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Ônibus lotado, bunda encaixada
05:45 da manhã, ainda acordando, entrei no ônibus.
Peguei o espaço dos cadeirantes, de pé, uma mão na barra de cima, a outra segurando a mochila entre as pernas. Decidi largar no chão por conta do peso. O sono ainda pesava nos olhos. Pouca gente no começo, mas o bagulho encheu rápido. Em poucos minutos já tava apertado.
O motorista entrou numa curva fechada, daquelas que o ônibus inclina e você se desequilibra. A moça que tava na minha frente, não estava se segurando, e adivinha? Caiu de costas em mim. Inteira. Eu segurei instintivo pela cintura com minha mão esquerda, pra que ela não caísse no chão. Não foi intenção sexual. Foi reflexo puro.
Ela virou só o rosto. Olhou por cima do ombro pra mim, e pediu desculpas com um sorriso grande, largão, mostrando os dentes. Não digo que foi delicado. Não era sorriso de vergonha. Era solto, quase brincalhão. E não saiu do lugar.
Ficou ali. Colada.
Ali eu entendi o que estava acontecendo.
O ônibus seguiu. Toda freada, toda acelerada, toda curva, o corpo dela voltava pra cima do meu. A bunda — não era daquelas enormes que ocupam espaço, mas era gostosa pra porra, firme, redondinha no tamanho certo — encaixava perfeito contra a minha virilha. Se a gente estivesse pelado, meu pau entrava direto nela. Sem precisar de ajuda de tão duro que eu fiquei. Só o movimento do ônibus já tava feito o serviço.
Eu fiquei duro. Duro de verdade. O tipo de ereção que aperta a calça e dói um pouco. E ela sentiu. Porque não se mexeu. Não tentou se afastar. Não pediu licença. Continuou ali, deixando o corpo bater no meu a cada solavanco.
Minha mão ainda tava na barra. A dela também. Nossas mãos se tocaram. Não foi um toque rápido. Foi aquele contato que fica a mais do que deveria. Eu senti a pele dela, quente..
O atrito continuou. A bunda dela subia e descia levemente com o movimento do ônibus, roçando bem no meio da minha ereção. Eu comecei a sentir escorrer. Pré-gozo molhando a cueca, a calça. Fiquei molhado pra caralho ali no meio daquele aperto, sentindo o calor do corpo dela, o cheiro leve de perfume ou sabonete, a respiração dela perto.
Ela não falou mais nada. Só ficou quietinha. Eu também. Os dois quietos, fingindo que era só o ônibus lotado, enquanto o pau latejava e a bunda dela continuava ali, bem encaixada. Ela não tava 100% de costas pra mim. Mas o suficiente pra estar no ponto certo.
Quando o meu ponto chegou, eu desci. ela se desvencilhou devagar. Olhou de novo, ainda com aquele sorriso, eu desci.
Eu fiquei com aquela cena na cabeça, completamente fudida.
Nem me lembrei de tentar contato ou algo assim. E assim começou uma manhã de frio.


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