O Boquete na Salinha do Médico
Bom, é o seguinte. Tenho 27 anos. Ele é um senhor, tem mais de 50, facilmente. Mas é bem conservado, viu? Cabelo grisalho, mas ainda tem bastante. Corpo de quem não se largou completamente, sabe? Não é um gato sarado, claro, mas tem uma presença. Um ar de homem vivido. É dentista, mas tem um consultório pequeno onde aplica injeção, faz uns curativos, essas coisas. Eu sempre vou lá tomar injeção de vitamina, ferro, essas paradas. Mas ultimamente, desde que comecei na academia pesada, to indo toda semana. Inventei que preciso de um “up”, um complexo B daqueles que dá mais energia. É pura mentira. O que dá energia é a expectativa de ir lá.
O lugar é minúsculo. A salinha de aplicação. Tem só a maca, uma cadeira, uma mesinha com as coisas dele. Não dá pra respirar direito. E é por isso que eu gosto.
Eu percebo o olhar dele desde a primeira vez. Não era nada demais, um olhar clínico. Mas com o tempo, foi mudando. Eu ajudava. Sempre escolho uma calcinha de renda, daquelas bem bonitinhas, fina, que quase não esconde nada. E na hora de deitar na maca, eu abaixo o shorts e a calcinha com um cuidado. Não é de uma vez. É devagar. Deixo a ele que puxe mais um pouco. Quero que ele veja todo o meu bumbum. Tudo. Já virei de lado, fingindo me ajustar, só pra dar uma visão melhor.
Ele nunca falou nada direto, no começo. Só os protocolos. “Vai sentir uma picadinha.” “Mantenha o músculo relaxado.” Mas os olhos dele não mentiam. Desciam da minha nuca, passavam pelas minhas costas, e ficavam ali, parados, na metade das minhas coxas. Eu sentia o calor do olhar.
Aí começaram os elogios. Disfarçados, mas eram elogios.
“Tá malhando, é? O glúteo tá bem definido.”
Ou, numa vez que eu estava de bruços e ele ia aplicar na lateral do bumbum: “Tem que tomar cuidado com a aplicação aqui, senão marca. Mas com essa pele bonita, não deve ser problema.”
Eu adoro. Fico toda quente por dentro. Respondo com um “Ah, obrigada, doutor”, bem inocente. Mas por dentro, tô é gemendo.
A parte mais gostosa é quando ele se aproxima. A salinha é tão apertada que ele tem que espremer entre a maca e a parede. Ele se inclina, ajeita a seringa. E eu, de bruços, faço de conta que me mexo para me acomodar melhor. Sarei o bumbum pra trás, só um pouquinho. Só o suficiente para encostar de leve naquele volume que já tá durinho e marcado na calça dele.
Da primeira vez, foi um toque tão sutil que eu pensei que tinha sido imaginação. Mas ele prendeu a respiração. Um segundo de silêncio. A agulha entrou e eu nem senti a picada. Só senti o calor do corpo dele, a pressão da calça contra a minha pele.
Na semana seguinte, fiz de novo. Dessa vez, com mais certeza. Ele estava aplicando, e eu me afundei um pouco na maca, empinando mais. Aconteceu. Meu bumbum redondo, só coberto pela calcinha fininha de renda, encostou de cheio no pau dele. Duro. Muito duro. E grande. Não era uma saliência pequena não. Era um volume sério, alongado, pulsando contra mim.
Ele gemeu baixinho. Foi quase inaudível. Um “hnnng” que saiu do fundo da garganta.
“Desculpe”, ele disse, rápido, a voz um pouco mais grossa.
“Não foi nada, doutor”, respondi, com a voz saída, meu rosto enterrado no apoio da maca. Eu estava sorrindo, uma coisa de louca. E molhada. Sentia a minha calcinha ficando úmida no mesmo instante.
Ele terminou a aplicação rápido, mas não se afastou imediatamente. Ficou ali, parado, o corpo dele ainda colado no meu. O pau dele ainda pressionado contra minha nádega. Eu podia sentir o formato, a cabeça, o calor. Queria virar e enfiar a mão na calça dele na hora.
Ele foi se afastando devagar. “Pode se vestir”, disse, e virou de costas para organizar a mesa, mas eu vi o jeito desajeitado, como ele se ajustou discretamente.
Foi depois dessa que eu soube. Eu quero mais. Muito mais. Não é só provocar. A fantasia tomou conta de mim. Eu deito na minha cama à noite e fico imaginando. Ele, de pé, naquela salinha apertada. Eu, de joelhos na maca, ainda com o shorts pela metade das coxas. Puxando o zíper da calça dele. Vendo aquele pau finalmente pra fora. Como seria? Grossa? Com veias? O saco dele, como é?
Eu quero mamar ele. Essa é a verdade nua e crua. Quero sentir o gosto, o peso na boca, a textura da pele. Quero ouvir ele gemer alto, sem ter que segurar. Quero que ele pegue no meu cabelo e guie, me use. Quero que ele goze na minha boca ou nos meus peitos. Tudo dentro daquela salinha minúscula, com o cheiro de álcool e algodão.
Hoje era dia de aplicação de novo. Tomei um banho demorado, passei um óleo cheiroso em todo o corpo, especialmente nas coxas e no bumbum. Coloquei uma calcinha nova, um fio dental de renda vermelha. Quase não dava pra chamar de calcinha. Era um barbante. Um convite.
Cheguei lá, coração batendo na garganta. Ele me recebeu normal, com aquele ar profissional sério. Mas os olhos dele escureceram quando me viu. Eu tava de shorts curtíssimo e um top.
“Vamos lá, Melanie”, ele disse, abrindo a porta da salinha.
Deitei na maca, de bruços como sempre. Dessa vez, não esperei. Assim que ele se aproximou, já me mexi, empinei o quanto pude. O shorts e o fio dental já estavam bem mais abaixo do que o necessário. Metade das minhas nádegas estava exposta, a fenda de baixo quase aparecendo.
Ele parou. A respiração dele ficou mais forte.
“Aplicando no mesmo lugar, doutor?”, perguntei, olhando pra trás por cima do ombro.
“Sim… sim, no glúteo mesmo.”
Ele se inclinou. A seringa na mão. Mas dessa vez, quando ele veio, eu não me contive. Sarei pra trás com força, buscando contato. E encontrei. Encontrei o pau dele, não só através da calça, mas parecia que ele não estava usando cueca. A sensação era de pele e tecido, e o volume estava quente e latejante, ainda mais evidente.
Ele deixou escapar um palavrão. “Caralho.”
Foi a deixa.
Virei de lado na maca, rápido, antes que ele pudesse aplicar a injeção. Fiquei de frente para ele, meu shorts ainda pela metade das coxas, o top mostrando bastante os meus seios. Olhei direto para a frente da calça dele. A marca era obscena.
“Tá muito desconfortável pra aplicar, doutor?”, perguntei, minha voz saindo baixa e rouca. “Esse volume aí atrapalha.”
Ele ficou paralisado, a seringa na mão, os olhos fixos nos meus. A máscara de profissional caiu toda. No lugar, tinha só desejo. Bruto, cru.
“Melanie… você não sabe o que está fazendo.”
“Sei sim”, eu falei. E desci da maca. Fiquei de pé, na frente dele, naquele espaço minúsculo. Nossos corpos quase se tocando. Eu podia sentir o calor vindo dele. “Sei perfeitamente. Você tá duro pra mim toda semana. Eu venho aqui pra isso.”
E baixei meus olhos para a cintura da calça dele. Minha mão se moveu sozinha. Toquei o volume com a ponta dos dedos. Ele pulsou, e ele gemeu.
“Puta que pariu”, ele respirou.
“Abre a calça”, eu pedi. Não era uma sugestão.
Ele hesitou por um segundo. Um segundo só. Depois, as mãos dele, aquelas mãos firmes de dentista, foram para o cinto. Abriram o botão, abaixaram o zíper. Ele empurrou a calça e a cueca para baixo, juntas.
E ali estava. Era exatamente como eu imaginei. Grossa, imponente. Não era jovem, mas era linda. Uma veia saliente pulsando no lado. O saco pesado, com pelos grisalhos. Ela apontava para mim, dura e pronta.
Eu caí de joelhos ali mesmo, no chão frio da salinha. Encostei meu rosto nela primeiro. Senti o calor, o cheiro dele, limpo, com um traço de sabonete e algo masculino que me fez ficar tonta. Beijei a cabeça, já úmida de pré-gozo.
Ele colocou uma mão no meu cabelo. Não puxou, só apoiou. “Cuidado com a porta”, ele lembrou, a voz trêmula.
Eu não ligava. Abri a boca e engoli. Não fui devagar, não. Enfiei até a base de uma vez, sentindo ela bater no fundo da minha garganta. Meus olhos encheram d’água, mas era um misto de sufoco e triunfo.
Ele soltou um gemido longo e abafado. “Caralho… que boceta de garganta.”
Comecei a mexer a cabeça, para frente e para trás, uma mão na base do pau dele, a outra acariciando o saco. Usava a língua, pressionava. Ouvia cada ruído que ele fazia, cada respiração ofegante. Era melhor do que qualquer fantasia. O gosto, o peso, a sensação de poder, de estar fazendo um homem daquela idade perder o controle por minha causa.
Ele começou a bombar os quadris, devagar no começo, depois mais forte. Me empurrando contra a maca. Eu deixava, gostava da falta de ar. A salinha estava cheia do som do sexo, dos nossos gemidos abafados, do vai e vem molhado.
“Vou gozar… onde você quer?”, ele perguntou, ofegante.
Eu tirei a boca, mas continuei masturbando ele rápido. Olhei pra cima. “Na minha cara. Quero te ver gozar.”
Ele não precisou ser pedido duas vezes. Com dois gemidos curtos e roucos, o jorro começou. Branco, quente, pegajoso. Atingiu meu queixo, minha boca, meu nariz. Fiquei ali, de joelhos, recebendo tudo, sentindo o cheiro forte dele. Ele continuou pulsando na minha mão, até murchar um pouco.
Ficamos em silêncio, só o som da nossa respiração. Ele se limpou com um pedaço de algodão e me deu outro. Limpei meu rosto devagar, sem pressa.
“Porra, Melanie”, ele disse, se arrumando. Ele parecia atordoado.
Eu me levantei, puxei meus shorts para cima. A calcininha de fio dental estava encharcada por baixo.
“Então, doutor”, eu falei, endireitando o top. “Preciso voltar semana que vem? Acho que meu complexo B precisa de outra dose.”


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