A promessa no trem das dezoito
O trem das dezoito horas seguia seu ritual diário, denso e sufocante.
As portas se fecharam com um aviso metálico e o vagão estremeceu, comprimindo dezenas de corpos uns contra os outros. O ar estava pesado, carregado de suor, perfume e aquela eletricidade silenciosa que só existe no horário de pico.
Foi nesse momento que ela entrou.
deslizando pelo corredor estreito com movimentos discretos, os cabelos castanhos levemente bagunçados caindo sobre o rosto. Havia algo de inocente em sua expressão, quase tímido, mas seus olhos percorriam o vagão com uma fome sutil.
Quando nossos olhares se cruzaram por um breve segundo, ela desviou o rosto — mas não antes que eu percebesse o leve rubor que subiu por suas bochechas.
Poucos instantes depois, ela parou exatamente à minha frente.
O trem arrancou. O balanço repentino fez seu corpo recuar até que sua bunda macia encostasse contra mim.
Ela não se afastou.
Pelo contrário: fez um pequeno ajuste, como se quisesse se certificar de que o contato permanecesse.
Senti o calor da sua pele através da saia fina.
Sua respiração mudou — ficou mais profunda, mais irregular.
Eu não me mexi.
Durante os primeiros minutos, o silêncio entre nós era ensurdecedor.
Apenas o ruído constante dos trilhos e o balanço do vagão. Cada curva dos trilhos empurrava seu corpo contra o meu com mais insistência. Senti a maciez das suas nádegas pressionando minha virilha, o calor subindo entre nós.
Ela mantinha os olhos baixos, mas seu corpo falava por si: um leve rebolado quase imperceptível, como se testasse até onde podia ir.
Outro solavanco. Dessa vez, ela não fingiu. Empinou sutilmente a bunda contra mim, deixando que meu pau — já meio duro — se encaixasse entre suas nádegas por cima da roupa. Senti sua respiração acelerar. Um fio de suor escorreu pela sua nuca.
Eu desci a mão devagar pela lateral do corpo dela, roçando os dedos pela curva da cintura até chegar à coxa exposta e quente.
Ela não recuou. Em vez disso, abriu ligeiramente as pernas, um convite silencioso e perigoso no meio de tanta gente.
O trem seguia seu caminho, alheio ao que acontecia entre nós. Pela janela, as luzes da cidade borravam-se em riscos dourados. Eu me aproximei mais, quase colando os lábios na sua orelha, sentindo o cheiro doce do seu cabelo misturado ao perfume de pele excitada.
Ela mordeu o lábio inferior. Seu corpo tremia levemente, traído pelo desejo que tentava esconder. A saia mal cobria suas coxas, e eu podia imaginar — e quase sentir — o quanto ela já devia estar molhada.
Quando o trem reduziu a velocidade na estação seguinte, ela ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha com os dedos trêmulos. Antes de se afastar, virou o rosto apenas o suficiente para me lançar um olhar por cima do ombro: olhos brilhantes, bochechas coradas, um misto de vergonha e pura safadeza.
Um olhar que dizia tudo.
Enquanto ela desaparecia na multidão da plataforma, fiquei com o corpo ainda quente do contato, o pau latejando e a certeza de que aquilo não tinha sido um simples esbarrão.
Era apenas o começo.


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