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Nós debaixo das cobertas
Eles não precisavam de muita coisa para manter o tesão aceso.
Era inverno. Ela estava encolhidinha sob as cobertas, mal aparecendo os cabelos.
Ele se moveu suavemente pelo quarto, para não acordá-la, mas com agilidade, para escapar do frio. Deitou e grudou-se ao corpo dela. Precisava duplamente do seu calor.
Acariciou a barriga dela por cima da camisola, certo de que ela dormia. Até que a sentiu se mexer, preguiçosa como uma gata. Segurou as mãos dele e deslizou pelo corpo. Ainda eram movimentos sonolentos, mas ele reagiu. Apertou-se mais a ela. Ela prosseguiu, levando aquelas mãos firmes por seu corpo, parando nos seios, deixando ele apertá-los como ele gostava, passando o polegar pelos mamilos.
Agora ele estava totalmente aceso. E, como eles transavam por telepatia, ela se virou, devagar, sorrindo, abraçando-o. Ele achegou-se ao corpo eternamente bronzeado dela, sentindo as mãos dela descerem pelas costas nuas. Deixou que ela ficasse mais alta, para enterrar o rosto no colo dela, sentindo sua pele, seu perfume e, sem pressa alguma, começar a beijá-la. Ela sorriu. Já estava completamente molhada.
Ele beijou o colo, com aqueles lábios grossos na medida perfeita, primeiro beijos mais suaves, depois usando a língua, quase como se a beijasse na boca. Assim, ele desceu, aos poucos, começando a sentir os peitos dela, aqueles peitos que eram a coisa mais perfeita que ele já vira em uma mulher. Ela já conseguia sentir o pau dele pronto, mas ele não queria só meter nela. Ele queria saboreá-la, como um prato delicioso, aguardado horas, dias, meses.
Usou as mãos para segurar os seios dela, firmes e macios ao mesmo tempo. Beijou-os primeiro por cima da camisola. Já sabia que era outro tipo de prazer beijá-la por cima da roupa e sempre fazia isso. Era como colocar ainda mais lenha em um fogo muito aceso. Com a língua, invadiu o decote, sentindo a pele dela, lambendo-a com suavidade. A língua alcançou os mamilos e ela soltou o primeiro gemido da noite, discreto. A língua daquele homem fazia loucuras. Com o tesão aumentando, ele foi puxando a camisola, sem tirá-la, até alcançar o seio.
Era tão prazeroso quanto o sexo aquelas brincadeiras ainda com a roupa. Segurando o seio, ele chupou e lambeu, ora devagar, ora voraz. Alguns segundos de prazer, e ela baixou a camisola azul, o próprio movimento do deslizar a roupa mais uma preliminar. Estava sem calcinha. Sempre sem calcinha.
Com ela nua, ele podia trabalhar melhor. Ele segurava os peitos dela de um jeito único, juntando-os com as mãos e atiçando os mamilos com os dedos. Não eram nem pequenos demais, nem grandes demais a ponto de parecerem artificiais. Os mamilos eram de um marrom escuro, o bico só eclodindo quando estava excitada. Eram a parte favorita dele no corpo daquela gata, e ele precisava se conter para não gozar antes da hora.
Depois de chupar e lambe-los, ele emergiu, como se tivesse mergulhado nela. Ela sorriu, aquele sorriso safado, indo para cima dele e beijando-o na boca, quase engolindo-o. Ele dançava a língua dentro dela, ela lambia a boca dele e se agarravam de novo. O pau dele por baixo da roupa, lhe roçando as pernas, quase a fazia gozar. Ela precisava dele.
Debaixo das cobertas, sentindo o corpo latejar, ela desceu, beijando e lambendo aquele peito forte, com pelos, poucos, mas o suficiente para ele parecer um homem de verdade e não um criado para a academia. Desceu até a cueca. Sorria, parecendo bêbada. Adorava fazer aquilo, tirar a cueca dele devagar e ver o pau enorme pulando para ela. Aquele homem todo era dela como ela era dele.
Agora era mais fácil ignorar o frio. Sentou em cima dele, de costas, ouvindo mais um gemido do seu homem. Foi deitando brandamente, roçando a boceta nele, para que ele sentisse como ela estava molhada e, ao mesmo tempo que ele via a bunda deliciosa dela se erguendo, ele sentiu aquele tesão avassalador quando ela o engoliu. Quase ao mesmo tempo, ele a abocanhou.
De perfil, era um lindo sessenta e nove com dois corpos excitados e cheios de charme, os olhos azuis dele, os cachos dela. Ela se desconcentrava na sua tarefa, porque ele chupava como ninguém, como se estivesse lhe beijando a boca. Ele não ficava só lambendo o clitóris, ele devorava, realmente como um beijo na boca erótico. Ela não fazia por menos. Ele nunca vira aquilo em uma mulher, não sabia como ela movia os lábios e a boca daquele jeito. Ela também não ficava só chupando do mesmo jeito — não que não fosse bom, mas ela ia mais rápido, mais devagar — e ela sabia quando ir mais rápido e mais devagar! E lambia de cima a baixo, e quando chegava bem em cima ela fazia um movimento com a língua…
Como eles transavam por telepatia, pararam quase ao mesmo tempo, porque queriam terminar um olhando para o outro. Ela se virou com agilidade, ficando de frente para ele, sentada bem em cima do pau. Tratava ele literalmente com amor, afagando como se fosse sua joia… Eles eram ecléticos nas posições, e hoje era o dia dela por cima. Quem via aquela mulher de dia não poderia imaginar aquele sorriso safado nela na cama. Ele, por sua vez, não tinha nojinho nenhum e quando ela veio, ele agarrou aquela boca, e se beijaram mais um pouco.
E, nessa posição, ela o colocou dentro dela, sentindo aquele tranco nele quando a penetrou. Ela voltou a sentar, se movendo bem devagar. Ele segurou os peitos dela, e mesmo morto de tesão conseguia ser delicado. Ela inclinou a cabeça para trás, sentindo aquele pau delicioso dentro de si, e sabendo que ele adorava vê-la daquele jeito. Ele estava entregue. Era um homem de um equilíbrio extraordinário. Se fosse outro já tinha gozado, mas ele sabia tratar uma mulher, sabia dominar quando ela queria ser dominada e sabia se entregar, sem hesitação alguma, quando ela o dominava. Adorava vê-la louca, suada, os cabelos bagunçados, subindo e descendo, aumentando a velocidade aos poucos, cavalgando em cima da rola dele como mulher nenhuma jamais fez. Ele sabia que ela estava chegando, ela sabia que ele já devia ter chegado, mas já tinham aprendido o tempo um do outro. Ele a chamava de gostosa, de puta, de amor. Ela gritava manhosa e gritou mais quando ele levou o dedo na boceta dela, como fazia para aumentar o prazer dela. Ela gritou, ele gemeu, eles foram mais rápido… gozaram juntos e ela caiu exausta nos braços dele, ouvindo ele dizer que a amava. Ele ouviu a voz fraca dela dizendo que o amava. E ele puxou as cobertas.


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