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De vez em quando deixo meu sobrinho me olhar demais
A manhã estava gelada, garoando. Saí para correr mesmo assim, como sempre antes das 6h. Voltei encharcada de suor e chuva, o corpo quente e aquele cheiro de esforço grudado na pele. Eu gosto desse cheiro no geral. Me excita. Entrei na cozinha ainda com a roupa de corrida e as meias molhadas.
Meu sobrinho já estava lá, preparando café. Sentei na cadeira alta do balcão, as pernas pesadas. Ele me passou uma xícara sem dizer nada. Sentou ao meu lado e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, levantou minhas pernas e as colocou sobre o colo dele. Senti o calor das coxas dele sob minhas panturrilhas.
— Você está suada — murmurou.
Começou a massagear meus pés com as meias ainda molhadas. Pressionava forte com os polegares na sola. Eu reclamei um pouco, mexendo os dedos.
— Ai, não, deixa, estão nojentos…
Mas não os tirei. Ele continuou, cheirando o suor através do tecido, respirando mais fundo. Bebi meu café e me perdi imaginando como seria se ele me agarrasse com força e me deitasse sobre a mesa. Será que abriria minhas pernas e me comeria ali mesmo?, sem piedade, como um animal. Balancei a cabeça e voltei à realidade.
Levantei para encher a xícara com água fria. Dei apenas dois passos e minhas pernas tremeram, quase caí. Ele se levantou rápido, me segurou pela cintura e me levantou como se eu não pesasse nada. Me sentou no móvel da cozinha. Me abraçou forte, encostando o rosto no meu pescoço. Eu o empurrei um pouco.
— Estou toda suada, me deixa…
Ele respirou fundo contra minha pele e disse baixinho, quase rouco:
— Seu cheiro me atrai, como se eu fosse um bicho.
Fiz uma cara de nojo que ele não viu, mas ele começou a cheirar exagerado, primeiro a axila, eu recusei, depois subiu pelo pescoço, e eu me derreti. Eu tentava afastá-lo, mas a verdade é que estava gostando. Me perdi imaginando como ele arrancaria meu short de uma vez e me encoxaria no móvel, esperava ter deixado camisinhas por perto. Ele subiu devagar até minha orelha, deslizando o nariz pelo meu suor. A mão dele subiu pela minha coxa úmida. Quando ele lambeu meu pescoço inteiro, acordei. Empurrei ele firme e desci do móvel.
— Vou tomar banho — disse, cambaleante, e fui para o banheiro.
Enchi a banheira. A água quente me relaxou, mas as pernas continuavam moles. Queria ser mimada. Vi a bomba de sais na prateleira alta e soube que não alcançava. Chamei ele.
Ele entrou e ficou uns segundos me olhando debaixo d’água. Joguei a bomba rápido para que ele não visse tudo e ri. Ele se virou para sair, mas eu o chamei de novo. Ele se virou animado, como se eu estivesse convidando para algo mais. Pedi que ele apagasse a luz. Ficamos só com a claridade da janela.
Mostrei um pé para fora d’água, num sinal claro. Ele sentou ao lado da banheira e começou a massagear, devagar, com as duas mãos. Fechei os olhos e me perdi imaginando que ele me agarrava pelo cabelo e fodia minha boca enquanto metia os dedos em mim. Balancei a cabeça outra vez.
— Me dá sua mão — disse baixinho.
Segurei e levei para debaixo d’água. Passei pelo meu abdômen, pelo púbis e deixei bem no meu grelo. Ele entendeu. Fechei os olhos e ele começou a me tocar devagar, primeiro o clitóris, depois enfiando um dedo, depois dois. Mordi meu lábio e deixei ele brincar. A água abafava o som. Gozei apertando o pulso dele, tremendo, sem fazer barulho. Foi longo e profundo.
Depois pedi que ele me ajudasse a sair. Sentei nua na borda da banheira. Ele secou minhas pernas com a toalha, devagar, quase com reverência. Terminei de me secar. Ele me colocou o roupão e me carregou no colo como se eu fosse algo frágil. Me levou até o sofá da sala e me deixou ali, coberta.
Fiquei deitada ali, ele com meus pés no colo, se ofereceu para pintar minhas unhas. Aceitei. Ele fez isso por um tempo. Enquanto fazia, me perdi nos meus pensamentos, em como desabotoar a calça dele com meus pés e masturbá-lo com eles. Queria sentir os fluidos dele em mim, não ir além, já estava cansada. Desejava que ele gozasse sobre mim, sobre meus pés. Cheguei à conclusão de que era bem fácil, só precisava esperar o esmalte secar. Uma pequena soneca e vou nessa.


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