Janeiro 9, 2026

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Minha peça de striptease

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Puta que pariu, o cálculo diferencial. Eu tava me fudendo todo na faculdade, não entrava na minha cabeça de jeito nenhum. Limite, derivada, integral. Parecia grego. E se eu rodasse nessa matéria, meu pai ia me cortar a mesada. Aí, numa noite de desespero, lembrei do Seu Marcos.

Marcos não era “seu” nada pra mim. Era só Marcos. Ele tinha sido meu professor particular no último ano do ensino médio, quando eu quase reprovei em matemática. Ele era velho. Na época já devia ter uns cinquenta e tantos. Agora, então, fácil uns sessenta. Mas ele salvou minha pele naquela época. Explicava com uma calma que nenhum outro professor tinha.

Encontrei o número dele num caderno velho. Liguei. Toquei umas três vezes, quase desisti.

“Alô?”

A voz era a mesma. Grave, calma, um pouco cansada.

“Oi, Marcos? Aqui é a Adriana. Adriana Castro. A senhora me deu aula no colégio São José, lembra?”

Um silêncio. Daí a voz dele veio mais clara, um interesse de repente.

“Adriana… Claro que lembro. A menina que odiava logaritmo. Como você está?”

“Precisando de ajuda de novo”, eu falei, rindo sem graça. “Mas agora é pior. É cálculo na federal. Tô me afogando.”

Ele riu também. Um som baixo, gostoso de ouvir.

“Cálculo, hein? Subiu de nível. E a senhora acha que esse velho ainda sabe essas coisas?”

“O senhor sabia tudo. Por favor, me ajuda de novo. Pago bem. O que for.”

A gente marcou. Na casa dele, igual antes. Só que antes eu tinha dezessete anos. Agora tinha vinte e dois. As coisas eram diferentes.

Cheguei lá com meu caderno e uma ansiedade do caralho. Ele abriu a porta. Tinha envelhecido, claro. Mais cabelos brancos, umas rugas mais fundas nos olhos. Mas o corpo ainda era magro, firme. Vestia uma camisa social simples e uma calça de sarja. Ele me olhou de cima a baixo, rápido, disfarçado. Eu tava de jeans justo e um top. Sem querer, eu tinha me arrumado.

“Entra, Adriana. O lugar é o mesmo.”

A sala era aquela de professor velho. Estante cheia de livro, um cheiro de papel e poeira. A mesa grande. A gente sentou. Ele passou os exercícios, começou a explicar. A voz dele era a mesma hipnótica de sempre. Mas eu via as mãos dele. Longos, ossudos, com veias salientes. Segurando a caneta. E eu não tava conseguindo me concentrar na derivada. Tava lembrando que, no último ano, eu tinha uma baita tara por ele. Achava ele um velho gostoso. E agora, olhando bem, ele ainda era.

A gente fez uma pausa. Ele foi fazer café. Eu fiquei rodando a caneta na mesa, nervosa. Quando ele voltou, coloquei as cartas na mesa.

“Marcos… eu não tô aprendendo. Meu cérebro não funciona mais com o método tradicional.”

Ele pousou a xícara devagar.

“O que a senhora sugere?”

Eu respirei fundo. A ideia tinha vindo na noite anterior, depois de uns drinks. Uma putaria mental. Achei que nunca teria coragem. Mas tava ali.

“Eu preciso de um… incentivo. Um negócio que me faça prestar atenção de verdade. Um jogo.”

Ele levantou uma sobrancelha, interessado.

“Que tipo de jogo?”

“Cada erro. Cada exercício que eu errar na sua frente… eu tiro uma peça de roupa.”

O silêncio na sala ficou pesado. Grossa. Dava pra ouvir o relógio de parede tocando. Ele não falou nada. Só olhou pra mim. Os olhos dele, castanhos claros, percorreram meu corpo de novo, mas sem disfarçar agora. Foi uma olhada lenta, calculada. De comprador.

“É sério?”, ele perguntou, a voz mais rouca.

“Totalmente. Senão eu vou rodar nessa matéria. E eu não posso rodar.”

Ele tomou um gole de café. A mão tremia um pouquinho.

“E depois que tirar todas as peças?”

“Ah, aí já era. Perdi o jogo. Mas acho que não vou errar tanto assim.”

Ele sorriu. Um sorriso de canto de boca, cheio de malícia velha.

“Tá combinado. Mas eu faço as regras. O primeiro erro, são os sapatos.”

Meu coração bateu forte. Era real. Eu tinha colocado a roupa pensando nisso. Sandália de tira fácil. Meias. Calça jeans com cinto. Uma jaqueta jeans por cima de uma blusa de malha decotada. E por baixo, um sutiã preto simples e uma calcinha fio dental, só pra garantir.

“Vamos lá então”, ele disse, virando a folha do livro. “Derive essa função aqui.”

Eu olhei pra questão. Meu cérebro, que antes era um mingau, agora estava em estado de alerta total. A adrenalina subia. Eu sabia a resposta. Era uma regra simples do tombo. Escrevi no papel.

f'(x) = 12x² + 6x

Ele olhou.

“Errado.”

“Como assim errado?”, eu disse, a voz falhando.

“Esqueceu o sinal. É menos seis x, não mais. Errou feio, Adriana.”

Puta merda. Ele tava certo. Um erro besta. De desatenção.

“Então…”, ele falou, recostando na cadeira. Os olhos fixos nos meus pés. “Os sapatos.”

Respirei fundo. Me curvei. Minhas mãos tremiam um pouco enquanto desfiz as tiras da sandália. Tirei uma, depois a outra. Coloquei os pés descalços no chão frio de madeira. Sentia o ar. Ele observava cada movimento. Não falava nada. Só respirava um pouco mais fundo.

“Próxima”, ele disse, a voz firme.

Era uma integral. Eu me concentrei. Revi cada passo. Mas na hora de aplicar a regra, troquei um sinal de novo. Foda.

“Errou de novo”, ele anunciou, quase satisfeito. “As meias.”

Eu tinha meias soquete brancas. Me curvei de novo, puxei cada uma, tirei. Meus pés ficaram totalmente nus no chão. Meus dedos se encolheram. Eu tava começando a sentir um calor. Uma vergonha gostosa.

“Continua”, ele mandou.

O terceiro exercício era uma porra de uma regra da cadeia. Eu me embananei toda. Quando terminei, ele nem precisou falar. Balançou a cabeça negativamente.

“Cinto.”

Fiquei de pé. Minhas mãos foram para o buckle de metal do meu cinto. O clique ao abrir foi alto no silêncio. Puxei o cinto pelos loops da calça. O couro deslizou com um som suave. Joguei o cinto em cima da minha bolsa. Minha calça, sem o cinto, ficou mais folgada na cintura.

Eu tava suando. Não de calor. De nervoso. De tesão. A sala tava quieta, só a gente.

O quarto exercício. Eu olhei pra ele como se fosse um inimigo. Era uma merda de um limite. Fiz as contas, certeza absoluta. Entreguei.

“Errado. O denominador tende a zero de outra forma. Jaqueta.”

Caralho. Eu errava tudo. Tava nervosa pra caralho. Levantei de novo, pegou a aba da minha jaqueta jeans. Abri o zíper. O som era agudo, gritante. Tirei um braço, depois o outro. Deixei a jaqueta cair na cadeira. Só tinha a blusa de malha fina, colada no corpo. E dava pra ver o contorno do sutiã preto por baixo.

“Você tá de sacanagem comigo?”, eu perguntei, sem fôlego. “Tá fazendo eu errar de propósito?”

“Matemática não mente, Adriana. Próxima.”

Tentei me acalmar. O quinto exercício. Me concentrei como nunca na vida. Fiz cada passo com uma paciência de freira. Demorei um tempão. Entreguei.

Ele olhou, olhou, olhou. Sorriu.

“Quase. Mas quase não é tudo. Errou a constante de integração. Blusa.”

Meu estômago deu um nó. A blusa. Era a última camada de cima antes do sutiã. A sala não tava quente, mas eu tava ardendo. Passei a língua nos lábios secos. Pegou na barra da blusa e puxei pra cima, sobre a cabeça. O tecido raspou no meu cabelo. Joguei a blusa em cima da jaqueta.

Fiquei ali, sentada na cadeira, de sutiã preto. Meus braços, meu ombros, minha barriga toda à mostra. A cintura marcada, a pele arrepiada. Ele não disfarçou mais. Olhou. Olhou pra cada pedaço. A respiração dele ficou mais audível.

“Última chance”, ele disse, a voz grossa como melado. “A próxima é a calça.”

A última questão. Uma equação diferencial ordinária. A mais difícil do capítulo. Minha mão suava. A caneta escorregava. Eu olhava pra folha, mas sentia o olhar dele queimando minha pele. Meus peitos pressionados contra o sutiã. Meu corpo todo em alerta.

Rasquei números. Tentei lembrar. Fiz. Simplesmente fiz. Entreguei o papel. Minha mão tremia.

Ele pegou. Leu. Leu de novo. Levou uma eternidade. Daí, suspirou.

“Sinto muito, Adriana. O método de separação de variáveis tá aplicado errado. A calça.”

Um vazio. Um calor. Um alívio do caralho.

Eu me levantei. Meus dedos foram para o botão da calça jeans. Abri. O zíper desceu devagar, aquele barulho de dentes de metal se separando foi a coisa mais obscena do mundo. Me apoiei na mesa, balancei os quadris, empurrei a calça pra baixo. Desci até o chão. Saí de dentro dela, deixando a pilha de jeans no chão.

E fiquei. Em pé. Diante dele. De sutiã preto. De calcinha fio dental preta. Pernas nuas, pés no chão frio. O ar da sala batia na minha pele toda. Eu tava com vergonha? Tava. Mas tava muito mais com tesão. E ele também.

Ele não se moveu da cadeira. Só olhou. Olhou da minha cara, desceu pro pescoço, pros meus peitos empinados no sutiã, pra cintura, pro triângulo estreito da calcinha que mal cobria nada, pros meus pés.

“Belo incentivo”, ele falou, finalmente. A voz tava rouca, pesada. “Agora senta. Vai pro quadro. Vou passar as últimas cinco questões. Se errar uma só… o sutiã vai.”

Não tinha mais o que tirar. Só o sutiã e a calcinha. A ameaça era clara.

Eu fui até o quadro branco na parede. Ele ditou a primeira equação. Eu, de costas pra ele, quase nua, peguei a caneta de quadro. Meu braço tremeu. Eu sabia que ele tava me olhando. Olhando minha bunda coberta só pelo fio dental, que sumia no meio das nádegas. Olhando minhas costas, a alça do sutiã. Era a sensação mais exposta, mais vulnerável da minha vida.

E aí, uma coisa doida aconteceu. Com o corpo todo em carne viva, a mente gelou. A matemática ficou clara. Cristalina. Era como se o medo de ficar completamente nua na frente dele tivesse desbloqueado uma parte do meu cérebro.

Resolvi a primeira. Certinha.

“Acertou”, ele disse atrás de mim.

A segunda. Certa.

A terceira. Certa.

Não errava mais. Minha mão escrevia rápido, fórmulas perfeitas, derivadas limpas. Eu não pensava mais no meu corpo. Pensava só nos números. Era uma loucura.

Quando terminei a quinta, virei pra ele. Ofegante. De vitória.

“Todas certas”, ele anunciou. Não parecia surpreso. Parecia… impressionado.

Ele ainda estava sentado. Mas a postura tinha mudado. Os olhos estavam mais escuros. E na calça dele, na frente, dava pra ver um volume. Um volume grande, duro, empurrando o tecido.

A gente ficou se encarando. O ar na sala tava eletrizado, pesado com o cheiro do marcador de quadro e de algo mais primitivo.

“E agora?”, eu perguntei, minhas pernas fracas.

“Agora você não errou mais. O jogo acabou. Você venceu.”

“E… a recompensa?”, minha voz saiu um sussurro.

Ele sorriu de novo, aquele sorriso de velho safado.

“A recompensa é a nota boa na prova. Que você vai tirar.”

Ele não se moveu. Só continuou sentado, me olhando. Daí, a mão dele desceu. Pousou no colo, bem em cima do volume na calça. Apertou. Um gemido baixo saiu da garganta dele.

“Eu tenho a minha recompensa agora”, ele falou. “Ver você aí, quase nua, toda inteligente, resolvendo equações. É melhor que sexo.”

Ele começou a se mover. A mão fazia um vai-e-vem lento, por cima do tecido. Os olhos grudados em mim. Eu não conseguia olhar pra outro lugar. Fiquei parada, de sutiã e calcinha, encostada no quadro frio, vendo aquele homem de sessenta anos se masturbar por minha causa.

Era nojento? Era. Era errado? Com certeza. Mas eu tava com a boceta encharcada. O fio dental tava molhado, colado nos lábios. Meus peitos doíam de tanto os mamilos estarem duros, esfregando no sutiã.

A respiração dele foi ficando mais forte, mais ofegante. O movimento da mão acelerou. O olhar dele perdeu o foco, ficou vidrado no meu corpo, nos meus peitos, na minha bunda.

“Adriana…”, ele gemeu, um som rouco, animal.

Foi o que bastou. O corpo dele enrijeceu todo. A cabeça jogou pra trás, os olhos fecharam. Um tremor forte percorreu ele. Um suspiro longo, rouco, saiu. E ele ficou ali, imóvel, ofegante, a mão parada no colo.

Aos poucos, ele abriu os olhos. Olhou pra mão, pra calça manchada. Olhou pra mim. Parecia exausto. E satisfeito.

“Vai fazer uma ótima prova”, ele falou, a voz fraca. “Pode se vestir.”

Eu me vesti. Em silêncio. Cada peça de roupa era um mundo. O jeans, a blusa, a jaqueta. Quando coloquei os sapatos, ele ainda estava sentado, observando, recuperando o fôlego.

“Marcos…”, eu comecei, sem saber o que dizer.

“Quando for a prova?”, ele cortou.

“Sexta.”

“Tire pelo menos um oito. Se tirar, a gente faz outro jogo. Um jogo de verdade.”

“Qual?”

“Se tirar dez, você me deixa terminar o trabalho. Dentro de você. Se tirar menos que oito, some da minha vida. Combinado?”

Meu coração bateu forte no peito. Um dez. Era quase impossível.

“Combinado”, eu disse.

Saí de lá com as pernas bambas, a cabeça cheia de derivadas e a calcinha encharcada. A prova era em dois dias. Eu nunca tinha estudado tanto na vida. Cada fórmula, cada teorema, era um degrau pra chegar naquela cadeira velha, naquela sala, e naquela promessa suja que a gente tinha feito.

E se eu conseguisse um dez… bem, aí a matemática ia ser a matéria mais gostosa do meu currículo.

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