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Calourada que mudou tudo
Sempre me considerei uma pessoa normal. Entediante, até. Estudei no mesmo colégio a vida toda, sempre estive no mesmo círculo de amizades, no mesmo relacionamento há anos. Meus dias de semana consistiam em estudar, malhar e ajudar em casa, enquanto os fins de semana eram para assistir filmes no sofá com o Miguel, meu namorado, com as ocasionais saídas com o resto do pessoal.
Como era esperado de mim, estudei bastante e fui aprovada na melhor universidade do meu estado, a federal que eu sonhava desde o primeiro ano do ensino médio. Agora que eu estava saindo da escola e entrando para a faculdade de psicologia, as coisas não mudariam muito. Certo?
O primeiro dia de aulas foi uma bomba por si só. Minha mente estava a mil o tempo todo! Segui, com os outros calouros, um grupo de veteranos que nos mostrava o lugar como guias turísticos sarcásticos e experientes: as salas eram menos cuidadas do que eu esperava, a comida mais barata e tudo muito mais confuso. Mesmo assim, sentia crescer minha animação conforme ia caindo a ficha de que eu era, finalmente, uma universitária! Mal podia esperar para usar dos meus futuros conhecimentos para ajudar as pessoas, como sempre quis!
Durante uma apresentação sobre como funcionava a plataforma online da faculdade, um par de veteranos entrou pela porta sem cerimônia nenhuma. Ela era uma garota de cabelos alaranjados e raízes castanhas, os braços cobertos de tatuagens florais. Ele era um homem moreno, alto e forte, cabelo curto e barba escura emoldurando o rosto comprido, o sorriso torto e fácil de pessoa que se sente à vontade em praticamente qualquer lugar.
A moça que apresentava o slide se virou, rindo ao encontrar os colegas logo atrás dela.
– Desculpa interromper, Déia! – A ruiva disse.
– A gente veio dar um recado… – Continuou Tomás, caminhando despreocupadamente até o centro da sala. – Que eu não sei se é mais interessante do que essa apresentação maravilhosa da Déia, mas aí vocês tiram suas próprias conclusões.
Ele mexeu com o maço de flyers que estava em uma de suas mãos, até tirar um deles e apresentar para todos.
– Enfim, sexta-feira tem calourada! Bebida, aquele somzinho de lei e um monte de gente pra você beijar na boca e se arrepender depois!
– Ai, Tomás, sério? – Déia retrucou. Ela estava com os braços cruzados, mas não conseguia deixar de sorrir com a invasão divertida de sua palestra.
– Que foi? É uma parte importante da experiência universitária!
O moço moreno começou a distribuir os flyers, uma produção tosca que não teria me chamado a atenção, não fosse toda a novidade do que estava acontecendo. Quando Tomás me entregou o panfleto, sua mão roçando contra a minha, eu o segurei como se fosse um bilhete premiado. Algo que o veterano deve ter notado, porque logo ouvi um:
– Aparece lá! Vai ser massa! – Eu levantei o rosto para encará-lo, e ele piscou para mim rapidamente, antes de continuar pela sala.
A semana passou em um vendaval, com caminhadas intermináveis pelos corredores, muitas matérias novas (apesar das faltas de um ou outro professor) e conversas tímidas com os colegas. Quando chegou a sexta, eu percebi que não tinha sequer contado para meu namorado sobre a programação da noite. Mandei uma mensagem, tentando parecer casual. As respostas pipocaram na tela do meu celular rapidamente:
“Ah
Você não tinha me contado
Você vai, então?
Com quem?
Volta que horas?”
Depois uma ligação.
– Você não me respondeu – Foi a primeira coisa que eu ouvi quando coloquei o aparelho contra a orelha.
– Você não me deu tempo. – silêncio. – Ah, Miguel, não preocupa! É só uma festa! Eu vou ficar bem.
– … Ok.
Não precisava de um gênio para saber que ele não estava satisfeito. Que saco. Mas, que mal fazia eu ir em uma calourada, me divertir um pouco sozinha? Eu, agora mais do que nunca, me sentia uma adulta responsável, sabia o que podia ou não fazer e ainda aproveitar a noite.
Tomei banho, sequei e prendi o cabelo em um rabo de cavalo, escolhi uma roupa. Essa última parte era um pouco difícil: eu sempre fora a mais curvilínea entre as minhas amigas. Não chegava a ser gorda, mas tinha mais corpo, principalmente nos seios. Eles eram grandes e pesados, e eu costumava tentar equilibrar o meu lado feminino com o que queria, a todo custo, esconder meu busto. Coloquei uma camiseta mais justa, mas de gola fechada, e uma calça jeans escura. Uma sandália de salto baixo e alguns acessórios dourados completavam o look. Fiz minha maquiagem e saí, ignorando as mensagens que chegavam na minha caixa de entrada com Miguel.
O local da festa era uma república: uma casa grande com estilo meio anos 70. O lugar já estava abarrotado de gente, a julgar pelas luzes e sombras que iam e vinham na janela e um barulho de conversa misturado a música pop. Toquei a campainha, e quem atendeu foi Tomás, com um copo de festival de música na mão e o mesmo sorriso que entregou aos calouros no começo da semana.
– E aí, bem vinda!
Apresentei meu convite e entrei naquele caos, sentindo o anfitrião me observar conforme eu passava pela porta. As pessoas estavam reunidas em vários grupos, na sala, na cozinha, no lugar inteiro, ainda se livrando da timidez do começo da noite. A cozinha era daquelas com azulejo florido, e guardava caixas de salgadinhos e um tambor repleto de gelo e cerveja. Alguns dos veteranos preparava mais bebidas com vodka barata e energético em copos plásticos. Bem, por mais que eu não fosse desconhecida desse tipo de atividade, não era algo que eu fazia muito, e ainda me assustava saber que as pessoas bebiam isso com tanta naturalidade. Peguei um drink de vinho e fui me sentar em um sofá próximo.
A noite avançou. O lugar foi ficando mais cheio, o álcool mais convidativo, a música mais gostosa. Conheci algumas garotas do meu curso e conversamos sobre as expectativas dos próximos anos das nossas vidas. Quando vi, uma delas já tinha colocado o tal copo plástico na minha mão. Em outro momento, me chamava para dançar um funk de 2016.
– Essa é a minha música!
Eu ri quando ela puxou a minha mão, me levando à parte da sala que servia de pista de dança. Eu a acompanhei enquanto ela rebolava, de forma um pouco mais contida para não derrubar a bebida, que já estava pela metade. A luz, o som, a companhia e a bebida subiam até a minha cabeça, formando uma nuvem deliciosa e divertida.
Mesmo assim, consegui ver Tomás se aproximando. Ele me olhava como se pudesse sentir a mesma euforia que eu sentia naquele momento. O sorriso foi aumentando, seu corpo gingando junto comigo, e logo ele estava ao meu lado, também dançando. Ele me acompanhava sem me tocar. Era amigável e caloroso como seu rosto demonstrava ser desse que eu o havia visto pela primeira vez.
Num instante, a mão dele desceu em direção à minha cintura, não sem antes esbarrar no copo de bebida que eu carregava, derrubando conteúdo na minha blusa. Parei no meio do movimento, afastei os braços e arregalei os olhos, tentando ainda entender o impacto gelado e etílico que eu tinha levado.
– Aí meu Deus, desculpa! – Tomás disse imediatamente, olhando para os lados como se procurasse algo que pudesse resolver o problema. Como eu não respondi, ainda um pouco paralisada, ele continuou: – Vamos fazer assim, vou te levar no banheiro pra você se limpar, ok?
– O que tá com aquela fila ali? – eu respondi, apontando para as pessoas que se aglomeravam na frente de uma das portas fechadas, no canto do cômodo. O moço concordou silenciosamente.
– Relaxa. Vamos fazer assim: você pode pegar uma toalha e uma roupa minha lá no meu quarto, pode ser?
Concordei, e ele fez sinal para que eu o seguisse. Apesar do acidente, era bom saber que alguém se preocupava com meu bem estar! Me despedi das meninas e subi as escadas atrás de Tomás, tentando ignorar a sensação pegajosa que ia tomando meu busto.
Percorremos um longo corredor, nós espremendo entre as pessoas que estavam na fila do banheiro de cima, até uma porta, que o veterano abriu. O espaço era pequeno, uma cama de solteiro contra uma parede, uma cômoda e uma mesa de escritório contra a outra. Estava no limite entre organização e bagunça, com algumas roupas em uma cadeira, um par de sapatos no chão, uma gaveta aberta. O dono do quarto acendeu a luz e fechou a porta para pegar uma toalha que estava pendurada atrás dela.
– Toma. Pode se secar, eu vou achar uma blusa pra você.
Peguei a toalha, ainda um pouco atordoada com a sucessão de acontecimentos. O veterano pegou uma camiseta de dentro da cômoda, me entregou com uma piscadela e se preparou para deixar o quarto.
– Vou te dar privacidade agora. Qualquer coisa me chama!
– Obrigada. – eu disse, ouvindo o clique da porta atrás dele.
Tirei minha camiseta com alguma dificuldade, devido aos acidente. Meu sutiã já estava encharcado, então também o tirei, respirando profundamente enquanto passava a toalha áspera contra os peitos para tirar o excesso de vodka e energético.
O som de música e conversas chegava abafado no quarto. Eu me sentei, tentando registrar tudo o que tinha acontecido naquela noite até agora. Que situação. Será que eu devia ir pra casa? Eu deveria contar pro Miguel que havia acabado no quarto de outro cara, e porque eu tinha voltado com uma roupa que não era minha? Ele ficaria muito bravo.
– Ei, acho que eu esqueci meu…
A voz de Tomás me tirou dos meus pensamentos quando ele entrou novamente do quarto, de costas, interrompendo seu raciocínio assim que ele se virou e me viu ainda sem a parte de cima da roupa. Eu tentei, inutilmente, cobrir meu busto com a camiseta amassada nas minhas mãos, parte dos meus seios saindo pelas laterais. O dono do quarto me encarou por um segundo, eriçado como um gato, mas depois relaxou. Acabei relaxando também, apesar do meu coração estar acelerado.
– Desculpa. – ele disse. Eu assenti. Silêncio – Desculpa, mas você é muito bonita!
Eu conseguia sentir o sangue subindo pelas minhas bochechas. Aquele cara me achava bonita, assim, naquela situação em que eu estava?
– Obrigada – balbuciei, tímida. Ele se aproximou e sentou-se ao meu lado. Meu peito apertou mais, mas eu não sabia se era ansiedade ou expectativa. O que ele estava fazendo ali? Quer dizer, aquele era o quarto dele. Então, o que *eu* estava fazendo ali?
Foi quando senti os lábios de Tomás contra os meus, logo seguidos de sua língua invadindo minha boca. Ele me beijava como se estivesse querendo isso desde a segunda-feira. Eu congelei por um segundo, o coração a ponto de sair do peito. No entanto, antes que eu conseguisse entender o que estava acontecendo, senti meu corpo bêbado derreter sob aquele beijo tão ávido, tão… necessitado. Acabei correspondendo, girando a língua junto à dele.
Assim que eu me desarmei, as duas mãos do veterano foram direto para meus peitos, apertando o quanto ele conseguia colocar em cada uma delas. O calor da bebida, que afogueava meu rosto, começava a explorar lugares mais interessantes do meu corpo, que respondia afastando braços e pernas para receber aquele desejo todo. Era tudo novo para mim, uma garota que, até o presente momento, só tinha beijado uma pessoa, e de forma tão contida e delicada como Miguel gostava. Aquele beijo tinha intenções muito claras.
Tomás logo segurou meus mamilos com os dedos, apertando e levantando o peso dos meus peitos por eles. Eu gemi baixinho, ainda com minha boca contra a dele. Ele continuou a brincar comigo, enquanto seu rosto descia até meu pescoço, lambendo e mordendo.
– Que gostosa! – ele sussurrou no meu ouvido, fazendo os pêlos da minha nuca se arrepiarem ainda mais. Era raro que eu me identificasse com aquela palavra. Mas, hoje, eu sentia vontade de ser gostosa, pelo menos por uma noite.
Puxei o veterano para mais perto de mim. Ele tinha que se abaixar para continuar me beijando, com a diferença do nosso tamanho. Minha virilha começava a pulsar, apesar da vozinha da consciência que me dizia que eu não devia estar fazendo nada daquilo.
Ele se levantou de súbito, e eu quase protestei. Será que já tinha acabado? Não. Observei enquanto o moreno desabotoava a calça jeans, tirando da cueca um pau que, apesar de não estar totalmente duro, já era maior em tamanho e grossura do que o único que eu já tinha visto pessoalmente. Ele segurou minha cabeça, aproximando-a de sua virilha. Tinha um cheiro agradável de pele limpa. Eu segurei o membro, sem saber muito o que fazer com ele, até que a voz de Tomás foi mais alta que as minhas incertezas:
– Me chupa.
A vozinha da minha consciência já não mais existia naquele ponto. Coloquei cautelosamente o membro na boca, impressionada com o tanto que precisei abrir os lábios para que apenas uma parte coubesse. O dono do pau não queria nem saber, empurrou minha cabeça até eu engasgar. Me afastei por um segundo, apenas para que fosse empurrada ao trabalho de novo. Tudo bem, era pra isso que eu estava ali agora. Comecei a chupar como podia, sentindo Tomás crescer dentro da minha boca até um tamanho que eu só acreditava que existia nos vídeos nojentos que Miguel assistia quando achava que eu estava dormindo. Era impressionante!
Eu deixei que ele me usasse, meus lábios abertos para recebê-lo enquanto seu pau entrava e saía cada vez mais molhado de saliva. Ele era vocal, soltando suspiros, um “isso, assim!”, aprovando minha performance. E eu sentia algo aflorar em mim, uma felicidade boba em saber que agradava.
Tomás tirou o pau da minha boca e o bateu de leve contra meu rosto algumas vezes, adicionando outra nova experiência para minha lista.
– Vem cá, deixa eu foder esse peitão agora.
Obedeci. Tirei as sandálias e ajoelhei na casa para ficar na altura do veterano, oferecendo os seios para ele. O moreno passou o membro contra meus mamilos, na extensão do meu busto, dando batidinhas de leve antes de colocar aquela pica enorme entre os dois e começar a se mexer. Eu apertei meus peitos, tentando deixar a atividade o mais prazerosa possível. Sentia suas mãos segurando meus ombros, o pau esfregando no interior dos meus seios, e gostava. Ao mesmo tempo, a imagem de Miguel me passou pela cabeça; não com culpa, mas com uma divertida ironia, considerando que seu tamanho não era suficiente para fazer aquilo. Eu dei uma risada embriagada, observando Tomás com a cabeça para cima, metendo em mim em apenas uma das formas que ele poderia fazer.
A calça começava a ficar apertada e incômoda contra minha virilha. Algo em mim estava mais e mais inquieto pela primeira vez: um tesão em ser desejada daquela forma tão selvagem. Eu queria mais!
Acho que minhas intenções ficaram bem claras, porque, assim que me olhou novamente, o moreno se afastou. Dessa vez, eu não esperei que ele mandasse, me levantei e, virada de costas para ele, tirei a calça, expondo minha bunda (também de um tamanho considerável) decorada com uma calcinha de renda cor de rosa.
– Caralho, você só fica mais gostosa!
Dei uma risadinha, abaixando a calcinha logo depois. Percebi que o moço se ajoelhava, e logo senti suas mãos dos dois lados do meu quadril, o rosto entre as minhas nádegas, a língua na minha buceta já tão molhada que eu não conseguia acreditar. Gemi. Ele me lambia com sede, sem deixar de lado sua experiência. Minhas pernas começaram a tremer e vacilar, e eu precisei me segurar na cama para não cair. Meus olhos começaram a se anunciar, não sei se por efeito do álcool ou do prazer. Era tudo tão quente e úmido que eu não sabia o que fazer. Eu só sabia gemer e suspirar naquela boca que me devorava com vontade.
Tomás se levantou, eu aproveitei para me deitar na cama. Eu estava delirando, me oferecendo para ele, segurando meus seios enquanto abria as pernas. Ele tirou a roupa, e eu pude observar mais de seu corpo grande e malhado, o pau ainda brilhando com a minha saliva.
– Que delícia… – ele disse ao me ver daquele jeito. – mas eu vou te comer de quatro.
Sem problemas, pensei. Não era uma posição que eu costumava ficar. Mas o que não era uma saborosa novidade, a essa altura? Me virei, sentindo um tapa forte na minha bunda, antes que o peso do corpo do veterano fosse sentido na cama.
Eu olhei para trás a tempo de vê-lo segurando minha cintura com uma mão e a pica com a outra, antes de sentir uma pontada quando ele começou a me penetrar. Era bem mais do que eu estava acostumada! Eu conseguia sentir ele me preenchendo lentamente, a dor de misturando com um prazer que reconfigurava as engrenagens do meu cérebro!
– Que putinha apertada! – Ele disse. Outro tapa, agora na outra nádega, é um vai e vem violento, apertando minha cintura, me fazendo enfiar a cara no travesseiro e segurar os lençóis com força.
Era como se meu corpo fosse dominado por descargas elétricas, fogos artifício, o que fosse. O fogo do meu corpo derretia os meus neurônios a cada estocada que ele me dava; e Tomás metia rápido e forte, batendo na minha bunda até arder.
O barulho de fora quase não era mais ouvido por nós, afogado pelos meus gemidos, os tapas, o ofegar dele. Ele me xingava de coisas que eu nunca ousaria deixar Miguel pensar em me chamar:
– Isso, sua cachorra! Leva pica direitinho!
E tudo o que eu conseguia pensar era: “Sim! Eu sou uma cachorra! Continua metendo na minha buceta!”
O veterano segurou meus dois braços atrás das minhas costas, ajudando a penetrar mais fundo dentro de mim. Eu não era mais nada além de uma puta, naquele momento que eu queria que nunca acabasse.
Quando o moreno soltou meus braços, eu me virei. Meus olhos estavam faiscando de tesão, e eu conduzi seu corpo até que ele estivesse deitado na cama, onde antes eu estava de quatro. Passei uma perna por cima dele e, com a ajuda de uma mão, coloquei aquele pau de volta onde pertencia: na minha buceta, agora encharcada e aberta para ele. Comecei a cavalgar como nunca antes, minha bunda batendo sonoramente nas coxas do moço, os peitos balançando até doer. Consegui sentir se aproximar um orgasmo guardado bem no fundo do meu ser. Vinha como um tsunami depois da maré baixa. As sensações inundaram meu corpo, junto com a compreensão de que era aquilo que eu gostava, que eu iria fazer pelo resto dos meus anos de faculdade!
Gozei forte, encharcando mais o pau de Tomás. Precisei ficar um momento registrando o que acabara de acontecer, as pernas tremendo e o peito subindo e descendo enquanto eu ofegava.
– Minha vez. – Ele disse, sorrindo, depois que eu me recuperei. Me colocou ajoelhada no chão e começou a se masturbar. Eu segurei o busto para recebê-lo. – Isso… Quem é uma vagabunda gostosa?
– Sou eu! – Respondi, cansada e feliz, assim que ele esporrou em cima de mim.
***
Terminei com Miguel no dia seguinte. Não falei o motivo, mas acredito que a camiseta e os chupões que eu vestia diziam o suficiente. Ele gritou e chorou, me chamou de coisas que eu já tinha ouvido na noite anterior, mas, agora, com veneno nas palavras. Não dei atenção. Ele não estava errado.
Tomás me apresentou todos os seus amigos. Os outros vieram… mais naturalmente, com as conversas e os vídeos (ah, os vídeos!) que passaram a circular por aí. Me tornei uma figura falada na faculdade: até o final do curso, eram poucos os moços que não tivessem me conhecido em uma cama, festa ou canto qualquer da universidade. Eu ajudava cada um deles com um sorriso malicioso no rosto.
Agora, eu era veterana. Um novo semestre se iniciava, e eu estava encarregada de convidar os novatos para a calourada no final daquela semana. Coloquei uma das minhas regatas decotadas e uma calça legging de tecido finíssimo e elástico. Casual, mas provocante de um jeito que eu havia aprendido a apreciar.
– licença, Manu… – Eu apareci na sala onde uma colega apresentava as modalidades do nosso curso, segurando os panfletos contra o peito de uma forma que o deixava mais arrebitado, quase escorrendo para fora da blusa. – Ei, gente! Queria chamar vocês pra calourada que vai ter essa sexta! Vai ser super legal, vai ter bebida, música…
Comecei a distribuir os flyers. Quando passei os olhos por um garoto, ele desviou, tímido. Com certeza estava me olhando antes. Era bonito, mas contido. Entreguei um papel em sua direção, minha mão roçando na dele. Sem cortar o contato visual, disse:
– Vai ser uma ótima oportunidade pra conhecer gente nova!
Dei uma piscadela para o moço, e continuei minha tarefa. Aquela seria uma festa e tanto!


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