ao meu quarto. Não para transar. Ele deitava ao meu lado no escuro e pedia as histórias.

— Conta de novo — ele sussurrava, a mão dentro da cueca. — Conta como o Ricardo te segurou. O que ele falou no seu ouvido?

E eu contava. Eu virava a Sherazade da depravação. Eu descrevia o peso, o cheiro, a grossura. Inventava detalhes que faziam Arthur arfar no escuro. Dizia que eles riam dele enquanto me comiam. Dizia que eu olhava para ele e sentia pena enquanto gozava na pica de outro. Cada palavra era uma facada que ele recebia com gratidão.

Até que a fantasia colidiu com a realidade de uma forma que nenhum de nós previu.

Era uma terça-feira, de madrugada. O quarto estava silencioso, Arthur já tinha ido para o quarto dele. O sono pesado me envolvia.

Foi quando o celular na mesinha de cabeceira começou a vibrar.

Não era uma vibração comum. Parecia violenta, insistente, como um alarme de incêndio. Tateei no escuro, os olhos ardendo, e atendi sem ver o nome.

— Alô?

— Puta.

A palavra não foi dita. Foi cuspida. Um jato de ácido auditivo que me fez sentar na cama num pulo, o coração disparando a mil por hora. O sono evaporou instantaneamente, substituído por um terror gelado.

— Quem…

— Não se faça de sonsa, sua vagabunda desgraçada! — A voz do outro lado era estridente, trêmula de ódio e choro. — Cadela sarnenta! Destruidora de lares! Você achou mesmo que ia abrir as pernas pro meu marido e eu não ia descobrir?

O sangue drenou do meu rosto. Minha mão começou a tremer tanto que quase derrubei o aparelho.

— Camila? — sussurrei, a garganta fechada.

— É, a Camila! A irmã do seu namorado! A mulher do homem que você andou trepando, sua vadia! — ela gritava, histérica. — Você achou que eu era idiota? Achou que podia se esfregar nele debaixo do meu nariz?

— Camila, calma… Por favor, eu posso explicar… — tentei, mas minha voz não passava de um fio.

— EXPLICAR O QUÊ? — o grito dela me fez afastar o celular do ouvido. — Que você estava com o cu coçando e precisava da rola do meu marido pra coçar? Abre seu WhatsApp agora, Eduarda. Abre e vê se você tem explicação pra isso!

Nesse momento, meu celular começou a ter convulsões. Uma rajada de notificações. *Bzzzt. Bzzzt. Bzzzt.*

Com dedos dormentes, coloquei a chamada no viva-voz e abri o aplicativo. O chat com a Camila estava no topo. E o que eu vi me fez querer morrer.

Eram prints. Dezenas deles.

A minha conversa secreta com o Jorge. Toda ela. Sem cortes.

Lá estava. A prova do meu crime. A prova da minha natureza.

*”E: Eu também adorei sua pica em mim.”*

*”J: Quero ver seu rostinho de tesão enquanto afundo meu cacete grosso até o talo em você.”*

*”E: Vai colocar na minha bucetinha ou no meu cuzinho, Jorge?”*

E então, o golpe de misericórdia. A foto. O nude que eu enviei no banheiro da mansão. Minha bunda aberta com as duas mãos, o fio dental preto esticado ao limite, expondo a prega rosada do meu ânus, convidativa, suja. E a legenda que eu tinha escrito: *”Vem colocar a rola preta de novo na sua branquinha rabuda.”*

O mundo girou. Eu estava nua, exposta, destruída.

— Eu peguei o celular dele enquanto ele dormia, sua puta — a voz da Camila voltou, agora baixa, um sibilo de pura maldade. — Eu li cada linha. Eu vi cada detalhe nojento. Eu vi você se oferecendo como uma cadela de rua.

— Camila, pelo amor de Deus… — comecei a chorar, o pânico me sufocando. — Não conta pra ninguém… Eu sumo… Eu vou embora hoje mesmo…

Ela soltou uma risada curta e cruel.

— Tarde demais, querida. Você acha que eu vou sofrer sozinha? O Arthur precisa saber a cobra que ele tem na cama. Já estou encaminhando tudo. Agora. Foto por foto. Áudio por áudio. Vamos ver se o “amorzinho” dele resiste a ver a namorada implorando pra levar no cu do cunhado.

— NÃO! — gritei, desesperada. — CAMILA, NÃO FAZ ISSO!

*Click.*

A linha ficou muda. Tentei retornar. Caixa postal. Tentei mandar mensagem. Um tique apenas. Bloqueada.

O silêncio voltou ao quarto, mas agora ele era pesado, sufocante. Eu sabia o que estava acontecendo. As ondas de rádio estavam carregando minha destruição através das paredes, atravessando o corredor, entrando no quarto onde Arthur dormia.

Fiquei paralisada na cama, encolhida em posição fetal, abraçando os joelhos. Cada segundo era uma tortura. Eu esperava ouvir o som de notificação no quarto dele. Esperava ouvir o grito de raiva. O som de coisas quebrando.

O tempo se arrastou. Dez minutos. Vinte. Uma hora.

A tortura da espera era pior que a execução. Eu imaginava ele acordando, pegando o celular, vendo as mensagens da irmã. A confusão inicial. O clique para abrir a imagem. O choque. O nojo.

Quando o sol começou a pintar o céu de cinza lá fora, a maçaneta do meu quarto girou.

O som foi suave, quase imperceptível, mas para mim soou como um trovão.

A porta se abriu.

Arthur estava lá.

Ele parecia um fantasma. Vestia apenas a calça de pijama. O rosto estava pálido como cera, os cabelos desgrenhados. Mas eram os olhos que me assustavam. Estavam fundos, vermelhos, cercados por olheiras escuras, como se ele tivesse envelhecido dez anos naquela madrugada.

Ele entrou e fechou a porta atrás de si com um clique suave. Na mão direita, ele segurava o celular como se fosse uma granada sem pino.

Ele não gritou. Ele não correu na minha direção. Ele apenas parou no meio do quarto e ficou me olhando. O olhar dele varria meu corpo encolhido na cama, nu sob o lençol, como se estivesse vendo uma estranha. Uma criatura que ele não conhecia.

— É verdade? — a voz dele saiu num fiapo, rouca, quebrada.

Eu solucei, as lágrimas escorrendo quentes pelo rosto.

— Arthur… — tentei falar, mas a voz falhou.

— É verdade, Eduarda? — ele repetiu, um pouco mais firme, mas com a voz trêmula de dor. — Você me traiu? Com… o Jorge? — ele teve dificuldade em pronunciar o nome. — O marido da minha irmã?

Não havia saída. A verdade estava impressa na tela luminosa na mão dele.

— Sim… — sussurrei, baixando a cabeça, derrotada. — Sim.

Ele fechou os olhos por um momento e respirou fundo, um som trêmulo que parecia vir do fundo da alma.

— Então… — ele abriu os olhos novamente, e vi uma mudança neles. A dor ainda estava lá, mas havia algo mais. Uma faísca. Uma curiosidade mórbida. — Aquele cara… O da rola grossa que você me contou… O que… o que te arrombou… É ele?

A pergunta pairou no ar, obscena. Ele estava conectando os pontos. As fantasias que eu contei para ele, as histórias que o fizeram gozar, não eram invenções. Eram memórias. Eram o Jorge.

Eu assenti devagar.

Arthur deu um passo à frente. O corpo dele estava tenso, cada músculo retesado. Ele levantou o celular, a tela brilhando no quarto mal iluminado.

— Eu li — ele disse, a voz vacilante. — Eu li tudo. A Camila me mandou tudo.

Ele olhou para a tela e começou a ler. Não para mim, mas para si mesmo, como se precisasse ouvir as palavras em voz alta para acreditar que eram reais.

— *”Quero ver seu rostinho de tesão enquanto afundo meu cacete grosso até o talo em você.”*

Arthur engoliu em seco. A respiração dele acelerou.

— *”Vai colocar na minha bucetinha ou no meu cuzinho, Jorge?”* — ele leu a minha frase, a minha voz digital pedindo para ser sodomizada.

Ele ergueu os olhos para mim.

— Você fala assim? — ele perguntou, chocado. — Comigo você nunca falou assim. “Cuzinho”. “Rola preta”. Você… Você vira essa cadela pra ele?

Eu não respondi, apenas chorei. Mas então, ele continuou lendo, descendo para o abismo.

— *”Vem colocar a rola preta de novo na sua branquinha rabuda.”*

Um tremor percorreu o corpo do Arthur. Ele olhou para a foto no celular. A foto do meu cu aberto. E depois olhou para mim, para o lençol que cobria meus quadris.

Foi então que eu vi.

O tecido fino do pijama dele se moveu. Uma tenda começou a se formar. Rápida. Involuntária. Violenta.

O Arthur estava ficando de pau duro.

Ele estava lendo a prova de que a namorada era uma puta que dava o cu pro cunhado, e o corpo dele estava reagindo com uma excitação incontrolável. A humilhação era o combustível.

— Caralho… — ele sussurrou, passando a mão no rosto, confuso, excitado, destruído. — O Jorge… Ele te comeu assim? Ele te fez falar essas sujeiras?

Ele largou o celular na poltrona e veio até a cama. Eu me encolhi, esperando um tapa, mas ele subiu no colchão e me prendeu com o corpo. As mãos dele agarraram meus braços com força, deixando marcas.

— Olha pra mim! — ele exigiu.

Eu olhei. As pupilas dele estavam dilatadas, negras de desejo.

— Você gosta disso, Eduarda? Gosta de ser tratada assim? Como um pedaço de carne? Como uma vagabunda que serve pra aliviar o tesão do marido dos outros?

— Gosto… — confessei num sussurro, a verdade saindo junto com o choro. — Eu sou assim, Arthur… Eu não presto…

A confissão foi o gatilho. Ele atacou minha boca. Não foi um beijo de amor. Foi um beijo de ódio, de posse, de desespero. Ele mordeu meu lábio, enfiou a língua na minha boca como se quisesse me sufocar. Ele estava beijando a boca que tinha chupado o Jorge. A boca que tinha dito aquelas barbaridades.

Ele se afastou, ofegante, o pau duro pressionando minha coxa através do pijama.

— Eu não consigo parar de pensar — ele disse, a voz rouca, maníaca. — Desde a sauna… desde as histórias… e agora isso. Saber que é o Jorge. Saber que ele te arromba enquanto eu sou o namoradinho idiota que te dá flores.

Ele saiu de cima de mim e começou a andar pelo quarto, as mãos na cabeça, lutando contra a própria sanidade.

— Isso deveria me dar nojo — ele falou. — Deveria me fazer te expulsar daqui a pontapés. Mas… Porra, Eduarda! Eu tô duro! Eu tô de pau duro imaginando ele te fodendo! Imaginando você abrindo essa bunda branca pra ele!

Ele parou e me encarou. Havia uma decisão nos olhos dele. Uma decisão terrível e sem volta.

— Eu quero saber — ele disse.

— Saber o quê? — perguntei, trêmula.

— Eu quero saber se é verdade. Se você geme igual nos textos. Se você pede rola desse jeito. Eu quero saber se a “Dudinha” das mensagens existe de verdade.

— O que você quer que eu faça?

Ele respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido.

— Eu quero que você transe com alguém. Com outro homem. — A frase caiu no quarto como uma sentença.

Meu coração parou.

— Arthur…

— Não! Me escuta! — ele me cortou, imperativo. — Eu não quero ver. Eu não aguento ver. Se eu ver o Jorge ou qualquer outro em cima de você, eu mato alguém. Mas… — a voz dele baixou, trêmula de luxúria. — Eu quero ouvir.

Ele se aproximou da cama novamente, os olhos brilhando com a febre do cuckold.

— Eu quero estar no quarto. Escondido. Ou vendado. Não importa. Mas eu quero estar lá. Eu quero ouvir o som da pele batendo na pele. Quero ouvir você gemendo o nome de outro. Quero ouvir ele te xingando de puta. Quero ouvir o som da rola dele entrando na sua buceta e no seu cu.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos, implorando.

— Eu preciso ouvir a verdade, Eduarda. Eu preciso saber o quão puta você é. Só assim… Só assim eu vou conseguir tirar essa imagem da minha cabeça. Substituindo a imaginação pela realidade.

A proposta era insana. Doentia. Perfeita.

Ele estava me dando um cheque em branco para a minha depravação. Ele estava pedindo para ser corno. Ele estava transformando a minha traição no fetiche dele.

Eu olhei nos olhos dele. Vi o medo, a dor, mas acima de tudo, vi a submissão. Ele já tinha aceitado o papel dele. Ele era o espectador. Eu era a estrela pornô.

Enxuguei as lágrimas. O medo de ser expulsa sumiu, substituído por um calor que começou a irradiar da minha buceta. Eu tinha vencido. Eu tinha transformado o bom moço em um pervertido.

— Você quer ouvir, amor? — perguntei, minha voz mudando, perdendo o tom de choro e ganhando aquele veludo rouco que eu usava com o Jorge. — Quer ouvir sua namorada sendo arrombada?

Ele estremeceu ao ouvir a mudança no meu tom. Assentiu freneticamente.

— Quero. Eu preciso.

— E você promete… — passei a mão no peito dele, descendo até o elástico da calça de pijama, roçando o pau duro. — Promete que vai ficar quietinho? Que vai ouvir tudo e aguentar?

— Prometo — ele gemeu.

Sorri. Um sorriso de puta.

— Então tá bom, Arthur. Se é isso que vai salvar nosso namoro… Eu vou fazer. Eu vou dar para outro homem. E você vai ouvir cada gota de leite que ele derramar dentro de mim.

Ele fechou os olhos e soltou o ar, aliviado e aterrorizado. O pacto estava selado. O inferno tinha acabado de abrir as portas, e nós dois estávamos pulando lá dentro de mãos dadas.

***

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