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Outubro 25, 2025

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A Lição Cubana

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A noite estava quente e úmida, o tipo de clima que promete suor e pecado. Eu estava num bar de praia, aquele tipo de lugar onde o cheiro do sal se mistura com o de rum barato e protetor solar, quando os meus olhos pousaram nela. Valéria. Cubana, ela disse depois, com um sotaque que enrolava as palavras e fazia cada sílaba parecer uma provocação.

Tinha uns trinta e poucos anos, o corpo era uma escultura viva de pura energia caribenha – quadris largos, cintura fina, seios generosos que ameaçavam romper o tecido minúsculo do seu vestido vermelho. Mas eram os olhos que me prenderam: negros, intensos, com um fogo por dentro que não pedia licença, que já chegava tomando conta. Eu, com a minha fama e o meu equipamento avantajado, sou acostumado a dominar, a ditar as regras. Nessa noite, eu só seria um jogador num jogo muito mais selvagem.

A conversa foi directa, sem rodeios. Um copo de rum levou a outro, e em menos de uma hora estávamos a caminho do meu apartamento. A tensão sexual dentro do carro era tão palpável que quase se podia cortar. Ela não me tocava, mas a sua perna, roçando levemente na minha, era uma promessa de fogo. Ela olhava para a minha boca, para as minhas mãos no volante, com uma fome que eu já sentia na minha própria pele. “Você é tão seguro de si, não é, brasileiro?”, ela disse, a voz um ronco baixo. “Vamos ver se aguenta o tranco.”

Mal atravessei a porta do apartamento, ela me empurrou contra a parede, a boca dela encontrou a minha não num beijo, mas numa mordida possessiva. Era um ataque, não uma carícia. As suas mãos agarravam o meu cabelo, puxando com força, enquanto a sua língua invadia a minha boca com uma fúria que me deixou tonto. Eu ripostei, agarrando-a pela cintura e levantando-a do chão, carregando-a às apalpadelas para o quarto enquanto as nossas bocas ainda travavam uma batalha. Ela riu, um som rouco e desafiador, quando a atirei para cima da cama.

“Vamos, escritor. Mostra essa tal piroca grossa de que tanto te gabas.”

A provocação era um combustível. Tirei a minha camisa e as minhas calças num movimento rápido, e o meu pau, já completamente ereto e latejante, saltou para fora da cueca. Os olhos dela estreitaram-se, avaliando, e um sorriso lento e perigoso cruzou os seus lábios. “Não é mau”, ela concedeu, com um ar de quem estava prestes a devorar uma iguaria. “Agora vem cá.”

Deitei-me sobre ela, mas ela não se deixou dominar. Rolámos na cama, num duelo de força, até ela ficar por cima, os seus joelhos a apertarem os meus quadris. As suas unhas, longas e vermelhas, enterraram-se nos meus ombros, não um arranhão de prazer, mas um rasgão de posse, marcando-me. “Você é meu agora”, sussurrou, baixando o seu rosto para o meu pescoço, onde os seus lábios e dentes começaram uma exploração brutal que eu sabia que deixaria nódoas negras. A dor era aguda, vívida, e misturava-se com o prazer de uma forma que eu nunca tinha experimentado. Cada mordida era um território conquistado.

Ela desceu, a sua boca percorrendo o meu peito, a minha barriga, até chegar ao meu pau. Ela não o chupou; ela o dominou. A sua boca era uma caverna quente e húmida, e ela engolia-me com uma força que me fez arquear as costas e gemer. As suas mãos apertavam as minhas coxas, as suas unhas cravando-se na minha pele, enquanto ela controlava o ritmo, profundas e lentas, fazendo-me perder o fôlego. Era uma humilhação gloriosa. Quando ela sentiu que eu estava perto, parou. “Ainda não, meu amor. A noite mal começou.”

Virou-se de costas e puxou-me para cima dela. “Quero sentir-te. Todo.” A sua permissão era uma ordem. Quando entrei nela, foi como mergulhar em lava. Ela era incrivelmente apertada, quente, e cada centímetro da minha grossura encontrava uma resistência que se transformava em êxtase. Um grito gutural escapou-se-lhe, e os seus olhos reviraram-se por um segundo antes de se fixarem nos meus, desafiadores. “Isso, seu cabrão. Enche-me.”

Comecei a mover-me, e foi então que a tempestade se desatou. Ela não era uma parceira passiva; era uma guerreira. Os seus quadris encontravam os meus com uma força igual, cada investida uma colisão de corpos suados e desesperados. As suas mãos não me acariciavam; elas batiam. A primeira bofetada chegou sem aviso, um estalo seco e forte no lado do meu rosto que fez os meus ouvidos zumbirem. O choque foi seguido por uma onda de puro tesão. “Mais!”, ela gritou, e eu obedeci, metendo com mais força, mais profundamente, sentindo o corpo dela contrair-se à volta de mim.

O quarto encheu-se com a sinfonia da nossa loucura. Os baques dos nossos corpos, os gemos roucos dela, os meus grunhidos animalescos, o som das palmas contra a pele. Ela rasgou-me as costas. Não eram arranhões de paixão; eram golpes de garras, desenhando linhas de fogo na minha pele que eu sabia que iriam sangrar. Cada marca era um testemunho da sua fúria, da sua posse. E eu amava cada segundo. A dor misturava-se com o prazer até se tornarem a mesma coisa, uma única sensação avassaladora que me consumia por completo.

“Vira-te”, ela ordenou, e a autoridade na sua voz fez-me obedecer instantaneamente. De quatro na cama, senti-a atrás de mim, não para me penetrar, mas para me dominar de outra forma. As suas mãos agarravam os meus quadris, e ela começou a usar-me, a puxar-me para ela com uma força brutal, cada puxão um lembrete de que, naquele momento, eu era o seu brinquedo. “Agora és tu quem está a ser comido, seu puto”, ela rosnou no meu ouvido, e a humilhação foi o ápice do meu prazer. A minha própria volúpia era tão intensa que quase doía.

Numa reviravolta final, ela empurrou-me de costas e montou-me, afundando-se no meu pau com um grito triunfante. Ela cavalgou-me com uma fúria incontrolável, o seu corpo a arquear-se, a sua cabeça a recuar, os seus seios a balançarem no ritmo frenético do nosso sexo. As suas mãos bateram no meu peito, nos meus ombros, no meu rosto. Eu agarrei-lhe os quadris, os meus dedos a enterrarem-se na sua carne, tentando desesperadamente acompanhar o seu ritmo, mas ela estava num plano superior, um turbilhão de pura energia sexual.

“Vou gozar, sua cadela! Vou gozar dentro de ti!”, gritei, perdendo completamente o controlo.

“Goza! Enche esta cubana com a tua porra, seu brasileiro de merda!”, ela gritou de volta, e foi o estímulo final.

Com um rugido que rasgou a minha garganta, eu explodi. Foi a espasmo mais violento da minha vida, uma descarga eléctrica que percorreu todo o meu corpo, como se cada nervo estivesse a atingir o clímax ao mesmo tempo. Jorrei dentro dela, onda após onda, enquanto o corpo dela se contorcia num orgasmo igualmente cataclísmico, os seus gritos a abafarem os meus. Ela desabou sobre mim, ofegante, o seu suor a misturar-se com o meu, o seu sangue das minhas costas a manchar-nos a ambos.

Ficámos ali, um emaranhado de membros exaustos e destruídos, durante o que pareceu uma eternidade. A única luz vinha da rua, iluminando as marcas que ela tinha deixado em mim – as nódoas negras no pescoço, as marcas de unhas nos ombros, as linhas vermelhas e sangrentas nas costas. Ela levantou a cabeça, o seu cabelo negro colado ao rosto, e passou um dedo por uma das marcas das suas unhas no meu ombro.

“Na próxima vez”, ela sussurrou, a voz rouca de uso, “vais-me pedir por favor.”

E eu, Gabo, o escritor que se gaba de dominar, só consegui anuir. Porque ela tinha razão. Aquela cubana tinha-me partido, reconstruído e possuído de uma forma que nenhuma outra mulher jamais conseguiu. E eu já ansiava desesperadamente pela próxima lição.

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