Julho 30, 2026

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A calcinha de renda

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Era uma noite de domingo.

Estava frio, mas não era o frio que fazia a pele arrepiar.

Era outra coisa. Um frio na barriga, uma sensação incômoda, quase impossível de explicar. Naquela noite, por algum motivo, eu tinha a impressão de que ela queria ter um filho.

O problema é que, naquela época, eu ainda não sabia quem era, de verdade, a suposta mãe. E talvez essa tenha sido a primeira coisa que eu deveria ter percebido.

Era uma segunda-feira, eu tinha 21 anos, estava recém-solteiro e ocupava uma das últimas carteiras da sala da faculdade quando ela entrou.

Não foi preciso que ninguém dissesse nada. Alguns olhares a acompanharam imediatamente.

Ela era alta, provavelmente perto de 1.80cm, talvez um pouco mais. Loira, corpo cuidadosamente construído em academia e uma postura que parecia ignorar completamente o fato de estar entrando em uma sala cheia de desconhecidos.

Haviam mulheres bonitas naquela faculdade, mas ela era diferente. Tinha uma presença própria.

Sentou-se algumas carteiras à frente e, alguns segundos depois, a aula continuou como se nada tivesse acontecido.

Eu, pelo menos, já não estava prestando tanta atenção.

Em determinada momento nossos olhos se encontraram.

Foi rápido.

Ela desviou. Depois olhou novamente. E aquele segundo olhar foi suficiente.

No intervalo, encontrei-a sozinha, mexendo no celular. Caminhei até ela e puxei uma cadeira.

– Olá. Prazer, Bernardo (meu nome fictício).

Ela levantou os olhos.

– Oi, Bernardo. Aline (nome também fictício).

Perguntei se ela havia sido transferida de outra faculdade. Estávamos em uma fase avançada do curso e sua presença ali despertava curiosidade.

Ela explicou que vinha da capital. Morava lá, mas havia decidido se mudar.

Perguntei se já tinha conseguido conhecer a cidade. Ela sorriu de canto.

– Ainda não.

Fez uma pequena pausa.

– Por quê? Você quer me apresentar?

Naquele instante, alguma coisa mudou.

Não foi uma declaração, tampouco um convite explícito.

Foi apenas aquela pequena provocação escondida atrás de um sorriso. Mas nós dois entendemos.

Sorri.

– Me passa seu WhatsApp. Vamos combinar alguma coisa esse fim de semana. Tem alguns bons restaurantes aqui, acho que vai gostar.

Ela pegou o meu celular, salvou o número e, quando nos despedimos, estendeu a mão.

Eu a segurei. Era uma mão surpreendentemente macia, delicada, com as unhas bem cuidadas, pintadas de branco.

Havia algo quase elegante naquele gesto simples. Levei sua mão aos lábios e beijei o dorso por um instante.

Confesso que foi um gesto de cortesia carregado de intenção.

Soltei sua mão.

– Mais tarde te chamo.

Durante o restante da aula, eu já não conseguia pensar em outra coisa. Tive a sensação de que alguma coisa tinha começado, embora nenhum dos dois tivesse dito isso em voz alta.

No final da aula, alguns colegas comentaram sobre ela. Um deles fez uma comparação com as bailarinas do faustão (kkkkkk).

O outro foi além e levantou uma hipótese mais curiosa: disse que ela tinha aparência de acompanhante de luxo.

Achei engraçado, mas a ideia ficou na minha cabeça.

Naquela noite, mandei uma mensagem dizendo que estava cansado e que conversaríamos melhor no dia seguinte.

Ela responde desejando boa noite.

Foi simples, educado e normal.

Mas havia alguma coisa naquela mulher que não parecia normal.

No dia seguinte, eu esperava continuar exatamente de onde havíamos parado, mas não aconteceu.

Durante a tarde, ela me escreveu dizendo que precisava cancelar nosso encontro. Estava procurando um apartamento e precisava resolver tudo rapidamente.

Respondi tranquilamente. Disse que não havia problema e que, caso precisasse de ajuda com a mudança, poderia contar comigo.

Talvez fosse uma desculpa dela. Eu não sabia.

Quando nos encontramos novamente na faculdade, trocamos um beijo no rosto, algumas palavras e nada mais.

Parecia que não havia mais interesse por parte dela.

Na sexta-feira, alguma coisa mudou.

Até então, Aline tinha mantido uma distância calculada. Um olhar aqui, um sorriso ali, o suficiente pra me deixar curioso, mas nunca o bastante para eu ter certeza de alguma coisa.

Naquela noite, porém, ela decidiu diminuir a distância.

Eu tinha ido à faculdade com roupa de academia (iria depois da aula, havia saído mais cedo do trabalho). Vestia uma bermuda, uma camiseta preta de tecido dry fit, bem diferente das roupas sociais que costumava usar quando saía do trabalho direto para a faculdade.

1.80m, corpo atlético, aquela roupa deixava à mostra boa parte do que normalmente ficava escondido: braço e peito tomados por tatuagens, e a estrutura larga do corpo marcada pelo treino.

O rosto também costumava chamar atenção. Forte, anguloso, quadrado, com traços bem definidos e uma aparência que contrastava com a pouca idade.

Era uma versão diferente de mim. Mais exposta e mais física.

Ela notou.

Durante a aula, meu celular vibrou.

Era ela.

– “Que homem cheiroso. Sinto seu perfume daqui. Nem veio me cumprimentar hoje. Senti falta do abraço”.

Li duas vezes, e sorri.

Respondi:

– “Não estou a fim de ficar nessa aula. Vem comigo?”

Alguns segundos depois.

– “Pra onde exatamente?”

– “Não pergunta. Só sai atrás de mim”

Enviei a mensagem, guardei o celular e sai da sala.

Por alguns instantes, nada aconteceu. Até que ouvi o barulho da porta.

Ela estava saindo. Não olhou para os lados, apenas veio.

Fomos até o estacionamento.

Assim que chegamos ao meu carro, a distância que ela havia mantido durante toda aquela semana desapareceu.

Agarrei sua cintura e a puxei contra mim, com força. Ela bateu o corpo no meu e, em vez de reclamar da força, sorriu de um jeito que só “piorava” tudo.

Entrelacei os dados em seus cabelos, na região da nuca, e a beijei.

Começou quente, urgente, quase agressivo. Depois fomos diminuindo o ritmo, como se os dois tivessem percebido que não havia motivo para ter pressa. Minha boca desceu para o seu pescoço. Beijei lentamente, sentindo sua respiração mudar, enquanto minhas mãos percorriam seu corpo (e que corpo).

Ela se apertou ainda mais contra mim.

Foi quando senti a mão dela passar pelo meu abdômen, por de baixo da camiseta, chegando ao meu pau (por cima da bermuda).

Ela sentiu meu pau extremamente duro e disse:

– “Nossa, que delícia sentir seu pau duro desse jeito”

Abri a porta do carro e olhei pra ela.

– “Entra”

Ela se afastou por um instante e me olhou com aquele sorriso de quem tinha acabado de descobrir alguma coisa.

– “Você gosta de mandar, né?”

Sorri.

– “Você ainda não viu nada”

Ela entrou no carro.

Voltamos a nos beijar. Dessa vez, não havia mais aquela pressa inicial. Era pior (muito pior – positivamente). O beijo ficou lento, demorado e molhado.

O carro ficou pequeno para nós dois.

Ela se ajoelhou no assoalho e abriu um sorriso safado, de quem sabia exatamente a “merda” que estava fazendo comigo, me olhando de baixo pra cima.

Esse olhar acabou comigo. Não havia inocência nenhuma ali, era provocação pura.

Tirou meu pau pra fora e percebeu que estava todo “babado” (tenho um problema: meu pau é extremamente comunicativo… é babão por natureza kkkkk).

Ela não perdeu tempo, começou a lamber toda a “baba” que escorria. Antes, olhou nos meus olhos, bateu o pau na cara, e começou a chupar fazendo movimentos circulares com a mão simultaneamente (maestra do boquete kkkkk… Apesar disso, não foi o melhor que já recebi – qualquer dia escrevo sobre isso).

O máximo que consegui fazer foi percorrer seu corpo com as mãos (ela estava de calça jeans ajoelhada no assoalho, não dava pra alcançar outras partes).

Algum tempo depois, o barulho de uma moto se aproximando nos interrompeu. O guarda do estacionamento estava passando.

Ficamos completamente imóveis. Ela me olhou assustada, e eu ri. A situação deixou tudo ainda mais excitante.

A puxei para o banco e continuamos. Comecei a chupar seus peitos. Ela respirava cada vez mais rápido, mas, quando percebeu que poderíamos ser realmente vistos, disse:

– “Para. Sério. Podem ver a gente”

Paramos.

Nos ajeitamos.

– “Vamos para outro lugar?” – Sugeri.

Ela me olhou com aquele sorriso de quem sabia exatamente o efeito que estava causando em mim.

– “Não. Por hoje é só o que você merece”

Como assim? Na minha cabeça, quem estava conduzindo aquilo era eu.

Ri, incrédulo.

– “PQP… você está mesmo fazendo isso comigo?” – disse.

Ela riu e deixou bem claro:

– “Por hoje é só”

Saímos do carro e caminhei com ela até onde havia deixado o dela.

Antes de entrar, nos beijamos mais uma vez. Depois cada um seguiu seu caminho.

No sábado, por alguma razão que não consigo lembrar direito, quase não conversamos. Acho que era algo relacionado a mudança dela, então preferi não atrapalhar.

Depois da sexta-feira, percebi que Aline tinha um talento particular de me deixar querendo mais.

Acordei tarde no domingo, estava frio e chovendo.

Havia uma mensagem de bom dia dela.

Respondi. Conversamos pouco.

Passei o restante da tarde com alguns amigos em um bar, bebendo cerveja e jogando conversa fora enquanto a chuva caía sem trégua do lado de fora.

Por volta das 19h, meu celular vibrou.

Olhei. Era ela.

– “Não paro de pensar na gente. No carro. Eu não queria avançar tão rápido assim. Não sei o que pensaria de mim. Mas não paro de pensar em nós”

Li a mensagem mais de uma vez e não pensei muito.

– “Quer me ver? Passo te buscar”

Ela demorou pouco pra responder.

– “Está chovendo. Meu apartamento está um pouco bagunçado. Se você não ligar, pode vir aqui”

Logo depois, mandou localização.

Perguntei:

– “Que horas?”

A resposta veio quase que imediatamente:

– “Agora?”

Nem pensei muito. Me despedi dos amigos, paguei a conta e fui embora (guardem essa informação: “nem pensei muito”).

A chuva aumentava à medida que eu dirigia. Quando cheguei ao prédio, corri até a portaria.

Ela já estava me esperando no hall.

Foi nesse momento que me veio o seguinte pensamento: e a camisinha? kkkkkkk

Por ter saído com os amigos, num domingo, não imaginei que acabaria ali (obs. não curto deixar camisinha na carteira nem no porta-luvas, já tive problemas com isso).

Pensei em voltar, dar uma desculpa e ir até a farmácia. Mas descartei a ideia. Não queria que ela interpretasse aquilo como se eu tivesse ido até seu apartamento pensando apenas em sexo.

Subimos.

O apartamento estava realmente bagunçado. Sentamos e começamos a conversar.

Foi quando comecei a perceber que sabia muito pouco sobre ela.

Perguntei sobre a mudança, a cidade, a vida que havia deixado para trás.

Em algum momento, perguntei o que ela fazia.

– “Modelo” – respondeu.

Uma resposta simples.

Pra mim, não foi.

Modelo.

Cidade de pouco mais de 100 mil habitantes.

Inevitavelmente, lembrei da conversa na faculdade: “parecida com acompanhante de luxo”.

A brincadeira do colega voltou à minha cabeça como uma pergunta que eu ainda não tinha feito verdadeiramente.

Será que ela percebeu minha hesitação? Não.

Continuei a conversa normalmente.

Ela ofereceu uma bebida: whisky.

Disse que meu primeiro porre tinha sido com whisky e, desde então, eu não tinha boas lembranças. Porém, aceitei porque era um whisky bourbon com mel (mais leve).

Brinquei:

– “Se você quiser me embebedar, é só me dar whisky”

Ela devolveu:

– “E você acha que veio aqui pra quê? Estava todo arrumadinho por aí e acha que vai aparecer no meu aparamento só pra me comer?”

Ri.

Dei um gole e deixei o copo sobre a mesa.

– “Não. Estou aqui por você, quero te conhecer melhor” – respondi.

Parei por um instante e complementei:

– “Tanto que nem camisinha eu trouxe” – quis informar o meu vacilo de uma forma positiva, dando a entender que não estava ali somente pelo sexo.

Alguma coisa mudou no rosto dela.

Foi sutil, mas eu vi aquele sorriso… aquele olhar.

Ela se aproximou, sentou no meu colo (de frente pra mim).

A conversa desapareceu. As roupas também.

Não era simplesmente desejo, era intensidade. Ela deixou transparecer que estava com muito tesão em saber que a comeria no pelo. É como se ela estivesse esperando por aquela oportunidade muito mais tempo do que eu imaginava.

Já na cama, tirei sua calcinha e comecei a chupar sua buceta, que estava extremamente molhada. Introduzi meu dedo e continuei chupando simultaneamente até sentir sua mão pressionando minha cabeça contra o seu corpo – o que dava mais pressão para a língua que estava em seu clitóris. Fiquei ali por alguns minutos até sentir seu tronco se inclinar levemente para frente, algumas vezes, de forma involuntária, seguido de gemidos mais altos e um relaxamento total do corpo – ela gozou…

Que delícia, na minha boca – pensei enquanto diminuía o ritmo lentamente e apreciava o mel de sua buceta.

Subi para beijá-la. Enquanto subia, fiz questão de passar meu pau, sem camisinha, rapidamente pela sua buceta, o que a fez dizer:

– “Me come assim, por favor”

Respondi no seu ouvido:

– “Você quer que eu goze na sua buceta no pelo? É só implorar que eu gozo” – achei que ela estivesse falando por falar. Tenho um fetiche absurdo em gozar dentro, mas ela não sabia disso (obs. só realizei esse fetiche uma vez na vida, com uma ex-namorada, e nunca mais tive coragem).

Fui juvenil. Ela não estava brincando.

Imediatamente invertemos a posição. Ela veio por cima e começou a esfregar a buceta no meu pau, que estava pingando de tão molhado. Ficou esfregando ao ponto de me implorar para comê-la no pelo, para que sentisse sua buceta quente e molhada, para que gozasse dentro.

Cada vez que ela implorava, pensava:

– “E se ela for garota de programa?” – comecei a ficar neurótico.

A tirei de cima de mim, descemos da cama, ordenei que ficasse de joelhos e me chupasse até gozar na sua boca. Como uma boa submissa, ela o fez, mas senti que o que ela queria, de fato, é que eu gozasse em sua buceta – ela não estava blefando, queria muito sentir meu leite dentro dela.

Pouco antes de gozar, ela disse:

– “Então goza na minha cara” – o que foi prontamente atendido. Gozei muito (muito mesmo).

Ela deitou na cama. Peguei uma toalha no banheiro e a limpei. Tomamos um banho, comemos algo que não lembro o que.

Já passava das 23h.

Eu disse que precisava trabalhar cedo no outro dia.

Ela segurou meu braço.

– “Dorme aqui”

Repeti:

– “Amanhã preciso trabalhar cedo”

– “Eu sei” – disse ela sorrindo.

Havia alguma coisa naquele pedido que me desarmou. Mesmo assim, precisava ir.

Cheguei até a porta.

Foi quando ela pegou a calcinha de renda que usava e colocou na minha mão.

Olhei pra ela, sem entender.

– “Isso é pra você lembrar de mim. Quero que venha devolver durante a semana”

Fiquei alguns segundos sem responder.

Então ela acrescentou:

– “Eu tomo anticoncepcional. Não precisa ter medo de gozar dentro de mim”

Uma frase estranha no fim de uma noite estranha.

Peguei a calcinha. Dei um sorriso e fui embora.

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