Junho 26, 2026

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Quando o amigo hétero quis me comer

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Sou gay, tenho 23 anos e minha orientação sexual não é segredo pra nenhum dos meus amigos e nem pros meus pais. Ano passado aconteceu uma coisa que eu jamais esperaria ou sonharia. Prefiro contextualizar a contar o que foi logo de início.

Tenho muitos amigos, mas o W em especial, é o meu amigo das antigas, desde o ensino fundamental quando estudamos juntos. Devo acrescentar que ele é hétero. Tivemos a sorte de estudar na mesma faculdade em cursos diferentes e, embora nossos círculos de amizade fossem diferentes, a amizade entre W e eu continuou firme.

Em janeiro do ano passado eu virei o seu ombro amigo. W estava passando por uma fase difícil com a namorada, que eu vou poupar vocês dos detalhes, mas logo de cara eu percebi o fim que levaria. E em março W me ligou aos prantos falando que eles tinham terminado. Eu nunca tinha visto meu amigo chorar e aquilo foi de partir o coração. Sério.

Foram dias de muito lamento e choro que começaram a me preocupar. Como um bom amigo, era meu dever anima-lo, então passei a insistir – e às vezes arrastar – W para os rolês divertidos com a minha galera. Ele melhorou e de vez em quando, porém, tinha recaídas. Coisa normal de término.

Abril do ano passado fomos à uma festa no bairro vizinho. Não precisei insistir muito para W ir afinal era um sábado à noite e ele não tinha planos melhores. Fomos num grupo de cinco pessoas e não bebemos muito, só o suficiente para ficarmos alegrinhos. Dançamos, nos divertimos e rimos como loucos. Depois da festa, que acabou quase 2 da manhã, voltamos a pé pra casa e no final só restou W e eu caminhando pela rua.

Paramos na pracinha da cidade e eu aproveitei pra sentar e tirar meu tênis. Foi uma caminhada tão longa que meus pés tinham inúmeras bolhas. W e eu conversávamos sobre ficantes e pessoas que estávamos interessadas quando eu o vi segurar com força o volume na sua calça jeans. Eu olhei só por reflexo. Afinal, qual gay não olharia? W olhou na minha cara e falou:

– Tá afim de chupar?

Eu simplesmente fiquei sem reação. Assim, sem mais nem menos, meu amigo me fez aquele pedido como se fosse a coisa mais normal. Nós nunca falamos sobre nada em contexto sexual antes.

– Aqui?

Perguntei olhando pra praça que estava vazia. W abriu o zíper, sem esperar pela minha resposta, e tirou o pênis de dentro tinindo de tão duro.

A praça era bem central, mas o banco onde estávamos sentados era mal iluminado e meio escondido por algumas plantas e arbustos. Eu só conseguia reparar naquele pau duro diante de mim. A cabeça pontuda tão rosinha que dava vontade de tirar uma foto e emoldurar. Eu simplesmente me inclinei e chupei meu amigo.

Fazia alguns meses que eu não via um pau na minha frente além do meu, portanto eu caprichei naquele boquete. E pelos gemidos de W eu estava me saindo bem. Ele me deixou livre para chupa-lo e preferia me observar do que forçar minha cabeça contra seu pau, como os bofes costumam fazer. Ele movia o quadril como se rebolasse e aquilo me deixava ainda mais excitado.

Eu jamais sequer tinha sonhado em fazer aquilo com W. Éramos amigos de muito tempo e nunca demonstramos interesse sexual um no outro.

– Deixa eu te comer. – Ele pediu

– Quê?

– Deixa eu te comer. – Ele repetiu mais alto.

O tesão às vezes faz a gente fazer coisas que nós, em sã consciência, nunca faríamos. Esse foi meu caso naquele dia. Abaixei o short jeans no banco daquela praça deserta e empinei a bunda. Até hoje não acredito que fui capaz de fazer aquilo.

Nós não tínhamos preservativo e nem lubrificante. Éramos dois amigos cheios de tesão e com muita vontade de foder. W ainda conseguiu enfiar a cabeça, mas o restante teve que ficar para fora. Seu pau era bem maior do que eu calculara e mais grosso também. O lubrificante ajudaria naquela situação.

Meu amigo me fodeu como homem nenhum até hoje me fodeu. Ele parecia sedento, ou melhor, faminto. Me segurava pela cintura com força e puxava meu corpo para junto do dele como se temesse que eu escapasse dali. Seu quadril rebolava num ritmo lento, mas firme e voraz de um verdadeiro macho alfa. Ele gemia tentando socar cada vez mais fundo, mas tínhamos que nos contentar só com a metade dentro. E que metade.

Nenhum homem tinha me comido com tanta vontade antes e olha que eu já tive vários parceiros. W parecia que estava há meses sem transar, como se estivesse preso ou algo assim. Homens cheios de tesão me deixavam louco e com mais vontade ainda de dar.

Eu também rebolava e empinava meu rabo como podia, mas a posição naquele banco de praça não era a das melhores. Eu soube que ele ia gozar quando seu ritmo ficou mais rápido e depois parou de repente. Naquele momento eu juro que senti as jatadas de leite dentro de mim. Continuei rebolando até sentir seu pau parar de pulsar.

Nos vestimos sem dizer uma palavra. Eu ainda ardia de desejo, mas o tesão do meu amigo já tinha passado. Era nítido que estávamos envergonhados do que tínhamos feito. No caminho pra casa falamos sobre a festa e não tocamos mais no assunto do que tinha acabado de acontecer.

Faz quase um ano desde que aquele dia e sou muito grato por não ter ficado nada estranho entre mim e W depois do que aconteceu. Eu gostaria muito que tivéssemos mais uma noite daquelas, no entanto prefiro mais a amizade do jeito que está do que estragar. Conheço casos de amizades acabaram por menos que isso. Porque que homem tem que ser assim?

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