Por
Reportar este conto
Quatro no tapete
Tudo começou numa sexta à noite, numa casa de swing que a gente já conhecia de vista. Eu e meu marido só queríamos beber, conversar, sentir o clima. A casa estava cheia, mas não lotada. Música baixa, luzes quentes, gente espalhada pelos sofás e pelo bar.
Foi no canto da sala que eu vi o casal. Duas mulheres. Uma mais masculina — cabelo curto, ombros largos, jeito de quem costuma mandar —, a outra mais delicada, cabelo comprido, olhar baixo, quase se escondendo atrás da companheira. Elas estavam sozinhas, bebendo vinho e conversando baixo. Eu observei por um tempo. Meu marido também.
Quando a gente se aproximou, foi natural. Cumprimentamos, perguntamos se podíamos sentar. Elas disseram que sim. Em poucos minutos já estávamos rindo de alguma besteira. Elas contaram que era a primeira vez delas num lugar daqueles. Que tinham combinado de só olhar, só sentir o ambiente. Eu sorri e falei a verdade:
— A gente também já veio só olhar algumas vezes. Até o dia em que parou de ser só olhar.
A conversa foi fluindo. Bebida, mais bebida. Elas perguntavam, a gente respondia sem filtro. Eu contei que gosto de dominar outras mulheres. Que meu marido me domina. Que às vezes a gente brinca junto. Elas ouviram em silêncio, trocando olhares entre si. A mais masculina tentava manter a postura, mas o olhar dela já traía curiosidade. A mais delicada só escutava, mordendo o lábio de vez em quando.
Foi perto da meia-noite que o clima mudou de verdade. Eu estava sentada ao lado da mais delicada. Em algum momento, sem pensar muito, passei a mão no cabelo dela, bem devagar, só afastando um fio que caía no rosto. Ela deu um sorrisinho tímido. Eu inclinei um pouco o corpo e beijei o canto da boca dela. Foi leve. Quase um teste. Ela não se afastou. Pelo contrário: fechou os olhos por um segundo e deixou.
Do outro lado do sofá, meu marido já estava mais perto da outra. Ele passou a mão na coxa dela, por cima da calça, sem pressa. Ela engoliu em seco, mas não tirou a mão dele. Depois ele se inclinou e beijou o pescoço dela, bem devagar. Ela soltou um suspiro baixo e olhou pra companheira, como quem pedia permissão. A delicada só apertou minha mão com mais força.
A gente ficou assim um tempo. Beijos curtos, mãos bobas por cima da roupa, risadinhas nervosas. Eu beijei a boca da delicada de novo, dessa vez um pouco mais demorado, sentindo ela tremer. Meu marido já tinha a mão na cintura da outra, puxando ela pra mais perto. A mais masculina tentava manter o controle, mas o corpo dela entregava tudo. A delicada escondia o rosto no meu ombro de vergonha toda vez que a gente se separava pra respirar.
Foi aí que eu senti que elas estavam no limite. Muita vergonha, muita novidade. Eu olhei pro meu marido e ele entendeu na hora. Abaixei a voz e falei pra elas:
— A gente pode continuar aqui… ou ir pra um lugar mais calmo. Sem pressão. Vocês que decidem.
A mais masculina olhou pra delicada. As duas se entreolharam por alguns segundos. Foi a delicada quem falou, quase num sussurro:
— Prefiro ir pra casa de vocês…
Eu sorri. Meu marido já estava levantando.
— Então vamos.
No carro, o silêncio era pesado. Eu dirigia, ele ia no banco do passageiro. As duas atrás, mãos dadas, ainda meio vermelhas de vergonha. De vez em quando eu olhava pelo retrovisor e via a delicada mordendo o lábio, a outra olhando pela janela como se tentasse se recompor.
Chegamos quase três da manhã. Subimos. Eu abri a porta do apartamento, liguei só a luminária do canto e pedi pra elas entrarem. Fechei a porta atrás de nós e me virei.
A delicada ainda segurava a mão da outra. Eu cheguei perto e falei baixo:
— Pode soltar. Agora cada uma vai com quem combinou.
Ela soltou. Eu peguei a mão dela e puxei pra mim, bem devagar. Meu marido se aproximou da outra sem tocar ainda. Só ficou perto o suficiente pra ela sentir o corpo dele.
— Vocês nunca fizeram isso de verdade, né? — eu perguntei, ainda segurando a mão da delicada.
Ela balançou a cabeça.
— Então a gente vai ensinar. Eu gosto de conquistar assim. Sem pressa. Sentindo cada reação.
Passei os dedos dela pelo meu rosto, depois pelo meu pescoço. Ela tremeu.
— Sente. Não precisa ter medo de tocar. Eu gosto quando alguém me obedece sem eu precisar mandar alto.
Do outro lado, meu marido já tinha feito a mais masculina se ajoelhar no chão com um simples gesto. Ele estava atrás dela, mãos nos ombros, falando no ouvido:
— Você costuma mandar, eu sei. Mas aqui você vai aprender a escutar primeiro. Respira. Mais fundo.
Eu continuei com a minha. Desci a mão até a cintura dela e puxei um pouco mais perto.
— Olha pra mim. Enquanto ele ensina ela a soltar o controle, eu vou te ensinar a sentir sem pensar. Consegue ficar quieta se eu pedir?
Ela balançou a cabeça que sim. Eu sorri.
— Então fica. Deixa eu te mostrar como é quando alguém te guia do jeito certo.
A respiração delas já estava diferente. O apartamento inteiro parecia suspenso. A gente tinha a noite toda pela frente, e eu não tinha a menor intenção de correr.
A delicada estava bem perto de mim, o corpo ainda tenso, a respiração curta. Eu passei a mão no rosto dela de novo, bem devagar, e beijei a boca dela com calma. Foi um beijo longo, sem pressa, só sentindo ela abrir a boca aos poucos, como se ainda estivesse testando se podia.
— Assim — eu sussurrei contra os lábios dela. — Sem pressa. Eu gosto quando você responde sem ter medo.
Do outro lado da sala, meu marido já tinha a mais masculina de joelhos. Ele estava atrás dela, uma mão no cabelo curto, a outra no queixo, obrigando ela a olhar pra frente.
— Você costuma mandar, eu sei — ele falava baixo, firme. — Mas agora você vai aprender a pedir. Fala o que você quer.
Ela engoliu em seco, a voz saindo rouca:
— Quero… que você continue.
Ele sorriu de lado.
— Continuar o quê? Fala direito.
— Que você me toque… me use.
Eu ouvi tudo e sorri, ainda beijando o pescoço da delicada. Desci a mão pela cintura dela, por baixo da blusa, sentindo a pele quente. Ela soltou um suspiro baixo e se agarrou no meu ombro.
— Olha pra eles — eu pedi. — Vê como ela está aprendendo a soltar o controle. Você também vai.
A delicada obedeceu. Ficou olhando a companheira ajoelhada, o rosto vermelho de vergonha e excitação. Eu aproveitei e beijei a orelha dela, mordendo de leve.
— Você gosta de ver ela assim?
Ela balançou a cabeça que sim, quase sem voz.
Passamos um bom tempo assim. Eu ensinando a delicada a responder aos meus toques, a pedir com o corpo, a ficar quieta quando eu mandava. Meu marido ensinando a outra a pedir em voz alta, a aceitar o controle sem lutar.
Em determinado momento ele se afastou um pouco, abriu o zíper e tirou o pau pra fora. Vinte centímetros, grosso, já duro. A mais masculina ficou parada, os olhos arregalados. O rosto dela mudou na hora. Medo puro misturado com excitação.
— Isso… é grande demais — ela sussurrou, a voz falhando.
Meu marido não se aproximou. Só ficou ali, segurando o próprio pau, olhando pra ela.
— Medo? — perguntou, calmo. — Dá pra ver. Mas você vai aprender a lidar com ele. Devagar. Eu não vou enfiar tudo de uma vez. Você vai pedir cada centímetro.
Ela engoliu em seco, o olhar preso naquele pau. As mãos dela estavam tremendo em cima das coxas.
— Eu… nunca peguei um assim.
— Eu sei. Por isso a gente vai com calma. Abre a boca. Só a cabeça primeiro. Sem pressa.
Ela hesitou longos segundos. Depois obedeceu. Abriu a boca e ele colocou só a cabeça, bem devagar. Ela fechou os olhos, soltou um gemido abafado, as mãos apertando as próprias pernas. Eu observava tudo enquanto continuava acariciando a delicada, beijando o pescoço dela, sussurrando:
— Vê como ela está aprendendo? Mesmo com medo. Você também vai aprender do seu jeito.
A delicada estava completamente molhada, o corpo colado no meu, respirando pesado. Eu continuei a interação com ela por mais um tempo, enquanto do outro lado meu marido ia aos poucos fazendo a mais masculina engolir mais um pouco, sempre controlando, sempre falando baixo, sempre esperando ela se acostumar.
Foi só depois de um bom tempo de interação, com as duas já bem entregues e a mais masculina ainda com aquele medo misturado com tesão no olhar, que eu olhei pro meu marido. Ele entendeu na hora.
Eu soltei a delicada devagar e falei, voz baixa, mas firme o suficiente pra as duas ouvirem:
— Agora a gente troca.
A delicada arregalou os olhos. A mais masculina, ainda de joelhos, olhou pra cima, confusa, a boca vermelha e molhada.
Eu caminhei até a que estava com meu marido e me agachei na frente dela. Segurei o queixo dela com firmeza.
— Você ficou o tempo todo olhando pra mim, não ficou? Agora é a minha vez de te ensinar.
Meu marido se levantou e foi até a delicada. Ela deu um passo atrás por reflexo, mas ele só estendeu a mão e esperou. Quando ela colocou a mão na dele, ele puxou ela com calma até ficar bem perto.
— Vem cá — ele falou baixo. — Agora você vai aprender comigo.
A troca estava feita. E a noite ainda estava só começando.
Eu segurei o queixo da mais masculina e a puxei pra mim. Beijei a boca dela com força, sentindo o gosto do meu marido ainda nela. Ela gemeu contra meus lábios, as mãos hesitantes na minha cintura.
— Agora você é minha — eu falei, voz baixa. — Vai aprender a me obedecer do jeito que eu gosto.
Do outro lado, meu marido já tinha a delicada contra a parede. Ele beijava o pescoço dela devagar, uma mão apertando a cintura, a outra subindo por baixo da blusa. Ela tremia, os olhos semicerrados, mas não pedia pra parar.
Eu desci a mão pela barriga da mais masculina e enfiei os dedos por dentro da calça dela. Estava encharcada. Ela soltou um gemido alto quando eu comecei a circular o clitóris com calma.
— Olha pra eles — eu mandei. — Vê como ela está se entregando pro meu marido.
Ela obedeceu. Ficou olhando a companheira sendo tocada, o rosto vermelho. Eu aproveitei e mordi o pescoço dela, ao mesmo tempo em que enfiava dois dedos fundo.
Meu marido olhou pra mim por cima do ombro da delicada e sorriu de lado. Ele tirou a blusa dela num movimento só e jogou no chão. Depois se abaixou, puxou a calça e a calcinha juntas e a fez abrir as pernas. A delicada cobriu o rosto com as mãos de vergonha, mas ele tirou as mãos dela com firmeza.
— Não esconde. Eu quero ver.
Ele ajoelhou na frente dela e começou a lamber devagar. Ela soltou um gemido abafado, as pernas tremendo.
Eu continuei com a mais masculina. Tirei a blusa dela, depois a calça. Quando ela ficou nua, eu a fiz deitar no sofá e me sentei em cima do rosto dela.
— Chupa. Do jeito que eu gosto. Devagar no começo.
Ela obedeceu, a língua hesitante no começo, depois mais determinada. Eu segurei o cabelo curto dela e balancei o quadril no ritmo que eu queria, gemendo baixo.
Meu marido se levantou, tirou a roupa toda e ficou de pé na frente da delicada. O pau de vinte centímetros, grosso, latejando. Ela arregalou os olhos de novo, o mesmo medo que a outra tinha sentido antes.
— Agora é a sua vez de sentir — ele falou, calmo. — Vamos devagar.
Ele a deitou no tapete, abriu as pernas dela e esfregou a cabeça do pau na entrada. Ela estava molhada, mas ainda assim ele entrou só um pouco. Ela arquejou, as unhas cravadas nas costas dele.
— Respira — ele mandou. — Mais fundo agora.
Foi entrando aos poucos, centímetro por centímetro, até ela estar completamente preenchida. A delicada gemia alto, as pernas enroladas na cintura dele.
Eu desci do rosto da mais masculina e a puxei pro chão, perto deles. Me deitei de lado e a fiz ficar de quatro, de frente pra mim. Enquanto meu marido fodia a delicada com força controlada, eu enfiei a língua na boceta da mais masculina, chupando e lambendo com vontade.
Os quatro estavam juntas agora. Gemidos se misturando. O barulho molhado dos corpos. Eu sentia a perna da delicada roçando na minha enquanto ela levava o pau grosso do meu marido. A mais masculina gemia contra o meu rosto, empurrando o quadril pra mim.
Em determinado momento meu marido puxou a delicada pra cima, a fez ficar de quatro também, e continuou fodendo ela por trás. Eu me posicionei na frente dela e enfiei a língua na boca dela, beijando fundo enquanto a outra chupava meus peitos.
Depois foi a vez da mais masculina. Meu marido saiu de dentro da delicada, ainda pingando, e se aproximou da outra. Ela ficou tensa de novo ao ver o tamanho, mas eu segurei o rosto dela e falei:
— Você já engoliu ele. Agora vai sentir ele dentro. Eu estou aqui.
Ele entrou nela com calma, igual tinha feito com a outra. Ela soltou um gemido longo, quase um choro, as unhas cravadas no meu braço. Eu beijei a boca dela enquanto ele fodia, sentindo cada estocada através do corpo dela.
A delicada se aproximou e começou a chupar meus peitos, a mão descendo até minha boceta. Eu gemia alto, cercada pelas duas, enquanto meu marido fodia a mais masculina com força cada vez maior.
A noite virou madrugada assim. Os quatro corpos se misturando no chão da sala, trocando de posição, beijando, chupando, fodendo. Eu dominando as duas, meu marido dominando as duas, e as duas se entregando completamente.
Quando finalmente paramos, o sol já começava a clarear pela janela. As quatro estavam suadas, ofegantes, espalhadas pelo tapete. A delicada com a cabeça no meu peito. A mais masculina com a cabeça no peito do meu marido. Ninguém falava nada. Só a respiração pesada e o silêncio gostoso de quem tinha se entregado de verdade.


Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.