Julho 6, 2026

9 Visões

Julho 6, 2026

9 Visões

A promessa no trem das dezoito

0
(0)

O trem das dezoito horas seguia seu ritual diário, denso e sufocante.

As portas se fecharam com um aviso metálico e o vagão estremeceu, comprimindo dezenas de corpos uns contra os outros. O ar estava pesado, carregado de suor, perfume e aquela eletricidade silenciosa que só existe no horário de pico.

Foi nesse momento que ela entrou.

deslizando pelo corredor estreito com movimentos discretos, os cabelos castanhos levemente bagunçados caindo sobre o rosto. Havia algo de inocente em sua expressão, quase tímido, mas seus olhos percorriam o vagão com uma fome sutil.

Quando nossos olhares se cruzaram por um breve segundo, ela desviou o rosto — mas não antes que eu percebesse o leve rubor que subiu por suas bochechas.

Poucos instantes depois, ela parou exatamente à minha frente.

O trem arrancou. O balanço repentino fez seu corpo recuar até que sua bunda macia encostasse contra mim.

Ela não se afastou.

Pelo contrário: fez um pequeno ajuste, como se quisesse se certificar de que o contato permanecesse.

Senti o calor da sua pele através da saia fina.

Sua respiração mudou — ficou mais profunda, mais irregular.

Eu não me mexi.

Durante os primeiros minutos, o silêncio entre nós era ensurdecedor.

Apenas o ruído constante dos trilhos e o balanço do vagão. Cada curva dos trilhos empurrava seu corpo contra o meu com mais insistência. Senti a maciez das suas nádegas pressionando minha virilha, o calor subindo entre nós.

Ela mantinha os olhos baixos, mas seu corpo falava por si: um leve rebolado quase imperceptível, como se testasse até onde podia ir.

Outro solavanco. Dessa vez, ela não fingiu. Empinou sutilmente a bunda contra mim, deixando que meu pau — já meio duro — se encaixasse entre suas nádegas por cima da roupa. Senti sua respiração acelerar. Um fio de suor escorreu pela sua nuca.

Eu desci a mão devagar pela lateral do corpo dela, roçando os dedos pela curva da cintura até chegar à coxa exposta e quente.

Ela não recuou. Em vez disso, abriu ligeiramente as pernas, um convite silencioso e perigoso no meio de tanta gente.

O trem seguia seu caminho, alheio ao que acontecia entre nós. Pela janela, as luzes da cidade borravam-se em riscos dourados. Eu me aproximei mais, quase colando os lábios na sua orelha, sentindo o cheiro doce do seu cabelo misturado ao perfume de pele excitada.

Ela mordeu o lábio inferior. Seu corpo tremia levemente, traído pelo desejo que tentava esconder. A saia mal cobria suas coxas, e eu podia imaginar — e quase sentir — o quanto ela já devia estar molhada.

Quando o trem reduziu a velocidade na estação seguinte, ela ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha com os dedos trêmulos. Antes de se afastar, virou o rosto apenas o suficiente para me lançar um olhar por cima do ombro: olhos brilhantes, bochechas coradas, um misto de vergonha e pura safadeza.

Um olhar que dizia tudo.

Enquanto ela desaparecia na multidão da plataforma, fiquei com o corpo ainda quente do contato, o pau latejando e a certeza de que aquilo não tinha sido um simples esbarrão.

Era apenas o começo.

O que achaste desta história?

Clique numa estrela para o classificar!

Pontuação média 0 / 5. Contagem dos votos: 0

Até agora, nenhum voto. Seja o primeiro a avaliar esta história.

Deixe um comentário

Também pode estar interessado em

Com você o sexo é perfeito

anônimo

13/10/2017

Com você o sexo é perfeito

Confessions

relatoseroticos.es

03/09/2013

Confessions

Muito Mais que um Desejo!

anônimo

11/11/2017

Muito Mais que um Desejo!
Scroll to Top