Fevereiro 17, 2026

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Vi Minha Namorada Com Outro

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Quando a gente começou a namorar, a situação na casa dela era insuportável. Discussões pesadas todo dia, cobranças constantes, ameaças que deixavam ela sem ar. Um dia ela simplesmente explodiu: pegou uma mochila com o básico, me ligou chorando alto e disse que não aguentava mais, que não voltava de jeito nenhum. Eu não tinha casa própria, nem grana sobrando, mas também não ia deixar ela na rua sozinha. Então fomos parar no apartamento de um amigo meu — um cara que eu conhecia fazia alguns anos, trabalhávamos juntos, morava sozinho num apê pequeno. Ele liberou um colchão de casal no chão da sala pra gente e disse que podíamos ficar o tempo que precisasse.

A gente dormia ali mesmo, na sala, em cima daquele colchão improvisado. Ele ficava no quarto. Era apertado, barulhento, mas era o que tinha. Passaram uns 15 dias mais ou menos — a conta exata eu já não lembro direito. Uma noite eu acordei, notei que ela não estava do meu lado no colchão, mas tava com muito sono e voltei a dormir sem pensar muito.

A primeira vez que de fato eu notei foi numa outra noite qualquer. Acordei de repente e ouvi ela gemendo baixo, vindo do quarto dele. Fiquei com um pressentimento estranho na hora, levantei devagar, andei quietinho pelo corredor. A porta do quarto estava fechada, luz apagada por dentro, só dava pra ouvir os gemidos dela abafados, ritmados, misturados com a respiração pesada dele. Não abri a porta, não precisei ver com os olhos pra saber o que tava acontecendo. Voltei devagar pro colchão, deitei como se nada tivesse rolado. Uns minutos depois ela voltou, se deitou do meu lado em silêncio, fingindo que tinha só ido ao banheiro ou pegar água. Eu não falei nada. Dei um beijo na testa dela, fiz carinho nas costas, e ela dormiu abraçada em mim.

Aquilo ficou martelando na minha cabeça. Não briguei, não questionei, não fui embora. Só comecei a reparar mais: no jeito que ela ficava um pouco mais solta perto dele, no cheiro diferente que às vezes ficava no ar da sala, nos silêncios rápidos que eles trocavam quando eu entrava no ambiente.

Uns dias depois veio a segunda vez, e essa foi diferente — e mudou tudo de vez. Acordei de madrugada, não sei por quê — talvez um movimento forte no colchão, talvez um gemido baixo que escapou. Abri os olhos devagar e vi tudo acontecendo bem ali, onde a gente dormia. Ela de quatro, de lado pra mim, ele atrás dela, segurando a cintura com firmeza, metendo com um ritmo controlado pra não fazer o colchão ranger demais. O colchão afundava a cada estocada. Ela mordia os lábios pra abafar os gemidos, mas escapava um ou outro som rouco, quase um suspiro. Ele olhava pra baixo, concentrado, suado, o corpo brilhando no escuro. Eu fiquei imóvel, respirando devagar, olhos em lágrimas rolando quietas pelo rosto.

Eles não pararam por minha causa. Quando ela virou o rosto e viu que eu estava olhando, em vez de parar ou se assustar, ela estendeu a mão na minha direção, me chamou baixinho: “Vem… me beija…”. Eu me aproximei, beijei a boca dela enquanto ele continuava metendo forte. Ela gemeu na minha boca, falou rouca: “Eu vou gozar…”, e ele socou mais fundo, mais rápido. Ela começou a gritar baixo, o corpo tremendo inteiro, gozando forte. Ele seguiu até gozar também, grunhindo baixo, se derramando dentro dela. Depois os dois se levantaram devagar, foram juntos pro banheiro — ouvi a água correndo, vozes abafadas. Ela voltou primeiro, se deitou do meu lado de costas pra mim. Ele saiu de fininho pro quarto. Eu passei o braço por cima dela, abracei forte. Ela murmurou baixinho: “Tá um calor…”, e eu só respondi com um “hum” rouco e continuei abraçando, o peito apertado, as lágrimas ainda molhando o travesseiro.

Naquela madrugada eu não dormi mais. Fiquei olhando pro teto, sentindo um nó no peito misturado com uma excitação que eu não entendia direito. Ciúme doía pra caralho, mas ao mesmo tempo eu queria ver mais. Queria entender por que aquilo não me fazia levantar e ir embora — por que, na verdade, me fazia ficar.

Não tivemos uma conversa séria logo no começo. Continuei sendo amoroso, fazendo carinho nela, beijando, cuidando. Pela manhã ela chegou perto, sentou do meu lado e perguntou bem baixo:
— Você viu, né?
Eu balancei a cabeça devagar. Ela me olhou nos olhos por uns segundos longos, depois me beijou — um beijo lento, quase pedindo perdão e, ao mesmo tempo, confirmando tudo. E, por mais estranho que pareça, aquilo não destruiu a gente. Pelo contrário.

Depois disso virou uma coisa nossa, sem regra escrita. Eu sentia ciúme, sentia raiva às vezes, mas também sentia um tesão forte, quase insuportável. E ela parecia mais viva, mais solta, mais inteira, sabendo que eu estava ali, vendo, aceitando, participando do jeito torto que era possível.

A gente acabou saindo daquela casa depois de uns 4 meses. Mas aqueles dias — que na memória parecem muito mais longos que 4 meses, ainda mais por causa da gestação que veio depois — mudaram tudo entre nós. Não sei se foi saudável, se foi certo ou errado. Só sei que foi intenso, confuso, doloroso e, ao mesmo tempo, estranhamente verdadeiro. Que, de algum jeito torto, foi nosso, foi gostoso… e, pra ser sincero, eu tenho saudade.

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