A senhora decente e o estranho no armazém - Parte 2
A respiração ofegante de Helena ainda ecoava no armazém frio quando ele a puxou novamente para si. O breve momento de gentileza pós-coito havia evaporado, substituído por uma faísca ainda mais sombria e determinada em seus olhos. Ele não estava satisfeito. Apenas começara.
“Pensei que a senhora já estivesse satisfeita”, sussurrou ele, sua voz um rosnado baixo contra seu ouvido enquanto sua mão forte envolvia seu pescoço, não com força suficiente para asfixiar, mas o suficiente para lembrá-la quem estava no controle. “Mas puta velha e faminta como você nunca fica cheia, pois é?”
Helena tentou balbuciar uma resposta, mas seus dedos apertaram levemente, silenciando-a. Seu corpo, ainda tremulo e supersensível do primeiro round, reagiu com um choque simultâneo de medo e excitação avassaladora.
“Vamos lá. A noite ainda é jovem para uma cadela no cio”, ele cuspiu as palavras, girando-a brutalmente de costas para ele. Suas mãos agarram seus pulsos com uma força implacável. Ele não procurou por algemas; em vez disso, com movimentos rápidos e eficientes, ele desamarrou a própria gravata de seda negra. Helena sentiu o tecido suave, caro, envolver seus pulsos antes de ser apertado com um nó forte e cruel, amarrando suas mãos nas costas. A seda, um símbolo de elegância, agora era seu instrumento de submissão.
Impotente, com os braços imobilizados, ela estava completamente à mercê dele. Ele a empurrou para frente, forçando-a a dobrar-se sobre uma pilha de sacos de linho ásperos em uma prateleira baixa. A pose era de humilhação total, suas nádegas arreganhadas para ele, seu rosto pressionado contra o tecido áspero que cheirava a poeira e alvejante.
Ele não perdeu tempo. Sua mão grande e calosa acariciou a curva de sua nádega quase com reverência por um segundo, antes de se afastar e retornar com um impacto repentino e violento. O primeiro tapa ecoou como um disparo no silêncio do armazém. Helena gritou, mais de surpresa do que de dor, que rapidamente se transformou num calor intenso e penetrante. Outro tapa seguiu-se, e outro, e outro. Ele alternou as nádegas, nalgueando-a com uma força crescente, cada palmada uma punição e uma afirmação de seu domínio. A pele clara de Helena, não acostumada a tal tratamento, logo ficou quente, vermelha e marcada com a impressão de seus dedos. Ela chorou, mas seus gemos eram uma mistura de angústia e puro êxtase, cada impacto enviando ondas de choque de prazer diretamente para seu núcleo, que latejava com uma necessidade insana.
Vendo as marcas vermelhas em sua pele, ele pareceu ficar ainda mais excitado. Inclinou-se sobre ela, e Helena sentiu seus dentes. Ele mordeu a carne macia da sua nádega, não uma mordida de jogo, mas uma mordida profunda e possessiva que fez ela gritar em agonia e prazer. Ele segurou a mordida por um longo segundo, antes de soltar, deixando para trás uma marca de dentes arroxeada e perfeita na carne avermelhada. Ele prosseguiu, deixando um rastro de marcas de mordidas em suas costas, ombros e nádegas, cada uma uma declaração de posse selvagem, cada uma fazendo Helena se contorcer contra seus grilhões de seda.
“Tu és minha agora, cadela”, ele rosnou, sua boca perto de sua orelha. “Vais levar a minha marca para sempre.”
Quando ele pareceu satisfeito com a rede de vergonha que pintou em sua pele, suas mãos agarram seus quadris com força brutal. Ela sentiu a cabeça de seu pau, já novamente dura e latejante, pressionando não a entrada já dolorida e molhada de sua vagina, mas sim o orifício muito mais apertado e virgem abaixo.
Helena congelou. “Não… por favor, não aí…”, ela suplicou, seu voz um gemido de puro pânico.
“Onde foi que a puta casada pensa que tem direito de escolha?”, ele respondeu, sua voz carregada de desprezo e luxúria. Ele cuspiu em sua mão e lubrificou-se rudimentarmente, antes de esfregar a saliva na sua entrada proibida. A pressão aumentou, insistentemente, cruelmente.
Com um único e brutal empurrão, ele forçou a entrada. A dor foi excruciante, uma pontada branca e quente de agonia que fez Helena gritar até ficar rouca, as lágrimas jorrando de seus olhos. Ele não parou, não deu tempo para ela se adaptar. Ele enterrou-se nela completamente num movimento, rasgando, possuindo, conquistando. E então começou a mover-se.
Era uma foda de uma violência desesperada. Cada bombada era um soco, uma punição, uma profanação. Ele a usava sem piedade, suas mãos segurando seus quadris com tanta força que certamente deixariam hematomas. Seus gritos abafados ecoavam no armazém, misturando-se com seus grunhidos animalescos e o som úmido e obsceno da carne batendo contra carne. Ele falava, suas palavras um turbilhão de obscenidades que a degradavam e excitavam além de qualquer limite que ela conhecia.
“Este cu apertado de mãe de família… é meu agora… é onde eu vou gozar… vai lembrar do estrangeiro que te arrombou… sempre…”
A dor começou a se transformar. Através do fogo, uma sensação de preenchimento absoluto, de ser possuída da maneira mais íntima e proibida possível, começou a tomar conta. Seus gemos de angústia transformaram-se em gritos anasalados de um prazer perverso e distorto. Ela estava a deriva num mar de sensações, a dor e o prazer fundindo-se numa única coisa avassaladora. Ela estava a beira de outro orgasmo, um mais intenso e sombrio do que o primeiro, quando subitamente…
Um som.
Não um som deles.
O chiar distante de uma porta abrindo-se noutra parte do corredor de serviço, seguido por vozes abafadas.
Ele parou abruptamente, seu corpo ficou tenso sobre o dela. A respiração ofegante de ambos preencheu o silêncio repentino. As vozes aproximaram-se. Eram dois homens, funcionários do salão, provavelmente à procura de algo.
“Onde ele guardou os copos extras para o champanhe? Não está no armazém principal?” disse uma voz.
“Deve estar neste anexo, verifica aí”, respondeu a outra.
Os passos aproximavam-se da porta do armazém onde eles estavam, nus, amarrados, e presos no meio do acto mais animal. A luz da lanterna de um telemóvel varreu a fresta inferior da porta, projectando uma faixa de luz sob os pés descalços de Helena.
O coração de Helena parou. O prazer, a dor, tudo foi substituído por um terror gelado e absoluto. A descoberta significaria a ruína total da sua vida.
O jovem mesário manteve-se imóvel, seu pau ainda dentro dela, sua mão tapou sua boca com força, abafando qualquer som que ela pudesse tentar fazer. Seus olhos, wide de pânico, encontraram os dele na penumbra.
Ele não parecia assustado. Um sorriso lento, perverso e calculista, esticou seus lábios. Ele sussurrou, seu hálito quente no seu ouvido, uma única palavra que congelou o seu sangue mais do que qualquer grito.
“Silêncio…”


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