Fevereiro 5, 2026

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A Prima Que Me Humilhou

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A casa lá embaixo fervilhava com o barulho dos adultos, mas o mundo real parecia não alcançar o último andar. O ar era abafado, com aquele cheiro de poeira de obra e cimento seco da área gourmet ainda em finalização. Ela, com aquele olhar de quem já tinha nascido sabendo de tudo, me conduziu como um guia para um abismo. A desculpa era clássica, quase um clichê de infância distorcido: “Vamos brincar de médico.”

Eu era mais novo, a curiosidade me queimava tanto quanto o sol que batia nas telhas. Atrás do balcão de granito frio, ela montou o nosso “consultório” com um pedaço de papelão rasgado e encardido.

— Deita aí — ela ordenou, e a voz não tinha nada de infantil. Era uma autoridade que me fazia obedecer sem questionar.

Quando ela se abriu, o choque foi imediato. Não havia nada de “limpo” ou “clínico” ali. Ela estava encharcada, uma umidade pesada que parecia brotar das paredes. Quando me aproximei, o cheiro dela me atingiu: um misto de perfume barato com algo carnal e metálico. Meus lábios tocaram aquela pele quente e o gosto era estranho, ácido, quase ferroso. Eu queria parar, queria voltar para os beijos dela — aqueles beijos que pareciam roubar minha alma e me davam uma vontade incontrolável de possuí-la — mas ela segurou minha cabeça com força contra suas coxas.

No auge do transe, a coisa ficou visceral. Senti o corpo dela retesar e, de repente, uma onda de calor amargo jorrou. Ela não se segurou; o mijo quente escorreu pelo papelão e parte dele foi parar direto na minha boca, misturando-se à saliva e ao mel dela. Eu engoli o gosto daquela humilhação excitante, sentindo o líquido morno batendo na minha garganta enquanto ela soltava um gemido abafado, olhando para o teto.

O “pagamento” pela minha entrega foi a maior das frustrações. Depois de me usar como um receptáculo para o seu prazer e seus fluidos, ela mal se deu ao trabalho de me despir. Ficou ali, sentada no papelão molhado, e começou uma punheta seca por cima do jeans. A fricção do tecido era bruta, sem jeito, um consolo barato que só servia para me deixar mais louco. Ela levou minha virgindade moral naquele dia, me deixando ali, escondido atrás do balcão, com o gosto de urina na boca e a pressão insuportável de um desejo que ela não teve a menor intenção de satisfazer por completo.

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